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23 setembro, 2017

A magia da XVIII Bienal do Livro do Rio

Olá, Eleanáticos! Como vocês estão? Hoje eu, Vitor Abou, venho contar pra vocês um pouco sobre a minha experiência na 18a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Vinte dias depois desse momento maravilhoso da minha vida falarei um pouco do que vivi lá como autor e como espectador também.


Para começar, tenho que destacar que em todos os dias o evento esteve bastante cheio, até nos dias de semana, já que várias escolas levaram seus alunos. Fiquei muito feliz em ver os alunos se maravilhando pelo universo literário. Logo na entrada, os acessos não eram difíceis e havia boa sinalização.

Quando passei pela entrada após feito o credenciamento por ser autor, deparei-me com o Pavilhão Laranja, voltado principalmente para o público infantil. Nesse pavilhão, a maioria das editoras eram de livros infantis e muitas estavam promovendo atividades lá com as crianças, como contação de histórias e personagens.

Logo após o pavilhão Laranja, vinha o Azul, o mais cheio no dia que eu estive lá (dia 02). Nesse pavilhão, estavam as principais editoras, como Intrínseca, Rocco, Cia. das Letras, Globo, Saraiva. Logo de início, entrei na Intrínseca, que esteve absurdamente cheia, porém com atendimento bem rápido. Os principais destaques eram os livros de Jojo Moyes, autora de ''Como eu era antes de você'' e os da linha ''Extraordinário'', de R. J. Palacio e que em breve terá seu filme lançado. Atraindo leitores e fãs do livro, a editora investiu pesado na parte artística e também colocou uma estátua do personagem Auggie para foto interativa. Esse stand foi o meu preferido e trouxe outros destaques, como os livros ''Piano Vermelho'' (que eu não resisti e comprei) e ''Caixa de Pássaros'', ambos de Josh Malerman. O livro da personagem Duny, de Girls in the house, também esteve presente e acabou rapidinho.


Próximo ao stand da Intrínseca, estava o da grupo Cia. das Letras, que eu confesso que não entrei já que estava muito cheio, porém as atrações eram ótimas, incluindo dia de autógrafos com personalidades como Rodrigo Hilbert, lançando seu livro.

Já na Rocco o destaque com certeza vai para Harry Potter. A editora investiu mesmo na obra e em seus volumes, com direito a espaço para foto com a vassoura do Harry. No stand, também houve espaço para outras obras como a coleção de Divergente e as de Clarice Lispector, que tinham um espaço bem pequeno, mas lindo para os fãs da autora.


Fazendo um breve resumo, as outras editoras também arrasaram, como a Saraiva, que apresentou vários momentos de autógrafo, além de ter uma cadeira de GoT, mas que não era exclusividade dela. Na Saraiva, comprei o livro ''Hibiscos roxos'', da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Em breve terá resenha! A Harper Collins também mandou muito bem com livros famosos, como Assassinato no Expresso do Oriente, de Agatha Christie, que também comprei, pois em breve lançará o filme desse sucesso.

Foto do site http://cabanadoleitor.com.br/harpercollins-bienal/

O pavilhão azul também contou com outros eventos como o Café Literário, um bate papo com várias personalidades e escritores, como Maurício de Sousa, Mario Sergio Cortella, Leandro Karnal. No azul, também estava o stand da editora Litteris, onde eu, Vitor Abou, apresentei meu livro ''As vozes do além'' e fiz uma sessão de autógrafos, contando com amigos e familiares. Sobre essa experiência, a defino como uma das mais marcantes da minha vida ao receber o carinho dos leitores e sentir a sensação de reconhecimento por esse projeto que tanto gosto. Foi incrível!


Já no último pavilhão, o Verde, o principal foco era o público nerd e geek, com vários livros voltados para essas pessoas, como HQs, mangás, livros de ficção científica, dentre outros.

Como sempre, a Bienal do Livro do Rio foi INCRÍVEL, simplesmente, ESPETACULAR. Em 2019, espero conferir novamente esse evento tão especial para nós, amantes literários. 

21 setembro, 2017

Escola de Rio Novo realiza o IV Sarau Literário

Nesta sexta feira (22), o Instituto Educacional João Maria realiza o IV Sarau Literário, com o tema “Literatura Cor-de- rosa”, às 19:00 horas, no Teatro Ivo Mameri. Com objetivo de enfatizar que a literatura é de todas as cores, o evento contará com poetisas, compositoras, interpretes e também escritoras, como por exemplo Suzana Alves, autora do “Um recomeço para o amor”. Além disso, lembrar a questão do feminino sim, da luta contra violência, luta por direitos e por reconhecimento e falar de respeito como um todo.



A professora de Português e de Artes, Geise Pinheiro Spadetti comenta que o projeto iniciou em 2011, quanto junto à equipe pedagógica decidiram fazer um projeto para celebrar o dia do livro, e ainda destaca “eu queria que fosse algo que tocasse realmente meus alunos”.



            Geise ainda pontua “quando fui escrever o projeto, percebi que meu maior objetivo era aproximar os alunos do universo da leitura, mostrar a eles que literatura não é distante. Não se faz só nos grandes centros urbanos e nem só com escritores antigos. Então, a ideia era buscar pessoas da nossa região que escrevessem e estivessem ligados a arte, principalmente da leitura. E assim, os alunos passaram a conhecer autores da nossa cidade e da região”.


            Sobre o envolvimento dos alunos Geise comenta que eles se envolvem em todo o processo: debateram os temas, escolheram figurino, e conheceram mais sobre os convidados por meio das pesquisas.

            Geise que convidou nossa EQUIPE para participar do evento ressalta a o contato dos alunos com a literatura moderna “ quando eu comecei a procurar os convidados encontrei o blog por indicação. Foi muito bom, porque os alunos falam muito sobre o universo dos blogs e YouTube e eu estou sempre conversando sobre como é importante usar essas ferramentas para aprender, para ter acesso à leitura...Então, eu sabia que trazê-los como convidados seria mostrar como gente jovem pode ser envolvia com o universo literário, pode conhecer, estudar arte e unir isso à tecnologia”.



            A professora ainda destaca que com o evento os alunos realmente passaram a ler mais, a esperar pelos livros e leituras.

Nós, do Entrelinhas e Afins ficamos muito felizes com o convite, aliás é muito prazeroso ter a oportunidade de comentar e sentir Literatura, ainda mais quando é pertinho da gente. Estamos muito ansiosos pelo evento e temos certeza que o Sarau será um sucesso.

Local: Teatro Ivo Mameri, em Rio Novo do Sul

Horário: 19:00 horas

Data: 22/09/2017

08 setembro, 2017

Petronilha Vidigal realiza I Mostra de documentário

            Na próxima segunda (11/09) será realizado na E.E.E.F.M Petronilha Vidigal, em Itaoca Pedra,  a I Mostra de documentário da escola, no qual será exposto um material acerca das práticas de bullying e também as sobre o preconceito. O evento reunirá alunos, professores, familiares e moradores da comunidade, já que o documentário envolveu toda comunidade escolar. Ainda no local haverá um espaço reservado para fotos, no qual os participantes poderão registrar o momento ímpar na escola.   


            As gravações do documentário começaram na primeira semana de fevereiro e só terminaram agora em setembro, entre gravações e montagens para edições, o projeto perpetuou por cerca de sete meses. Apesar de terem conseguido patrocínio, o professor ainda pontua que a falta de recursos, atrasou um pouco as gravações.


            O professor de Língua Portuguesa, Rômulo Suhett, recorda que a ideia de começo era um vídeo simples para o dia Nacional contra o Bullying , mas com um tema grande , o interesse de falar também sobre o preconceito, culminou para que o projeto ganhasse rumos maiores, sendo assim saindo dos portões da escola em contato com o mundo.

 


            Rômulo ainda destaca que os alunos dos segundos e terceiros anos do Ensino Médio tiveram uma ampla participação na proposta, até mesmo no roteiro, na trilha sonora e nas ideias. Além dos alunos que aparecem no vídeo, outros muitos alunos colaboraram nos bastidores de diversas formas, ou seja, realmente um trabalho em equipe.



            Sobre o diferencial desse trabalho Rômulo declara “a proporção de ideias agregadas durante as gravações, que fez elevar o pensamento de uma continuidade desse documentário para amostras anuais”, já antecipando planos futuros com o projeto cinematográfico. 





07 setembro, 2017

Entrevista com Cristina Pezel

Residente da cidade de Niterói (RJ), a autora Cristina Pezel vem colhendo bons frutos de seus trabalhos literários. Esse ano a escritora apresentou e ainda apresentará nesse feriadão o seu trabalho na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, um grande evento literário e cultural. Escrevendo desde 2013, ela participou de vários concursos de poesias e contos, chegando a ganhar alguns deles. Nessa entrevista para o Entrelinhas e Afins, Cristina conta para todo o público um pouco sobre seu processo de escrita, seus projetos, participação na Bienal e muito mais.


1) Cristina, inicialmente, muito obrigado por ter aceito o meu convite para esse bate papo para o Entrelinhas e Afins. Para começar, gostaria de saber o que te levou a começar a escrever, ainda em 2013. E queria saber também como era a sua vida e o seu trabalho antes de publicar suas obras.
Eu é que agradeço a oportunidade de conversar com vocês!
Gosto de escrever desde criança, mas há muitos anos não escrevia, assoberbada com vários compromissos da vida. No entanto, por causa de uma doença na família, encontrei na escrita um refúgio que me ajudou a enfrentar tudo de uma forma melhor. Lamento não ter começado a escrever há mais tempo. Mas agora que mergulhei nesse universo, estou muito feliz e realizada.
Como eu trabalho e tenho filhos, o tempo que tenho para escrever é à noite, ou quando estou num transporte público, ou quando estou numa sala de espera, ou quando acordo antes que todo mundo... O que mudou de antes para agora foi isso: meu tempo livre é quase todo dedicado à carreira de escritora que estou construindo.

2) Em 2014 e 2015, você se dedicou mais aos contos e poesias e participou de concursos como o Prêmio Miró de Literatura e o Cataratas. Conte um pouco mais sobre esses concursos e os seus prêmios neles.
Participar desses concursos, principalmente os de contos, foi o que me fez pensar em prosseguir com a carreira de escritora. Ao começar a ganhar premiações, percebi que eu poderia me aperfeiçoar e confiar na minha escrita e propor-me desafios maiores. Aconteceu assim: comecei a escrever muitos contos e poesias. Houve uma lacuna em que eu precisei parar de escrever porque tive uma complicação com um braço quebrado que me impediu de usar o computador por quase um ano. Foi nessa época que comecei a enviar meus escritos engavetados a vários concursos literários, e fui ganhando alguns prêmios. Nesse período aprofundei bastante a pesquisa sobre o universo fantástico para O MUNDO DE QUATUORIAN, que eu já havia começado a escrever também, mas que estava numa pausa.

3) Para você, como foi a sensação de ter seu trabalho reconhecido em prêmios de caráter nacional? Como você os enxerga?
Às vezes fica difícil “fazer cair a ficha”. Foi uma felicidade imensa. Em alguns concursos precisei viajar para receber o prêmio, conheci escritores e locais novos e fui me apaixonando pelo mundo da escrita. O reconhecimento me deu gás para mergulhar de vez na escrita do livro que eu havia começado.

4) Esse ano você lançou o seu livro infanto-juvenil O Mistério da Trave (foto acima), pela Editora Bambolê. De que trata essa obra? Quais foram suas principais intenções com ela?
Esta obra é um infantojuvenil que trata de viagem no tempo. Diego adora jogar futebol e numa situação inusitada se vê jogado para o passado, onde conhece seu pai quando criança e trava uma amizade forte com ele. Uma série de situações acontecem e ele vai mais para o passado ainda, onde conhece sua avó ainda criança também. O livro aborda fatos históricos, diferenças culturais, diferença nos meios de transporte, equipamentos eletrônicos... fala ainda de futebol e amizade. Enfim, o “Mistério da Trave” é o que Diego precisa desvendar para voltar ao seu tempo atual... o livro tem belíssimas ilustrações do artista Waldomiro Neto, de Londrina-PR.


5)  Você também lançou o primeiro volume do livro ''O Mundo de Quatuorian'', uma obra de ficção. Como foi para você narrar acontecimentos sobrenaturais e fantásticos? Qual sua relação com esse universo?
Sempre gostei muito de narrativas fantásticas, adoro “viver” nesses mundos! Sou fã de C.S. Lewis, Tolkien e GRRM, e eles foram minha completa inspiração para este livro.
O MUNDO DE QUATUORIAN estava muito latente em mim. Às vezes eu brinco de dizer que a obra se escreveu sozinha, pois embora eu tivesse feito um planejamento sobre a história, muitas coisas mudaram seu rumo de forma involuntária... muitos personagens também me desobedeceram e escolheram seus próprios caminhos...rsrsrs. Eu lancei uma primeira edição independente em 2016, e esta foi resenhada por vários blogs literários, recebendo avaliações muito positivas, o que me deixou bastante animada. Acabou chegando na editora Mundo Uno, que decidiu me publicar. Estivemos trabalhando o livro durante uns seis ou sete meses, para aprofundar alguns personagens, explicitar melhor alguns conceitos e cenas, e decidiu-se dividir a obra em dois. Enfim, foi lançado o primeiro volume na Bienal do Livro RJ -Vol I - Cheiro de Tempestade, e a projeção é que em 2018 lancemos o Volume II – O Retorno do Imperador.

6) Cristina, você teve alguma preocupação por criar uma obra mais voltada para o público juvenil? Por que escolheu esse público?
Não escolhi... aconteceu tão naturalmente... talvez seja meu estilo, minha linguagem. Depois a obra foi enquadrada como fantasia juvenil que atinge também os adultos. Que ótimo, pois então posso trabalhar com um público que goste de fantasia até os 99 anos de idade! rsrsrs

7) Conte para nós um pouco sobre o enredo de ''O Mundo de Quatuorian'', que também esteve na Bienal do Rio esse ano.
A história se passa num mundo totalmente novo e fantástico, com um sistema astronômico próprio, uma forma específica de medir o tempo; o mundo tem animais e seres com poderes especiais. Há um Imperador que precisou guardar-se para a posteridade. Mais de mil anos separam este Imperador dos jovens protagonistas... eles serão unidos por uma profecia. Há também uma revelação importante guardada até um momento futuro em que a profecia anuncia o retorno do Imperador milenar. O que está escrito no Códice dos Mestres é de importância vital para que Teriva, Vinich e Julenis salvem as quatro terras do mal que se instalou em Quatuorian. No livro conto a história dos protagonistas desde a infância até a juventude. Reviravoltas, surpresas, aventura e emoção estão presentes o tempo todo neste livro.

8) Em uma reportagem do jornal O Fluminense, vi que ''O Mundo de Quatuorian'' teve uma boa parte escrita na travessia da barca Rio-Niterói e catamarã de Charitas. Quais outras curiosidades você pode nos contar sobre a obra?
Tenho várias curiosidades pra contar!
·         VULCÕES - Os vulcões são parte muito importante na história, então vários termos e nomes são de origem havaiana;

·         As cavernas subterrâneas foram inspiradas numa cidade real, a cidade subterrânea de Derinkuyu, escavada em rocha vulcânica.

·         O Castelo de Tugevus, tomado por Vorten (logo no início da história), assim como os demais castelos, são inspirados nas formações decorrentes de fenômenos vulcânicos da Capadócia, “incrementados” com construção acessória exterior (escadas, plataformas e varandas de madeira).

·         MAPA - Primeiro desenhei o mapa do mundo. Depois comecei a escrever. As distâncias percorridas em viagens foram cuidadosamente baseadas na capacidade do meio de transporte (caminhada, cavalo).

·         A VIAGEM DOS ASPIRANTES - No caso do caminho percorrido pelos Aspirantes, considerou-se a distância que precisaria de 21 dias para ser percorrida a cavalo. Durante a viagem, são aprendidas e avaliadas as qualidades do aspirante a Guardião. Maron avalia esses candidatos na caminhada ritualística onde são postas à prova as características essenciais do guardião: humildade, lealdade, persistência, honra, bravura, coragem, dentre outras virtudes.

·         POMBOS-CORREIO - Com auxílio das informações fornecidas por email pela Federação Columbófila Brasileira, pude inserir os pombos-correio na história. Os pombos sempre voltam para o pombal onde nasceram. Antigamente, os pombos eram levados de uma cidade para outra e estes eram mantidos presos. Quando se queria enviar mensagens, os pombos eram soltos e retornavam à sua cidade origem (o pombal onde nascera). O sistema se baseava em trocas de pombos entre cidades vizinhas.

·         DOMO DE ZALI - O Domo de Zali, local onde acontece o ritual “Puro-Vitae”, é descrito baseado nas características de vulcões inativos, onde há formação sazonal de lagos e onde podem existir gases nocivos à vida.

·         SELAS, o “Kátigo” - O simpático personagem é totalmente inspirado no incrível “Armadillo Lizard” (Cordylus cataphractus), lagarto que costuma enroscar-se em sua cauda quanto sente alguma ameaça.

No livro, ele é amigo inseparável de Teriva e anda em seu ombro.



·         ALAMEDA DULCÍVIA - Uma Alameda totalmente bucólica, quase mágica, que isola seu transeunte do tempo exterior. No livro, Salek e Teriva andavam pela Alameda Dulcívia e não perceberam que um temporal se aproximava. A Alameda liga Probatus a Jucundus. Flores e frutos dão-lhe um permanente aroma adocicado, repleto de pássaros e abelhas que ali têm seu paraíso.


          SEMENTES DE MACIEIRA - As características para plantio de uma macieira narradas no livro são verdadeiras. A semente desta árvore necessita de frescor e temperaturas baixas para germinar.  A macieira da história é divina e mágica, por isso, dá frutos “dourados” e seu tamanho é gigante, com largo tronco.

·         INSPIRAÇÃO MEDIEVAL - O MUNDO DE QUATUORIAN tem inspiração pré-industrial com características de nosso mundo medieval. No entanto, na maior parte do livro, a história se passa em um tempo de paz onde não há cavaleiros, lutas de espada ou sangue.

·         ORGANIZAÇÃO DE QUATUORIAN - O MUNDO DE QUATUORIAN tem estrutura e moedas próprias, e as unidades de medição de tempo, distâncias e medidas em geral são diferentes das do nosso mundo real.


9) Fale um pouquinho sobre a sua rotina para escrever uma obra, quanto tempo você demora para finalizar um livro, se tem alguma mania, etc.

Escrevo normalmente cedo, antes que todos de minha casa acordem (rsrs) ou à noite quando “as crianças” foram dormir. É um processo de imersão e eu sei que fico fazendo caras e bocas, rindo, falando com a tela do computador... e é assim que a coisa flui. Preciso de um local silencioso... não consigo escrever com música ou barulho de TV.

Não há um tempo definido para que escrevamos uma obra grande ou um conto. Tudo depende do fluxo criativo, do tempo que temos para mergulhar na história etc. No caso de O MUNDO DE QUATUORIAN, considerando a pausa que tive por causa do problema com o braço, posso dizer que o tempo útil de trabalho na obra foi de dois anos, pois fiz dezenas de revisões e reescritas de trechos.

Uma mania? Ler rapidamente cada parágrafo que escrevo num idioma do tipo ta-ra-nan, ta-ra-nam, ta-ra-nam. Com entonação.

10) Sabemos que viver de escrita no Brasil ainda é muito difícil. Como você enxerga essa realidade? E que recado pode dar para os escritores iniciantes?

Particularmente, não tenho planos de viver de escrita, mas sim de viver escrevendo, pelo prazer do texto, da narrativa, de compartilhar mundos e histórias com os leitores. É isso que me move.
O que vejo é que o Brasil ainda é um pouco preconceituoso com o gênero fantasia de autor nacional, mas sinto que isso tem mudado gradativamente e há uma série de novos autores fantásticos ganhando seu espaço. Graças a Deus contamos com o apoio essencial dos blogs e canais literários para a disseminação da obra!
Sobre as editoras... ainda há muita dificuldade em fazer chegar o original às mãos do(a) editor(a), e sinto que o mercado do agente literário precisa crescer mais para facilitar a vida tanto dos autores quanto das editoras.

Quanto a dicas para os escritores iniciantes:
  • ·        Dê tempo ao tempo. Pressa só atrapalha o escritor.
  • ·       Leia muito, e de preferência gêneros variados. Não se iluda de achar que pode ser um bom escritor sem ler. Não pode. Mesmo.
  • ·     Leia este livro também: “Sobre a Escrita -  Stephen King”. Leia mesmo. Isso ajudará muito você.
  • ·  -   Saiba aceitar críticas. Use leitores beta. Outros olhos conseguem ver coisas que estão ocultas ao autor. O distanciamento crítico e a opinião de cabeças diferentes ajuda muito no seu crescimento como escritor.
  • ·         Guarde o que você escreveu por um tempo na gaveta e pegue alguns meses depois. “UAU” é o que você dirá ao ver quanta coisa pode e precisa ser melhorada, e só o distanciamento temporal permitirá a você enxergar.
  • ·         E para fechar, reitero o primeiro conselho: Leia muito, e de preferência, gêneros variados. Não se iluda de achar que pode ser um bom escritor sem ler. Não pode. Mesmo.

11) E quais são os seus próximos projetos enquanto escritora?
Estou em fase de preparação/revisão do texto para o segundo volume de O MUNDO DE QUATUORIAN. Estou escrevendo também uma fantasia juvenil com situações que ocorrem em mundos paralelos. Deverei terminá-la assim que concluir o trabalho de texto para o lançamento de O MUNDO DE QUATUORIAN Vol II – O Retorno do Imperador (2018).

12) Como foi sua experiência na Bienal do Rio? Conte sobre seus dias lá e como se sentiu ao receber o carinho de seus leitores.
Está sendo uma coisa nova para mim, e que experiência MARAVILHOSA! Os leitores que visitam o stand à procura da obra são muito educados e carinhosos comigo! Eu fico até emocionada em falar disso. É altamente gratificante esse contato. E é muito bom ver um leitor com seu livro em mãos empolgado para ler a obra.



13) Cristina, fico muito feliz pela entrevista. Eu, Vitor, em nome de toda a equipe ELEA, agradeço a você pela participação. Abraço e muito sucesso!

Vitor, eu só tenho a agradecer o Entrelinhas e Afins  pela oportunidade de contar um pouquinho dessa magia que é poder compartilhar uma história com os leitores na forma de um livro! Obrigada por esse espaço, pelo apoio e pela oportunidade!

02 setembro, 2017

18ª Bienal do Rio: siga esse roteiro literário

             Gente, a 18ª Bienal do Livro do Rio começou nesta quinta-feira (31), reunindo muito escritores, blogueiros, estudantes e professores, além disso, muita tecnologia. O sonho de qualquer blogueiro é participar de uma Bienal, no qual é um momento de pura euforia, onde temos contatos diretos com vários escritores que somos fãs e ainda podemos tirarmos aquela famosa “selfie” com nosso ídolos literários.



               Eu não irei à 18ª Bienal, porém fiz uma lista de AUTORES que vocês precisam conhecer lá na Bienal.  Uma lista bem mesclada entre ficção, romance lgbt, e muita poesia é claro.

***

               Teremos uma pessoa muito especial na Bienal. Não é o Stephen Sing não, rs        ( um dos meu autores prediletos). É o nosso parceiro de blog e blogueiro Niteroiense predileto, Vitor Abou. O Vitor, de apenas 17 anos, que esse ano conclui o Ensino Médio, lancará sua obra de estreia “As vozes do Além”.  Juntamente com a Litteris Editora e Quártica Premium, hoje ( 02/09) das 19 h às 20:30, no Pavilhão Azul, nosso amigo estará autografando sua obra de ficção e suspense para todos.




               Tem cachoeirense na Bienal minha gente! Isso mesmo, além de ser da minha cidade, a diva literária é minha parcera de trabalho e minha confidente linguística/ ortográfica, rs. Sim, ela mesmo Lina Fregonassi. A autora estará presente no dia 08/09 ( Sexta) às 13:30, no estande P18, no Pavilhão Verde, lançando sua obra de estreia “ Fragmentos e Avessos”, pela editora Autografia.



               Outra pessoinha que eu amodoro é a sem filtro na veia, Ludmilla Clio, que também estará na Bienal. A autora estará presente no dia 09/09 ( sábado), no estande da Chiado Editora, no Pavilhão Verde, MO5, lançando “ Febríssima”, seu segundo filho de poemas.


               Também tem um escritor (apesar de não ter lido o livro dele ainda) que eu admiro bastante, o nome dele é Vinícius Grossos, que estará no Pavilhão Azul, da Faro Editorial. Grossos é autor de “O garoto quase atropelado” e também “ 1 + 1 – A matemática do amor”  ( romance gay).



               Vinícius também é autor de “O verão em que tudo mudou”, em parceria com Gabi Freitas e a a diva maravilhosa Thaís Wandrofski. Thaís e Víncius estarão na Bienal no dia 02 e 03/9 das 14 às 18h. Além disso, Tháis no dia 08/09, estará no Espaço Digital Saraiva, falando sobre a importância de Harry Potter para formação de novos leitores, a colorida contou tudo no canal dela AQUI! 



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               Então eleanáticos, aproveitem por mim essa jornada literária. E se por acaso tirarem uma selfie com esses autores maravilhosos, marquem a gente no @entrelinhas_eafins ou @ronionhas!

Abraceijos!