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22 junho, 2017

Maravilhosamente com Eluza Xavier

Olá, elenáticos!!

               Vocês, com certeza já estão sabendo da nossa presença no programa “Simplesmente Eluza Xavier”, da Rede Record News? É claro né? Também bombardeamos nossas redes de informações sobre a entrevista, tanto os perfis pessoais, quanto as redes do blog, rs.


               Foi tudo maravilhoso! Terça, (20) fomos entrevistados pela lindíssima e super estilosa Eluza Xavier, que nos recebeu com toda simpatia do mundo. Eu, já havia conhecido a apresentadora em outra ocasião, porém dessa vez papeamos como se nos conhecêssemos há décadas. Até Nathália deixou a timidez de lado e soltou o verbo, afinal falar de literatura é nossa paixão!


(Eluza é muito chique, gente) 

               Eluza conduziu a entrevista de forma tão gostosa, que deixou o clima da gravação descontraído, que até esquecemos que estávamos diante das câmeras. Afinal, você gravar vídeo apenas para o seu celular é tranquilo, já dentro de um estúdio de televisão é bem diferente, meu bem!      


                      ( Ronald Onhas e Nathália Dias posando com a apresentadora Eluza Xavier)

               Se você tá pensando que só porque somos blogueiros literários ficamos só naquilo de “Machado de Assis” ou “Clarice” está enganado, fomos além disso, afinal a Eluza nos deu margem para permeamos por vários contextos. É claro, que comentamos de tudo um pouco, tinha conteúdo para um programa só nosso, mas é claro que precisamos seguir o protocolo. Ah, nós também comentamos sobre nossas paixões por Rubem e Newton Braga, os irmãos Braga – impossível não citá-los.

  


               Falar sobre o blog para um grande público é um sonho. Propagar o nosso trabalho, nossos textos, nossa literatura cachoirense é férvido. E, é claro, mostrar que ser blogueiro não é brincar de jornalista não ( beijos, jornalistas queridos), mas ser um comunicador, que também discute informação, que também propaga notícia, que também gera conteúdo, que também tem seu valor! Tá oks?

 
               ( Nathália se concentrando pra entrevista)           ( Ronald e Nathália desbravando os estúdios da Record News)

               Ah, nós estamos atônito até agora! Sério, a ficha ainda não caiu, rs. Estamos nos sentido realizados. Afinal, esse ano fazemos quatro anos que estamos neste trabalho de formiguinha operária, e graças aos deuses literários ( beijos Adélia Prado) estamos conquistando nosso espaço. Espero que com a matéria surjam novas oportunidades, afinal nós queremos rodar o Espírito Santo debatendo a literatura e as mídias sociais. O programa será exibido hoje, às 19:45 na Record News! Assistam, gente! 

Abraceijos!

               

21 junho, 2017

“Bruxo do Cosme Velho”.


Hoje é uma data muito importante para os amantes da literatura, já parou para pensar de quem é a figura que estamos falando pegando a dica do nosso título? Não? Estamos falando sobre Machado de Assis, figura mais que mais importante para a literatura brasileira. Este epíteto, que usamos no título, tornou-se consagrado a partir do autor Carlos Drummond de Andrade, quando publicou o poema “A um bruxo com amor”, que faz referência a casa (número 18) da Rua Cosme Velho, situada no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro, onde morou Machado de Assis.
Mas vamos lá, porque Machado de Assis é assim tão importante ao meio literário? Provavelmente, espero que não, você torça a cara ao ouvir falar das obras do autor, entretanto, precisamos entender o motivo de ser tão consagrado. Machado de Assis sempre foi um escritor que foi a frente de seu tempo, conseguiu escrever obras com temas atemporais que são eternas em nosso meio. Além disso, o autor possui uma escrita única e irônica. A ironia, por sinal, é uma das maiores marcas do autor, pense bem, abordar assuntos como traição, loucura, egoísmo, escravidão e tantos outros em um momento histórico em que tudo era proibido e, as leituras que faziam sucesso, eram romances ainda provenientes do Romantismo.


    Machado de Assis chega, então, com escritos em diferentes gêneros literários, mas carregados de uma literariedade e da sua singular maneira de retratar suas histórias. O autor não se enquadrou apenas em um período literário, suas obras correspondem ao Realismo, mas, como disse ASSIS é atemporal. Sua produção literária influenciou vários autores como Olavo Bilac e Lima Barreto.
     Suas obras retratam profundas análises e introspecção de seus personagens, é fantástico ler uma obra do autor, como ele detalha as confusões e desalinhos mentais de seus personagens e das histórias magicamente colocadas nos enredos realistas do autor. Seus escritos dificilmente são escritos de maneira linear, Machado de Assis gosta de brincar com o tempo em suas obras, nada segue os padrões inicio, meio e fim e são essas características que o tornam tão excelente na perspectiva da escrita literária.
      Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer as obras do autor, existe um site, uma biblioteca digital desenvolvida em software livre, de responsabilidade do Governo do Brasil, ou seja, um site com e-books de diversos autores consagrados gratuitamente para que você usufruía sem moderação. É claro que Machado de Assis tem seu acervo grandioso neste site, clique aqui para conhecer, penso que há todos os títulos do autor.

      Trouxe esse post hoje para conhecermos um pouco mais sobre um autor tão importante, para de torcer o nariz que Machado de Assis não é chato, é questão de perspectiva e de saber apresentar o autor. Ficou curioso e que saber mais? Vá bater um papo comigo lá no chat do Instagram que terei o prazer em responder suas dúvidas! 

20 junho, 2017

Felicidades literárias, Abou!

             Genteee, hoje é dia de soprar as velinhas pro nosso querido amigo e também colaborador do nosso blog, Vitor Abou. Vitor que é o caçula do nosso grupo, agora tá ficando mais velhinho, rs. Ah, você não conhece o Vitor? Então deixa eu contar um pouco dele pra vocês. Vitor, mas conhecido por nós do ELEA, de Abou, é dono e criador do “Resenhas do Abou”, quadro este que faz muito sucesso aqui no blog, e agora tá na sua 3ª temporada! Além disso, ele foi o campeão da segunda temporada, do reality  “O roteirista", produzido aqui no blog.


            Vale lembrar que em 2012, nosso colunista entrou no mundo virtual e já escreveu cerca de 9 tramas desde minisséries até web novelas e séries, além de participar como apresentador de alguns programas, colunista e ser diretor geral da rede TV Novelas (TVN). Nesse post AQUI,  Vitor conta um pouco mais sobre a trajetória dele como escritor. 

            Vitor, apesar de tímido, possui uma carpintaria textual muito descontraída. O garoto prodígio consegue se equilibrar entre a literatura clássica e a literatura ficcional.  O niteroiense tá fazendo 17 anos de pura inteligência! E mesmo tão jovem já publicou um livro ( que eu ainda não li) o “‘‘As vozes do Além’’, que retrata uma temática de bruxas!



            Eu, particularmente, lhe desejo só votos literários: que você um dia ganhe muito dinheiro com seu livro, que seu livro esteja na lista dos mais vendidos do The New York Times, que também feche contrato com uma editora grande, quer dizer, precisa ser tão grande não, sendo uma editora já tá bom, rs. E quem sabe um diretor de Hollywood queira comprar os direitos autorais de alguma sinopse sua. Ah, não custa a gente sonhar né?

            Mas, se esses desejos parecerem insanos, desejo-lhe que você seja um jornalista imparcialmente literário, que sempre coloque o olhar literário nas notícias retratadas. Já, se você resolver se juntar ao bonde dos professores de Língua Portuguesa, será totalmente bem vindo, aliás, queremos os bons conosco, uai.


            Continue sempre escrevendo, obrigado por aceitar todos os convites euforicamente. Você é parte essencial do Entrelinhas e Afins e sua participação é muita gratificante para nós. Saiba que você é um dos meus melhores amigos virtuais, e espero que a Literatura sempre preserve essa amizade.

           Feliz aniversário! 



16 junho, 2017

CONTOS DESCOLORIDOS: Filho homem

Sabe, é difícil pra um pai que tem seu primeiro filho homem fazer isso. O momento certo de iniciar a vida sexual do filho. Fiquei todo desajeitado, viado. Eu já tinha levado ele na Vila Rubim umas duas vezes e não tinha tomado coragem de entrar lá com ele, logo eu que passei pelo mesmo. Foi lá que meu pai me levou também. Mas eu, olhando ele comer a coxinha com a graça toda concentrada no mindinho levantado, não tinha como: de hoje não ia escapar! Tinha ou não tinha orgulho do meu filho homem?! Seus braços finos, as unhas impecavelmente feitas, e os cílios arqueados naturalmente.


Ele, Shenisley, tinha acabado de fazer quinze anos - minha Deusa!, como passa rápido pra um pai. Já era hora dele saber a parte boa da vida. Se a gente não interferir vai que cai pro outro lado, né viado? Aí, virei para ele, hoje você vai aprender a ser viado! E ele, ele tirou o foco da coxinha e me olhou com aquela cara de olho brilhante de bicha novinha? Santa Gal! Não tem aquela idade quando os pelos do bigode - misericórdia! - os pelos do sovaco começam a crescer tudo embaixo e lá atrás também? Tudo nele estava assim: adolescenta! Mas viado só aprende a ser viado em sauna. E ele me perguntando com os olhos brilhantes, onde, né? Na sauna, meu filho. 


E ele não pode acreditar. Ficou de olhos arregalando, me perguntou todo com as mãos sacudindo se era sério? Se eu ia deixar ele ir pro quarto escuro com um tipo caminhoneiro de mão grande; se ele podia fazer tudo. Como sabia tantos detalhes? Calma, calma, Shenisley! Foi um alívio. Já pensou você vira pro seu filho e tem um orgulho desse? Esse gosta de homem mesmo! Só de ouvir falar em sauna pra macho, graças a Deusa! Só de ouvir falar em tanga; em pelos fartos no peito; barriga de cerveja; barba arranhada; veias à mostra, saltando, pulsantes, e, e pra reforçar os olhinhos que não acreditavam: vamos na sauna sim! Shenisley me abraçou todo afoito!


É, comigo não foi fácil assim, meu pai teve de forçar, ser vigilante. Admito que quando mais novo eu enveredava pro outro lado dum rabo de saia, mas a Deusa que é justa a tudo transforma e sou o que sou hoje: um viado de classe; casado tem quinze anos; filha lésbica na graças da Deusa e esse agora, pelo fogo de Santa Inês!, com esse não vou ter trabalho na vida, até a chuca ele disse que já tinha feito, acredita? É muito orgulho ter filho viado!


por: Hugo Augusto Estanislau, bancário e formado em Letras, pela UFES. Autor de "Boneca atrás da feição Oca", publicado em 2016. 


14 junho, 2017

Resenhas do Abou: Por lugares incríveis, de Jennifer Niven


Olá, queridos leitores do ELEA.
Eu, Vitor Abou, estou de volta com a terceira temporada do ‘‘Resenhas do Abou’’, com muita felicidade. Gosto muito do Entrelinhas e Afins e resolvi voltar, devido também aos pedidos dos queridos Ronald e Nathalia. Por isso, anuncio que se inicia mais uma temporada de muitas resenhas, dessa vez, apenas de livros. Espero que gostem, pois eu estou adorando essa experiência, agora como colaborador oficial desse blog tão querido, ou seja, não ficarei só com as resenhas.
Abraços,
Vitor Abou



        Nos últimos meses, temas como depressão e suicídio entre jovens passaram a ser bastante debatidos em escolas e nas famílias, principalmente, após o lançamento da série ‘’13 Reasons Why’’ (abordada aqui no Elea já) e após notícias chocantes envolvendo o jogo Baleia Azul. Em meio a tais discussões, outra obra juvenil se destaca por abordar o suicídio entre jovens: Por lugares incríveis, da norte americana Jennifer Niven, uma obra encantadora do início ao fim.
O ditado diz que não devemos julgar um livro pela capa, mas, quando vi a capa de Por lugares incríveis na livraria, logo me interessei e quis saber mais sobre a sua história, que me agradou bastante. Por falar na capa, a representação dos dois protagonistas em um ambiente criado por peças de brinquedo infantil remetem às aventuras vividas por eles e o lugar de encontro deles, o sino da escola. Então, decidi ler o livro e apesar de toda a agitação do meu cotidiano, li muito rápido.
        O livro tem como personagens principais a jovem Violet Markey, uma menina popular, com um belo namorado, planos de fazer faculdade em Nova York; e o depressivo Theodore Finch, um menino visto como o rebelde da escola e que convive com a depressão há bastante tempo. Estudando na mesma escola, os dois se conhecem quando estão prestes a se matar e se aproximam bastante, até fazerem um trabalho de geografia no qual precisam visitar os lugares que consideram mais incríveis do estado onde moram. Nos passeios, os dois vivem grandes aventuras, desde visitas a bibliotecas até a uma lagoa que dizem não ter fundo.


        Durante todo o livro, Niven estimula o leitor a refletir sobre os assuntos mais simples da vida, mas também tão importantes, como a amizade, a família, a cumplicidade, e, sobretudo, a VIDA em si. A autora consegue prender muito bem os leitores, com capítulos narrados pelos protagonistas Finch e Violet, alternadamente. Após ler o livro, não consigo imaginá-lo com outro estilo de narração, pois é necessário que conheçamos os personagens sob as suas visões. Esse estilo de narração foi um dos pontos que mais agradou na obra, pois os protagonistas transmitem seus sentimentos de maneira espontânea e extremamente sentimental, até melancólica. Finch, com sua má reputação na escola e problemas familiares, consegue se abrir com Violet de um jeito tão carinhoso, e ainda com todos esses problemas, deixa a menina mais alegre. Já Violet tem uma vida a princípio perfeita, com boas condições financeiras, popularidade, porém a morte de sua irmã num acidente de carro há quase um ano ainda mexe muito com ela, que retrata em seus depoimentos as saudades da irmã, além dos sentimentos de culpa e solidão.      Com dezessete anos apenas, os protagonistas enfrentam esses problemas em suas vidas e eles os unem, com uma amizade tão fiel e repleta de aventuras.
        A autora Jennifer Niven consegue representar muito bem todos esses sentimentos de adolescentes, que muitas vezes são vistos como difíceis de entender. A vontade de tirar a própria vida acaba ficando em segundo plano para Violet e Finch depois que se encontram. Finch, até então solitário, encontra em Violet uma companhia, e ela encontra nele uma razão para viver melhor os dias e parar de contá-los.
Assuntos como a valorização da vida e o suicídio são constantemente abordados, sob o ponto de vista dos personagens centrais, além de conversas que eles têm com profissionais do colégio, contribuindo para a presença de opiniões mais especializadas. Abordar esses temas não é tarefa fácil por serem muito ‘‘frágeis’’, porém Niven consegue equilibrar muito bem a ficção e a realidade.


   O livro apresenta também materiais adicionais, como telefones e sites de centros sobre a saúde mental, como o Centro de Valorização da Vida e o Disque 100; um mapa e informações sobre todos os mais de vinte lugares visitados por Violet e Finch no estado de Indiana (EUA). Destaco também a arte da obra, que além da capa belíssima, inclui desenhos muito bonitos durante o texto.
    Portanto, achei Por lugares incríveis um livro maravilhoso, INCRÍVEL, muito emocionante. O final é imprevisível, assim como os personagens da obra. Recomendo demais a leitura dele. Com certeza, posso afirmar que é um dos melhores que li na minha vida, e olha que foram vários.