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27 julho, 2017

Lia Braga: um artista que merece ser valorizado

             Gente, quando a pessoa tem talento a gente precisa divulgar pra todo mundo conhecer, não é verdade? Ainda mais quando o artista no caso é de nossa terra, neste caso aqui de Atílio Vivácqua, por isso ele merece mais destaque ainda. Vocês precisam conhecer um pouco mais do trabalho belíssimo, do Elias Braga.



               Elias Braga, que assina suas obras com nome artístico Lia Braga – como é conhecido em Marapé, divide sua vida entre seu trabalho como vendedor ambulante, num trailer improvisado, na Avenida Capitão Jovino Alves Pedra e pincelar obras em azulejos diversos. Lia comenta que apesar dele ser amante da pintura desde criança foi somente há 9 meses que realmente começou a pintar.

               Elias nos contou também que tem favoritismo por obras que revelam paisagens ou figuras da natureza, de tons bucólicos. Ainda comenta que gosta muito da solidão e vê nos trabalhos de Benedito Calixto, Debret e Rugendas – uma forma de inspiração.

  


               O atiliense conta “quando eu vendo um quadro, eu fico mais contente pela admiração que a pessoa que comprou tem com a pintura, do que pelo dinheiro que recebo pela venda. O meu objetivo é pintar pra que as pessoas que gostam de arte possam ver, contemplar o meu trabalho e saberem que fui eu quem pintei”.

               Sobre novos projetos, o artista comenta que pretende também começar a pintar em telas, telhas, desenhar com lápis e mais algumas coisas. Ele ressalta também, que não pode se restringir a trabalhar apenas com azulejos, que é preciso buscar outras variações na pintura.

( Ronald Onhas posando pra foto) 

               Ele ainda destaca “na verdade eu nunca quis pintar pra vender. A venda é uma consequência do trabalho. Eu comecei a pintar, realmente, por amor á pintura. Quando vendo um quadro é como se um filho meu estivesse partindo. Já falei isso para o Bezerra” – lembrando do nosso também amigo e jornalista Felipe Bezerra, que foi o que descobriu o talento de Elias.

( Lucas Barbosa " Terê" e Karol Rocha admirados com as obras)


               O artista vende suas telas ali mesmo no ateliê em céu aberto, qualquer pessoa que chegar a Marapé  encontra-o facilmente. As obras possuem valor de no mínimo  R$ 40,00 reais e outros valores. Ah, o Elias ainda aceita cartão, rs. Então, caso você visite Atílio Vivácqua, conheça esse artista.  

23 julho, 2017

Afinal, o que é ser blogueiro?

Tem gente que acha que ser blogueiro é “ocupação pra gente à toa”, tipo - já que eu não tenho profissão e tenho um pouquinho de dinheiro porque não me propagar como blogueiro? Só que ser blogueiro não é nada disso.

Primeiramente que ser blogueiro é um estado de espírito. Calma, não estou entrando em assunto de religião. Meu texto é para debater, não catequizar ninguém. Se bem que a ideia é interessante! Estou querendo dizer, que “blogar” é muito maior que o físico, que o material, que o online – é catártico!



Ser blogueiro não é status, como infelizmente se propagam por aí. É um trabalho árduo, penoso, às vezes até metódico – afinal você salva o rascunho do post trezentas vezes para então jogar na rede. E mesmo jogando na rede ainda bate aquela insegurança, porque sempre vão ter os haters, dispostos a tudo desde a achar uma vírgula errônea até fazer um comentário maldoso, para causar polêmica num post qualquer. Mas, blogueiro que é blogueiro – já está acostumado com isso.

Você precisa conquistar um público leitor, escrever sobre assuntos interessantes, além disso, precisa ser ético ( ficar longe de treta é uma dica), tentar buscar furos de matérias para render acessos, e ainda precisa se preocupar com a monetização e layout do blog.


Pra ser blogueiro necessariamente tem que ter um blog? Atualmente, não! Porém, um bom blogueiro tem que ter um portal ou local no qual ele armazena suas opiniões, debate sobre temáticas específicas ou dê dicas sobre o assunto no qual ele é especialista. Daí, percebemos a diferença do blogueiro raiz x blogueiro nutella.

Afinal blogueiro nutella nasce em qualquer esquina, que me desculpem o tom grosseiro, mas não estou mentindo. É, tem que gente que banaliza o negócio. Acha que é assim “vou virar blogueiro de um dia pro outro”. Gente, blogar é sério! Precisa ter planejamento, organização, estratégia de marketing, postagens direcionadas senão fica fácil.



  Sempre fomos considerados no cenário da informação os “café com leite do pique-esconde”. Aqueles que fazem o trabalho árduo, mas que por fim são apenas amadores querendo ganhar espaço ou chamar atenção. Sofremos preconceito de muitos veículos de comunicação ( graças a Deus tenho ótimas amizades com meus amigos jornalistas daqui de Cachoeiro),  mas hoje, acredito que os blogueiros são aceitos com mais naturalidade. Afinal conseguimos entrar numa coletiva de imprensa sem sermos barrados, isso é bem pós-moderno, visto que antigamente precisávamos pular muros ou nos disfarçar de autoridades para conseguirmos apenas uma fotinha com qualquer famoso, rs.



O mundo virtual está aberto pra todo tipo de pessoa que tenha objetivo de compartilhar ideias construtivas e construir debates enriquecedores. Seja youtuber, instabloguer, digital influencer ou blogueiro. Todos são bem-vindos. Ninguém é melhor do que ninguém. Mas é primordial destacar as diferenças entre tais modalidades, afinal ser blogueiro já não é mais lazer, tornou-se profissão. 

18 julho, 2017

Análise de ‘‘A Terceira Margem do Rio’’ e ‘‘O Espelho’’, de Guimarães Rosa


            Eleanáticos, como você estão? No último domingo, dia 16 de julho, muitos estudantes do estado do RJ realizaram a primeira etapa do exame da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ, que, nesse ano, voltou a cobrar a leitura de livros. E pra essa primeira prova foram cobrados os contos ‘‘A terceira margem do rio’’ e ‘‘O espelho’’, ambos do livro Pequenas Estórias, de Guimarães Rosa, um grande escritor brasileiro do século passado. Nesse texto, farei uma análise dos dois contos, muito diferentes, metafóricos e belíssimos. Caso você queira ler os textos, poderá encontrá-los em PDF em diversos sites gratuitamente. Eles são pequenos, de rápida leitura.



Alguns estudiosos da Literatura Brasileira, como o professor Flávio Carneiro, da própria UERJ, relacionam as experiências presentes no livro Primeiras Estórias à ideia de primeiridade, proposta por Charles Peirce, que seria o espanto, a primeira impressão causada, principalmente, por explorarem a figura da criança.

Vou começar com A terceira margem do rio! O conto, narrado em primeira pessoa, é um dos mais famosos do autor e apresenta diferentes hipóteses. Dentre elas, há uma intertextualidade bíblica com Noé, que também construiu uma embarcação, uma que compreende as margens do rio como realidade e ficção, outra que entende a obra sob aspecto espiritualista, etc. Enfim, cada leitor poderá fazer a sua interpretação do conto. Até porque cada rio só tem duas margens, então o que seria a terceira margem proposta no título.



A obra se inicia no ambiente familiar, quando o pai do protagonista, que também é o narrador, parte, em uma canoa, remando ‘‘rio abaixo, rio a fora, rio adentro’’. Tal atitude repentina mexe com a família, principalmente com o menino, que tenta manter a comunicação com o pai, seja levando alimento e mantimentos ou até propondo ficar na canoa, porém, sempre com as refutações do pai. Com o tempo, a família se muda da fazenda onde morava e cada membro toma seus rumos na vida: os irmãos do protagonista se mudam, levando a mãe, porém ele é o único que permanece. A identificação com o pai é presente desde o início da obra, mas também se faz presente quando o narrador conta os ensinamentos de seu pai.

Guimarães Rosa ficou marcado na literatura brasileira, sobretudo, pela sua posição diante da língua, chegando a afirmar que somente renovando a língua é que se pode renovar o mundo. Dessa forma, recorria a neologismos, como ‘‘se-ir’’ (passagem de tempo), e inversões pouco usuais de termos, explorando novos sentidos em seus textos. Em ‘‘A terceira margem do rio’’, esses e outros recursos estilísticos são utilizados. As frases curtas contribuem para um ritmo lento de leitura, como em: ‘‘Ele me escutou. Ficou em pé. ’’ O estilo poético, sonoro também é explorado, como se percebe no trecho ‘‘e o rio-rio-rio,o rio – pondo perpétuo.’’



     Para entender esse conto, é necessário bastante atenção e concentração do leitor, pois é uma obra densa e bastante conotativa, ou seja, não é formada pelos elementos denotativos, com os sentidos reais, mas sim com os sentidos figurados, assim como boa parte dos outros contos desse livro.

            Agora é a hora do conto O espelho! Você conhece o conto ‘‘O espelho’’, de Machado de Assis? Se não conhece, busque conhecê-lo antes de ler o de Guimarães Rosa, que possui uma intertextualidade direta com o de Machado. Ocupando a décima primeira posição do total de 21 no livro, ou seja, exatamente no meio.

           Diferente do primeiro conto, este possui um caráter muito mais reflexivo, psicológico e até complexo, tornando a sua leitura densa, por meio de uma linguagem mais rebuscada, com termos científicos e também filosóficos. O conto se inicia com o narrador não se reconhecendo diante do espelho, sentindo repulsa da imagem que vê, buscando compreender a si mesmo. Dessa forma, o narrador parece conversar com o leitor, como no trecho ‘‘Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência’’, ou seja, logo na primeira frase, o leitor é avisado que não irá narrar uma aventura, simples, linear, fácil, mas sim um relato de uma experiência muito reflexiva. Ao longo do texto, constrói-se uma imagem do espelho como um objeto ambíguo, apenas um signo do que se mostra, podendo enganar as pessoas.



         Durante todo o texto, o narrador procura convencer o leitor com seus argumentos, valendo-se da persuasão como principal recurso. Outra característica marcante é a encenação de um diálogo entre leitor e narrador, como se percebe no final do texto, no qual o narrador faz perguntas ao leitor. Esse conto ‘‘brinca’’ com as verdades, servindo como um meio de análise do real, destruindo as máscaras e fazendo com que surja no espelho a imagem da verdadeira pessoa, não do ‘‘monstro’’, como narra o protagonista. Assim como no conto de Machado de Assis, não há uma conclusão, logo, a obra é terminada ainda em aberto.

Espero que tenham gostado dessa simples análise desses grandes e maravilhosos contos de Rosa. Caso você queira conferir as questões sobre eles que foram cobradas no vestibular da UERJ, como mencionei no início, acesse AQUI, conferindo as questões 18 a 25.  Uma ótima semana para todos!




16 julho, 2017

Minha experiência com o Kindle- leitor digital.

      


      No final do ano passado, em novembro, na promoção da Black Friday, adquiri meu leitor digital da Amazon, o Kindle. Após assistir a muitas resenhas, tanto escritas quanto em vídeo, optei por comprar o meu leitor da Amazon. Os outros dois concorrentes de peso do kindle são o Lev e o Kobo, que têm suas particularidades, mas em alguns quesitos, as qualidades do kindle os superam.
        O primeiro fator que me chamou atenção foi a rapidez do processador do Kindle em relação aos outros dois e-readers. Minha versão é a 8a, sem luz embutida, há quatro modelos diferentes: Kindle 8A, Paperwhite, Voyage e o Oasis.  Todos eles têm acesso ao wi-fi e são antirreflexos, bateria de longa duração e muito espaço de armazenamento, o que os diferem são as iluminações e o acesso à internet pela rede 3G.


        Preferi a versão mais simples que me atende perfeitamente as minhas necessidades, adquiri também uma luz externa para quando leio à noite, quando necessário.
        Falaremos então sobre a biblioteca Kindle, há muitos títulos disponíveis gratuitamente, contudo, são livros mais clássicos que tem a gratuidade (o que é perfeito para mim), os best-sellers são vendidos a preços bem em conta. A Amazon promove constantemente ações e promoções que permitem adquirir o e-book por muito menos de 10 reais.


        É possível também enviar arquivos em determinados formatos para o seu e-mail kindle, o arquivo é convertido para as determinações do leitor digital e a leitura é muito tranquila, já li muitos arquivos em pdf, e outros formatos, e nunca tive problemas.
        Quanto as funções do aparelho é tudo bem dinâmico, ele é bem leve e não incomoda em ficar segurando, na verdade, é bem mais leve que qualquer livro e o melhor: não cansa os olhos! Tenho problemas de visão e, muitas vezes, até o próprio livro dificulta a leitura, e com o kindle, mesmo ao sol ou com baixa luminosidade, consigo realizar a leitura muito facilmente.



        Enfim, me tornei uma fã do leitor digital, mas isso não quer dizer que deixei os livros físicos, ler no kindle é um plus na vida de leitor. Deixarei o link para o acesso ao site, se você quiser conhecer mais um pouco, e para quem não tem o aparelho, dá para usar o app e realizar sua leitura em seu smarthphone. Fiquem ligados em nosso instagram para conferir nossas atualizações 

14 julho, 2017

A vida não tem filtro

                  É, a vida não tem filtro igual no instagram, que a gente escolhe o melhor modo de ficar bonito, ou às vezes, o melhor modo de disfarçar aquela imperfeição desgostada, que todos cismam em dizer que é toque, mas que você, só você, sabe que não fica “bem” naquele ângulo.



               A gente sabe que nas redes, é um mundo de “contos de fadas”e, eu não estou aqui, difamando o mundo das fadas não, na verdade estou elogiando. Aliás, na intenert nós somos quem queremos ser, somos da idade que queremos, propagamos uma rotina, às vezes fake, mas o recado é dado, disseminado, propagado, assistido, comentado, curtido, visualizado e de repente “buum” o mundo todo já tá sabendo. A internet consegue ser mais rápida que minhas vizinhas – se é que vocês me entendem, rs.

               Sabemos que uma foto editada é bem melhor do que uma foto normal, é claro. Afinal uma foto aparecendo o reboco mal finalizado da varanda, ou a peça íntima no varal da vizinha, ou quem sabe revelando uma paisagem marginalizada de uma periferia qualquer, não fica bem, né? Não me julguem! Não sou eu que digo isso, esses detalhes são requisitos mínimos de fotos desse famoso aplicativo.



                Se a vida fosse feita de filtro acho que seria meio sem graça. As pessoas seriam todas superficiais, ricas, amorosas, magras, fitness, fofas. Afinal ninguém é fofa 24 horas por dia, né? Eu entendo essa de querer mostrar para as pessoas o melhor da gente. Mas, o que seria o nosso melhor? O nosso “eu diário” ou uma espécie de personagem roteirizado por um script enfocado na ostentação de status?

               Na verdade o mais importante é o conteúdo, porque máscaras caem. A foto poder ter o melhor ângulo, melhor iluminação, o melhor clique, o melhor fotógrafo, mas e a sua essência? O que adianta levarmos uma vida de status, de vinte mil curtidas se você não diz “bom dia” pra moça da padaria. Não venha com “eu não sou obrigado a dizer bom dia pra todo mundo”. Claro que não é, mas educação é primordial, e não tem filtro de isntagram, que lhe deixe mais elegante, que ser gentil.



               Acho que o legal é o equilíbrio, sempre ouvi dizer que “menos é mais”, seja nas redações dos meus alunos, ou seja, na quantidade de filtros adicionados numa só  foto. Sim, infiltre suas fotos, mas nunca se esqueça de infiltrar amor em suas ações diárias, seja na padaria, na esquina da sua casa, ou seja, nas redes, um filtro com amor sempre é bem-vindo.

Ronald Onhas