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28 agosto, 2013

Contos nossos : Decifra-me , ou te devoro - parte 3


           Ana sabia que era um erro sair tarde pela rua, mas um erro mais ainda que o destino tramou foi encontrar Pedro naquele momento. Os olhos de Pedro estavam escarlates, o que lhe causou arrepios consecutivos, suas pernas travaram e sua mente travava a batalha de correr ou permanecer no local. A beleza de Pedro contrastava com seus olhos, havia ódio em seu olhar.
“Querida Ana, o que faz por aqui?” Indagou Pedro. Ana perdeu a fala, não reconhecia aquele Pedro, não era aquele rapaz com ar de mistério por quem nutria um grande interesse, o garoto que povoava seus pensamentos dia e noite. Mas afinal, em que ele se transformou?
“O que aconteceu Pedro? Porque seus olhos estão assim?”
“Eu sou o mesmo que você vivia pensando, só que agora com um pouquinho mais de verdade, sem minhas mascaras, pois afinal um dia todos tem que mostrar sua real faceta. Não é certo esconder as coisas de  ninguém!
Pedro deu um passo a frete de Ana, adrenalina corria por suas veias e seu coração batia forte e rápido, fazendo com que seu cheio doce espalha-se rapidamente por todo o local. O que não passou despercebido por ele, que se aproximava de Ana, e a cada passo de Pedro, Ana recuava um pouquinho. Os grandes olhos e traços finos do rapaz se transformaram em pura agressividade, de vermelhos os olhos de Pedro atingiram uma coloração tão escura quanto o negro de seu casaco.
            Ele encostou sua mão na dela, fazendo com que Ana percebesse a frieza de seu toque, o que desencadeou o alerta de perigo em seu cérebro, então ela começou a correr assustada. Suas pernas davam longos passos, ela então resolver ver se já estava perto o suficiente de Pedro, mas ao olhar ela constatou que ele nem tinha se movido do lugar. Com a mente confusa Ana acabou tropeçando em seus tênis. Assim que ela caiu, em milésimos Pedro já estava ao seu lado, o que serviu para assusta-la ainda mais com sua chegada brusca.
            Parando bem ao lado de Ana, vendo sua face avermelhada pela corrida, a respiração pesada e falha, olhos arregalados e cheios de medo, Pedro proferiu as palavras que agravaram ainda mais a situação da pobre garota.
“Calma Ana, nos vamos acabar coma nossa conversa bem rápido, prometo que você não sentira nada e muito menos vai perceber que o tempo passou”...

 CONTINUA
 Até mais , Nathália

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