Menu Fixo

Menu-cat

30 agosto, 2013

Contos Nossos: Decifra-me, ou te devoro - Final


 Ana se sentia meio boba com a presença de Pedro, suas mãos, seus cabelos, seus ombros e seus olhos a hipnotizavam. Ana não queria deixar Pedro nenhum estante, e Pedro a fintava com seus olhos negros e sombrios. Pedro agarrou Ana que ficou mole em seu corpo, Ana fechou os olhos esperando o tão sonhado momento em que Pedro a beijara. Pedro não continuou a ação e Ana abriu os olhos se entender.

- O que foi ? - pergunta Ana intrigada.
- Eu não posso - disse Pedro com o humor alterado.
- Pedro chega de segredos, me conte o que está acontecendo. Eu estou apaixonada por você e nada nesse mundo irá desfazer isso - disse Ana admirando o rosto de Pedro, que parecia longe com seu olhar.
- Me conta Pedro - repetia Ana com raiva.
- Eu não posso, existe coisas além desse mundo que você não entenderia. As coisas não são tão simples assim. Eu não posso te beijar e ficar assim mesmo. Eu não posso transar com você e ficar assim mesmo. Eu tenho medo ... - disse Pedro perdido.
O sinal da faculdade toca pela terceira vez, era hora de Ana estar na sala. Bia já estava parada em frente do portão olhando  Ana afobadamente. Ana beijou Pedro no rosto e saiu em direção a Bia.
- Me perdoa - disse Pedro com um semblante triste.
- Você precisa me decifrar Ana ... é o único jeito - gritou Pedro enlouquecido.
- Você é cheio de enigmas, cheio de mistérios, cheios de não sei o que!  Me de um tempo para pensar - disse Ana puxando Bia pelos braços e entrando na sala.
- Decifra me - disse Pedro correndo descontroladamente pelas ruas.
As aulas seguiram normalmente mas Ana não prestara atenção em nenhuma delas.  
 Ana se despediu de Bia e não deixava de pensar em Pedro. Chegou em casa ligou o computador e pesquisou na internet alguns assuntos que atormentavam sua cabeça. Ficou impaciente e resolveu tomar banho. Enquanto se ensaboava não parava de pensar em Pedro. Queria descobrir os mistérios de Pedro. 
 Anoiteceu, e Pedro não saia de sua cabeça. Resolveu ligar para Bia e tentar tirar Pedro de sua cabeça. Marcaram então de caminhar. Ana calçou seu adidas rosa, e colocou seu moletom preferido. Saiu de casa e esqueceu o celular em seu quarto, mas não voltou para buscá-lo pois a noite estava fria.
 A cada passo que dava ia balbuciando palavras que diria para Pedro quando o encontrasse, estava certa do que iria dizer. Como estava muito frio não havia quase ninguém na pracinha do bairro e Bia demorava muito. Ana então resolveu fazer uns aquecimentos sozinha, e de repente ouviu um grito. O grito era de espanto, um grito de congelar a alma e envenenar o coração. Ana teve medo e resolveu correr, e os gritos deram lugar a um silêncio profundo. Ana percebeu que estava sozinha, e estava sendo observada. Ana começou a correr, correr, correr e corria querendo encontrar algum conhecido. Até que em um forte impacto, trombou com Pedro em sua frente, agarrou fortemente e agradeceu por o encontrar.
- Eu preciso falar com você - disse Pedro com uma voz séria.
- Esquece o clima de hoje de manhã,deixa para lá. Vamos sair daqui, acho que tem alguém me perseguido Pedro - disse Ana segurando as mãos de Pedro e reparando em sua camisa rasgada.
- O que houve Pedro?


- Ana , eu ...
- Pedro, o que você fez? - perguntou Ana soltando suas mãos.
- Decifra-me Ana - disse Pedro com um olhar sombrio e segurando nos braços de Ana, como nunca tinha segurado antes.
- Pedro você está me assustando - disse Ana contendo as lágrimas.
- Decifra-me Ana - gritou Pedro enfurecido.
- Você é um ... ? 
- Desculpe-me meu amor - disse Pedro beijando Ana e agarrando-a. Com seu abraço foi sufocando o grito arrepiante de Ana que caiu gelada no chão. Pedro deixou a pracinha como se nada tivesse acontecido. 

Até o próximo conto , Ronald.




Nenhum comentário:

Postar um comentário