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23 agosto, 2013

" Cronicolândia "

A esperança dormiu em meu portão

 Sabe aquelas semanas que tem tudo para dar certo, e por ironia do destino, só acontecesse empecilhos? É, essa semana foi assim. E foi também a semana que conheci a Esperança.  Depois de um dia exausto de trabalho, chegar em casa é sonhar com um Oasis no deserto. Mas para inverter o caos, o deserto em evidência era frio e de congelar o cérebro da alma.
 Esperava a resposta de uma nova oportunidade e fui com a corda toda. Só que a corda rebentou. Eu menti e disse que estava tudo bem. Mas no fundo eu tinha me sentido perfurado por uma flecha venenosa. Foi aí que conheci Esperança.
  De cara não a reconheci, achei que fosse um de seus primos. Podia ser o louva-deus com sua cara de brava ou ser o grilo. Mas grilo é escandalosamente chato e Esperança não era. Era fina, doce e elegante. Fui dormir pensando na Esperança e que as coisas pudessem melhorar. Acordei e vi que Esperança tinha dormido em meu portão.
 Pobrezinha! Naquela noite tão gelada ela dormiu ali firme e forte. Fui trabalhar. Voltei do trabalho e Esperança ali estava. Fui estudar. Voltei da faculdade e Esperança ainda estava ali. Eu comecei a admira-la. Fiquei com vergonha de mim, um grande homem bobo da cidade desistindo dos sonhos por causa de uma derrota. Esperança me fez refletir nos meus medos e sonhos. Fez renascer em meu chamado castelo uma vida que estava apagada. Uma luz, uma virtude, um encanto capaz de quebrar qualquer angustia e sofrimento.
  Essa noite tive um sono melhor e acordei esperançoso. Corri para agradecer a Esperança por ter me ajudado a acreditar nos meus sonhos, só que Esperança nem me escutava. Estava ali parada, quieta... Estava morta!
 Fiquei inconformado e entristecido. E por mais que possam dizer que era só uma esperança. Eu repreendo dizendo que Esperança não era uma esperança qualquer. Dizem que quando uma esperança aparece ela traz consigo sorte e coisas boas. Mas ninguém nunca fala da morte de uma esperança. O que ela leva quando se vai? Acho que ninguém tem a resposta. Nem eu sei a resposta. Sei apenas que ela morreu em meu portão. E sempre a levarei comigo.



Ronald Onhas 

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