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03 setembro, 2013

Mito da Alma Gêmea

   Hoje quis compartilhar com vocês uma história muito bonita que um amigo me contou. Ele cursa história e entende do assunto (risos). Certamente já ouvimos alguma vez na vida a frase: encontrei minha alma gêmea. Essa busca implacável pelo amor verdadeiro tem todo um conteúdo histórico. 

   

   Esse mito está no livro O Banquete, em que Platão tenta de todas as formas explicar o que é o amor. Num certo momento, Aristófanes faz um belo discurso, que chama a atenção de todos e se imortalizou como a teoria das almas gêmeas.
  
    Segundo ele, no início dos tempos, os homens eram seres andróginos, com duas cabeças, quatro pernas, quatro braços... Eles viviam em total harmonia um com os outros, mas se tornaram ambiciosos. Se consideravam seres tão bem desenvolvidos que resolveram subir aos céus e lutar contra os deuses, para destroná-los e ocuparem seus lugares, mas perderam a batalha. Zeus, muito bravo pelo ocorrido, resolveu castigá-los por sua rebeldia. Cortou os seres ao meio e fez eles andarem sobre duas pernas, com isso, fez com que diminuissem sua força. À medida em que os cortava, ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada. Uma lição de humildade. Ele também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia. Após feito tudo isso, separou-os com uma tempestade, e até hoje vivemos em busca de nossa metade andrógina, de nossa alma gêmea.
 
  Essa teoria foi a que ficou na tradição como a obra mais bela que explica sobre o amor. Não sei se está totalmente correta, pois cada um conta de um jeito diferente essa mesma história. Mas de uma coisa eu sei, ela inspirou os movimentos românticos em todas as suas fases na modernidade. É uma linda história, não acham?! 

Até a próxima,
Rênia Biazatti.



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