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23 outubro, 2013

Coluna 6

6 ESCRITORES QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

Lygia Fagundes Telles



Autora paulistana que nasceu em 19 de abril de 1923, quarta ocupante da décima sexta cadeira na Academia Brasileira de letras. Lygia Fagundes Telles publicou seu primeiro romance, “Ciranda de Pedra”,em 1954, que posteriormente tornou-se novela na Rede Globo.
Lygia Fagundes Telles entrelaça á realidade ao efeito da fantasia, marcado perfeitamente em sua obra “Seminário dos ratos”, meu primeiro contato com seus escritos. A obra traz uma junção de problemas do ser humano, conflitos e medos, no período do século XX.
O século XX havia sido palco de guerras, uma delas a Guerra Fria, além do inicio do domínio das máquinas no campo tecnológico, no campo artístico o modernismo e as vanguardas, a psicanálise e a revolução sexual. Assim, a autora procura flagrar e revelar a reação dos personagens ante os dilemas e as incertezas de sua relação com os outros e com o mundo.
Dois contos que considero interessante e “Seminário dos Ratos” é “Tigrela” e “Herbarium”. Em “Tigrela”, a narradora encontra uma amiga, Romana, bêbada conta a narradora que com uma tigresa, que mostra-se ambígua, ao ser retratada como animal e mulher, dado que executa ações como ouvir música,embebedar-se ter ciúmes,principalmente quando Romana conta de sua relação com o marido.
Em “Herbarium”, o conto relata a paixão de uma adolescente por seu primo botânico, sua mudança de hábitos para conquistar seu amor e súbito interesse por aprender botânica:
“Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede: formica bestiola est. Ele ficou me olhando. A formiga é um inseto, apressei-me em traduzir. Então ele riu a risada mais gostosa de toda a temporada. Fiquei rindo também, confundida mas contente: ao menos achava alguma graça em mim”.( Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles, 1984.)
Bem é isso, não deixe de apreciar as obras da autora os contos e os romances, a literatura sempre vai melhorar e resignificar algo!

“Alguns dos meus textos nasceram de uma simples frase ou de uma imagem, algo que vi e retive. Outros nasceram de algum sonho, enfim, a maior parte dos meus trabalhos deve ter origem lá nos emaranhados do inconsciente – a zona vaga e obscura como um fundo do mar: o ato da criação literária é sempre um mistério. Impossível determinar as fronteiras do criador e da criação. Do imaginário e do real. Há quem considere Minha obra com certo travo amargo, mas não participo dessa opinião. E o humor? Anoiteço às vezes, como toda gente, mas espero na manhã. Então espero por essa manhã com seu grão de loucura E de imprevisto.” (Lygia Fagundes Telles).

Até mais , Nathalia Dias 

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