Menu Fixo

Menu-cat

29 novembro, 2013

Coluna 4





          Livro : O menino que aprendeu a ver 
          Autora: Ruth Rocha


  O livro de Ruth Rocha conta a história de uma menino que não sabia ler e por isso não enxergava as coisas como as outas pessoas que já tinham adquirido a leitura .
 Quando sua mão o colocou na escola , ele a cada dia aprendia uma letra nova , e conforme os dias iam passando ele conseguia identificar as letras e ensinadas pela professora em cartazes , placas e folhetos.
 Esse texto mostra bem o ensino de crianças , que não sabem ler e quando entram em contato com a escola aprendem a ler e enxergam o mundo de outra maneira .
 Esse texto também mostra a realidade de quem não sabe ler , pois quem não sabe ler , não sabe distingui letras , números e nem símbolos .
  Para que a criança tome gosto pela leitura é importante que ela seja incentivada a ler e gostar de ler , para que ela futuramente não encare a leitura somente como obrigação.

21 novembro, 2013

Coluna 6



Mia Couto


Ontem, dia 20 de novembro, foi comemorado dia nacional da consciência negra, entre tantos eventos que passaram por alguns lugares do país, é hora de falar sobre a influencia africana  na literatura. Já é tempo que a literatura só se volta a leita de clássicos da literatura americana, europeia, esquecendo-se das maravilhas que podemos encontrar no CONTINENTE (chega de achar que África é um país né?) africano.

Aproveitando isso, trouxe hoje um autor que nasceu em Moçambique, na Beira, em 1955. Foi diretor da Agência de Informação de Moçambique, da revista Tempo e do jornal Notícias de Maputo. Pois bem, Mia couto pseudônimo de António Emílio Leite Couto, tornou-se um ícone para os moçambicanos, um dos ficcionistas mais conhecidos das literaturas de língua portuguesa.

Tornou-se o primeiro africano a vencer o prêmio União das Literaturas Românticas, recebido em Roma. A obra “Terra Sonâmbula” Foi eleita um dos 12 melhores livros de todo continente africano no século XX. Além do Prêmio Camões em 2013. Sua primeira publicação foi o livro “Raiz de Orvalho”, em 1983. Desde então as obras do autor reúne crônicas, poesias, romances e contos.

O livro “Cada homem é uma raça”, que me encantou, reúne onze contos que envolvem por passar aquela riqueza dos detalhes, a descrição do cenário onde se passa o livro fazendo com que o leitor se sinta dentro do livro. O autor também mistura os dialetos moçambicanos e portugueses reconstrói-se o português “integrando-o dentro de um discurso matizado de palavras, expressões e frases típicas dos diversos dialetos moçambicanos, indo afoitamente remexer as tradicionais raízes do mito”.

Então, para fechar nossa “Coluna 6” de hoje um pedacinho do livro “Cada Homem é uma Raça”:

Inquirido sobre a sua raça, responde:

- A minha raça sou eu, João Passarinheiro.

Convidado a explicar-se, acrescentou:

- Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia. (COUTO, 1990)

18 novembro, 2013

Coluna 4

Estudo sobre o livro "Galileu leu" de Lia Zatz.
              "Galileu leu" é um livro infantil que pode ser trabalhado em todas as disciplinas, pois com esta obra é possível fazer uma analise da conduta profissional do professor. Um vez que, o livro traz uma realidade vivida em muitas escolas na contemporaneidade, onde por muitas vezes, o professor não compreende a maneira como seu aluno aprende o ensinado , e por isso o repreende e taxa o que ele diz como ERRADO.
           No meu ponto de vista, o ERRADO dessa história é o professor(a), que mesmo tendo estudado anos e anos para aquela profissão ainda tem atitudes assim. Penso que na sala de aula o professor aprende quando ensina , no entanto, ele precisa estar sempre ''aberto'' a novas aquisições de ensino.Não pode simplesmente agir sempre da mesma maneira, repreendendo o aluno quando cometer um erro. O bom professor precisa ser pesquisador dentro da própria sala e identificar o porque aquele aluno está errando , e a partir disso tomar a atitude correta diante do fato observado.
                 Enfim , que todos nós profissionais da educação possamos compreender às necessidades de nossos alunos, e principalmente entender o que realmente faz sentido para eles.


Lorraine Dobrovosk

17 novembro, 2013

COLUNA 6


 Eu precisava me apegar a mais um autor. Havia uma lista repleta de nome, alguns eu precisava conhecer, já outros eu queria conhecer. Até que me dei conta, que era o terceiro livro do mesmo autor que eu li esse mês, e foi magnífico descobrir Júlio Emílio  Braz.  Nascido em Minas Gerias, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 5 anos de idade. Iniciou sua vida nas letras, como roteirista de histórias em quadrinhos, escritor de TV, mas foi como autor de literatura infantil, que se consagrou esse monstro que é.
 Já li três obras do Braz, “Negrinha,  eu ?” , “Anjos no Aquário”, e “Felicidade não tem cor”, e nota-se que a o autor tem em suas obras, a característica de fazer que o leitor reflita sobre a temática do livro, e seu tema mais marcante é o preconceito. Acredito que essa marca do autor, em insistir de falar de preconceito, imprima um reflexo de saudosismo de sua infância, talvez sofrida e descriminada.
 O autor parece dançar em volta das linhas tranquilamente, quando se trata de preconceito. Talvez o fato do escritor ser negro, e defender as causas raciais triplica a carga de universalidade das obras. Abordar sobre problemas comuns como: gravidez na adolescência, racismo, e aborto, parece ser lugar comum, mas Júlio Emílio Braz consegue nos envolver em tramas gostosas e ao mesmo tempo revoltantes. Apesar de que Braz não é só questão racial, ele é suspense, comédia e ficção também.
Eu super indico o autor, ainda mais nesse mês da Consciência Negra, onde refletimos sobre a cultura afro brasileiro e nosso povo de multietnias. Seus livros criam um paralelo vicioso, em que você se liberta e não quer largar mais. Gosto de suas obras, por me encantarem de forma simples, talvez o simples de Júlio Emílio Braz que seja a cereja do bolo.


 “ É conversando que criamos consciência, é ouvindo que descobrimos inteligência. É falando que vencemos o medo e a ignorância”  (Júlio Emílio Braz)

13 novembro, 2013

Coluna 4



Livro : PASSAGEIRO DO FIM DO DIA 
Autor: Rubens Figueiredo 



   O romance narra o percurso de Pedro o personagem principal até o Bairro do Tirol um bairro humilde,violento e cheio de injustiças , onde mora sua namorada Rosane. O livro narra o que passa na consciência de Pedro durante a viagem de ônibus , onde ele começa a observar e pensar sobre o que acontece dentro do ônibus e nas ruas.
  O livro de Rubens Figueiredo, faz uma critica a reificação , que é a perda do humano , onde ele também mostra por meio de vários cenários a humilhação e o preconceito sofrido por alguns personagens descritos na obra.
  O livro de Rubens Figueiredo, possui características da pós- modernidade , e também faz uma denúncia as mazelas sociais.
  Esse livro pode ser considerado uma narrativa pós- moderna e não linear , onde a narrativa apresenta cortes , a qual essa característica é própria do autor , e por isso o leitor deve ficar atento para não se perder ao ler o livro.
  Vale muito a pena ler esse livro , ele é muito interessante e nele o leitor pode  perceber a ligação entre  literatura e sociedade e fazer uma reflexão social.
   
      Biografia de Rubens Figueiredo
  Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) , em 1956 . Formado em letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro , é tradutor e professor de português e tradução literária . Em 1998 seu livro de contos As palavras secretas recebeu os prêmios Jabuti e Arthur Azevedo . Rubens Figueiredo também é autor de contos de Pedro e Barco , ente outros .