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17 novembro, 2013

COLUNA 6


 Eu precisava me apegar a mais um autor. Havia uma lista repleta de nome, alguns eu precisava conhecer, já outros eu queria conhecer. Até que me dei conta, que era o terceiro livro do mesmo autor que eu li esse mês, e foi magnífico descobrir Júlio Emílio  Braz.  Nascido em Minas Gerias, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 5 anos de idade. Iniciou sua vida nas letras, como roteirista de histórias em quadrinhos, escritor de TV, mas foi como autor de literatura infantil, que se consagrou esse monstro que é.
 Já li três obras do Braz, “Negrinha,  eu ?” , “Anjos no Aquário”, e “Felicidade não tem cor”, e nota-se que a o autor tem em suas obras, a característica de fazer que o leitor reflita sobre a temática do livro, e seu tema mais marcante é o preconceito. Acredito que essa marca do autor, em insistir de falar de preconceito, imprima um reflexo de saudosismo de sua infância, talvez sofrida e descriminada.
 O autor parece dançar em volta das linhas tranquilamente, quando se trata de preconceito. Talvez o fato do escritor ser negro, e defender as causas raciais triplica a carga de universalidade das obras. Abordar sobre problemas comuns como: gravidez na adolescência, racismo, e aborto, parece ser lugar comum, mas Júlio Emílio Braz consegue nos envolver em tramas gostosas e ao mesmo tempo revoltantes. Apesar de que Braz não é só questão racial, ele é suspense, comédia e ficção também.
Eu super indico o autor, ainda mais nesse mês da Consciência Negra, onde refletimos sobre a cultura afro brasileiro e nosso povo de multietnias. Seus livros criam um paralelo vicioso, em que você se liberta e não quer largar mais. Gosto de suas obras, por me encantarem de forma simples, talvez o simples de Júlio Emílio Braz que seja a cereja do bolo.


 “ É conversando que criamos consciência, é ouvindo que descobrimos inteligência. É falando que vencemos o medo e a ignorância”  (Júlio Emílio Braz)

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