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21 novembro, 2013

Coluna 6



Mia Couto


Ontem, dia 20 de novembro, foi comemorado dia nacional da consciência negra, entre tantos eventos que passaram por alguns lugares do país, é hora de falar sobre a influencia africana  na literatura. Já é tempo que a literatura só se volta a leita de clássicos da literatura americana, europeia, esquecendo-se das maravilhas que podemos encontrar no CONTINENTE (chega de achar que África é um país né?) africano.

Aproveitando isso, trouxe hoje um autor que nasceu em Moçambique, na Beira, em 1955. Foi diretor da Agência de Informação de Moçambique, da revista Tempo e do jornal Notícias de Maputo. Pois bem, Mia couto pseudônimo de António Emílio Leite Couto, tornou-se um ícone para os moçambicanos, um dos ficcionistas mais conhecidos das literaturas de língua portuguesa.

Tornou-se o primeiro africano a vencer o prêmio União das Literaturas Românticas, recebido em Roma. A obra “Terra Sonâmbula” Foi eleita um dos 12 melhores livros de todo continente africano no século XX. Além do Prêmio Camões em 2013. Sua primeira publicação foi o livro “Raiz de Orvalho”, em 1983. Desde então as obras do autor reúne crônicas, poesias, romances e contos.

O livro “Cada homem é uma raça”, que me encantou, reúne onze contos que envolvem por passar aquela riqueza dos detalhes, a descrição do cenário onde se passa o livro fazendo com que o leitor se sinta dentro do livro. O autor também mistura os dialetos moçambicanos e portugueses reconstrói-se o português “integrando-o dentro de um discurso matizado de palavras, expressões e frases típicas dos diversos dialetos moçambicanos, indo afoitamente remexer as tradicionais raízes do mito”.

Então, para fechar nossa “Coluna 6” de hoje um pedacinho do livro “Cada Homem é uma Raça”:

Inquirido sobre a sua raça, responde:

- A minha raça sou eu, João Passarinheiro.

Convidado a explicar-se, acrescentou:

- Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia. (COUTO, 1990)

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