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20 janeiro, 2014

Curvas de Verão


Parte 1 
Rodolfo dirigia numa velocidade permitida naquela estrada perigosa e deserta, e escutava na sua “playlist” os “hits” verão. Músicas chicletes que grudavam na cabeça e não saía por nada. Seu carro estava uma bagunça, sujo de areia, aliás, acabara de voltar do literal, onde fora visitar sua mãe e seus primos. Tivera um final de semana de muita tranquilidade em família. Precisava voltar, mesmo com sua mãe preocupada devido a um crime ocorrido no dia anterior, tinha que trabalhar no dia seguinte. Afinal, precisava do emprego. Para evitar complicações, resolveu pegar a estrada bem cedinho, para evitar ataques noturnos por delinquentes desnorteados. BUUUUUUUUUUUUM.
Rodolfo freou o mais rápido possível, mas algo estava no chão. Era um rapaz, levemente machucado e ensanguentado, provavelmente estava desacordado. Rodolfo saiu do carro, e foi até o moreno, alto, bonito e sensual. O cara que aparentava uns 27 anos estava sujo, com a calça jeans rasgada, e sem camisa. Rodolfo ficou preocupado não sabia o que fazer, voltou pro carro. Encostou o carro perto do atropelado, arrastou-o para dentro do carro, e o colocou na parte traseira do carro. Tentou ligar para a ambulância mas não tinha sinal de celular. Ficou desesperado ao ver aquele homem desmaiado em sua frente. Deu partida, e saiu daquela estrada deserta e perigosa. Seguiu mais alguns quilômetros, uns 20 minutos depois , já com o dia amanhecendo, pegou o celular.
- Porcaria de operadora, quando eu mais preciso ela não funciona... O que eu vou fazer? – se pergunta Rodolfo olhando para o homem. - Será quem é ele ? – pensava Rodolfo em sua mente inquieta.
O rapaz balbuciava algumas palavras soltas como se estivesse em uma pesadelo correndo de alguém. Ele gritava “ eu te amo”, “solta essa arma”, “ é o único jeito”. Rodolfo começara achar que ele fosse um fugitivo da polícia ou até um criminoso, e decidiu procurar algum documento na sua bermuda. Rodolfo admirou seu corpo másculo, QUE CORPO, passou as mãos nos bolsos do rapaz na tentativa de encontrar alguma pista da identidade do atropelado. Colocou a mão por dentro da calça do rapaz, quando de repente , levou um susto com o despertar dele. O rapaz ficou assustado e ameaçou bater em Rodolfo.
- Desculpe-me, eu só estava … Preciso levá-lo para um pronto socorro … você apareceu do nada ….
- Nada de pronto socorro. Estou bem cara. Você vai pra onde ? - cortou o atropelado.
- Vou para capital. Posso lhe deixar onde ? - perguntou Rodolfo nervoso.
- Vou com você. Como é seu nome ?
- Rodolfo.
- Liga o motor aí patrão, chega de conversa.
Rodolfo acelerou. O celular deu sinal de vida. 

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