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21 janeiro, 2014

Curvas de Verão - Parte 2


O carro estava quente, nem o ar dava conta do calor de verão. Afinal era janeiro, era verão, mês do fogo ardente. Eduardo estava impaciente . Não falava nada, ficava olhando a estrada como se fosse o infinito, algo que não acabava. Talvez com medo ou fugindo de alguma coisa. Já era quase umas 08:00 horas da manhã. O sol de verão já iluminava a estrada.

- Tem cigarro ? - pergunta Eduardo. Rodolfo faz que “não” com a cabeça.
- Tem nada pra comer aí não mano ? - insiste Eduardo.
- Eu não fumo! E comida …. hum … – diz Rodolfo tirando uma barra de cereal do porta chaves e dando a Eduardo. Eduardo pega na mão de Rodolfo, que arrepia. Eduardo come o cereal em uma só mordia, e Rodolfo ri, esquecendo que carregara um estranho no seu carro.
- Acredito que ainda esteja com fome. Posso comprar alguma coisa no posto, daqui há alguns metros tem um. Ok ?
- Beleza,tô na fome. Valeu. Eaí, o que você faz da vida? Advogado? Empresário? - pergunta Eduardo querendo se distrair.
- Não, sou escritor – diz Rodolfo. É … e você tá fugindo …. ? - Rodolfo pergunta com medo.
- Cara, é melhor você não ficar com perguntinhas nenhuma. Só porque perguntei sobre você não quer dizer que eu vou ficar com você. Conheço o jogo de vocês. Você me atropelou, então acho que eu tenho direito a uma carona. Eu não sou o vilão dessa história, fique tranquilo – disse Eduardo.
- O que ? Seu ignorante, eu só queria saber … Não sou desses … esquece - retruca Rodolfo constrangido.
Rodolfo aumenta o som do rádio do carro, ignorando a presença de Eduardo. Rodolfo,entra na lojinha de conveniência do posto e esbarra em dois rapazes mau encarados. Compra algumas porcarias, refrigerante, balas e o cigarro. Também, não esqueceu de comprar alguns medicamentos e gaze para cuidar do machucado de seu gato – quer dizer, de sua vitima. Enquanto isso, Eduardo revira as coisas de Rodolfo no carro, pega algumas notas de dinheiros, e um óculos rayban preto, que logo coloca no rosto. Eduardo sai do carro sem que Rodolfo o veja. Rodolfo se aproxima do carro e não vê Eduardo. Eduardo vê uns dois rapazes de boné, de aparência suspeita maconha. - Cacete, ferrou – pensou Eduardo, que volta para o carro abaixado, junto de Rodolfo.
- Onde você foi, cara ? Já está melhor ? - pergunta Rodolfo desconfiado.
- “ Véi”, vamô sair daqui! – ordena Eduardo com uma face desesperada.
- Chega! Não vou lhe ajudar, enquanto você não falar a verdade. Você está fugindo da polícia né? – diz Rodolfo impaciente.
- Anda mano, senão eu “estoro” seus miolos – diz Eduardo, apontando uma arma para Rodolfo, enquanto uma mulher que está próxima, dá um grito ao presenciar ação de Eduardo. Eduardo atira no peito da mulher, que caí ensaguentada no chão. Os dois caras veem Eduardo, que empurra Rodolfo para dentro do carro, tomando o volante e acelerando.

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