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13 junho, 2014

Códigos de Sangue - Capitulo 5


Códigos de Sangue -   Capitulo 5

CONTINUAÇÃO

- Gente o que eu falei demais? Só disse que vim para essa cidade por causa de uma proposta de emprego que recebi do Jornal da Vila – conta Danilo sem entender.
- Renato como você explica isso? Acho que nós não precisamos de nenhum outro jornalista – diz Bianca irritada.
- Eu não me lembro de ter mandado nenhum email contratando... – diz Renato, de fala suave e cantada por causa da bebida.

Rafaela interrompe.

- Fui eu – diz Rafaela deixando todos espantados. – Eu mandei o email eu sei que o papai precisava de alguém. A Bianca sozinha não dá conta de substituir minha mãe no jornal. Na verdade minha mãe é insubstituível – diz Rafaela fitando Bianca.
- Meninos, vamos resolver isso outra hora. Renato preciso que você me acompanhe até a delegacia. E você rapaz venha conosco – diz Marcelo, com seu tom de general.
- Meu pai não pode ser preso, ele não matou ninguém tio – diz Rafaela, abraçando Renato.
- Calma, eu não vou dar queixa nenhuma. Eu estou bem, foi um pequeno incidente podia ter acontecido com qualquer um. Aliás, eu fui imprudente em achar que podia andar despreocupado em cidade pequena – diz Danilo. Ninguém vai para cadeira. Fim de papo – Danilo é interrompido pelo toque do comunicador de Marcelo que soa.

“ Código 935, homem, 25 anos, encontrado morto na mata. Repito, homem, encontrado morto na mata”

- Já que não houve queixa, eu preciso ir. O trabalho me chama. Renato depois conversamos de irmão para irmão – diz Marcelo, saindo e entrando às pressas na viatura.
- Então alguém pode me explicar quem são vocês, e o que fazem no jornal? – pergunta Danilo.
- Vamos para a redação. Lá conversamos melhor – diz Renato.

2ª CENA ( Tarde) ( Mata)

Os legistas do IML averiguam o local do crime. Examinam o sangue encontrado próxima à árvore ensanguentada. Dois enfermeiros empurram a maca com o corpo do morto e colocam dentro da ambulância. Marcelo chega ao local do crime de viatura. Marcelo sai da viatura e Alfred se aproxima dele.

- Delegado, parece que foi um animal que o atacou. Os legistas encontraram sinais de garras pelo corpo do rapaz – diz Alfred.
- Será que a praga voltou? Hoje à noite vamos caçar Alfred. Vá para casa, descanse, e se prepare para uma boa aventura. Vamos caçar leão da montanha – diz Marcelo

3ª CENA ( Tarde) ( Lanchonete Vila Mix)

Lívia retira o pano ensanguentado de dentro da lata de lixo. Laura cheira o sangue fresco, que parece alaranjado.

 
- Sangue fresco, sangue fresquinho. Ainda bem que você é esperta, será que é ele é uma besta? – pergunta Laura.
- Sei lá, achei estranho um cara normal ser atropelado por uma caminhonete a 80/h e sofrer apenas um arranhão – conta Lívia. Se ele não for uma besta talvez seja um frio – diz Lívia, vendo o sangue mudar de cor, e voltar a ser um vermelho.
- Que isso? Eu nunca vi um sangue assim. Se ele fosse uma besta o sangue dele seria vinho e se ele fosse um frio como eu o sangue dele seria um vermelho fraco, cor de pêssego. Mas alaranjado? Precisamos ficar de olho nele – diz Laura, guardando a amostra de sangue na bolsa.

4ª CENA ( Tarde) ( Jornal da Vila)

- Então deixa eu vê se captei. A Rafaela, filha do Renato, que é dono do jornal que me mandou o email. Ok? – pergunta Danilo tentando entender a história toda. – O Felipe é o fotógrafo e a Bianca é colunista do jornal, ok? E essa Elisa?

- Garoto, não pergunte o que você não deve – repreende Bianca.
- Elisa é minha esposa, já falecida. Ela morreu tem há um ano atrás. Ela era a antiga colunista do jornal e a Bianca a nossa repórter – explica Renato. Foi até bom a Rafaela ter aprontado essa, até que nos serviu para algo útil. Nós precisávamos de um novo repórter na equipe. Bem vindo a equipe do Jornal da Vila – diz Renato estendendo a mão para Danilo, que o abraça calorosamente.

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