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10 julho, 2014

Códigos de Sangue - Capitulo 12

        Códigos de Sangue -  Capitulo 12

CONTINUAÇÃO

- Ele é nosso primo? – pergunta Plínio.
- Então ele pode se transformar em lobo e também se desmaterializar como um vampiro? – pergunta Pérola.
- Sim, isso tudo é questão de técnica – explica Vô Zé.
- Maneiro – se anima Plínio.
- Maneiro? Eu pensei esse tempo todo que minha mãe morreu em um acidente e descubro que é tudo mentira. Será que mais o que é mentira? Será que meu pai sabe que ele é um chifrudo? Quer dizer será que ele é meu pai mesmo? – grita Caio enfurecido.
- Acalme-se Caio, vocês não poderiam saber da verdade. A 2ª batalha aconteceu porque as duas famílias queriam proteger o sangue raro. Mas fomos traídos por alguns frios e também matilhas que diziam-se amigas – explica Vô Zé.
- Minha mãe morreu por ele? Eu tinha 5 anos , você sabe o que é perder uma mãe com 5 anos? Eu era uma criança – grita Caio em desespero, que chora agonizantemente.
- Caio acalme-se meu pai desapareceu depois da guerra, todos afirmaram que ele morreu. Mas eu fico feliz de saber que ele conseguir cumprir a missão dele que era salvar o sangue raro – diz Pérola.
- Você não sabe de nada, seu pai era um covarde sumiu no meio da guerra – diz Plínio.
- E sua mãe uma surtada de clínica – diz Pérola.
- Cheguem – diz Danilo. – Parem de discutir, eu não tenho culpa de ser quem vocês dizem que sou. E nem vocês tem culpa. Eu preciso de um tempo é muita informação, preciso pensar. Depois conversamos, vou aproveitar que acabou a chuva e continuarei minha corrida – diz Danilo saindo da casa.


2ª CENA ( Manhã) ( Delegacia)

Alfred digita uns relatórios no computador. Marcelo entra e joga algumas fotografias em cima da mesa.
- Parece que é uma epidemia – diz Marcelo.
- Epidemia de cachorros do mato? Precisamos contatar a guarda ambiental então – diz Alfred, admirando Luiza que entra na delegacia. – Acho que trabalhei demais essa noite, é uma sereia? – pergunta Alfred.
- Não, é uma tigresa – diz Marcelo. – Qual motivo da honra de sua visita? – pergunta Marcelo. – Sentiu saudades.
- Marcelo sem gracinhas. Precisamos conversar em particular  - diz Luiza.
- Opa, pra já – diz Marcelo abrindo a porta de sua sala para Luiza entrar.
- Café, água ou suco sem açúcar? – oferece Marcelo.
- O que tenho para falar é coisa rápida. Você precisa aniquilar esse tais cachorros de matos, daqui a alguns dias as pessoas não acreditarão mais nessa historinha para boi dormir – diz Luiza.
- O que você está insinuando? – pergunta Marcelo.
- Vocês sabe muito bem que o rapaz que foi morto essa semana não foi morto por um simples cachorro do mato qualquer. Eu não sou bióloga, mas é só pesquisar na internet que acharemos que não existe mais cachorros do mato aqui em Vila Esperança. É melhor eu te avisar, do que a imprensa então fique ligado. Bom trabalho – diz Luiza saindo da sala de Marcelo.
- Gostosaaaaaaaaa, mas metida – diz Marcelo tomando uma xícara de café.

A chuva diminui até que para. O frio toma conta de Vila Esperança.

 Danilo volta caminhando para cidade. Caio admira uma foto velha de sua mãe e seu pai se beijando. Sávio entra novamente na sala de doações de sangue do hospital. Renato joga as garrafas de bebidas no lixo.

           1 semana depois ....

3ª CENA ( De tarde) ( Lanchonete Mix)

- Um suco de laranja e pedaço de bolo de cenoura com aquela cobertura deliciosa de chocolate que só você sabe fazer Lívia – pede Danilo.
- É pra já – diz Lívia, indo para o balcão.
Danilo meche ao celular. Guilherme entra na lanchonete.

- Você? – pergunta Guilherme.

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