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05 julho, 2014

Entrevista com : Felipe Bezerra





Entrevista com : Felipe Bezerra

              Jornalista, Cronista, Cartunista e Redator publicitário





1.     Quais são suas referências culturais aqui no Espírito Santo? (música, arte, literatura)

Honestamente? Minha única influência cultural capixaba, e tão-somente ligada à literatura, chama-se Antonio Miranda, o melhor cronista do eixo Cachoeiro-Marapé, na minha opinião. “Ah, e o Rubem?”, muitos vão se perguntar, talvez até me julgando herege. Eu diria que o Velho Braga é uma referência cultural de todo o Brasil. Está beeeem acima do Espírito Santo, o danado!

2.     Você assiste séries? Quais?

Não assisto mais. A última que assisti, e trocentas vezes, e sempre com a mesma empolgação, foi “Todo Mundo Odeia o Chris”. Aquilo é foda demais! Ironia em mínimos detalhes. Sem contar que tá tudo ali: anos 80, Lionel Richie, Earth Wind & Fire... (Meu amigo Jeyson Bottecchia sabe do que tô falando...)

3.     Para você, o que um blog deve ter para conquistar público e popularidade no mercado digital?

É necessário que o blogueiro esqueça essa bobagem de produzir algo pra pura e simplesmente conquistar público e popularidade digital. Sim! Porque isso é um exercício de vaidade dos mais tolos, mesquinhos. O que um sujeito precisa fazer é prezar por algo que eu chamaria, huuuum!, de auto-verdade. Por exemplo: se um camarada se dedica a manter um blog de resenhas musicais, ele deve investir toda a sua verdade nas linhas a serem escritas. E é nessa verdade, nessa auto-verdade, que está toda a sua bagagem de conhecimento, de apreço, e até mesmo de afetividade, acerca do tema abordado. Se me esclareço, acho que é por aí...    

4.     O que faz você ler um blog/post ?

Um texto bem-escrito, do ponto de vista gramatical. Prezo mesmo pelo primor técnico. E até sinto um certo tesão intelectual por uma linha impecavelmente redigida. Mas, acima de tudo, o que me atrai mesmo a ler um blog ou um post é capacidade inventiva, criativa!, de um texto. Futebolisticamente comparando, um texto, pra me seduzir, precisa ter a genialidade de um craque que reúna, em si, técnica e irreverência, além de molejo e jogo de cintura, é claro.

5.     Você acha que as obras de ficção 
e a fantasia têm espaço na literatura capixaba?

Sempre que houver literatura no Espírito Santo, em Seropédica (refúgio de mestre Nei Lopes) ou em Plutão, haverá espaço para todas as vertentes literárias. Por quê? Porque sempre haverá leitor para todos os gostos, sejam eles refinados ou duvidosos.

6.     Como é a rotina de um jornalista?

              É, ao menos pra mim, a angústia de concluir, diariamente, 
             um texto o qual você julga escroto.

7.            RAPIDINHAS

Livro favorito: “Pedrinhas Miudinhas”, do meu mestre Luiz Antonio Simas

Autor favorito: Aldir Blanc

Gênero musical favorito: AOR Westcoast

Filme favorito: “O Último Dragão”

Série favorita: “Todo Mundo Odeia o Chris” – disparada!


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