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26 setembro, 2014

Outono - Tempo de Renovação!

Cientificamente, outono é uma estação caracterizada pelas noites mais longas que os dias, com mudanças bruscas de temperatura, diminuição da umidade do ar, a mudança na coloração das folhas das árvores. Devido a poucos nutrientes as folhas, além dos frutos bastante maduros, caem no chão.
        Contudo, para mim, outono é tempo de renovar! Saímos do verão, o clima fica naquele vai e vem, tá frio, tá quente. È época de recordar todos os risos, ou todas as lágrimas, do tempo de férias de festas, dos almoços em família e de tudo que aconteceu conosco nesse tempo.
È tempo de ponderar se está bom do jeito que está, ou terá de melhorar. È ser um pouco como as árvores, deixar as folhas caírem, colher os frutos e deixar que a vida brote novamente, que o novo resplandeça, bem devagarzinho, no seu estado natural, sem apressar nada, apenas cuidando para que esteja saudável.
Pelas ruas da nossa “capital secreta do mundo”, ou Cachoeiro de Itapemirim, o outono aparece deixando todos aliviados, afinal nos livrará do calorzinho característico do nosso lugar.
        O melhor de tudo é quando de repente a chuva resolve aparecer, são as melhores coisas se você deseja observar o comportamento das pessoas! A chuva vem causando surpresa e uma perseguição pelo guarda-chuva perdido na bolsa.
Podemos ver os estudantes correndo por ai, por ter esquecido o guarda-chuva em casa, algumas outras pessoas reclamando por ficarem molhadas, ou pelo ônibus estar cheio. Outono também é a prévia de poder usar todos os seus casacos que ficam escondidos no armário, usar a sua bota...
        Tem gente que não é muito chegada a esta estação, nem se lembra de que ela existe. Outono é a passagem do alegre para o melancólico, outono é nostalgia, exige mudança para os novos tempos que estão por vir, é a preguiça, a vontade de só ficar olhando para a chuva pela janela.
        Quando o Outono chegar de novo aproveite-o, deixe tudo em equilíbrio, assim quando chegar à primavera tudo estará em seu devido lugar. Se adapte a situações novas, mas principalmente, isso serve para qualquer ocasião, deixe a rabugice de lado e tire proveito do que a vida lhe oferece, afinal é tempo de se resignificar!

Canção de Outono

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
Cecília Meireles

Até mais , Nathália Dias.

Pontuando : A arte no Divã e outras análises

Páginas 55

Editora Delicatta

Ano: 2014

     O livro “ A arte no Divã e outras análises” do  cachoeirense e psicanalista Roney Moraes é repleto de pensamentos do dia-a-dia, seus textos entrelaçam a arte, literatura e principalmente a psicanalise ,na qual é a área do escritor. A obra é formada por textos publicados anteriormente no jornal Espírito Santo de Fato veículo de comunicação na qual Roney escreve artigos semanais. Muitos dos textos tem citações e trechos de pensamentos do pai da psicanalise Freud e também de Foucault.



 
















    O livro não é para criança e acho ( na minha humilde e linda opinião) que não é para qualquer um. É, para os amantes da psicanálise é um baú do tesouro. Já, para nós, leigos no assunto e viventes loucos dessa vida corrida e sádica, a narrativa possui a universalidade de nos vermos em alguma situações como “acordar em cima da hora e não encontrar o que precisa” e a famosa/ desagradável frase “ Sorria, você está sendo filmado”  no texto “ Sorria, você está sendo ameaçado, que aborda sobre a questão de estarmos cada vez mais expostos e perdendo a intimidade, particularmente um dos meus preferidos. Mesmo fazendo uma crítica a reality show ( Confesso: sou fã). Me apedrejem! Ah, o autor também aborda e frisa sobre a relação entre o barroco e a psicanálise. 


Integrantes da Equipe "ELEA" com o escritor Roney Moraes

 Roney Moraes, é um jornalista sensacional que sempre abre porta para novos escritores publicarem seus textos. Espero em breve poder ler outra obra do autor, outra obra desse cachoeirense. Uma leitura eficaz, produtiva e reflexiva sobre os nossos “EUs”.  

“O único problema da psicanálise é que ela soluciona problemas”.

23 setembro, 2014

Falando sobre cultura ...Concerto Internacional: Siberian Virtuosi em Cachoeiro de Itapemirim

Concerto Internacional: Siberian Virtuosi 

em Cachoeiro de Itapemirim



Na última segunda-feira, dia 22 de Setembro houve uma apresentação do Concerto Internacional Siberian Virtuosi da República de Sakha (Yakutia), em Cachoeiro de Itapemirim no teatro Rubem Braga. O concerto é formado por 11 violinistas e uma pianista, que causaram alumbramento em todos os espectadores presentes no teatro. Segundo dados do jornal local, o Brasil foi o primeiro país da América Latina a recebê-los, e Cachoeiro de Itapemirim a primeira cidade agraciada com a presença deles no Teatro Municipal (com entrada franca).


O repertório contou com obras de Mozart, Bach, Handel, Brahms entre outros, ao final de cada representação musical o público aplaudia de pé aos violinistas, que demonstraram grande simpatia ao agradecer os aplausos a eles oferecidos. Todo o espetáculo causou grande emoção ao público, que por sua vez era bem diversificado.
O espetáculo com toda certeza ficará guardado na memória de todos que estiveram presentes, é notório que em nossa cidade têm ocorrido muitos eventos culturais de qualidade, porém, é preciso que nós cachoeirenses saibamos APROVEITAR tais eventos.

E para finalizar afirmo:
QUEM NÃO FOI PERDEU!

Foi um grandioso espetáculo, e parte da equipe ELEA esteve lá prestigiando e trouxe algumas fotos para vocês. Confira :

* Fotos da equipe ELEA com os violinistas do Concerto.

* Fotos da equipe ELEA com os violinistas do Concerto.



Até mais, 
Lorraine Dobrovosk

21 setembro, 2014

É de Cachoeiro! É notícia !


 Apresentação de Concerto Internacional

Amanhã, segunda-feira, dia 22 de Setembro, terá uma  apresentação aqui em Cachoeiro, no teatro Rubem Braga. A apresentação é de um Concerto Internacional, com entrada franca.  Apresentado pelo conjunto russo Siberian Virtuosi, a partir das 19:00 horasFormado por 11 violinistas e um pianista, o grupo já se apresentou em 14 países europeus e asiáticos, incluindo a França, Reino Unido, Áustria, Itália, Alemanha, Israel, China e Coréia do Sul.  No repertório conta com obras de Mozart e Bach.


  Antes ,às 15h, o conjunto realiza um concerto didático para alunos de escolas estaduais. As duas apresentações fazem parte do projeto “Cultura na Escola – Série Concertos Internacionais”. 


Já na terça, dia 22, o conjunto estará no teatro Carlos Gomes no centro de Vitória, o diferencial  que na capital o ingresso custará R$ 10,00 e R$ 5,00 a meia entrada, e em Cachoeiro será gratuito.

ILUMINADOS - Episódio 3

Episódio 3 


  Lúcia estava com raiva do pai por ter tratado-a como criança e estava com vergonha de Diego. Passou o resto do dia sem falar com os dois. A noite, em casa, só quis saber de dormir, para o tempo passar logo e no outro dia seria seu aniversário.Trancada em seu quarto, lendo um livro em quanto o sono não chegava, sentiu novamente aquele arrepio sentido na madrugada anterior. Sentia que estava sendo observada e então disse:

- Tem alguém aí?

Só obteve como resposta o silêncio, então mais uma vez perguntou:

- Tem alguém aí? Eu não tenho medo, apareça. Ordenou ela.

Uma voz vinda de algum lugar do quarto, que ela não identificou, disse:

- Não posso aparecer, não ainda, mas logo irá saber quem é.

E então se calou. O silêncio voltou a reinar no quarto, e Lúcia, não mais sentia a presença no local. Voltou para o livro e adormeceu. Na manhã seguinte, foi acordada por Mabel e Rafael, cantando parabéns e com um bolinho em mãos. Ao ver o sorriso dos pais, não conseguiu mais sentir raiva do pai.

Abraçando Rafael, Lúcia disse:

- Desculpa pai, eu te amo!

- Tudo bem minha filha, papai também te ama.

  Confraternizaram em família, e então se arrumaram e foram para a cidade. Rafael iria para escola, pois teria que ministrar suas aulas, Mabel e Lúcia foram ao shopping comprar um vestido novo para usarem na festa de 16 anos da filha. Chegou o dia, a data onde as mudanças começariam a acontecer. O décimo sexto aniversário.
Mabel e Lúcia compraram um lindo vestido, cor de lilás, e foram almoçar em um fast food, na praça de alimentação Lúcia encontrou com Diego. Mabel não sabia sobre ele, então disse que deixaria os dois a sós, e foi para a loja de uma amiga, botar o papo em dia.

- O que faz aqui? Não deveria estar na aula? Perguntou Lúcia.

- Não estava com cabeça para isso, então vim espairecer a mente na loja de games.

- Adoro jogos! Exclamou Lúcia.

- Vamos lá então. Chamou Diego.

Passaram divertidas horas juntos, Lúcia comentou sobre sua festa e  convidou-o para ir, e ele aceitou. Mabel apareceu e levou Lúcia para casa, para poderem arrumar as coisas.



  Às sete horas, os convidados começaram a chegar, a música estava rolando e todos dançando. Quando Diego chegou, Rafael não gostou nem um pouco de o ver ali, mas não disse nada para não estragar a festa da filha. De repente a música para e Lúcia aparece no topo da escada. Ela estava linda, todos a olhavam fixamente. Ela terminou de descer as escadas, a música volta a tocar e a festa continua.

19 setembro, 2014

Estreia da Peça teatral " Troca Troca"

 No domingo passado, dia 14 de Setembro, pude prestigiar e assistir a apresentação da peça teatral “Troca Troca”, do grupo Personalidades CIA Teatral. A peça de domingo, escrita por Tonny Campbell também ator e integrante do grupo de teatro foi apresentada pela primeira vez nesse final de semana. 


   Com uma história que lembra o filme brasileiro “Se eu você fosse”, os protagonistas Megan e Rafik trocam de corpos devido a um experimento do personagem de Maciel Maison (Teo), causando assim inúmeras confusões e situações cômicas que divertiram o público do Teatro Rubem Braga nos 90 minutos de apresentação.



  Tonny conta “Tive essa ideia depois de uma brincadeira com uma amiga. Eu disse que se eu fosse ela faria o que ela estava fazendo diferente e tal. Ela disse que se fosse eu, se intrometeria menos na vida dos outros... rimos e eu pensei.  Isso dá teatro”. Muitos personagens recheiam a trama de situações engraçadíssimas.

  


    Vale destacar a atuação de Mara Lovatti (Megan), encarnando um homem muito bem e esbanjando antipatia sendo Megan. Ane Garcia (Mado e Mãe Mindinha) que no todo interpretou três personagens em cenas soube diferenciar os sotaques de seus personagens desde o  americanizado até o nordestino carregado, uma ótima atuação. 



    Destaque também para Tainan Gratival (Pai Xuri) que soltou caretas com suas “macumbices” fazendo público dar gargalhadas e para o estreante do grupo Renato Coelho (Adenor) que divertiu ao lado de Tainan. Mas acredito que as cenas mais engraçadas e os improvisos mais bem feitos ficaram por conta do ator Saulo Borges (Johnny) que fez rir desde as suas dancinhas na “roda da macumba” até o selinho em Tonny Campbell ( tsc, eu juto que vi um selinho).


 











  O grupo já é bem consolidado em Cachoeiro e a maioria de seus atores já possui experiência de palco. Todos foram ótimos atores e fizeram o público cachoeirense aplaudir de pé ao final da apresentação. A peça foi engraçadíssima, parabéns a todos os envolvidos. Espero poder assistir outra peça  em breve. Apresentações como essa deveriam ter/ acontecer todo o final de semana aqui em nossa Capital Secreta do Mundo.

Elenco: Ane Garcia, Mara Lovatti, Maciel Maison, Saulo Borges, Renato Coelho, Tainan Gratival e Tonny Campbell.

Produção: Regina Coelho

Direção: Lucimar Costa

Fotos: Diego Demartini



 Ronald Onhas 

  











Primaverando...


(*DICA IMPORTANTE: Antes de iniciar a leitura do texto, ouça a música “Primavera” na voz do saudoso Tim Maia.)

Primaverando ...


Primavera estação da renovação, considerada um dos espetáculos mais bonitos do planeta. Conta-se que desde os tempos mais remotos, os povos antigos, como gregos, egípcios, sumérios, babilônios e celtas, agradeciam à Mãe Terra, como chamavam a natureza, tudo o que ela lhes dava: de alimentos a cura pelas plantas. E agradeciam promovendo grandes festivais. O da primavera comemorava a fertilidade, quando todos os seres, homens, plantas e animais, acordam do repouso do inverno para uma nova fase, quando o mundo se enfeita e se torna mais belo e fértil. Ah como é bom saber que a chegada da primavera nos permite recomeços, permite a nós pequenas flores murchas, com o cotidiano feroz, um novo reflorescimento, traz novas cores a nossa vida, muitas vezes, preto e branco. Façamos, portanto como na poesia de Olavo Bilac:
“Cantemos! Fora a tristeza!
Saudemos a luz do dia:
Saudemos a Natureza!
Já nos voltou a alegria!”
Com a chegada da primavera somos oportunizados apreciar a vida e suas cores, de certo que esta é uma das quatro estações que tem uma gama extraordinária de significados. Primavera é tempo de ressignificar-se, de desabrochar-se, de florescer. É uma estação que convida ao romantismo, ao convívio mais perto, mais aconchegante, ela é tempo de esperança, de brilho, é a estação das flores. A primavera também sugere vigor da juventude, despertar do desejo sexual, do erotismo, do sensual. É o tempo de acasalamento dos bichos, primavera é vida recomeçando com toda força.


Nos pequenos canteiros e praças de Cachoeiro já possível ver a multiplicidade de flores renascendo e dando nova cor e brilho a cidade, é só “saber ver” como diria nosso querido Fernando Pessoa, aliás, em sua poesia nos é dito que “saber ver” requer aprendizado, precisamos reaprender a VER vida de fato. E dos muitos aprendizados que a primavera nos oportuniza o que eu mais gosto é esta citação: “Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira”, palavras de Cecília Meireles, que profundidade há nessas palavras, ou seja, mais uma vez, a primavera vem nos ensinar, a importância de nos permitir cortar para, depois, termos chances de voltarmos mais inteiros, mais completos.



Até mais, 
Lorraine Dobrovosk

14 setembro, 2014

Uma meia, duas luvas e meia xícara de chocolate

Conto de Inverno 
             
Uma meia, duas luvas e meia xícara de chocolate


 O inverno é a estação mais chique do ano em que todos retiram seus casacos, cachecóis, e suas luvas das gavetas para desfilaram por aí numa 25 de março ou até mesmo numa beira rio “alá” rio Itapemirim. É claro que no inverno o Itabira deve sentir frio aliás, ele, ali sozinho, numa imensidão infinita, que vislumbra toda “cachoeiro” do Alto União até o Aeroporto deve sentir só. Ainda mais que é só olhar para o lado que verá o frade e a freira bem juntinhos, um perto do outro, “confabulando juras de amor” e aquecendo-se de palavras românticas e apaixonantes. Minha tia, lá da roça, que diz “ Inverno é pra rico. Pobre usa meia furada, calça do irmão mais velho que foi passada e coloca várias brusas, uma por cima da otra e fica a coisa mais chique do mundo. Ah, sem falar que noís tem que esquentar a água no fogão à lenha e tomar banho de canecão”.



Já minha amiga metida a alcoólatra, também diz “ Ah, inverno!  Uma ótima oportunidade de tomar um bom vinho, acompanhada de alguém, num restaurante chique, de preferência com um homem ao seu lado, bonito, inteligente, sensual, galanteador, que saiba cozinhar ”...
 Melhor cortar esse papo : príncipes não existem. Inverno dita moda, inverno aguça o prazer e também a relação sexual. Inverno é o mês do chocolate quente.
- Que tal uma xícara de chocolate quente?
Inverno é atraente. Acho que se o inverno fosse um homem eu “pegava” ele. É, o seduzia, depois o penetrava com os meus olhos faiscantes e me deliciava-se com seu ... seu ... Seu o que ? Não sei. Só sei que eu, o pegava.



  Com o inverno vem a preguiça. Aaaaaah, que preguiça boa. Me deixa aqui a toa já dizia Charlie Brow em sua música. Cá, para nós, o inverno é a estação de “dois”. De dois olhares, dois amores, dois sentimentos, dois pés de meia e um só colchão. Que atire a primeira xícara de chocolate quente aquele que nunca se sentiu “deprimido” no inverno. Tudo bem que a palavrada DE-PRES-SÃO está na moda, mas aqui falo preferencialmente dos solteiros, ou vulgarmente os encalhados, é, aqueles que ficaram pra titia e nem a titia quis mais. Inverno dá aquela sensação de vazio, de querer o outro sabe? De querer alguém para se esquentar, para junto tomar um caldo, para falar bobeirinhas ao pés da lareiras. Ops! Estamos em Cachoeiro, lareiras somente em Vargem Alta. O inverno é assim, te desconcerta, te amedronta te congela. O inverno exala cheiro de  perfumes, frascos bem conservados e de pessoas bem vestidas. 

  Sinta. Cheira. Perceba. 
 Talvez o seu outro pé de meia esteja por aí, em baixo de algum moletom ou em uma padaria tomando uma xícara de chocolate quente.