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26 outubro, 2014

Iluminados - 4ª Episódio

Episódio Quarto 

por Marcus Costa 

O que Rafael disse para Lúcia estava prestes a acontecer, os demônios vieram pegá-la. A luz e o som da festa voltaram, eles não queriam que ninguém de lá os percebessem. Eram cinco no total, contando com Diego
.
- Quem são vocês? Perguntou Lúcia assustada.

- Somos demônios. Responderam rindo.

- Mas vocês não tem aparência de demônios.

- Assim como os anjos, os demônios assumem a forma humana quando estão na Terra. Disse Diego cabisbaixo.

Todos os demônios estavam rindo maleficamente, comentando como dessa vez a guerra seria fácil para eles, que dessa vez eles ganhariam. Leviatan, o líder deles num tom sério disse:

- Silêncio!

E todos o respeitaram, e então começou a explicar:

- Lúcia... Lúcia... Lúcia. Você é a nossa grande esperança, juntamente com os outros nefilins que já capturamos, iremos ter poder suficiente para acabar com os malditos anjos, que há 16 anos nos impediram de conquistar esse mundo em que você vive. Usufruindo dos poderes herdados de seus pais. Sim Lúcia e companheiros: dessa vez a guerra está vencida.

- Mentira, meu pai jamais deixará que isso aconteça.

Grita Lúcia em choro, estava com medo do que podia acontecer a ela e ao mundo. Olhou para Diego, e viu que ele estava chorando, e não conseguia olhar para ela. Sentiu seu coração partir, seu primeiro amor, um enganador, que só se aproximou a ela para fazer-lhe mal. Leviatan riu e disse:

- Calem a boca dessa menina arrogante, e levem-na daqui. Prenda ela junto com os outros. Logo, logo a guerra se iniciará.

Lúcia foi trancada junto com mais dois nefilins. Sofia,  tinha como habilidade a inteligência e astucia e Christopher, coragem. Ambos filhos de Abiel. Eles acabaram de se conhecer, estavam todos nervosos com a situação, pensavam em fugir, mas eram vigiados e as tentativas eram previsivelmente falhas.

Christopher ficou encantado com a beleza de Lúcia, nunca tinha visto outra menina com tal beleza. Abiel tinha privado os filhos de um contato grande com o mundo, por medo de esse dia chegar. Eles foram educados em casa, nunca frequentaram a escola.


Tal encanto fazia com que Chris não parasse de olhar para Lúcia e ela percebia os olhares dele e retribuía com sorrisos. Chegou a hora de Diego vigiá-los e ele percebeu a troca de olhares entre os dois, não gostou nada naquilo, se remoeu de ciúmes por dentro, mas não podia fazer nada. Não por enquanto. Não enquanto a guerra não começasse.

EVENTO: Roda Literária na EMEB Anísio Ramos


Nesta sexta, dia 24 de Outubro, a convite da querida bibliotecária Clege Rocha, da EMEB Anísio Ramos, abrimos a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca na instituição e conversamos com os alunos dos 7º e 8º anos, a respeito de  best sellers, clássicos e algumas porcarias que são consumidas pelos leitores viciados em sagas e trilogias. A galerinha foi  participativa, comentaram sobre suas leituras, seus gostos, suas opiniões sobre os clássicos e porque gostam de ler.

 Destaque para aluna do 8º ano, Alessandra Pontini, que entrosou empolgadamente conosco além de saber pontuar muito bem seus argumentos sobre diversas obras literárias. A mesma ainda disse que começou a ler o clássico Dom Casmurro, de “Machado de Assis” que apesar da leitura “diferente” está gostando. Além disso, a estudante está lendo “A caçadora de unicórnios” (Diana Peterfreund) e “God of War”, tudo ao mesmo tempo. Também ressaltou com uma frase que nos marcou      “A leitura nunca me decepcionou”, pela frase percebemos que além de inteligente Alessandra é uma leitora assídua.

Se tratando de Literatura Brasileira ( SEMPRE VALORIZADA POR NÓS) a professora de Língua Portuguesa, Maria Christina Alves Brandão, do 8º ano, comentou sobre seu trabalho com a turma a cerca da obra “Capitães de Areia” de Jorge Amado, literatura tão rica e importante de nosso país que foi muito bem elogiada pelos alunos.

Agradecemos ao maravilhoso convite a Clege Rocha, se todas as escolas tivessem bibliotecários igual a ela, os professores teriam muito mais leitores do que temos hoje, pois a mesma é  incentivadora, conselheira e principalmente ela lê as obras que a biblioteca possui . A escola possui uma variedade de livros e um rico material tanto literário tanto de pesquisa.

 Fechamos a “Roda Literária” com sorteio e a distribuição de marcadores de página do BLOG/PÁGINA. Parabéns pelo evento e saiba que “EQUIPE ELEA” sempre estará aqui para sermos usados. É sempre muito prazeroso falar de leitura e conversar com pessoas que degustam dessa “droga” viciante. 

A Bela e a Fera ( La Belle et la bete )

Dirigido por: Christophe Gans
Com: Vincent Cassel, Léa Seydoux, André Dussollier mais
Gênero:  Fantasia , Romance
Nacionalidade: França , Alemanha

“O conto de fadas "A Bela e a Fera" narra a história da filha mais nova de um rico mercador que perdeu toda a sua fortuna. Certo dia o pai avistou um jardim de rosas e, lembrando do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar”.

La Belle et la bete, é mais uma releitura de contos de fadas que ganha vida nas telonas só que dessa vez o sucesso é francês, o filme de 1h 54 minutos de duração é sensível, tocante e tem cenas belíssimas. Na releitura a família de Belle é formada por três irmãs e três irmãos ( que não acrescentam em nada a história). E a protagonista como no clássico também se oferece no lugar do pai para morar com a Fera.

 É bom frizar que o figuro dos personagens são deslumbrantes destaque para a protagonista Belle ( Léa Seydoux) com seus vestidos de princesas e para o sedutor e misterioso Fera (Vincent Cassel), com suas capas e sobretudo elegantes. O cenário do filme também não deixa a desejar, o lugar onde a maioria das cenas se passam é ao redor do castelo do Fera, o castelo já é magnifico por si só, além de esculturas, artefatos e  móveis que deixam o cenário estonteante. As cenas na neve e no gelo são ricas em beleza só acentuando a qualidade da produção. Ou seja, parabéns a produção pelo cenário, figurino e fotografia.


Não podia deixar de falar da relação amor x ódio do casal protagonista característica marcante nas releituras de “A Bela e Fera”, sempre uma mocinha apaixonante e um rapaz sedutor. Nas cenas de embates entre os dois saem os melhores diálogos, desde provocações, xingamentos e juras de amor. Aos poucos nossa querida Belle se apaixona pelo terrível e ( nessa releitura) estiloso  Fera.


Além de permear pelas características da história clássica, a releitura francesa faz uma mesclagem com misticismo, personagens como a ninfa da montanha e o deus da floresta intensificam a presença de criaturas mágicas, assim como a água/poção mágica que fez o pai de Belle reviver.

 O filme é sim, monótono, com poucas cenas de ação e de lutas, mas encanta com seu desenrolar de cenas bem feitas e cenários paradisíacos. Uma pena não terem aproveitado mais o gancho apaixonante do casal. 

19 outubro, 2014

Inauguração do SEBO em Cachoeiro de Itapemirim


Neste sábado, dia 18 de Outubro, pude comparecer a inauguração do primeiro SEBO de Cachoeiro de Itapemirim, da também escritora Nara Neves.  A proprietária conta “o projeto surgiu com a necessidade de tornar os livros mais acessíveis. Em Cachoeiro existem muitas pessoas que gostam de ler. E só existe uma livraria na cidade”.


 A proprietária tem uma página na rede social de mesmo nome que o sebo, PONTO & VÍRGULA, geralmente faz sorteios de camisetas, marcadores de páginas e também de livros. Nara frequentemente viaja para as capitais em busca de novidades e preço melhores. A proprietária esteve na Bienal de São Paulo, dessa maneira já teve encontros com os ilustres Silvya Day ("Toda sua”, "Profundamente sua" e "Para sempre sua"), Harlan Coben e Christina Lauren.


Com Silvya Day na Bienal do Rio (2013)

    No local possui tanto livros clássicos como Machados de Assis e livros mais moderninhos (também em preço de sebo) como o livro, best sellers, que eu comprei “ Para Sempre” da trilogia “Os imortais” escrito por  “Alyson Noel”. Não podia deixar de falar que no estabelecimento possui livro de R$ 2,00 em diante. Também há obras em francês e espanhol.
Nara diz também “Desde a Bienal de Cachoeiro (2014) as pessoas já pediram a implementação de um SEBO na cidade. Lá ( na Bienal) vendi 80% dos livros que havia e tive um retorno muito bom com um público desde os adolescentes até o mais velhos”.


Fui recebido com muita hospitalidade por Nara e sua mãe Rosane Felipe, que, aliás, é super simpática, receberam os clientes com simpatia e distribuíram para os compradores uma bolsinha super bacana.












      O estabelecimento fica próximo a Padaria Pão Nosso, no bairro Amarelo, em cima do restaurante Temperin, coincidência ou não, é caminho para muitos estudantes universitários que possam vir a frequentar o lugar. O horário de funcionamento é de segunda à sexta das 09:00 às 18:00 e aos sábados de 09:00 às 14:00 horas. Nara ainda revela “ futuramente tenho vontade de criar um blog”.







Eu e EQUIPE “ELEA” desejamos vida longa ao SEBO que você tenha muito sucesso e que traga mais novidades, pois Cachoeiro também vive literatura. Além disso, vamos combinar uma futura parceria entre ambos. 




 Bienal de São Paulo desse ano, com Harlan Coben e Christina Lauren

17 outubro, 2014

Os Sete Pecados : Luxúria


 Geralmente as pessoas associam a luxúria apenas com o luxo, riqueza, ostentação e ao poder. Mas na verdade o pecado da luxúria está associado a sensualidade, prazer, sexo e outras drogas carnais. 
  É, isso mesmo. Luxúria tem haver com SEXO!

                              Eu luxúrio.
                       Ele luxúria. 
                                   Nós luxúriamos.

 Claro que não é assim que se conjuga. Mas é óbvio que todos, eu disse todos, já ousaram em cometer esse pecado. Todos temos desejos insanos, sonhos eróticos, fetiches e fantasias que já pensamos realizar. Não vale dizer que não, porque tem SIM! Confesse. O mundo está cada vez mais “luxuoso” se afastando do sagrado e aproximando do profano.


 Na internet, tv, e outros meios de comunicação, percebemos o aumento do sensacionalismo fútil e barato em cima de programas com conteúdo sexuais. Nem a literatura escapou, temos a chamada “ Literatura Erótica” narrando situações diversas relacionadas a qualquer tipo de prática sexual. Essas narrativas são recheadas de universalidades nas quais o leitor se vê e o leitor pratica.

 Filmes com “Ninfomaníaca” e “50 tons de cinza” ( que estreia ainda esse ano) são filmes que exploraram bem esse pecado capital, arrepiando e causando sensações no público diretamente da telona. Exalamos sexo. Aliás, o que seria de nós se sexo? Pessoas amarguradas e mal resolvidas. Com toda certeza o sexo faz bem a saúde.  



“ Não bastasse conviver com um papagaio no meu cérebro 24 horas por dia me dizendo que preciso trabalhar mais, ganhar mais dinheiro, ler mais, me exercitar mais, viajar mais, estudar mais... Ainda tem uma periquita gritando mais alto para ver se abafa todo o resto "Vai dar minha filha! Vai dar que é só disso que você precisa"    Tati Bernardi

Pontuando : The Walking Dead ( S05 E01 )

  5ª Temporada -    Episódio 1

  A 5ª temporada de TWD mostra o desfecho do que era o tão sonhado TERMINUS na qual tanto se falou durante toda a quarta temporada. Os nossos heróis estão presos no vagão e quem aparece para salvá-los? Carol ! Divando como nunca.

 As primeiras cenas foram bem terríveis, um festival de sangue, quando um dos loucos canibais cortam a cabeça dos prisioneiros. Pura aflição ver nossos heróis sofrendo. Particularmente achei as cenas muito violentas. Novos personagens trazem novas historias e desfechos ( não bem explicados). Acredito que a histórias das personagens do "terminus" não tenham terminado.  

É impressionante como Carol amadureceu, a personagem cresceu totalmente dentro da trama tornando-se um das personagens mais queridas do público.  Falando em personagens uma das melhores atrizes do episódio foi Judith, a bebê, que simplesmente pareceu transparecer o sentimento de medo sua personagem.

 TWD é uma série que sempre se renova e dessa vez foi novidade ver zumbis inflamados.  Uma das frases marcantes do episódio  foi “ Ou você é o açougueiro ou você é o gado”  meio, que explicaram toda a história por detrás do "terminus" . Confesso que chorei. Chorei mesmo. O reencontro de Carol com o grupo foi emocionante assim como Rick reencontrando sua filha Judith. Foi meigo, é realmente emocionou.



Reparou que depois dos créditos surgiu uma cena com um personagem a procura de aventura? Morgan reapareceu. E com isso muitas perguntas surgiram.  

16 outubro, 2014

Verão - A Estação da Paixão



       
     O verão é a estação mais quente do ano, para muitos é um problema, pois com ele chega o calor excessivo, os mosquitos e a dificuldade para dormir. Já para outras pessoas, o verão pode ser considerado a solução de seus problemas, porque é uma estação na qual muitos estão de férias do trabalho e da escola, e assim podem aproveitar os dias mais longos, passear, ir para a praia, tomar banho de piscina e conhecer novos lugares.

    O verão é considerado a estação da alegria, da curtição das paixões rápidas e intensas, paixões que podem durar apenas alguns minutos, mas também horas, dias, anos e até a vida inteira.

    Verão é época de fazer novas amizades, viver, conhecer gente nova, passear, ficar junto com a família e principalmente aproveitar a vida e curtir a natureza, por isso deixe as reclamações de lado e quando o verão chegar, corra para aproveita-lo.




         Canção de Verão
          ( Roupa Nova)
    É como um sol de verão
    Queimando no peito
    Nasce um novo desejo
    Em meu coração
    É uma nova canção
    Rolando no vento
    Sinto a magia do amor
    Na palma da mão
    É verão!
    Bom sinal!
    Já é tempo
    De abrir o coração
    E sonhar...

  

       Até mais,

     Loyane Marchesini.

OS SETE PECADOS: INVEJA

Os sete pecados: INVEJA



A inveja é considerada um dos sete pecados capitais, segundo a Bíblia e as tradições cristãs, Santo Tomás de Aquino a tratou como pecado mortal (portanto, imperdoável). Segundo a  tradição judaica, a inveja motivou o primeiro assassinato.  No capitulo bíblico de Gênesis, é narrada a grande fatalidade, em que Caim matou Abel por não tolerar que Deus preferisse a oferta do irmão à dele. Já na Grécia antiga os antigos gregos acreditavam que a felicidade demasiado prolongada, num homem, poderia provocar a inveja dos deuses. Por consequência, poderia recair sobre esse homem uma desgraça provocada pelo agir das próprias divindades.
 Do ponto de vista psicanalítico, Freud fala da inveja como afeto presente no desenvolvimento sexual feminino, isto é, a inveja seria o “sentimento particular da falta”, ou seja, a falta de algo/alguém causaria o sentimento destrutivo que tem por nome INVEJA, e que está acerca de todos os seres humanos. Uma vez que para toda e qualquer pessoa falta “algo” para ser (mais) feliz, todos estariam sujeitos aos sentimentos pejorativos da inveja para com o outro.
Na literatura a Inveja participa como ingrediente nas tramas dos melhores livros. E ninguém a retratou melhor do que William Shakespeare. Em Otelo, ele descreve os mecanismos que incitam ódio e ciúme a partir da inveja. Já na obra de Dante, na Divina Comédia, o autor colocava os invejosos no Purgatório com as pálpebras costuradas com fios de aço, como uma forma de punição.

A inveja é um assunto que para muitos prefere ser NÃO DITO, causa medo e espanto, porém sabe-se que o sentimento invejoso é mais comum nos seres humanos que se possa imaginar, o que de fato acontece é que muitos preferem esconder tal sentimento nas partes mais escuras de si mesmo para que o “outro” não perceba. Assim como Ricardo Gondim afirma: “A inveja por sua vez, aceita manter-se quieta; covarde, contenta-se com as sombras.” Todos nós somos compostos de luzes e sombras, resta-nos escolher qual lado deixamos florescer.  Por fim podemos postular que inveja não é querer ter o que o outro tem, mas sim não querer que o outro tenha o que tem.

Até mais , 

Lorraine Dobrovosk

14 outubro, 2014

Os sete pecados: vaidade

       Gostava de cantarolar versos de Kurt Kobain. Ísis era considerada por muitos roqueira nata, daquelas que se vestem com roupas pretas e acessórios pontiagudos e era a ovelha negra da família. 
       


       Seus pais eram muito religiosos e sua irmã mais velha, ministra da palavra na igreja católica do bairro onde moravam. Era uma família de classe média alta. O pai era dono de uma loja de artigos esportivos e a mãe não trabalhava, só ajudava o marido se acordava de bom humor.
       
       Ísis não se encaixava muito bem nem na sociedade e nem em sua família. Era de poucos amigos. E os poucos que tinha, já haviam se mudado para cursar faculdade em uma instituição federal fora da cidade, pois onde eles moravam não havia nenhuma.
       
       A mãe de Ísis, Dona Stela, era vista como a mais rígida em questões religiosas do bairro e tinha certa vergonha da filha.
Certo dia estavam todos juntos na sala de jantar saboreando uma lasanha, prato feito pela secretária da casa, pois Stela não era muito boa na cozinha. De repente o pai de Ísis disse a ela: - Minha querida deusa Ísis, ainda não pensou em que faculdade fazer?
       
       A filha amava o pai. Também amava a mãe, mas o pai era a pessoa mais especial no mundo para ela. Para falar com ele, ela tirava toda aquela carapuça de ignorância e sua voz se tornava doce. Ela então o respondeu: - Ainda não sei pai, estou pensando em virar professora de história. Gosto de história. Além disso, poderei ensinar aos meus alunos sobre todos os deuses, principalmente sobre minha chara Ísis.
       
       O pai de Ísis gostou da ideia e respondeu com um sorriso.Mas sua mãe não gostou muito e logo se manifestou: - primeiro você deveria se vestir como gente e parar de usar essas maquiagens pretas nos olhos, isso é vaidade. Assim, as pessoas te respeitariam mais. Quem sabe não conseguiria até mesmo ter mais amigos. Poderia depois que terminasse essa tal faculdade, fazer teologia e virar ministra da palavra, como sua irmã Isabela.
      
       Ísis não era calma como seu pai. Pensou bem antes de responder, pois sabia que com isso, poderia começar uma briga que duraria semanas. Mas tomou coragem e disse: Então eu sou muito vaidosa só porque gosto de me maquiar? Mas e todo o dinheiro que você e Isabela gastam no salão de beleza? Isso não é vaidade? Ah, mais espere um pouco. Vaidade não é um dos sete pecados capitais? Você está pecando mãe.
       
       A mãe de Ísis não soube o que responder e permaneceu em silêncio, dando oportunidade para a filha continuar: - Cada um tem seu estilo mãe. E tem mais, se você acorda de manhã, toma um banho e penteia o cabelo, você praticou um pecado capital. Mas a sociedade é hipócrita. Critica as pessoas e não olha para o próprio umbigo. Que Deus me perdoe, mas, o Papa se veste com suas deslumbrantes roupas e sapatilhas com brilhantes. Como assim vaidade seria então um pecado? Francamente, acho isso uma bobagem. O ser humano deve se vestir como gosta, se achar bonito, pois isso o faz se sentir bem. Pecado mesmo é proibir a beleza humana. Deixe que cada um seja bonito do jeito que quiser. E feliz do jeito que quiser.

       Não se sabe o que houve após isso, mas depois dessa resposta, Stela ficou por um bom tempo sem criticar a filha por sua “vaidade”.

13 outubro, 2014

ENTREVISTA COM BERNADETTE LYRA

Entrevista Entrelinhas & Afins com Bernadette Lyra:

             Bernadette Lyra nasceu em Conceição da Barra, Espirito Santo. Formada em Letras pela UFES, doutora em cinema pela ECA/USP, pós-doutorada pela Université René Descartes, Paris V Sorbonne, França, e mestre em comunicação pela ECO/UFRJ, atualmente leciona no curso de mestrado em Comunicação Audiovisual da Universidade Anhembi Morumbi e é cronista do jornal A Gazeta de Vitória-ES.

1-    Bernadette você é escritora e formada em Letras, quando sentiu que faria da  escrita o seu sentido de vida?

R.     Desde criança eu me apaixonei pelas histórias contadas por meu avô, à luz do lampião, naquelas noites sem luz elétrica, em Conceição da Barra. Logo que aprendi a ler, descobri essas mesmas histórias e muitas outras nos livros. Ficava horas lendo, enquanto meus irmãos e meus coleguinhas de grupo escolar brincavam. Por isso, todos me achavam uma menina muito esquisita. Mas o prazer de descobrir que as histórias podiam ser escritas e impressas com tinta e papel foi decisivo para que eu quisesse também escrever tudo aquilo que as lendas narradas por meu avô  faziam brotar em minha imaginação. Mais tarde, já aluna do segundo grau no Colégio do Carmo, tive um professor de Português que, ao ler uma pequena redação minha feita em sala de aula, disse que eu era uma escritora. Era tudo de que eu precisava para tomar coragem e começar a publicar. Daí à frente, a literatura tomou conta de vez de minha vida!

2-     No livro a Capitoa é retratada a história da primeira mulher que conseguiu governar um pedaço de terra no Brasil depois da morte de seu marido Capitão Mor, ao escrever este livro qual foi o seu principal objetivo? E qual o público alvo que a senhora pretendia atingir?

R.        Eu quis resgatar um pedaço do passado muito distante da História do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, resgatar a memória de uma mulher que foi parte integrante dessa História, Dona Luiza, a terceira donatária da capitania. Ela ficou esquecida no passado pois a  História costuma relegar as mulheres a um papel secundário. Assim foi que o passado caiu sobre a dama Luiza como um pesado manto de sal. Nos anais quinhentistas, quase nada sobrou sobre ela. As duas ou três linhas que a mencionam estão sempre metidas nos feitos dos homens como apêndices ornamentais.

 3-       Porque o título A CAPITOA?


R.       Era uma vez uma dama que se chamava Luiza. Até hoje, ninguém se arriscou a afirmar qual era seu sobrenome: Grinalda, Grinaldi ou Grimaldi. Um dia, um dia do qual nada se sabe, nem mesmo se fazia sol ou chuva, a dama Luiza embarcou em uma caravela, saiu de Portugal e veio para o Brasil com o marido, Vasco Fernandes Coutinho Filho, que era herdeiro da capitania do Espírito Santo e governou como Capitão-Mor. Isso foi em abril, 1573 Passaram-se os anos. O marido da dama Luiza morreu e ela assumiu o governo.       Então, dizem que os fidalgos, os padres, os noviços, os aventureiros, os ouvidores, os meirinhos, os juízes de vara, os escrivães, os oficiais da fazenda, os burocratas dos campos e todos os moradores das vilas, dos povoados e das terras no entorno a chamavam de “a Capitoa”. Dizem que também desse modo a denominava a ralé dos escravos, os colonos, os peões, os indígenas das aldeias fincadas nas praias e os selvagens emplumados que habitavam muito além das montanhas, em pleno sertão. 


4-       A senhora é capixaba, então o que tem a nos dizer sobre a Literatura do nosso estado?

R.        Existe uma vida literária fervilhante em nosso estado. Muita gente escreve, há muitos textos excelentes, porém o problema é a publicação e, sobretudo, a distribuição dos livros. Não há muitas editoras e não há distribuição no Espírito Santo. Alguns escritores procuram editoras fora do estado, mas nem sempre são aceitos, pois falta um investimento no capital cultural que tornem os capixabas conhecidos e divulgados. No entanto, um movimento organizado de valorização da literatura produzida por escritores que aqui nasceram ou que aqui residem poderia ter resultados positivos. 

5-      O que te leva a escrever? E quais são suas inspirações?

R.       O simples fato de estar viva me faz escrever. A literatura é o sal de minha vida! Todas as coisas que me rodeiam me inspiram, mas aquelas que atingem minha fantasia e minha imaginação são primordiais.

6-    Qual é a sua opinião sobre a grande influência que a literatura estrangeira, principalmente os Best- Sellers, sobre a literatura e a leitura de hoje?


R. –    Os best-sellers são feitos para atingir o mercado e vender muito. Desse modo, a literatura, que é um campo vasto e livre, também é um campo  minado. Cabe a cada leitor ter a sabedoria de separar o joio do trigo quando escolhe o que lê. Nesse sentido, o incentivo e o trabalho dos professores nas escolas e nas faculdades é fundamental.

*Foto tirada na Semana Acadêmica de Letras- Língua Portuguesa, no Centro Universitário São Camilo-ES. Entrevistadora: Lorraine Dobrovosk/ Entrevistada: Bernadette Lyra




12 outubro, 2014

Pontuando: A Culpa é das Estrelas

Então finalmente vamos falar de “A Culpa das Estrelas”, o filme é narrado pela personagem principal, Hazel Grace, uma adolescente diagnosticada com câncer, que vive com seu carrinho de oxigênio. Apesar de doente a personagem tem um humor ácido bem interessante, que norteia suas cenas ( não todas ) com tom cômico.

   



 O filme é recheado de pieguices adolescenticas que deixa a narrativa chata e sonolenta. Pronto, confesso que as duas vezes que assisti ao filme, eu dormi. O filme não conseguiu me prender. Tudo bem eu entendo que a história é fofa, romântica, e cheias de momentos apaixonantes, mas não precisam me enfeitiçar e fazer cair no sono de tão monótono.




  Gosto do John Green, por ter esse charme de saber conquistar os adolescentes, ele enfeitiça os jovens com sua escrita por tratar de temas dessa faixa etária, com paixões proibidas e dramas adolescentes. O autor utiliza estilos de linguagem bem típica dos jovens e tem uma estrutura textual bem gostosa. Aqui se tratando da obra  livro), oks ? Apesar de achar que “ACDE” não possui a universalidade para que eu considere o filme bom.


 O que acha bacana na história é a maneira que o casal protagonista se junta – por causa de um livro – daí os dois se aproximam pois estão comentado sobre o livro “ Uma aflição imperial”. Além do mais, acho enriquecedor mostrar essa face do autor, porque muitos leitores confundem autor e obra, sendo que os dois não são os mesmos. O ponto mega positivo é que a trilha sonora é envolvedora – não como o filme – e tem ninguém menos que ED SHEERAN com a linda e perfeita música All Of The Stars. Confesso também, EU JÁ ERA FÃ DO ED.



Contudo mesmo sendo um melodrama juvenil o filme é bonito, sensível e toca os corações de velhinhos e crianças. Sem ação, sem diálogos fortes, e cenas marcantes mas com a leveza de uma narrativa sensível e piegas. E  felizmente há gostos para todo tipo.