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16 outubro, 2014

OS SETE PECADOS: INVEJA

Os sete pecados: INVEJA



A inveja é considerada um dos sete pecados capitais, segundo a Bíblia e as tradições cristãs, Santo Tomás de Aquino a tratou como pecado mortal (portanto, imperdoável). Segundo a  tradição judaica, a inveja motivou o primeiro assassinato.  No capitulo bíblico de Gênesis, é narrada a grande fatalidade, em que Caim matou Abel por não tolerar que Deus preferisse a oferta do irmão à dele. Já na Grécia antiga os antigos gregos acreditavam que a felicidade demasiado prolongada, num homem, poderia provocar a inveja dos deuses. Por consequência, poderia recair sobre esse homem uma desgraça provocada pelo agir das próprias divindades.
 Do ponto de vista psicanalítico, Freud fala da inveja como afeto presente no desenvolvimento sexual feminino, isto é, a inveja seria o “sentimento particular da falta”, ou seja, a falta de algo/alguém causaria o sentimento destrutivo que tem por nome INVEJA, e que está acerca de todos os seres humanos. Uma vez que para toda e qualquer pessoa falta “algo” para ser (mais) feliz, todos estariam sujeitos aos sentimentos pejorativos da inveja para com o outro.
Na literatura a Inveja participa como ingrediente nas tramas dos melhores livros. E ninguém a retratou melhor do que William Shakespeare. Em Otelo, ele descreve os mecanismos que incitam ódio e ciúme a partir da inveja. Já na obra de Dante, na Divina Comédia, o autor colocava os invejosos no Purgatório com as pálpebras costuradas com fios de aço, como uma forma de punição.

A inveja é um assunto que para muitos prefere ser NÃO DITO, causa medo e espanto, porém sabe-se que o sentimento invejoso é mais comum nos seres humanos que se possa imaginar, o que de fato acontece é que muitos preferem esconder tal sentimento nas partes mais escuras de si mesmo para que o “outro” não perceba. Assim como Ricardo Gondim afirma: “A inveja por sua vez, aceita manter-se quieta; covarde, contenta-se com as sombras.” Todos nós somos compostos de luzes e sombras, resta-nos escolher qual lado deixamos florescer.  Por fim podemos postular que inveja não é querer ter o que o outro tem, mas sim não querer que o outro tenha o que tem.

Até mais , 

Lorraine Dobrovosk

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