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16 janeiro, 2015

Lapidibus: Preciosas e Místicas - 5ª Episódio - ( Final/ Parte 2 )

 Os signos - Final: Parte 2

- Vocês? – grita Vitória assustada.

- Ô, que susto. Tá decepcionada? Você achou que seria quem? O lobo mau ou a bruxa má da Cinderela? Não fique brava comigo tá bom? Depois disso tudo a gente ainda podemos ser amigas. Eu só preciso da sangue de vocês, e de mais nove signos diferentes. Depois se vocês sobreviverem a gente pode até contar segredos uma pra outra? Olha que T.D.B – diz Zanna, sendo sarcástica e má.

- Porque a gente? Porque essa maldade? – pergunta Laura.




- Eu só preciso de 12 signos diferentes, e de 12 pessoas que saibam controlar os elementos. Vocês são tão burros que logo de cara me contaram sobre os elementos de cada um. Pronto, eu não precisava de mais nada. Além disso vocês três ganharam habilidades especiais que as pedras só oferecem para corações puros e verdadeiros. Que fofo. Mas porque matar vocês? Resposta fácil ... eu sou descendente dos bruxos de Évora, uma das maiores cidades ciganas de Portugal, meus antepassados lutavam para estabelecer o equilíbrio místico entre a natureza e seus elos. Mas, muitos turistas como vocês, renegam o poder das pedras e zombam delas. Acham que artefatos místicos são bregas e bizarros. Todo ano, acontece um eclipse místico, que energiza as forças da natureza e tudo ao seu redor. Já que a natureza anda em desarmonia, eu, Zanna Consuelo, vou colocar as coisas no lugar – diz Zaana, arremessando Samuel e Maurício em uma das tendas.

Erick acorda com Fabrício desamarrando a corda. Zanna o levita e o joga na pedra. Fabrício cai ensanguentado. Fabrício não resiste e morre.


- Não !!!!!!!! – grita Erick.  Erick solta as cordas, se levanta e correm em direção a Zanna. Téo, segura Erick.

- Vamos sair daqui. É a única chance de sobreviver – diz Téo, segurando as mãos de Erick.

- Eu vou destruir essa bruxa. Ela não fará mais mau a ninguém – diz Erick, enraivecido, jogando pedras em Zanna, que é atingida. Zanna cai no chão ensanguentada.

- Consegui – diz Erick, correndo e abraçando Vitória e Laura.

- Om namah shivaya, Om namah shivaya – diz Zanna levantando. Zanna arremessa uma lança em Téo. Téo é atingido bruscamente.

- Sangue do meu sangue. Como ouse trair sua irmã? A mãe natureza não perdoa – diz Zanna, inflamando o corpo de Téo de fogo.

- Não – grita Erick, ao lado do corpo de Téo. – Sua cadela, você me paga – diz Erick esfregando a pedra a lua em suas mãos.

- O que você vai fazer? – pergunta Vitória.

- Erick vamos embora, eu joguei fogo na tenda dela e nos materiais de bruxaria. Ela não fará mais mau a ninguém – diz Laura.

- Rapazes, mate-os – ordena Zanna.

- Parem! Vocês confiam nela? Ela acabou de matar o próprio irmão só por prazer. Vocês acham mesmo que ela não vai matar vocês? Ela é vigarista. Ela não quer saber de equilibro nenhum. Depois dessa matança, nenhum lugar aqui está em equilíbrio. A natureza está um caós, os deuses devem estar zangados Me obedeçam: sumam daqui – ordena Erick. Os outros oito rapazes deixam o camping.

Erick provoca um terremoto e joga todos no chão.

- Chega, Erick – diz Laura.

- Ela matou o cara que eu estava apaixonado. E tentou matar a gente. Vamos ver se eu tenho tanto poder assim. Se eu consegui hipnotizar oito homens porque não uma cadela desgraçada? Zanna, me obedeça – pede Erick, olhando nos seus olhos.

- Seu poder não funciona em mim. Eu sou uma descendente de Évora – diz Zanna, arremessando Erick metros de distância. Laura e Vitória aproximam de Erick.

- Adeus, bobinhos – diz Zanna, recitando um mantra cigano.


- Nós temos a força da amizade, do amor, da esperança que é mais forte que qualquer bruxaria – diz Laura.

- Vamos unir nossas pedras – diz Vitória, juntando sua ametista com o Quartzo de Laura e a pedra da lua de Erick.

- Adeus, cadela – diz Erick, juntamente com as meninas lançando um raio místico em Zanna, que gira no ar e faz cair nas pedras. Zanna não resiste e morre.

- Conseguimos – diz Laura, abraçando os amigos.

- Vamos para casa? Maurício, vamos – diz Vitória, levantando Erick

ALGUNS DIAS DEPOIS ....

( No píer)

- Eu quero esquecer esse verão. Eu perdi o amor da minha vida, quase perdi a minha vida, e agora o que me falta perder? – se pergunta Erick.

- Teve muita coisa boa nesse verão, Erick sai desse drama – pede Vitória.

- Eu vou me livrar dessa pedra. Obrigado por me trazer sorte e por quase matar as pessoas a minha volta – diz Erick, jogando a pedra da lua no mar.

- Quer saber? Eu não quero ler os sonhos de ninguém. Já basta os meus sonhos. Esse verão foi muito louco, mas quero meus livros de volta – diz Vitória arremessando a ametista no mar.


-  Nós pedimos uma aventura, e conseguimos muito mais que isso. Agora vamos voltar para nossa vida maravilhosa – diz Laura, tampando o quartzo de fogo no mar.

- Obrigado pela amizade vocês. Com pedra ou sem pedra, nossa amizade estará segura – diz Erick.  – Me levem desse lugar. Me leve para conhecer pessoas novas. Vamos fazer uma loucura – pede Erick abraçando Vitória e Laura.

- Já sei. Adivinha quem deixou o carro comigo? O Maurício ... – conta Vitória, mostrando as chaves.

- Que perfeito – diz Laura.

- Qual parte eu perdi. Gente, eu só fico algumas horas sequestrado e já fico sem saber das novidades. Me contem – pede Erick.

- Vamos embora. No caminho a gente lhe conta. Quem chegar por último paga a gasolina – diz Vitória correndo, sendo seguida por Erick e logo após Laura.









Lapidibus: Preciosas e Místicas - 5ª Episódio ( Final/ Parte 1)

 Os signos -  Parte 1

- Om namah shivaya, Om namah shivaya, Om namah shivaya – repete Zanna,  numa espécie de mantra místico, que energiza sua força.

O hippie tatuador amarra Erick em uma cadeira em volta de um círculo de pedras místicas.

- A gente podia matar só as outras duas. E ele ficava com a gente, que tal? – diz o hippie.

Zanna gargalha e ascende as velas do círculo.

- Não me faça rir, Téo. Eu preciso de meditação. E desapegue do seu novo amiguinho porque nós precisamos do sangue dos quatro elementos – explica Zanna.

( Casa de Vitória)

- O Erick está demorando muito. Será que ele esqueceu que hoje é a nossa noite da bagunça? – pergunta Laura.

- Claro que não. Ele falou dessa noite a semana toda. Ele deve está nos rolo dele – diz Vitória, ligando pra Erick. – E o celular dele só dá caixa postal.

A campainha toca.

- É o Erick – diz Vitória descendo as escadas, seguida de Laura.

Laura e Vitória avistam Fabrício.

- Você? Mas você é o ... – diz Laura, intrigada.

- O Erick foi sequestrado pelos ciganos de Évora e ele precisa da ajuda de vocês. E estou hipnotizado – repete Fabrício.

- O que? Isso só pode ser uma brincadeira de mau gosto do Erick – diz Laura.

- Calma aí – diz Vitória, lendo o sonhos de Fabrício. – Ele está realmente hipnotizado. Mas nada que um pouco de água não resolva – Vitória usa a pedra e joga água em Fabrício.

 Fabrício acorda assustado.

- O que vocês estão fazendo? Quem são vocês? – diz Fabrício gritando.

Um carro preto estaciona em frente ao três e abre a porta. Maurício e Samuel saem de dentro do carro e seguiram Fabrício bruscamente.

- Quem é este cidadão? – pergunta Samuel, apertando Fabrício.

- Ele está incomodando vocês? – pergunta Maurício.

- A gente dá um jeito nele – diz Samuel, olhando pra Maurício.

- Soltem ele agora – diz Vitória, irritada.

- O que vocês dois estão fazendo aqui? Por acaso estavam espionando a gente? Vocês tem minhoca na cabeça? – pergunta Laura, também irritada.

- Se a minha avó resolvesse ligar para polícia porque tinha dois rapazes em frente a minha casa? Vocês pensaram nisso? – pergunta Vitória, ainda mais irritada, e nervosa.

- Não importa. Quem é o cidadão? – diz Samuel, mudando de assunto.

- Eu lembrei. O Erick está em perigo de vida. Ele foi levado pelos ciganos e eles pretendem tomar o sangue dele – conta Fabrício.

- Parada muito louca – diz Maurício.

- Vitória, a gente precisa salvar o Erick. Eu ainda não sei como, mas a gente vai salvar eles – diz Laura.  – Meninos, entrem no carro nós vamos atrás do Erick. Vitória, depois você explica sua vó que precisou dar uma saidinha. Maurício, hoje, somente hoje, você pode correr o mais rápido que puder. Depois a Vitória lhe dá um beijo de agradecimento – diz Laura, rindo.

- Ah, muleque. Vamô nóis – diz Maurício, entrando no carro com os demais.

Vitória e Laura explicam toda a história das pedras para Maurício e Samuel. Fabrício conta que  mora na cidade desde que nasceu e sempre ouviu boatos que os evorianos são bruxos ciganos muito perigosos. Maurício, ultrapassa o sinal vermelho e acelera mais rápido ainda.

- Maurício, eu tenho o poder de controlar a água ainda não aprendi a ser imortal. Então por favor ... DEVAGAR – grita Vitória, mau humorada.

- Chegamos – diz Fabrício, saindo do carro.

Todos saem do carro e avistam um camping de tendas de hippies. O lugar há várias tendas e lá no final da trilha uma tenda toda iluminada. Dois homens recepcionam o local, um está com uma garrafas em mãos enquanto o outro faz malabares com fogo.

- Vai lá Samuel. Dá um jeito da gente entrar – pede Laura.

- Olá, fera. É que minha amigas aqui estão meio bêbadas sabe ...  e elas precisam usar o banheiro. Será que vocês não poderiam .. vocês sabem .. – diz Samuel.

- Meu rei nós somos adoradores da natureza. Não temos nenhum tipo de banheiro químico aqui. Aqui, é tudo natural – explica o primeiro guarda.

- Calma aí .. seu mané. Aquele alí e o namoradinho do outro que está preso com a chefe .. reparou não? Vamos pegar eles – diz o malabarista.

- Acho melhor a gente correr – diz Vitória.

Vitória e Samuel correm por um lado enquanto Maurício, Fabrício e Laura correm para o outro lado.

( Perto da tenda)
- Droga, a gente se perdeu – diz Samuel.

- Samuel, deixa eu aproveitar e te perguntar. Porque o Maurício estava lá com você? Sendo que a gente ficou e ele nem sequer falou mais nada. Ainda por cima vivia postando foto com uma piriguetizinha no instagran – diz Vitória.

- Vitória, ele tá caidinho por você. Só você que não enxerga. Aquela garota com ele ... é uma amiga nossa, e ela é lésbica só para lhe informar – conta Samuel.

- Eu não acredito. Samuel de-le-ta essa conversa. Vamos achar o Erick.

( No outro lado da tenda)                     
- Maurício ... quem teve a ideia de fazer serão em frente a casa da Vit? – pergunta Laura, curiosa.
- Ah, foi Samika. Você sabe que ele é pilhadão na sua. Parece que ele descobriu pelo Erick, depois me ligou e a gente iria ficar lá olhando vocês – conta Maurício.

- Vocês são muito loucos – diz Laura. – É melhor termos cuidado, esses caras não estão para brincadeira.

Fabrício avista Samuel e Vitória que estão presos pelos hippies.

- Seus amigos foram pegos  - diz Fabrício.

- Soltem eles – diz Vitória, fazendo um círculo de fogo em volta dos hippies.

Samuel escapa e joga um dos hippies no chão. Vitória tenta se soltar, mas outro rapaz a segura. Maurício corre e soca o rapaz de cabelo loiro no chão, tirando sangue do mesmo. Vitória faz começar a chover e abraça Laura.

- Vamos achar o Erick  - diz Vitória.

- Onde as florzinhas acham que vão?  - diz Zanna, surgindo ao lado de oito hippies.

15 janeiro, 2015

Lapidibus: Preciosas e Místicas - 4ª Episódio

  A praia

Erick  e Laura montam a barraca na areia empolgados, enquanto Vitória se lambuza de protetor solar e logo se arremessa na canga. Laura, segue Vitória, e deita de bruços para pegar uma marquinha de biquíni.

- Eu acho que nunca mais vou consegui entrar na água – diz Erick. – Essa coisa de afogamento é sério, tá. Acho que eu vou entrevistar o salva vidas, fazer uma matéria para o meu blog.

- Uma ótima ideia. Você entrevista, e a Vitória chama eles – diz Laura.

- Aé, que lindo. A pior parte fica comigo – diz Vitória, indignada.

- Vou dar uma volta pela areia. Não saiam daqui – diz Erick, correndo desajeitadamente na areia. Erick olha para água e lembra do incidente na água.

- Amiga, passa protetor nas minhas costas – pede Laura.

- Me passo o protetor – diz Vitória, pegando o protetor das mãos de Laura e sentindo uns flashes de visão. Vitória vê a cena de Samuel e Laura se beijando. Samuel despede de Laura e entra no carro. Laura recebe uma ligação e se encontra com Fernando. As visões somem.

- Eu não acredito. Você se encontrou com o Fernando no mesmo dia que se encontrou com o Samuel? Que galinha – diz Vitória.

- Quem te disse isso? – pergunta Laura, intrigada.

- Eu acho que li seus sonhos. Esqueceu? – pergunta Vitória, mostrando a ametista. – Me conta tudo. Eu preciso saber.

- Foi uma coincidência. O Samuel já havia me chamado para tomar sorvete e depois o Fernando chegou na minha casa. Ah, não quero falar de meninos, pdc? Hoje é tarde da diversão – pede Laura.

- Verdade. Esquece os garotos – diz Vitória, passando protetor nas costas de Laura.

Erick retorna animado.

- Meninas, vocês não vão acreditar. Consegui uma entrevista com dois salva vidas. E vocês não sabem a maior, dei o telefone de vocês duas para eles. Não é demais? Ah, eles são uns gatos. Eu sou demais – diz Erick, sentando ao lado das meninas entusiasmado.

-Você bebeu cachaça? – pergunta Vitória.

- Muito louco – diz Laura, rindo.

( Casa de Vitória)

Vitória entra no banheiro e abre o chuveiro.

- Vó !!!! – grita Vitória, histérica.

- Vitória eu esqueci de lhe avisar. A água acabou na vizinhança toda, parece que ficaremos um tempinho sem água – diz a avó de Vitória.

- Droga – diz Vitória sentando na privada e olhando pra ametista. – Já sei – Vitória coloca a pedra no pescoço e faz sinais com as mãos para a pia do banheiro. - Já que eu sou de peixes, eu preciso de água – diz Vitória, abrindo a torneira e fazendo cair água. Eu sou demais – diz Vitória.

( Na rua)

A lua ilumina a pracinha da praia enquanto Erick e Fabrício passam em frente a pracinha dos hippies. O tatuador assovia para Erick, que finge que não vê.

- Vem cá – acena o hippie tatuador.

- Fabrício, coloca o braço em mim. Aquele cara tá me assediando – explica Erick.

Fabrício puxa Erick pelas mãos e o leva para trás das pedras, e beija-o.

- Acho melhor não. Alguém pode vê. Eu sou de família – diz Erick, tímido.

- Quer ser da minha família? – diz Fabrício, cantando Erick, e o acariciando.

- É, sério. Acho que eu não tô legal. Minha cabeça tá estourando – diz Erick.

- Sem gracinha, não tem ninguém olhando – diz Fabrício tirando a blusa de Erick.

Erick se sente tonto e desmaia nas pedras.

- Coé mano, acorda. Eu preciso procurar ajuda – diz Fabrício, saindo das pedras rapidamente.
O hippie tatuador aparece com outros rapazes e pegam Erick no colo. O hippie fala ao celular.
- Já peguei o garoto. É uma pena ter que sacrificar ele, eu gostei dele. Já estamos a caminho. A propósito a lua está divina. É hoje a noite perfeita para os Evorianos fazerem a festa. As bruxas de Évora ficarão contentes com nossa conquista – diz o hippie desligando o celular.

Os hippies somem.

( Em um tenda)

Alguns hippies jogam água no rosto de Erick que acorda desesperado.

- Onde estou? – grita Erick. – Me tirem daqui. Seus bandidos, eu não tenho dinheiro, otários. Eu quero sair daqui – grita Erick.

Várias velas se acendem e Zanna aparece na tenda ao lado de três homens.

- Você? Sua cadela – grita Erick.

- Nossa que energia pesada. Você deveria equilibrar sua tensão. Acho que seria bom uma meditação, né rapazes? Ajudem ele – diz Zanna, rindo, e exalando um incenso dentro da tenda.

Os homens socam Erick e o jogam no chão.

- O que você quer? – pergunta Erick, ensanguentado.

- Eu quero o sangue de vocês – diz Zanna.

- O que é você? Uma psicopata? Sua louca – grita Erick.

- Minha família é da cristalmancia, nós acreditamos nas magias das pedras, somos uma família de ciganos. E nós ciganos, somos descendentes das bruxas de Évora, uma das gerações de bruxos mais poderosos dessa terra. Eu só quero alimentar a natureza com sangue fresco. Vocês devem a vida de vocês para as pedras. Ou você acha que estaria vivo agora se a pedra não tivesse lhe salvado? E o incêndio no show? Você acha mesmo que vocês iriam conseguir sair daquele show com milhares de pessoas ... ilesos. Querido, você se meteu com bruxaria da pesada. Agora aguenta – diz Zanna.

- Sua vaca – diz Erick, levitando algumas pedras e jogando um dos hippies longe.

- Aprendeu rapidin. Mas nós também sabemos fazer esses truques – diz o hippie tatuador, que levita Erick no ar e o joga no chão novamente.


- Andem, levem ele para o esconderijo. Nesse momento as amigas dele já devem estar sabendo. Afinal, eu hipnotizei o garoto perfeitamente. Eu sou muito boa- diz Zanna, cantando um mantra.

14 janeiro, 2015

Lapidibus: Preciosas e Místicas - 3ª Episódio

 O incêndio

Os três amigos procuram por Zanna.

- Como assim? Aqui não tem nenhuma Zanna?  Então quem me vendeu essas pedras? O que houve? Uma abdução, foi isso?  – pergunta Erick, gritando no meio da praça.

- Erick, sem escândalos. Está todo mundo olhando – pede Laura.

- Eu não posso lhe ajudar – diz o hippie tatuador, que sai de perto deles.

- Vamos curtir o show. E vamos esquecer essa história – diz Laura.

- Vamos – diz Vitória.

Uma banda jovem de reggae inicia o show. Uma grande multidão acompanha fervorosamente as letras da banda, junto com suas danças típicas.

- Isso aqui tá muito cheio. Ai eu quero ir embora – diz Vitória.

- Vitória, não começa. Curte a vibe – diz Erick.

- Verdade, o Erick tem razão. Curte a vibe do verão – diz Laura.

- Vibe né?  E você dona Laura qual sua vibe? Vibe do Samuel? – pergunta Vitória.

- Tá louca? Que Samuel ? – diz Laura, dançando.

- Esse que está trás de você, serve? – pergunta Erick.

- Samuel? – diz Vitória, surpresa.

- Surpresa. Ví vocês de longe – diz Samuel.

- É .. é .. que surpresa né – diz Laura.

- Na verdade eu queria lhe da um “oi” – diz Samuel agarrando Laura e beijando-a. Vitória e Erick ficam observando boquiabertos e rindo abobalhados.

- Para, Samuel. Chega, chega, chega – diz Laura, fingindo que não gostou.

- Foi mau, Laura. Eu achei que você iria gostar – diz Samuel.

- Some da minha frente – diz Laura, irritada, fingindo um espetáculo.


 Samuel sai de perto deles. Laura fica observando o palanque. O palanque começa a pegar fogo. As instalações e fiações do show alastram-se rapidamente. A multidão se desespera, e todos correm aflitos pela areia. Os policias tentam acalmar as pessoas, mas muitas crianças caem no chão e são pisoteadas. Erick, Laura e Vitória conseguem sair de perto do palanque. Laura começa a chorar.


( Casa de Erick)

- Fui eu. Eu sei que fui eu coloquei fogo naquele show – diz Laura, chorando.

- Foi a sua pedra. Vitória lembra da sua pesquisa?  Estamos controlando os elementos dos nossos signos. Eu, consegui controlar a terra, já que touro é do elemento terra. A Laura conseguiu o fogo porque é elemento de Sagitário. E você Vitória, deve conseguir controlar a água, já que peixes é seu signo. É isso, as pedras estão revelando seus poderes – explica Erick.

- Na minha pesquisa a pedra da Laura, o Quartzo de Fogo também tem propriedades curativas. Ou seja, você deve consegui curar as pessoas – explica Vitória.

- Tenta me curar, vai. No meio daquela multidão acabou que eu cortei meu pé em algum caco de vidro – diz Erick.

- Eu tenho medo de te machucar – diz Laura.

- Anda logo. Eu também tenho poderes esqueceu – diz Erick.

Laura passa sua mãos no pé cortado de Erick, que rapidamente se cicatriza. Todos ficam espantados.

- Eu não acredito – diz Laura, surpresa.

- Pode acreditar – diz Erick.


- Me deixa pesquisar a minha pedra. Olha o que eu achei: a ametista ajuda a entender e lembrar os sonhos. É a pedra de maior eficácia na meditação – diz Vitória, enquanto pesquisa na internet.
- Eu preciso ir para casa – diz Laura, pegando a bolsa.

-Eu também, já está ficando tarde – diz Vitória.

- Amanhã, a gente vai curtir a praia juntos – diz Erick.

- Sem afogamentos, sem incêndio, apenas nós e a diversão.  – diz Vitória.

- Quem sabe o Maurício também né? – diz Erick.

- Cala a sua boca – diz Vitória irritada.

- Maurício, onde estás você que não me responde? E não me liga – diz Erick, se jogando no sofá, encenando um drama.

- Ah, Erick, você me paga – diz Vitória correndo atrás de Erick, que corre .

- E a Dona Laura ... que foi beijada. O que tem a dizer?- pergunta Vitória, para Laura.



- Eu não sei de nada. Vamô embora – diz Laura, descendo as escadas da casa de Erick.

13 janeiro, 2015

Lapidibus: Preciosas e Místicas - 2ª Episódio

O  Afogamento

- Essa pedra? Mudará a minha vida?  – diz Erick, se jogando na cama e dormindo em segundos.

O dia amanhece com um sol escaldante bem típico de verão.

- Bom dia gente. Vou dar minha corrida do dia. Fui – diz Erick saindo de casa, com o amuleto no pescoço, e os fones de ouvidos no último volume. De repente é  surpreendido por um rapaz.

- Oi, tudo bom?

- Tudo? E com você?

- Melhor agora – responde o rapaz, rindo, com uma cerveja em mãos.

Erick volta a correr. Desce pela orla da praia e acena para alguns conhecidos. Ao chegar na rua da sua casa novamente vê o rapaz. O rapaz desce as escadas de sua casa e surge ao lado de Erick.

- Que delícinha – diz o rapaz, olhando Erick.

- Você é sempre assim? Mexe com as pessoas que passam na rua? – pergunta Erick, rindo a toa.

- Não, só com você – diz o rapaz puxando Ercik para a garagem e o beijando.

- Você é doido. Alguém pode ver a gente -  diz Erick empurrando-o.

- Eu vou te ligar então. Anota seu número aqui no meu celular – diz o rapaz, agarrando Erick novamente.

(Casa de Vitória)

Vitória folheia as páginas do seu livro, e suspira emocionadamente. O celular de Vitória toca.

- Hello, Erick. O que? Calma. Fala devagar. Beijou? – repete Vitória, surpreendia com as novidades de Erick.  O amuleto? Você acha mesmo? Vou pesquisar aqui na internet. Só você – diz Vitória, ao celular.

- Hoje à noite eu quero saber tudinho. Aliás, passa aqui em casa. Vou te esperar. Beijos, curte a praia então – diz Vitória, olhando a foto de Maurício no celular.

Alan, fica vigiando Vitória atrás da porta.

- Tá babando na foto do namoradinho, né? – diz Alan, rindo de Vitória.

- Sai daqui seu idiota – diz Vitória, tampando a almofada em Alan.

( Na praia)

Erick senta e toma uma água de coco. Pega o amuleto na mão.

- Será que foi você que fez isso tudo? Não pode ser. É muita loucura .. até para um louco como eu – diz Erick, rindo.

Erick vê uma criança gritando dentro da água.

-Socorro !
A água com a força do vento vai arrastando o menino próximo as pedras. Duas senhoras gritam para socorrer o menino. A praia está deserta, e água continua a puxar o garoto e o mesmo continua a gritar desesperadamente. Erick tira a camisa, sai correndo e pula na água desesperado. Erick, nada, nada, nada e cai num buraco. Erick se sente sufocado e começa a afundar.

- Socorro – grita Erick.

Erick afunda diversas vezes e tenta desesperadamente subir a superfície.

- Se você é mágica de verdade. Me ajude – grita Erick, segurando a pedra da lua.

- Socorro – diz Erick, desmaiando.

De repente, uns dez homens aparecem e entram na água, e retiram Erick e o menino da água. Erick abre os olhos e tenta se mexer mas não consegue pois está fraco.

- Cadê meu celular? – diz Erick, levitando a areia da praia e achando seu celular.

( Na pracinha)

 - Erick, que história louca é essa? – pergunta Laura, intrigada.

- Gente, eu não estou doido. De alguma forma eu consegui enfeitiçar os banhistas que estavam na praia e depois ainda conseguir mover a areia com minhas mãos – explica Erick.

- Essa história é muito bizarra. Mas, lembra que eu falei que iria pesquisar sobre as pedras. Então sua pedra tem o poder da fertilidade e sexualidade, talvez por isso você conseguiu enfeitiçar os banhistas – explica Vitória.


- Já sei. Vamos procurar aquela hippie tarada – diz Erick, puxando as meninas.  -  E vai ser agora porque eu não quero essa macumba comigo não.