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15 janeiro, 2015

Lapidibus: Preciosas e Místicas - 4ª Episódio

  A praia

Erick  e Laura montam a barraca na areia empolgados, enquanto Vitória se lambuza de protetor solar e logo se arremessa na canga. Laura, segue Vitória, e deita de bruços para pegar uma marquinha de biquíni.

- Eu acho que nunca mais vou consegui entrar na água – diz Erick. – Essa coisa de afogamento é sério, tá. Acho que eu vou entrevistar o salva vidas, fazer uma matéria para o meu blog.

- Uma ótima ideia. Você entrevista, e a Vitória chama eles – diz Laura.

- Aé, que lindo. A pior parte fica comigo – diz Vitória, indignada.

- Vou dar uma volta pela areia. Não saiam daqui – diz Erick, correndo desajeitadamente na areia. Erick olha para água e lembra do incidente na água.

- Amiga, passa protetor nas minhas costas – pede Laura.

- Me passo o protetor – diz Vitória, pegando o protetor das mãos de Laura e sentindo uns flashes de visão. Vitória vê a cena de Samuel e Laura se beijando. Samuel despede de Laura e entra no carro. Laura recebe uma ligação e se encontra com Fernando. As visões somem.

- Eu não acredito. Você se encontrou com o Fernando no mesmo dia que se encontrou com o Samuel? Que galinha – diz Vitória.

- Quem te disse isso? – pergunta Laura, intrigada.

- Eu acho que li seus sonhos. Esqueceu? – pergunta Vitória, mostrando a ametista. – Me conta tudo. Eu preciso saber.

- Foi uma coincidência. O Samuel já havia me chamado para tomar sorvete e depois o Fernando chegou na minha casa. Ah, não quero falar de meninos, pdc? Hoje é tarde da diversão – pede Laura.

- Verdade. Esquece os garotos – diz Vitória, passando protetor nas costas de Laura.

Erick retorna animado.

- Meninas, vocês não vão acreditar. Consegui uma entrevista com dois salva vidas. E vocês não sabem a maior, dei o telefone de vocês duas para eles. Não é demais? Ah, eles são uns gatos. Eu sou demais – diz Erick, sentando ao lado das meninas entusiasmado.

-Você bebeu cachaça? – pergunta Vitória.

- Muito louco – diz Laura, rindo.

( Casa de Vitória)

Vitória entra no banheiro e abre o chuveiro.

- Vó !!!! – grita Vitória, histérica.

- Vitória eu esqueci de lhe avisar. A água acabou na vizinhança toda, parece que ficaremos um tempinho sem água – diz a avó de Vitória.

- Droga – diz Vitória sentando na privada e olhando pra ametista. – Já sei – Vitória coloca a pedra no pescoço e faz sinais com as mãos para a pia do banheiro. - Já que eu sou de peixes, eu preciso de água – diz Vitória, abrindo a torneira e fazendo cair água. Eu sou demais – diz Vitória.

( Na rua)

A lua ilumina a pracinha da praia enquanto Erick e Fabrício passam em frente a pracinha dos hippies. O tatuador assovia para Erick, que finge que não vê.

- Vem cá – acena o hippie tatuador.

- Fabrício, coloca o braço em mim. Aquele cara tá me assediando – explica Erick.

Fabrício puxa Erick pelas mãos e o leva para trás das pedras, e beija-o.

- Acho melhor não. Alguém pode vê. Eu sou de família – diz Erick, tímido.

- Quer ser da minha família? – diz Fabrício, cantando Erick, e o acariciando.

- É, sério. Acho que eu não tô legal. Minha cabeça tá estourando – diz Erick.

- Sem gracinha, não tem ninguém olhando – diz Fabrício tirando a blusa de Erick.

Erick se sente tonto e desmaia nas pedras.

- Coé mano, acorda. Eu preciso procurar ajuda – diz Fabrício, saindo das pedras rapidamente.
O hippie tatuador aparece com outros rapazes e pegam Erick no colo. O hippie fala ao celular.
- Já peguei o garoto. É uma pena ter que sacrificar ele, eu gostei dele. Já estamos a caminho. A propósito a lua está divina. É hoje a noite perfeita para os Evorianos fazerem a festa. As bruxas de Évora ficarão contentes com nossa conquista – diz o hippie desligando o celular.

Os hippies somem.

( Em um tenda)

Alguns hippies jogam água no rosto de Erick que acorda desesperado.

- Onde estou? – grita Erick. – Me tirem daqui. Seus bandidos, eu não tenho dinheiro, otários. Eu quero sair daqui – grita Erick.

Várias velas se acendem e Zanna aparece na tenda ao lado de três homens.

- Você? Sua cadela – grita Erick.

- Nossa que energia pesada. Você deveria equilibrar sua tensão. Acho que seria bom uma meditação, né rapazes? Ajudem ele – diz Zanna, rindo, e exalando um incenso dentro da tenda.

Os homens socam Erick e o jogam no chão.

- O que você quer? – pergunta Erick, ensanguentado.

- Eu quero o sangue de vocês – diz Zanna.

- O que é você? Uma psicopata? Sua louca – grita Erick.

- Minha família é da cristalmancia, nós acreditamos nas magias das pedras, somos uma família de ciganos. E nós ciganos, somos descendentes das bruxas de Évora, uma das gerações de bruxos mais poderosos dessa terra. Eu só quero alimentar a natureza com sangue fresco. Vocês devem a vida de vocês para as pedras. Ou você acha que estaria vivo agora se a pedra não tivesse lhe salvado? E o incêndio no show? Você acha mesmo que vocês iriam conseguir sair daquele show com milhares de pessoas ... ilesos. Querido, você se meteu com bruxaria da pesada. Agora aguenta – diz Zanna.

- Sua vaca – diz Erick, levitando algumas pedras e jogando um dos hippies longe.

- Aprendeu rapidin. Mas nós também sabemos fazer esses truques – diz o hippie tatuador, que levita Erick no ar e o joga no chão novamente.


- Andem, levem ele para o esconderijo. Nesse momento as amigas dele já devem estar sabendo. Afinal, eu hipnotizei o garoto perfeitamente. Eu sou muito boa- diz Zanna, cantando um mantra.

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