Menu Fixo

Menu-cat

10 janeiro, 2015

Resenha: O lado bom da vida ( Matthew Quick)

O lado bom da vida

Autor: Matthew Quick

254 páginas

Editora Intrínseca

Ano:  2012




         Confesso que o início da trama é chato, denso e monótono, o protagonista que acaba de sair do “lugar ruim” é chato, amargurado e louco – e menciona sua amada Nikki - em noventa e nove de cem palavras. Dentro de um lista de personagens desinteressantes a mais querida com certeza é  Tiffany, ela é louca, despretensiosa, vadia e irreal, torcia freneticamente por suas cenas dentro da trama, além de chamar o protagonista no primeiro encontro para um transa casual. Lembrando que o narrador é o nosso querido Pat Peoples, professor de História, que muitas vezes me irrita com sua obsessão na ex-esposa, também o cara está debilitado emocionalmente.


A narrativa é dramática, envolve as relações conturbadas de Pet com seu pai, com Nikki, e seus ataques e surtos constantes devido aos efeitos dos remédios. O livro é focado em cima do futebol, dos Eagles, dos jogos e essa coisa toda – que não me agrada – então deixarei de citá-los. A construção do personagem é singelamente fofa e aos poucos vamos nos envolvendo com as intrigas e problemas do personagem.
As melhores partes da narrativa são os ensaios da dança e a culminação de todo o processo. Confesso que me emocionei no final da apresentação! Outra parte bem original da obra é que a maioria dos “encontros” dos personagens principais é durante as corridas no parque, isso acontece inúmeras vezes, algo bem único e um pouco mentalmente louco, rs.


O LADO BOM DA VIDA, é um livro para todos, te prende não por ter as melhores falas e nem as situações mais mirabolantes, mas sim pela normalidade dos personagens e a universalidade que a história possui. Não seria espanto dizer que o filme estragou o livro, forçaram situações desnecessárias e mascaram alguns personagens entrantes. 

Indicado a 8 Oscars
·         melhor filme
·         melhor diretor (David O. Russell)
·         melhor ator (Bradley Cooper)
·         melhor atriz (Jennifer Lawrence)
·         melhor ator caodjuvante (Robert De Niro)
·         melhor atriz coadjuvante (Jacki Weaver)

OBS: No filme Tiffany conta todo o caso da morte de seu marido e o acordo com Pat numa conversa durante o ensaio de dança, porém na obra tudo isso acontece através de cartas.

OBS 2: No livro o pai de Pat é super mau humorado, um personagem insuportavelmente difícil de “ler”, porém na telona ele até tem nuances de bom humor.


OBS 3: No livro o concurso de dança é parte fundamental dentro da construção da narrativa. Já no filme, vira algo tosco, juntamente a uma aposta idiota. 

2 comentários:

  1. Nossa!!!
    Não consegui nem ler o livro nem ver o filme.
    Sabe quando vc não se entusiasma? Nem o Bradley Cooper, me entusiasmou hahahaha!

    ResponderExcluir