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15 março, 2015

O Reino das Vozes que Não se Calam - Resenha Crítica

Título Original: O Reino das Vozes que Não se Calam
Autor: 
Carolina Munhóz e Sophia Abrahão
Idioma: 
Português
Editora: 
Rocco
Páginas: 
285

            “O reino das vozes que não se calam” é uma literatura fantástica brasileira, e muito bem escrita por sinal. Carolina Munhóz, já conhecida por tratar de temas e seres fantásticos em suas obras como “ O inverno das fadas” e agora junto à Sophia Abrahão apresenta uma narrativa totalmente composta de universalidade e sentimentos. Primeiramente, gostaria de chamar atenção para a capa do livro, extremamente elaborada esteticamente – bonita e ‘fofa”, assim como as páginas do livro que exalam sensibilidade.  

De cara comparei “O reino das vozes que não se calam” com outro livro que eu havia já havia lido, aliás, de mesma temática, chamado “ A menina que Semeava”, do escritor Lou Aronica, na qual a protagonista que tinha um problema de saúde, tele transportava para outra dimensão – um reino mágico -  onde ela era amiga da rainha, que chamava-se Tamarisk. Os livros falam de reinos, dimensões, sonhos, entretanto as abordagens são totalmente diferentes.
É lógico que devemos destacar que a obra é NACIONAL, lançada por um novo selo da Rocco: Fantástica, e também tem peculiaridade bastante popular. O livro é narrado na 3ª pessoa, por um narrador que parece saber de tudo e conhecer todos os personagens mostrando-nos a obra por diversos ângulos. Os diálogos das personagens principais Sophie e Ana – e tantos demais – são pulsam universalidade compostas por gírias, expressões dos adolescentes e comparações muito pertinentes. É enriquecedor a maneira que as autoras fazem referências contemporâneas, por exemplo, com a série “The Walking Dead”                        ( mesmo sendo um apelido na obra), com a cantora Lorde, e com os filmes de sucesso “Jogos Vorazes” e “O Chamado”, aproximando o leitor e criando uma zona de intimidade.
Como no trecho que Léo e Sophie conversam:

- Estilo socialite da Capital de Jogos Vorazes?
- Quem dera! Está mais para Samara de O Chamado!

A narrativa não fica rasa por ser tratar de diálogos “adolescenticos”, as autoras exploram a questão do “bullying”, questão atual e infelizmente frequente nas maiorias das escolas do país. Devido a isso, a protagonista que é antissocial, não tem mais vontade de ir á escola e acaba indo parar no reino – que não tem nome -  então o enredo é palpado em cima dos sentimentos da protagonista, rainha do reino que criara. A narrativa nos prende pelas emoções, dramas, conflitos e até pelo romance, mas também por falar de um assunto tão pertinente e lembrar aos leitores que todos temos motivos para sermos felizes basta ouvir a voz do coração. Um livro sentimental para pessoas que amam reinos fantásticos, fadas, bruxas e seres místicos.


Lembrando que no final do livro há uma lista de músicas que são citadas, cantadas ou lembradas durante a narrativa. Achei bem interessante, e aposto que muitos fãs também adoraram a interação com o real.




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