Menu Fixo

Menu-cat

30 abril, 2015

GENTE COMO A GENTE: com Ronald Onhas


Blogueiro (Entrelinhas e Afins), estudante de Letras-Língua Portuguesa, criativo e entendedor das telenovelas. Ronald nos revela um pouco de seus gostos literários e artísticos. É considerado um artista nato, leva entusiasmo por onde passa. Já escreveu roteiros/peças teatrais, novelas, e contos. Leva a vida de um modo fantástico, tem um pé na realidade e outro na mitologia. Uma de suas maiores qualidades é inebriar as pessoas.








                                Por: Lorraine Dobrovosk
Por que o curso de Letras-Língua Portuguesa?

“ Desde que me lembro por gente, sempre gostei muitooooo de ler e principalmente escrever. No Ensino Médio não tinha tanto fascínio pelas letras, apenas gostava bastante de ler. Lia todo tipo de livro, porém meu círculo de amigos leitores era muito reduzindo. Acho que essa vontade de ser professor de português, acentuou-se quando eu fazia um curso técnico e na disciplina de português, dentre um dos simulados bem respeitado e temido professor Jeferson, tirei consequentemente as melhores nota da turma. BUUM! Despertou esse desejo mais uma vez. Na verdade o fato de eu escrever “novelas” desde a infância, me fez querer conhecer mais o mundo da literatura e das letras”.

Ler ou escrever?

“Amo ler, porém gosto, mais de escrever. Acho que porque eu escrevo que sou um pouco do que sou hoje. Tenho muito coisa aqui ( cérebro), o tempo todo fervilha ideias, e textos e eu preciso escrevê-los. Quando criança escrevia “novelas”, na verdade eram “novelas” para mim – mas não se compara ao gênero televisivo, já que minhas novelas eram tratadas um capitulo por folha de oficio, rs. Mesmo assim era “as novelas do Ronald”, as mesmas que eu lia para meus irmãos, comentava com minha madrinha e todo mundo lá da roça sabia que eu escrevia. Eu sempre gostei de ler, amavaaaaa ir para roça nas férias lá tinha muita inspiração, escutava musicas, andava à pé, observava as pessoas – escrevia. Escrever é da minha natureza e faço por prazer. Seja literário ou não. Ultimamente tenho me “intimidado” muito com o texto informativo, por causa do “ELEA”, como escrevo bastante “notícias culturais da cidade” tenho gostado desse lado. Tenhas minhas séries escritas, algumas prontas, algumas inacabadas, outras que já vão para segunda temporada e também outras que dez em quando fervilha na cabeça. Eu tenho um problema sério com escrever ( sei lá, acho que é um problema!) eu não tenho medo de postar meus textos, escrevo mesmo, posto também e mostro para todo mundo. Acho que me falta vergonha no texto. Porém, esse sou eu, um apaixonado por mundos fantástico, das quais eu crio e recrio.”

Séries, filmes ou novelas?

“Novelas, é obvio. Novela é um gênero tipicamente brasileiro, são os gêneros que mais acompanhei durante minha “vida cultural” e também as que eu sei fazer referencias sem consultar o oraculo “google” pois sempre assisti. Era novela das duas, das seis, das sete, das oito, das onze, e até Malhação. Era novela da record, do sbt, até da band, tava lá eu assistindo novela. Amo novela com todas as letras, tenho prazer de falar delas e ler sobre elas. Adoro esse mundo. Porém amo filmes também  ( de montão), e séries nem se fala né!? Estou VI-CI-A-DO em várias. Vício bom demais, tenho é pena de minhas olheiras.”

Literatura clássica ou best-sellers? Porquê?

“ Pergunta Capetônica, rs. É as duas. Clássica, pois serei/sou professor de Português, e como especialista da língua acabei admirando a leitura dos clássicos, observando suas construções e forma estrutural, além do poder das palavras colocadas pelos autores. Percebi que os clássicos são essenciais na vida de todos, pois no fazem pensar além de suma importância tratando de perspectiva histórica. Já, os bests- sellers ..... ahhhhh ..... levito, só da falar. Guardem uma coisa com vocês: best seller é literatura fruição ,sendo assim é por puro prazer. Quer algo mais prazeroso do que poder viajar para outros mundos? Do que enfrentar dragões, bruxas, piratas e perigos? Quer mais diversão do que conhecer fadas, princesas, deuses e centauros? Best-seller tem de tudo, por isso é vida!!

O que te move?

“Os pensamentos. Eles sim, me guiam e movem. Penso muito, acho que mais que o normal. Não paro de pensar, sempre tô inventando alguma coisa na cabeça ou pensando coisa nada a ver.  Os pensamentos me fazem criar, inventar, e criar de novo – vários mundos – e cenários.”
Um personagem marcante:

“ Teria milhares de personagens pra citar. Se fosse de livro teria mais personagens ainda, mas escolhi comentar sobre personagem de desenho. Gosto muito da Mística, do desenho “X-men: Evolution”, ela é uma antagonista perfeita. Acho super bacana a dualidade da personagem de ao mesmo tempo sera vilã e de outro ter um lado mãe, que a deixa sensível e vulnerável. Acho a Mística, super plural, bem resolvida,  além de muito sexy mesmo sendo azul,rs.”  

Música preferida:

“ Tenho zilhões de música preferidas, sempre tenho uma, e depois lembro de outra, e assim vai indo ... Gosto muito de “Epitáfio”, dos Titãs,  para momentos tristes, uma letra que faz refletir sobre a vida.  Gosto também de “Teto de Vidro” e “Máscara” da roqueira Pitty, que sempre escreve músicas muito boa. Outro que gosto bastante é “Anjos” da banda O Rappa. Ah,não falei .. gosto de tudo rs Sem comentar das músicas do Charlie Brow Júnior, do Nx Zero, da Marjorie Estiano ( que sou extremamente fã, amo de paixão). Amo seus trabalhos e também suas músicas como “Tudo passa” e “O jogo”, amo Marjorie <3   

Livro preferido:

“Tenho um monte. Esse negócio de escolher acaba comigo, rs. Acho que o primeiro é   “ As crônicas de Nárnia” talvez porque seja um livro que marcou minha infância/ adolescência, e sempre será lembrado por mim, também por ser minha primeira “saga literária”. Se tratando de clássico, gosto muito de “ A hora da estrela” de Clarice Lispector,  que nos apresenta a deliciosa Macabéa. Se fosse falar de sagas citaria “ Jogos Vorazes : Em Chamas e A esperança” pois é um tipo de narrativa que mistura coisas que amo reality show mais narrativa “distópica” ( acho isso massa, me cativou rapidinho), rs.”

Escritor preferido:

“Sempre é muito difícil citar uma. Gosto muito do Walcyr Carrasco, pois o acho um autor muito plural sempre conheço seu trabalhos por causa das telenovelas como “Alma Gêmea” e “Chocolate com Pimenta” mas também de vez em quando o encontro nas prateleiras de romance, já li “Vida de Droga”, “Estrelas tortas”, “Irmão Negro” e “Balança Coração”. Acho incrível essa capacidade dele se tornar multipluralizado ( tv, teatro e obra), além de suas obras sempre terem uma universalidade que transpira. Também aprendi a amar o Rubem Braga, meu conterrâneo, cronista e amante da natureza, gosto muito de suas crônicas e seu olhar sobre à vida, sua simplicidade, sei lá Rubem me encanta de uma forma “fora do normal”.

O que a Literatura representa pra você?


“É um veículo de transporte, que me tira da rotina, do conformismo, da angústia, da monotonia e me leva para “além do horizonte”. Literatura me liberta, me edifica, me consagra.” 

18 abril, 2015

GENTE COMO A GENTE - com: Ailson Lovato

·       Morador de Castelo, escritor do livro de crônicas e contos“Agridoce”, além de muito criativo e bem humorado. Ailson, com sobrenome de “divo” nos revela seus segredos literários.
  
     Por que Letras?
Eu não pretendia fazer Letras, confesso. No final do ensino médio eu queria gastronomia ou fotografia, mas ambos os cursos são oferecidos fora “aqui da região” e são BEM caros. Então eu teria que morar fora, pagar aluguel, arranjar um emprego e tal. Tive que escolher uma segunda opção. Aí entrou Letras, pois eu já começava a escrever pequenos versos lá no 3º ano. Fiz o vestibular, passei para Português como 1ª opção e ganhei a bolsa. E o vento levou.

·        Ler, escrever ou declamar?
É meio que óbvia essa resposta: escrever. Eu leio pouco, é verdade. Leio “poucos” livros em si. Mas sempre leio alguma revista, sites, blogs ou jornal, quando dá. Acho o máximo quem declama. Eu até gostaria. Mas meu medo é arrumar uma entonação para o tom certo, entende como? Tentar ler o texto em um ritmo.

·        O que te inspira?
O inesperado. A inspiração, acredito eu, não está em alguma coisa, em um objeto, mas na forma que você olha para isso e desperta em sua mente aquela ideia criativa que estava adormecida, à espera desse “acordar”. Não posso ficar horas sentado, observando uma flor, pra TENTAR ter uma ideia. Não funciona assim. O que me inspira vem ao acaso, sem que eu perceba, involuntariamente. E geralmente são palavras-chave, algo que foi dito e que rapidamente eu tento criar algo em cima daquilo.

·        Poema, Crônica ou Best Seller? Por quê?
Crônicas. É meu gênero preferido e que tenho maior “facilidade” pra entender e também escrever. São textos casuais que nos levam à percepção de uma situação ou algo ocorrido. A crônica talvez seja uma rotina poetizada. A visão de alguém que ainda não foi percebida.

·        Um ou uma personagem marcante:
Como eu disse lá na dinâmica da sala, um dos personagens que mais gosto (em desenhos animados) é o Scooby-Doo, simplesmente pela inteligência que os mistérios da turminha são resolvidos. Nos livros um personagem que gosto é Logan Thibault do livro “Um homem de sorte”. É um fuzileiro que no meio da guerra encontra a foto de uma mulher em meio aos escombros e passa então a procurá-la. Aí ele a encontra, descobre a origem da foto e começa a se relacionar com ela. O livro no geral é MUITO bom, a história te prende. E o personagem é bem decisivo em suas atitudes, ele não desiste dos objetivos. Eu ganhei o livro em um sorteio do Facebook, desses de compartilhar fotos. Por isso o escolhi, dentre as opções disponíveis.



·        Música preferida:
Xii... vai depender muito. Assim como minha amiga Claudiele, também tenho escutado Legião ultimamente. E também Nando Reis. “Relicário” é uma das que mais gosto. E do Legião, “Índios”. Eu escuto pouca música brasileira, gosto mais de internacionais. Mas não tenho uma preferida, pra dizer “essa é a minha música”.

    Livro preferido:
Um homem de sorte - Nicholas Sparks. Mas vou citar outros de que gosto muito: Vidas Secas e O caso dos dez negrinhos (Agatha Christie).


    Para você: Literatura é o grão de areia que forma uma pérola.      

                                                   

16 abril, 2015

Chame a carrocinha.


- Chame a carrocinha! 

Esses dias indo para a faculdade acordou em mim um medo muito grande, na verdade, um pavor, fobia, quer dizer cinofobia, que é o pavor de cachorros pros mais leigos, quando subira um morro o mesmo – monstro de quatro patas- latia de forma agressiva, mostrando seus dentes pontiagudos e afiados causando em mim o pânico. Não sabia o que fazer – sabe aqueles sonhos que você tem vontade de correr mas não consegue? Foi desse jeito. Peguei uma pedra, duas pedras. E nada. Até que uma menininha, com seus 7 ou 8 anos, me fez sentir-se envergonhado de ser gente, e de ser adulto, e de ser medroso, por causa desses monstros caninos. A menininha abraça o cachorro e me disse com inocência, que só uma criança tem: “ Moço, pode passar eu seguro ele para você”. Fiquei sem chão, uma criança me defendendo de um animal. Mas, não se brinca com medo. A menininha ainda continuou “ Moço, por favor, não machuque o cachorro”, ela agarrada ao bichano e com os olhos amedrontados. Senti vergonha. Descobri no meio da confusão que levara menos de dez minutos, que o cachorro não tinha dono, pois é a senhora avisou “esse cachorro fica na rua, os antigos moradores abandonaram ele”.



Não consigo lembrar nenhum fato que me fez ter medo de cachorros. E olha que sou bom de memória, mas nada, nadinha. Nunca fui muito fã de cachorro e nada vida os únicos que fizeram olhar com humanidade foram o Tobby Marley, Luke, Zig Braga e só. Tobby Marley, era o cachorro hiper ativo de minha vizinha Natalia, tinha nome e sobrenome, não era cachorro qualquer. Foi amor à primeira vista, um poodle branco e ainda por cima virgem tadinho, eu adorava-o. Lembro que uma vez ele saiu correndo pela rua e todos os cachorros correram atrás dele. Resultado: foi uma confusão, uma cachorrada, eu no meio, Tobby Marley de outro e o todo mundo rindo de mim. Que vergonha!
Quanto a Lokie, foi meu cachorro de pelúcia, tive pelos menos durante uns nove anos, porém Madrinha cismava com o bicho, achava que ele trazia muita poeira para o meu quarto e encasquetou que iria tirar todas as suas espumas e assassinar o cachorro. Tadinho, ele já estava com uma orelha rasgada e um dos olhos já haviam se soltado, afinal estava “idoso”.
Falando de cachorros, não tem como citar Zig Braga, esse sim eu admiro. Talvez, por está só em na literatura, na memória dos leitores cachoeirenses e nas crônicas de Braga. Tudo bem que Zig corria atrás dos carteiros, era levado, invadia as missas na catedral porém era um cachorro admirável por suas peripécias, além de tudo é fictício literário, nunca mordera-me.  



Outra que fazia odiá-la era a Suzy, filha de minha amiga Giovana, ô cachorra nojenta. Além do primeiro nome, tinha uma segundo porque não se satisfez, a cachorra Yolada. Yolada era cismada comigo, não latia com ninguém, só comigo. Era só eu chegar, que Suzy-Yolada começava, era um filme de terror. Eu precisava de escoltas para passar diante dela. Calafrio. Eu suava frio. Suzy me olhava preste a dar o bote. Nunca sublimei a inteligência dos animais, mas essa era o “bicho” em forma de cadela.
Gosto nem de lembrar o dia que a “diabinha de quatro patas” avançou em mim. Queria apenas lembrar quem foi que furou a guarda, pois Yolada foi muito rápida. Esqueci do pior: a cachorra era racista. Lembro muito bem os olhares que a cadela raivosa dava pra minha amiga Damiana. Fala sério, até os animais preconceituosos. Onde vamos parar? Que vergonha! Há pouco tempo atrás a “ erva venenosa” descansou em paz, depois de aterrorizar muita gente. Outra “famosinha” foi Negra Li, não a cantora de rapper que protagonizou o seriado da globo “ Antônia”, na qual eu amava. Mas , a cachorra da prima Ana, que era extremamente grande, extremamente forte, extremamente monstruosa. Tadinha, no fundo acho que Negra Li se sentia solitária, afinal toda vez que ela brincara na rua todos saíam correndo com medo dela, a rua fica deserta e eu era o primeiro a correr.



Que os defensores dos animais me odeiem, ou tentem acabar com minha reputação. Que minha amiga Rênia me xingue ou tente argumentar de mil e uma formas o quão “eles” são bonitinhos, mas não tem jeito. Se eu vejo aquele cachorro atacando mais alguém indefeso, irei chamar a carrocinha. Apesar, que madrinha foi curta e grossa e lembrou-me que não havia mais carrocinhas. Que vergonha! Putz, chamem a carrocinha eu preciso de proteção. 

12 abril, 2015

GENTE COMO A GENTE - por Claudiele Ribeiro



Entrevistada:  Claudiele Ribeiro



Estudante de Letras, moradora de Jerônimo Monteiro, sorri com coração e declama com alma. Claudiele é conhecida por ser paciente, meiga, e ter um bom humor invejável.  


                         
·        Por que Letras?  Sempre gostei muito de todo tipo de arte, acho lindo como uma palavra é capaz de envolver o outro. E desde mais nova encontrei nas escritas e nos livros um modo de me esconder do mundo e enfrenta-lo ao mesmo tempo. Então resolvi me arriscar em letras e felizmente no curso tenho encontrado essa arte da palavra que tanto gosto e que todos precisam ter um pouco para gozar bem da vida.

·        Ler, escrever ou declamar? Ler, escrever e declamar, esses três juntos são imbatíveis e me atingem demais. Ler sempre foi meu jeito de viajar na realidade e me faz sentir leve. Escrever é como se eu pudesse tocar onde as mãos não podem, além de poder soltar o que fica bem escondidinho em meu interior. E pra mim declamar é a êxtase final.

·        O que te inspira? O que me inspira são as coisas que me incomodam e as que vejo beleza, coisas que fisgam meu olhar impedindo-o de piscar.

·        Poema, Crônica ou Best Seller? Por quê?  O Best Seller nunca me chamou muita atenção. As crônicas gosto muito de ler, mas ainda prefiro os poemas. Gosto da maneira que os poetas usam os versos. É incrível como se esconde tanta coisa por de trás deles, tantos sentimentos, tanta poesia, tanta vida e quantas pessoas entrelinhas.


·        Uma personagem marcante:  Gosto muita da Emília, marcou muito minha infância, com seu jeito espevitado de ser, suas verdades ditas por meio das brincadeiras e portadora de uma fala incessante sempre me cativou muito.

·        Música preferida: Amo muito ouvir música, ouço todos os dias pelo menos um pouco. E uma que ouço e ouço sempre é Quase sem querer do Legião Urbana e tem também Os cegos do castelo do Nando Reis, acho que estas são as prediletas.


·        Livro preferido:  É difícil escolher o livro preferido, mas tem um que me marcou muito, O Pequeno Príncipe do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”. Acho que não tem como não se apaixonar por ele.

·        Para você: Literatura é....  Poder recriar a realidade. É uma das mais ricas formas de expressão do homem e seus sentimentos, por meio dela ele consegue simular a vida e encontrar prazer constante.
     


Estreia de Aloka 3

No domingo passado, dia 11 de Abril, Tonny Campel e sua turma, o grupo Personalidades CIA Teatral, estrearam mais uma divertida comédia que fez o público cachoeirense chorar de rir. Conhecidos por apresentarem peças cômicas – que sempre dão certo – em “Aloka 3” o público gargalhou ao som de muita música. A peça que conta a história da três amigas,  Vida (Tainan Gratival) , Noxima (Tonny Campbell) , e Tee (Maciel Maison) , que voltam a ensaiar suas performances artísticas e assim conseguir a herança das mãos de Vegas ( Lucas Oliveira), a avó rica de Vida.
A apresentação teve bastantes músicas durante as cenas – e isso só acentuou o desenrolar da peça - indo desde os sucessos atuais como “Bang Bang” das cantoras Jessie J, Ariana Grande e Nicki Minaj até o sucesso “ Brilha la luna” das meninas do Rouge , este que fez o público cantar  e se animar com o ritmo, um momento super nostálgico e delicioso.


Não só as músicas, mas temos que citar os três protagonistas que dão show de interpretação, Tonny Campbell, como sempre deu seu show de talento, fez piada, e ainda brincou com a plateia. Maciel Maison, nos cativou com sua personagem e ainda mostrou uma bela performance de dança e sensualidade.  Já o mega engraçado Tainan Gratival , que era a mais comportada do trio mostrou seu talento com suas caretas, nuances e trejeitos fazendo as pessoas rirem bastante.
Outro grande destaque foi à participação especial do estreante Lucas Oliveira, que nos fez odiar e gostar ao mesmo tempo de Vegas, a avó racista e rica, porém grande artista que oportunizou ao ator apresentar sua performance da cantora Jennifer Holiday, que agradou a todos. Também Mara Lovatti, que apareceu pouco em cena dessa vez mais não de deixar de brilhar com sua personagem e o Saulo Borges, que fez muitos suspirarem ao ver o ator no palco de toalha mostrando seu abdômen definido na pele do seu personagem, o Gabriel. Vale lembrar dos atores convidados, Edilson Silva, Álefe Neves e o Maurício Patil, que representaram os três namorados das musas de “Aloka 3”, causando risos no público e alvoroço com os belos rapazes.


Marca presente nas peças do grupo é a universalidade que faz que a apresentação faça sucesso como nas falas que citam o bairro “Vilage”, e até o distrito de “Gironda” isto aproxima o cachoeirense do espetáculo.  Além de entreter, o texto de Campel nos faz refletir sobre o respeito à diversidade humana, a fala da personagem Vegas finaliza um das melhores apresentações do grupo.

                                          ( Selfie com o público de "Aloka 3")

“ O mundo precisa de respeito. Afinal somos todos diferentes. E não pretendemos ser iguais, exceto no coração. Lá devemos ser iguais. Iguais no amor!”.




 Foto oficial: Raphaela Partelle
 Arte e Designer:  Maciel Maison
Fotógrafo:  Bruno Bru
Elenco: Tonny Campbell, Maciel Maison,Tainan Gratival, Lucas OliveiraMara Lovatti, Saulo Borges, Edilson SilvaÁlefe Neves e Maurício Patil.

09 abril, 2015

POETA NOSSA DE TODO DIA - Adélia Prado (Participação Especial - Fábio Brito)

 POETA NOSSA DE TODO DIA
             Por Fábio Brito 

            Adélia Prado chegou para mim em uma tarde de novembro de 1985. Uma amiga, com uma revista aberta, acho que Diálogo médico, correu à sala onde eu trabalhava para apresentar o que ela, encantada, havia descoberto: a Reza para as quatro almas de Fernando Pessoa, que está em O coração disparado ["Ninguém se cansa de bondade e avencas / Os rebanhos guardados guardam o homem (...)]". Porque eu já conhecia Pessoa e suas muitas "pessoas", não foi difícil saber a quem nossa Adélia estava se referindo. 
             Pois bem, a partir desse dia, passei a querer todos os livros dessa senhora de Divinópolis. Imediatamente, corri atrás de um livreiro conhecido que, vez ou outra, conseguia um para meu "doce deleite". Eram tempos sem as facilidades que temos hoje. Não havia INTERNET e, embora houvesse mais livrarias físicas, era difícil chegarmos a elas (nem a Vitória íamos com a frequência com que vamos hoje). Por estas bandas, a única livraria que existia ficava superlotada, sim, mas só no início de ano, quando toda a cidade corria "pra" lá à procura dos benditos didáticos. Se havia outros livros além dos didáticos? Alguns. De poesia ou romances? Pouquíssimos! A solução, então, era correr atrás de algum livreiro antenado e com boa vontade.  
            A despeito de todos esses percalços e a despeito, principalmente, do descaso que muitos têm em relação à literatura e, em especial, à poesia, meu amor por Adélia só crescia e se tornava vigoroso, fino, delicado. Não era um amor qualquer. Assim que ela surgiu, entrou, imediatamente, para a lista de minhas escritoras preferidas. Ela, assim como Quintana, Cecília, Rosa e Drummond, por exemplo, conseguiu "tocar no humano" de forma simples e sofisticada ao mesmo tempo. Com Adélia, descobri que a grande sofisticação mora, de fato, na simplicidade. A grande sofisticação "é" a simplicidade. Com ela, descobri que o simples não tem nada a ver com o fácil, com o menor, com o vulgar. Percebi, com ela, que as pessoas não perderam o gosto por alguma eternidade. E bem sei o porquê. Porque Adélia é uma senhora que nos leva até sua cozinha, onde uma mesa com café no bule e pão caseiro quentinho nos esperam para uma conversa entre amigos; porque Adélia é uma senhora que bate com o osso no cantinho do prato "para chamar o cachorro"; porque Adélia é uma senhora que diz que nunca vamos nos curar dos poentes que vimos; porque Adélia é uma senhora que nos diz que o trem de ferro, mesmo sendo "uma coisa mecânica", atravessa nossa vida e vira "só sentimento"; porque Adélia é uma senhora que nos diz que as casas pintadas de alaranjado brilhante estarão "constantemente amanhecendo"; porque Adélia é uma senhora que não se cansa de avencas, de bondades e de humanidades. 
             Antes da Adélia, eu apenas sussurrava alguns textos. Foi ela que, em pouquíssimo tempo, conseguiu transformar sussurros em sinais de orientação. Consegui transformar ideias em opções, em paixões. Tantoque, certa vez, juntei textos e mais textos seus e, sentado em um banquinho com um microfone à minha frente, disse para um grupo de alunos - e, mais tarde, para outras pessoas - muitas belezas da Adélia. "Belezuras" infindas. É claro que se tratava apenas de uma "dizeção" de textos que me tocam profundamente. Disse esses textos com um prazer tão grande, que, até hoje, eles estão guardadinhos. Quando quero revivê-los, basta uma lida, e todos vêm à mente. À mente! Na alma, eles já moram há bastante tempo.  
             Hoje, tenho a certeza de que Adélia, parafraseando alguns versos da letra da canção Navegante (O navegante)*, é o "feminino encanto". Com ela, não faltará a vida quando for preciso. Com ela, não me perderei no percurso do sentir, apesar de todos os desgostos de que a vida se incumbe diariamente. Digo, com alguma autoridade na palavra, que meus livros de "autoajuda" são os da Adélia (e das outras paixões, é claro!). Sempre que preciso, é a eles que recorro. A própria Adélia já disse que "a poesia é salvífica". E salva mesmo!

03 abril, 2015

As faces de "Madame Bovary"

“Mulher, aquela que pode ser muitas sem deixar de ser a mesma.”


As faces de "Madame Bovary"


Toda mulher apresenta em sua personificação muitas faces. Na Literatura encontramos muitas obras clássicas que resignificam a figura da mulher na sociedade, dentre elas está “Madame Bovary”, considerada a obra mais importante do francês Gustave Flaubert.
É interessante ressaltar que esta publicação gerou um grande escândalo na sociedade francesa onde o autor Flaubert, foi acusado de ofender a moral e a religião. Uma vez que a mulher, naquela época, deveria assumir atitudes virtuosas. Existia uma regra “social moral” que impunha as mulheres a se casarem para se tornarem honrosas. Emma Bovary apresenta então sua primeira face lilith e faz uma ruptura com estas regras, ao quebrar o estereotipo do perfil feminino da sociedade em que estava inserida.
 Para as mulheres, o casamento por amor, era uma grande expectativa. Vemos estas duas características na personagem de Emma e Charles Bovary, ele era um médico, ou seja, um homem com uma atuação social importante e ela sem dúvidas sonhava com um marido eternamente apaixonante, neste fragmento encontramos nela traços de Eva, aquela que fazia dos sonhos a esperança de vida. Podemos então olhar para este casal como importantes personagens representantes da classe comum, embora burguesa de sua época. Á primeira vista pareciam um casal perfeito, feitos um para o outro, porém, após o casamento Emma demonstra-se uma mulher insatisfeita, mesmo não lhe faltando nada e tendo a possibilidade de comprar tudo quanto achasse necessário.
Na verdade o que faltava a Emma era o amor reciproco pelo marido, não havia sentimentos, mesmo tendo tudo, ainda faltava algo. O encantamento de que Charles fosse um marido ideal, passou. Daí surge a pergunta: Se Emma tinha “tudo” o que precisava para ser feliz e poderia ter tudo mais o que lhe faltasse, porque ela assim não foi? Percebo que a necessidade de Emma que dará origem a todas as suas práticas que desenrolam a trama, principalmente o consumismo e a traição tem origem na ausência de uma palavra: Felicidade. Hoje no século XXI a “ausência” desta palavra, considerando a sua definição pessoal, ainda deixa muita gente insatisfeita.
 Emma enxergava a felicidade como um alvo, na verdade como ela era extremamente romântica, a felicidade para ela era um sonho. Um sonho cujo ela se rejeitou a vivê-lo na sua realidade. Ela preferiu continuar sonhando, sonhando, sonhando... e satisfazendo-se com a ilusão de alcançá-lo em alguns momentos surreais (digo fora da realidade), e toda esta utopia resultou-se através da traição.
Consideramos por fim que Emma Bovary, assim como todas as mulheres, apresenta em sua completude várias faces. Cada mulher é um mistério a ser desvendado, um enigma a ser investigado, um livro a ser descoberto, uma flor a ser contemplada. Assim foi Madame Bovary e assim somos todas nós.



Abaixo um texto de  autoria Antonia Lima:

Há dias que a gente quer ser pessoas, coisas, lugares...não sei! 

Por exemplo: hoje eu queria ser:
A Yoko do John Lennon
A Amélia do Pe. Amaro
A Emma do Flaubert
A Capitu do Machado
A Estrela (da Vida Inteira ) do Manuel
A Dama das Camélias do Dumas
A Nancy de Deus lhe Pague
A Ana Karenina do Tolstói
A Casa de Rubem Alves
A Zélia de Amado Jorge
O Morro dos Ventos da E. Brontë
O catavento de Dom Quixote
O Bolero do Ravel
A Razão de Kant
A poesia de Florbela
O Rebanho de Fernando
A Amélie do Yann
O Cântico da Cecília
A lua de tapioca do Jessier
A Camille de Rodin
A Sinfonia do Bethoven
As Veredas de Guimarães 
A Sobrevivência do Graciliano
A Rosinha de Gonzaga
A Prece de Clarice
A Pilar do Saramago
As Marias da Haidée Fonseca
O luar do meu Sertão!
A Maria Bonita de Lampião                                         
A Maria Rita do Roberto 
Os irmão de Dostoievski
O Retrato do Dorian





Até Mais, Lorraine Dobrovosk

02 abril, 2015

GENTE COMO A GENTE - por: Thainá Benevides

·       



            Quadro: GENTE COMO A GENTE 
       Entrevistada: Thainá Benevides  



"Estudante de Letras/Língua Portuguesa, religiosa, fã da Minnie, apaixonada 
pela banda “Teatro Mágico” 
e atualmente em relacionamento 
sério com um poeta". 


    
      

   
        Por que Letras?

- Ah, serei bem sincera! Aos 17 anos de idade, 3º ano ensino médio, eu ficava louca só de pensar uma carreira a seguir, numa faculdade a cursar, sempre tive muita dúvida quanto ao curso e confesso que letras nem passava pela minha cabeça. Até que depois de ficar um ano só trabalhando me inscrevi no nossa bolsa e optei por letras na SC por ser mais perto e porque era o curso que mais me interessava dos que haviam. Quando vi meu nome na lista dos classificados nem acreditei, mas segui em frente. E o resultado foi que me apaixonei pelo curso. Costumo dizer que cai de paraquedas no mundo das letras, mas foi uma queda com bons resultados, gosto cada dia mais do que faço e espero que seja sempre assim.

·        Ler ou escrever?

- Ler. Sou muito melhor lendo do que escrevendo. Rs
Ler me permite percorrer mundos novos e me proporciona sentimentos bons. Apesar de escrever um pouco, só escrevo quando preciso externar sentimentos. Vejo na escrita a melhor forma de fazer isso sem ser reprimido.

OS: O que escrevo não mostro a quase ninguém, não sou boa nisso. rs


·        O que te inspira?

Coisas simples me encantam e inspiram. A luz do sol refletida nas árvores ou a lua e escondida entre as nuvem ou mostrando todo seu encanto m inspiram. Um olhar apaixonado ou um afago de carinho me inspiram. E o amor. O amor me inspira!

·        Poema, Crônica ou Best Seller? Por quê?

- Não costumo ler Best seller, não sou muito fã, mas já li e não tenho preconceito RS.  Gosto muito de crônicas e poemas, são os gêneros que mais tenho lido ultimamente. Não sei se prefiro um ou outro, têm dias que estou mais pras crônicas outros mais pros poemas... gosto dos que me provoca catarse.

·        Música preferida:

- Essa é difícil! Sou muito ligada à música, não conseguiria viver sem. Adoro ouvir coisa nova e fico super empolgada quando descubro algo que não conhecia e que me identifico. Tenho muito pra ouvir e adoro indicações, por isso dizer uma preferida é tarefa muito complicada. Vou citar aqui um das músicas que não me canso de ouvir, João de Barro de Leandro Léo. Posso citar também Espartódea de Nando Reis ou Sentimental de Los hermanos. Mas vou parar porque era uma só. rs

·        Livro preferido:

- Leitura, música ou mesmo filmes são coisas difíceis de se escolher um como preferido, Porque você vai ter sempre muito o que ouvir, ver e ler, Mas vou citar um título que sempre vem a minha cabeça, que é O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder, foi um livro que li ainda no meu ensino médio e me marcou pois sempre gostei muito de filosofia e a obra é um romance que conta a história da filosofia. É um livro que eu leria novamente.

·        

       Para você : Literatura é  .....
- Resumindo: uma forma de se refugiar do mundo que te faz sentir um “desajustado”.