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30 maio, 2015

Projeto “Geloteca” em Cachoeiro de Itapemirim

A Secretaria Municipal de Cachoeiro de Itapemirim irá implantar um novo projeto chamado “Geloteca”, no qual uma geladeira sem serventia será utilizada para guardar livros e revistas que ficarão a disposição do público cachoeirense para leitura. É uma novidade muito bacana, pois nosso município não tem um SEBO (em funcionamento) e só há uma livraria na cidade, com preços nada acessíveis, contudo mais pessoas poderão ter acesso a leitura. Além dos livros, a geladeira possui revistas, livres, e até gibis.
Vale lembrar, que os “usuários” da “Geloteca” podem levar os livros para casa, mas o objetivo do projeto é pegar um livro, e deixar outro no local, assim outras pessoas também terão contato com as obras literárias. 

O objetivo é semear a leitura no “coração” da cidade e assim ganharmos mais “amantes da literatura”, porque em Cachoeiro tem muito blogueiro, vlogueiro, além de um grande número de pessoa que escreve, lê, e discute sobre literatura.


A ideia da “Geloteca” já havia sido implantado em outros estados do Brasil, como a cidade de Mairiporã, região metropolitana de São Paulo, em que a professora Mery Carla Matos do Nascimento, que atuava nos 5ºs anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme Hanemann, colocou-a em prática.



Nesta sexta, dia 29 de Maio, a secretária de cultura de Cachoeiro, Joana D'Arck,  comentou numa entrevista ao jornal ESTV sobre o evento:  “A ideia é que essa geladeira vai ficar na Praça de Fátima, as pessoas vão se servir, será um self service. Pode ler na hora, pode levar pra casa, com compromisso de colocar outro no lugar. Não tem a formalidade do cadastro. Uma literatura bem livre, bem à vontade, para as pessoas sentirem prazer  no mundo da leitura”.


O lançamento oficial será amanhã, no domingo, dia 31, a partir das 9 horas da manhã na Praça de Fátima ( Beira Rio), onde ocorrerá várias apresentações de teatro para animar o público esperado.
Vamooos galeraaa. Eu que não vou perder essa, já separei alguns livros para por na “geloteca”.
Segue abaixo a programação:

9h – Abertura
9h10 – Apresentação da peça de teatro “A comédia da Esposa Muda” - Grupo Galpão, dirigido e adaptado pelo professor Armstrong Godoy. Apoio das escolas “Professor Claudionor Ribeiro”, CEI “Áttila de Almeida Miranda” e “Liceu Muniz Freire”.
10h - “Apresentação da peça de teatro “O Casamento da Dona Baratinha”, com grupo Ela de Teatro.
10h40 – Divert Fest com brincadeiras
11h30 – Turma do Beleza com participação dos personagens infantis: Priscila (TV Colosso), Piu-piu, Frajola, Ursinho Puff e Tigrão.




29 maio, 2015

Top 5 - Protagonistas


Elena Gilbert – A personagem é a queridinha da série “The Vampire Diaries”, além de ser disputada pelos dois irmãos bonitões Stefan e Damon, sempre está no meio dos conflitos da pequena cidade de Mystic Falls. Elena, até que é uma mocinha bem ativa dentro da história, porém quando a mesma torna-se vampira (3ª/4ª temporada) ela acaba se sobressaindo ainda mais e ganhando seu devido destaque.
Vale lembrar que recentemente a atriz Nina Dobrev deixou o elenco de TVD, e consequentemente a direção criou um “final” fantástico para a bela Gilbert. Elena é bonita, inteligente, possui grandes cenas e nos faz odiá-la em alguns momentos, principalmente quando vampira, ela desliga sua humanidade. ( por Rênia)


Rick Grimes -  É o típico herói de um sociedade pós-apocalíptica, como assistimos em “The Walking Dead”, que já o diferencia dos demais. O personagem interpretado por Andrew Lincoln é um líder nato, por conta de sua profissão de “xerife”, e também sua índole de caráter e lealdade.

Embora, o personagem tenha ficado um pouco desiquilibrado em algumas temporadas ( também num universo zumbi) quem não ficaria? , Rick torna-se admirado pelo amor por seus filhos ( Carl e Judith)  e todos os perigos que ele enfrenta para protegê-los, além de proteger o “seu grupo”. Os fãs adoram o personagem por sua coragem e lealdade perante ao grupo. Vale lembrar que a série inicia-se com Rick acordando de um coma num mundo repleto de “errantes”.  ( por Ronald)



Oliver Queen – É o personagem título da série “Arrow”, interpretado pelo ator, Stephen Amell. É conhecido no Brasil como “Arqueiro Verde”, vale lembrar que o mesmo personagem já apareceu em séries anteriores como a famosa “Smallville”, porém interpretado por outro ator, além de ser inspirado os quadrinhos. O milionário, depois de seu náufrago, volta de personalidade mudada e destinado a vingar-se de todos.
Com isso, o arqueiro verde, de 27 anos, torna-se o nosso herói, protegendo as ruas da cidade de Starling City e ganhando mais fãs enlouquecidas, por sua beleza e seu corpo escultural. ( por Nathália)




 Regina Mills – Interpretado pela atriz Lana Parrilla, é a personagem antagonista da série “ Once up a time”, porém muitos fãs a consideram protagonista, por sua esperteza, perspicácia, e por “ser realmente a vítima da história”. Apesar dos diversos embates com Emma, por causa de seu filho Henry, Regina se mostra humana, revelando seus sentimentos maternos. Além disso, a personagem antagonista tem um relacionamento com Robin Hood. ( por Lorraine)


Stefan Salvatore – Também de The Vampire Diaries” , é o típico mocinho de novela das oito interpretado por Paul Wesley , porém vale lembrar que Stefan é um vampiro sedento de sangue e por trás de sua beleza encantadora esconde um “estripador” – perigo até mesmo para os vampiros.
O personagem é cavalheiro, romântico, bonito e por cima culto, não é atoa que todas as fãs, literalmente bambam por ele. Além disso, é admirado por muitos personagens (vampiros e humanos) por sua lealdade e caráter para com as pessoas. ( por Loyane)

“Só para lembrar esse é o nosso “TOP 5 – Protagonistas” do momento, como assistimos muitas séries e constantemente séries novas são inseridas em nosso repertório, nosso ranking de personagens consequentemente não será o mesmo. Obrigado, pela participação do “post” anterior, e até mais”.
Abraceijos.

28 maio, 2015

A princesa russa- Mia Couto



                 


O conto 'A princesa russa", da obra Cada homem é uma raça do escritor moçambicano Mia Couto é um conto racial que mostra a desigualdade entre negros e brancos.

     A história desse conto é muito envolvente, vale a pena ler.

     Espero que vocês também gostem!

                                     A princesa russa

A princesa russa
“[...] Bastou correr fama que em Manica havia ouro e anunciar-se que para 
o transportar se construiria uma linha férrea, para logo aparecerem libras, às 
dezenas de milhar, abrindo lojas, estabelecendo carreiras de navegação a vapor, 
montando serviços de transportes terrestres, ensaiando indústrias, vendendo 
aguardente, tentando explorar por mil formas não tanto o ouro, como os
próprios exploradores do futuro ouro [...]”
António Ennes, Moçambique, Relatório Apresentado ao Governo,
Lisboa, Agência Geral das Colónias, 1946, pp. 27-30.


Desculpa, senhor padre, não estou joelhar direito, é a minha perna,
o senhor sabe: ela não encosta bem junto com o corpo, esta perna
magrinha que uso na esquerda.
Venho confessar pecados de muito tempo, sangue pisado na minha
alma, tenho medo só de lembrar. Faz favor, senhor padre, me escuta
devagar, tenha paciência. É uma história comprida. Como eu sempre
digo: carreiro de formiga nunca termina perto.
O senhor talvez não conhece mas esta vila já beneficiou de outra
vida. Houve os tempos em que chegava gente de muito fora. O mundo
está cheio de países, a maior parte deles estrangeiros. Já encheram os
céus de bandeiras, nem eu sei como os anjos podem circular sem
chocarem-se nos panos. Como diz? Entrar direito na história? Sim,
entro. Mas não esqueça: eu já pedi um muitozito do seu tempo. É que
uma vida demora, senhor padre.
Continuo, então. Nessa altura, chegou também na vila de Manica
uma senhora russa, Nádia era o nome dela. Diziam era uma princesa lá
na terra de onde viera.
Acompanhava seu marido Júri, russo também. O casal chegou por
causa do ouro, como os outros todos estrangeiros que vinham
desenterrar riquezas deste nosso chão. Esse Júri comprou as minas, na
espera de ficar rico. Mas conforme dizem os mais velhos: não corras
atrás da galinha já com o sal na mão. Porque as minas, padre, eram do
tamanho de uma poeira, basta um sopro e o quase fica nada.
No entanto, os russos traziam restos dos sustentos deles, luxos de
antigamente. A casa deles, se o senhor só visse, estava cheia das coisas.
E empregados? Eram mais que tantos. E eu, assimilado como que era,
fiquei chefe dos criados. Sabe como me chamavam? Encarregado-geral.
Era a minha categoria, eu era um alguém. Não trabalhava: mandava
trabalhar. Os pedidos dos patrões era eu que atendia, eles falavam
comigo de boa maneira, sempre com respeitos. Depois eu pegava
aqueles pedidos e gritava ordens para esses mainatos (Mainatos -
empregados domésticos.). Gritava, sim. Só assim eles obedeciam.
Ninguém desempenha canseiras só por gosto. Ou será Deus, quando
expulsou Adão do Paraíso, não lhe despachou com pontapés?
Os criados me odiavam, senhor padre. Eu sentia aquela raiva deles
quando lhes roubava os feriados. Não me importava, até que gostava
de não ser gostado. Aquela raiva deles me engordava, eu me sentia
quase-quase patrão. Me disseram que este gosto de mandar é um
pecado. Mas eu acho é essa minha perna que me aconselha maldades.
Tenho duas pernas: uma de santo, outra de diabo. Como posso seguir
um só caminho?
Às vezes, eu apanhava conversas dos criados nas cubatas.
Raivavam muita coisa, falas cheias de dentes.
Eu aproximava e eles calavam. Desconfiavam-me. Mas eu me sentia
elogiado com aquela suspeita: comandava medo que lhes fazia tão
pequenos. Eles se vingavam, me gozavam. Sempre, sempre me
imitavam no coxo-coxo. Riam-se, os sacanas. Desculpa, usar
palavralhões num lugar de respeito. Mas essa zanga antiga me
permanece actual. Nasci com o defeito, foi castigo que Deus me
reservou mesmo antes de eu me constituir em gente. Eu sei que Deus é
completamente grande. Contudo, padre, contudo: o senhor acha que
Ele me foi justo? Estou a injuriar o Santíssimo? Bom, estou a confessar.
Se ofendo agora, o senhor depois aumenta nos perdões.
Está certo, me prossigo. Nessa casa os dias eram sempre iguais,
tristes e calados. Manhã cedinho, o patrão despegava para a mina,
machamba do ouro, era assim que chamava. Só voltava à noite,
noitíssima. Os russos não tinham visitas. Os outros, ingleses,
portugueses, não paravam lá. A princesa vivia fechada na sua tristeza.
Vestia com cerimónia mesmo dentro de casa. Ela, posso dizer, visitavase
a ela própria. Falava sempre murmúrios, para ser escutada tínhamos
que levar a orelha perto. Eu aproximava do seu corpo fino, pele tão
branquíssima nunca vi. Essa branqueza muito me frequentou os
sonhos, ainda hoje estremeço do perfume dessa cor.
Ela costumava demorar-se numa pequena salinha, olhando um
relógio de vidro. Escutava os ponteiros a pingar o tempo. Era um
relógio da sua família, só a mim ela confiava a sua limpeza. Se esse
relógio partisse, Fortin, era a minha vida que toda se partia. Ela sempre
me dizia assim, conselhando cuidados.
Uma noite dessas eu estava na minha cubata (Cubata - pequeno
quarto onde eram alojados os empregados domésticos.), a acender o xipefo.
Foi quando uma sombra me assustou à minha trás. Olhei, era a
senhora. Trazia uma vela e aproximou devagarinho. Espreitou o meu
quarto, conforme a luz dançava nos cantos. Fiquei todo atrapalhado,
envergonhado até. Sempre ela me via naquela farda branca que eu
usava no serviço. Agora, eu estava ali de cabedula (Cabedula - calções.),
sem camisa nem respeito. A princesa circulou-se em volta e depois,
com meu espanto, sentou na minha esteira. Já viu? Uma princesa russa
sentada numa esteira? Ela ficou ali uma quantidade de tempo, só
sentada, permanecida. Depois, perguntou, com aquela maneira dela
falar o português:
- Afinhal, vaciê vive àqui?
Eu não tinha resposta. Comecei de pensar que ela estava doente, a
cabeça dela estava a trocar os lugares.
- Minha senhora: é melhor voltar na sua casa. Este quarto não é bom
para a senhora.
Ela não deu resposta. Voltou a perguntar:
- E par si é bom?
- Para mim chega. Basta um tecto a tapar-nos do céu.
Ela corrigiu minhas certezas. Os bichos, disse, é que usam tocas
para esconder. Casa de pessoa é lugar de ficar, o sítio onde semeamos
as nossas vidas. Perguntei se na terra dela havia pretos e ela fartou de
rir: ó Fortin, você faz cada perguntas! Admirei: se não havia pretos
quem fazia os trabalhos pesados lá na terra dela? São brancos,
respondeu. Brancos? Mentira dela, pensei. Afinal, quantas leis existem
nesse mundo? Ou será que a desgraça não foi distribuída conforme as
raças? Não, não estou a perguntar a si, padre, só estou a discutir-me
sozinho.
Foi assim que conversámos aquela noite. À porta, ela me pediu de
ver o compounde (Compounde - dormitório, camarata) onde dormiam os
outros. Primeiro, neguei. Mas, no fundo, eu desejava ela fosse lá. Para
ela ver que aquela miséria era muito inferior da minha. E, assim, me
aceitei: saímos no escuro a ver o lugar desses com patente de mainato.
A princesa Nádia se encheu de tristeza assistindo àquelas vivências.
Ficou tão expressionada que começou a trocar as falas, a saltitar do
português para o dialecto dela. Ela só agora entendia o motivo do
patrão não lhe deixar sair, nunca autorizar. É só para eu não ver toda
esta miséria, dizia ela. Reparei que chorava. Coitada da senhora, senti
pena. Uma mulher branca, tão longe dos da raça dela, ali, no pleno
mato. Sim, para a princesa, tudo aquilo devia ser mato, arredores de
mato. Mesmo a grande casa, arrumadinha segundo a vontade dos seus
costumes, mesmo a sua casa era residência dos matos.
No regresso, eu me espetei num desses picos de micaia. O espinho
me entrou fundo no pé. A princesa me quis ajudar mas eu lhe afastei:
- Não pode mexer. Esta minha perna, senhora...
Ela compreendeu. Começou de me dar um consolo, que aquilo nem
era defeito, o meu corpo não merecia nenhuma vergonha. Ao princípio,
não gostei. Suspeitei que sentisse pena, compaixonada, só mais nada.
Mas, depois, me entreguei naquela doçura dela, esqueçi a dor no pé.
Parecia aquela perna ambulante já nem era minha.
Desde essa noite a senhora começou sempre a sair, visitar as
redondezas. Aproveitava as ausências do patrão, mandava que lhe
mostrasse os caminhos. Um dia destes, Fortin, havemos de partir cedo
e ir até às minas. Me assustavam aqueles desejos dela. Eu conhecia as
ordens do patrão, proibindo as saídas da senhora. Até que, uma vez, a
coisa estalou:
- Os outros empregados me disseram que andas a sair com a
senhora.
Sacanas, me queixaram. Só para mostrarem que eu, como eles, me
baixava diante da mesma voz. A inveja é a pior cobra: morde com os
dentes da própria vítima. E, então, nesse momento, eu me recuei:
- Não sou eu que quero, patrão. É a senhora que manda.
Viu, senhor padre? Num instante, eu estava ali denunciando a
senhora, traiçoando a confiança que ela me punha.
- É a última vez que acontece, ouviste, Fortin?
Deixámos de ruar. A princesa me pedia, insistia. Só por um
bocadinho de distância, Fortin. Mas eu não tinha espírito. E, assim, a
senhora voltou a ficar, prisioneira da casa. Parecia estátua. Mesmo
quando o patrão chegava, já noite, ela se mantinha, parada, olhando o
relógio. Ela via o tempo que só se mostrava aos que, na vida, não têm
presença. O patrão nem se incomodava com ela: marchava direito para
a mesa, ordenava por bebida. Ele comia, bebia, repetia. Nem reparava a
senhora, parecia ela era subexistente. Não batia nela. Porrada não é
coisa para principe. Pancada ou morte eles não executam, encomendam
os outros. Somos nós a mão das suas vontades sujas, nós que temos
destino de servir. Eu sempre bati por mando de outros, espalhei
porradarias. Só bati gente da minha cor. Agora, olho em volta, não
tenho ninguém que eu posso chamar de irmão. Ninguém. Não
esquecem esses negros. Raça rancorosa esta que eu pertenço. O senhor
também é negro, pode entender. Se Deus for negro, senhor padre, estou
frito: nunca mais vou ter perdão. E que nunca mais! Como diz? Não
posso falar de Deus? Porquê, padre, será que ele me ouve aqui, tão
longe do céu, eu tão minúsculo? Pode ouvir? Espera, senhor padre, me
deixa só endireitar esta minha posição. Raios da perna, sempre nega
me obedecer. Pronto, já posso me confessar mais. Foi como eu disse.
Dizia, aliás. Não havia história em casa dos russos, nada não acontecia.
Só silêncios e suspiros da senhora. E o relógio batucando aquele vazio.
Até que, um dia, o patrão me apressou com gritarias:
- Chama os criados, Fortin. Rápido, todos lá para fora.
Juntei os moleques (Moleque - empregado doméstico.), mainatos e
também o cozinheiro gordo, o Nelson Máquina.
- Vamos para a mina. Depressa, subam todos na carroça.
Chegámos à mina, fomos dados as pás e começámos a cavar. Os
tectos da mina tinham caído, mais outra vez. Debaixo daquela terra que
pisávamos estavam homens, alguns já muito mortos, outros a
despedirem da vida. As pás subiam e desciam, nervosas. Víamos
aparecer braços espetados na areia, pareciam raízes de carne. Havia
gritos, confusão de ordens e poeiras. Ao meu lado, o cozinheiro gordo
puxava um braço, preparando toda a força dele para desenterrar o
corpo. Mas o quê, era um braço avulso, já arrancado do corpo. O
cozinheiro caiu com aquele pedaço morto agarrado em suas mãos.
Sentado sem jeito, começou de rir. Olhou para mim e aquele riso dele
começou a ficar cheio de lágrimas, o gordo parecia uma criança
perdida, soluçando.
Eu, senhor padre, não aguentei. desconsegui. Foi pecado mas eu dei
costas naquela desgraça. Aquele sofrimento era demasiado. Um dos
mainatos me tentou segurar, me insultou. Eu desviei o rosto, não
queria que ele visse que eu estava a chorar.
Naquele ano, a mina caía pela segunda vez. Também da segunda
vez eu abandonava os salvamentos. Não presto, eu sei, senhor padre.
Mas um inferno assim o senhor nunca viu. Rezamos a Deus para
depois de falecermos, nos salvar dos infernos. Mas afinal os infernos já
nós vivemos, calcamos suas chamas, levamos a alma cheia de
cicatrizes. Era como ali, aquilo parecia uma machamba de areia e
sangue, a gente tinha medo só de pisar. Porque a morte se enterrava
nos nossos olhos, puxando a nossa alma com os muitos braços que ela
tem. Que culpa tenho, diga-me com sinceridade, que culpa tenho de
desconseguir peneirar pedaços de pessoa?
Não sou homem de salvar. Sou pessoa de ser acontecida, não de
acontecer. Tudo isso eu pensava enquanto regressava. Meus olhos nem
pediam caminho, parecia eu caminhava em minhas próprias lágrimas.
De repente, lembrei da princesa, parecia que escutava a sua voz
pedindo socorro. Era como se ela estivesse ali, à esquina de cada
árvore, suplicando de joelhos como eu estou agora. Mas eu, mais outra
vez, negava dispensar ajudas, me afastava das bondades.
Quando cheguei na cubata custava-me ouvir aquele mundo em
volta, cheio dos sons bonitos do anoitecer. Escondi-me nos próprios
meus braços, fechei o pensamento num quarto escuro. Foi então que as
mãos dela chegaram. Vagarmente, desenrolaram aquelas cobras
teimosas que eram os meus braços. Falou-me como se eu fosse criança,
o filho que ela nunca teve:
- Foi desastre na mina, não foi?
Respondi só com a cabeça. Ela proferiu maldições na sua língua e
saiu. Fui com ela, sabia que sofria mais que eu. A princesa sentou-se na
sala grande e, em silêncio, esperou o marido. Quando o patrão chegou,
ela levantou-se devagar e nas mãos dela apareceu o relógio de vidro.
Esse que ela tanto me recomendava cuidados. Subiu o relógio bem
acima da cabeça e, com força máxima, atirou-lhe no chão. Os vidros se
espalharam, brilhantes grãos cobriram o chão. Ela continuou partindo
outras louças, tudo fazendo sem pressas, sem gritos. Mas aqueles
vidros cortavam a alma dela, eu sabia. O patrão, sim, gritou. Primeiro
em português. Deu ordem para que parasse. A princesa não obedeceu.
Ele gritou na língua, ela nem ouviu. E, sabe o que ela fez? Não, o
senhor não pode imaginar, mesmo a mim me custa testemunhar-me. A
princesa descalçou os sapatos e, olhando a cara do marido, começou a
dançar em cima dos vidros. Dançou, dançou, dançou. O sangue que
deixou, senhor padre! Eu sei, fui eu que limpei. Levei o pano, passei no
chão como se cariciasse o corpo da senhora, consolando as tantas
feridas. O patrão me ordenou que saísse, deixasse tudo como que
estava. Mas eu recusei. Tenho que limpar este sangue, patrão. Respondi
com voz que nem parecia minha. Desobedecia eu? De onde vinha
aquela força que me segurou no chão, preso na minha vontade?
E foi assim, o impossível verídico. Muito tempo se passando num
súbito repente. Não sei se por motivo dos vidros, no seguinte dia, a
senhora se adoeceu. Ficou deitada num quarto separado, dormia
sozinha. Eu fazia arrumação da cama enquanto ela descansava no sofá.
Falávamos. O assunto não variava: recordações da sua terra, embalos
de infância dela.
- Essa doença, senhora, com certeza são saudades.
- Tode minha vide eshtá lá. O homem que amo eshtá na Rússia,
Fartin.
Eu me oscilei, fingido. Nem não queria entender. - Chame-se
Anton, esse é único sanhor de meu caração.
Estou a imitar as falas dela, não é fazer pouco. Mas eu guardo assim
a confissão dela, desse tal amante. Seguiram-se confidências, ela
sempre me entregando lembranças desse amor escondido. Eu tinha
medo que as nossas conversas fossem ouvidas. Despachava o serviço
às pressas só para sair do quarto. Mas, um dia, ela me entregou um
envelope fechado. Era assunto de máximo segredo, ninguém nunca
podia suspeitar. Me pediu para entregar aquela carta no correio, lá na
vila.
Daquele dia em diante, ela sempre me entregava cartas. Eram
seguidas, uma, outra, mais outra. Escrevia deitada, as letras do
envelope tremiam com a febre dela.
Mas padre: quer saber a verdade? Eu nunca entreguei as tais cartas.
Nada, nem uma. Este pecado tenho e sofro. Era o medo que travava as
devidas obediências, medo de ser apanhado com aquelas provas
ardendo em plena mão.
A pobre senhora me encarava com bondade, acreditando um
sacrifício que eu nem fazia. Ela me entregava as correspondências e eu
começava a tremer, parecia os dedos seguravam lume. Sim, digo certo:
lume. Porque foi esse mesmo o destino de todas aquelas cartas. Todas
eu deitei no fogareiro da cozinha. Ali foram queimados os segredos da
minha senhora. Eu ouvia o fogo e parecia eram os suspiros dela.
Caramba, senhor padre, estou a suar só de falar estas vergonhas.
Assim, passou-se o tempo. A senhora só piorava das forças. Eu
entrava no quarto e ela muito me olhava, quase me furava com aqueles
olhos azuis. Nunca perguntou se tinha chegado resposta. Nada. Só
aqueles olhos roubados do céu me inquiriam em mudo desespero.
O médico, agora, vinha todos os dias. Saía do quarto, abanava a
cabeça, negando esperanças. Toda a casa se penumbrava, as cortinas
sempre fechadas. Só sombras e silêncios. Uma manhã vi a porta abrirse
quase uma fresta. Era a senhora que espreitava. Com um aceno, fezme
entrar. Perguntei as suas melhorias. Ela não respondeu. Sentou em
frente do espelho e espalhou aquele pó cheiroso, aldrabando a cor da
morte na cara dela. Pintou a boca mas demorou a acertar a tinta nos
respectivos lábios. As mãos tremiam tanto que o vermelho riscava o
nariz, o queixo todo em volta. Se eu fosse mulher ajudava mas, sendo
homem, fiquei-me só olhando, reservoso.
- A senhora vai sair?
- Vou à estecão. Vamos os dois. - Na estação?
- Sim. Anton vai chagar neste camboio.
E, abrindo a saca mostrou uma carta. Disse que aquela era a
resposta dele. Tinha demorado mas acabara por chegar, ela abanava o
envelope como fazem as crianças quando têm medo que tirem suas
fantasias. Disse alguma coisa em russo. Depois falou em português: o
tal Anton vinha no comboio da Beira, vinha levar ela dali para muito
longe.
Delírio dela, com certeza. A senhora só estava a fingir uma ideia.
Como podia ter chegado uma resposta? Se era eu que levantava toda a
correspondência? Se a senhora há mais de muitos dias nunca saía de
casa? E, para mais: se as letras da senhora se endereçaram no fogo?
Segurada nos meus braços, ela se meteu na estrada. Fui bengala
dela até perto da estação. Foi aqui, senhor padre, que cometi um
máximo pecado. Sou muito duro comigo, não me admito. Sim, de tudo
eu me defendo menos de mim. Por isso, me rouba peso esta confissão.
Já conto com Deus na minha defesa. Não será estou certo, padre?
Então, escute.
A pele da princesa estava encostadinha no meu corpo, eu
transpirava o suor dela. A senhora estava no meu colo, total,
abandonada. Comecei de sonhar que ela, afinal, estava a fugir comigo.
Quem era eu senão esse tal Anton? Sim, eu me autenticava escritor da
carta. Fui intrujeiro? Mas eu, na altura, me concordei. Afinal se a vida
da senhora já não tinha validade, o que importava era ajudar aqueles
delírios dela. Talvez, quem sabe, pudessem essas loucuras sarar a
ferida que roubava o corpo dela. Mas já viu, senhor padre, o que eu me
fui fingir? Eu, Duarte Fortin, encarregado-geral dos criados, fugir com
uma branca, princesa ainda para mais? Como se algum dia ela quisesse
comigo, um tipo dessa cor e com pernação desigual. Não há dúvida,
tenho alma de minhoca, hei-de rastejar no outro mundo. Os meus
pecados pedem muitíssima reza. Reze-me, senhor padre, reze-me
tanto! Porque o pior, o pior ainda não contei.
Eu carregava a princesa num caminho desviado. Ela nem deu conta
desse desvio. Levei a senhora para a margem do rio, deitei-lhe sobre a
relva macia. Fui ao rio buscar um pouco de água. Molhei a cara dela e o
pescoço. Ela respondeu um arrepio, aquela máscara de pó começou de
desmanchar. A princesa respirava aos custos. Olhou em volta e
perguntou:
- A estação?
Resolvi mentir. Disse que era ali, mesmo ao lado. Estávamos
naquela sombra só para esconder dos outros que esperavam no pátio
da estação.
- Não podemos ser vistos, é melhor esperar o comboio neste
esconderijo.
Ela, coitada, me agradeceu os cuidados. Disse que nunca tinha visto
um homem tão bondoso. Pediu que lhe acordasse quando fosse a hora;
estava muito cansada, precisava repouso. Fiquei a olhar para ela,
apreciar sua tão próxima presença. Vi os botões do seu vestido,
adivinhei toda a quentura que estava em baixo. O meu sangue ganhou
pressas. Ao mesmo tempo, eu sofria medo. E se o patrão me apanhasse,
ali no meio dos capins com a sua senhora? Era só apontar o focinho
escuro da espingarda e disparar-me. Foi esse receio de ser
espìngardado que me travou. Fiquei demorado, só olhando aquela
mulher no meu colo. Foi então que o sonho, mais uma vez, me
começou a fugir. Sabe o que senti, senhor padre? Senti que ela já não
tinha o seu próprio corpo: usava o meu. Está a perceber, padre? Ela
tinha a pele branca que era a minha, aquela boca dela me pertencia,
aqueles olhos azuis eram ambos meus. Era como se fosse uma alma
distribuída em dois corpos contrários: um macho, outro fêmea; um
preto, outro branco. Está-se a duvidar? Fique a saber, padre, que os
opostos são os mais iguais. Não acredita, veja: o fogo não é quem se
parece mais ao gelo? Ambos queimam e, nos dois, só através da morte
o homem pode entrar.
Mas se eu era ela, então, estava eu a morrer no meu segundo corpo.
Assim, me senti enfraquecido, desistido. Caí ao lado dela e ficámos os
dois sem mexer. Ela, de olhos fechados. Eu evitando a sonolentidão.
Sabia que se fechasse os olhos, nunca mais havia de abrir-me. Eu já
estava muito interno, não podia descer mais. Há momentos que
ficamos muito parecidos com os mortos e essa semelhança dá força aos
defuntos. É isso que eles não perdoam: é nós, os vivos, sermos tão
parecidos com eles.
E sabe como salvei, padre? É porque enfiei os braços na terra
quente, como faziam aqueles mineiros moribundos. Foram as minhas
raízes que me amarraram à vida, foi isso que me salvou. Levantei, todo
suado, cheio das febres. Resolvi sair dali, sem demora. A princesa
ainda estava viva e fez um gesto para me parar. Desprezei o pedido.
Voltei para casa enquanto sentia aquele mesmo aperto de quando
abandonei os sobreviventes na mina. Quando cheguei, disse ao patrão:
encontrei a senhora já morta, numa árvore perto da estação.
Acompanhei-lhe para ele mesmo confirmar. Na tal sombra, a princesa
ainda respirava. Quando o patrão se baixou, ela agarrou os ombros
dele e disse:
- Anton!
O patrão ouviu aquele nome que não pertencia-lhe. Mesmo assim
beijou a testa dela, carinhoso. Fui buscar a carroça e, quando a
levantamos, ela já estava morta, fria como as coisas. Do vestido dela
caiu, então, uma carta. Eu tentei apanhar mas o patrão foi mais rápido.
Olhou com admiração o envelope e depois me espreitou o rosto. Fiquei,
de queixo no peito, receando ele me perguntasse. Mas o patrão
machucou o papel e meteu-lhe no bolso. Fomos em silêncio até casa.
No dia seguinte, eu fugi para Gondola. Até agora estou lá, no
serviço dos comboios. De vez em quando, venho até Manica e passo no
velho cemitério. Joelho-me na campa da senhora e peço desculpa nem
eu sei de quê. Não, por acaso, até sei. Peço perdão de eu não ser aquele
homem que ela esperava. Mas esse é só um fingimento de culpa, o
senhor sabe como é mentira esse meu joelhamento. Porque enquanto
estou ali, frente à campa, só lembro o sabor do corpo dela. Por isso lhe
confesso este azedo que me rouba o gosto da vida. Já pouco falta para

eu sair deste mundo. Mesmo já pedi licença a Deus para morrer. Mas
parece Deus não escuta esses pedidos. Como diz, padre? Não devo
falar assim, desistido? Se é assim que eu me lembro de mim, viúvo de
mulher que não tive. É que já me sinto tão pouco. A única alegria que
me aquece, sabe qual é? E quando saio do cemitério e vou passear nas
poeiras e cinzas de antiga mina dos russos. Aquela mina já fechou,
faleceu junto com a senhora. Eu caminho-me lá sozinho. Depois sento
num velho tronco e olho para trás, para esses caminhos onde pisei. E
sabe o que vejo, então? Vejo duas pegadas, diferentes, mas ambas
saídas do meu corpo. Umas de pé grande, pé masculino. Outras são
marcas de pé pequeno, de mulher. Esse é o pé da princesa, dessa que
caminha ao meu lado. São pegadas dela, padre. Não há certeza maior
que eu tenho. Nem Deus me pode corrigir desta certeza. Deus pode
não me perdoar nenhum pecado e eu arriscar o destino dos infernos.
Mas eu nem me importo: lá, nas cinzas desse inferno, eu hei-de ver a
marca desses passos dela, caminhando sempre a meu lado esquerdo.






26 maio, 2015

TOP 5 – Vilã



Evil Queen ( Rainha Má) - ONCE UPON A TIME

            Como sabemos, a série “Once Upon a Time” ou “Era uma vez”,  que atualmente está na sua 4ª temporada, tem uma das mais amadas/odiadas vilãs dos últimos tempos, interpretada pela atriz Lana Parrilla) , além de possuir uma narrativa diferenciada mostrando dois mundos distintos ( real x contos de fadas) dentro de uma mesma narrativa. Regina, é a vilã da vida real, prefeita da cidade e também mãe de Henry, já a Rainha Má, é a bruxa poderosa que lançou a maldição nos habitantes fazendo-os esquecer de seus verdadeiros personagens. Além disso, as personagens criam armações e causam barreiras na vida da protagonista Emma Swan e sua mãe, Branca de Neve. Embora, seja vilã, muitos fãs defendem-na rainha com unhas e poções mágicas dentes.   ( Lorraine)



Cruela - ONCE UPON A TIME

Também da série “Once Upon a Time” ou “Era uma vez”, a personagem Cruela, já conhecida pelo público por causa do filme “101 dálmatas” da Disney, agora dá as caras na série OUAT. A vilã apareceu na quarta temporada, já não bastando uma vilã de peso, a personagem adentra na série para juntar-se as outras vilãs. ( Nathália)



Dahlia – THE ORIGINALS ( 2ª Temporada)

Dhalia é uma bruxa muito poderosa, que guarda uma forte mágoa de sua irmã, Esther.  Por causa de um acordo está destinada a matar a primogênita Hope, filha do híbrido Klaus, com a lobisomem Hayley, e para isso tentará destruir toda família de vampiro originais como Elijah e Rebekah. A personagem aparece na 2ª temporada, desencadeando uma série de problemas, além de matar um dos personagens mais queridos da série, o lobisomem Aiden. Putz, SPOILER AQUI !!!! (Loyane)



Petra -   JANE THE VIRGIN ( 1ª Temporada)

Petra é a vilã da série “Jane the virgin”, é uma mulher ambiciosa e de índole duvidosa. Ela manipula Jane, para roubar o galã Rafael dos braços da mocinha.( Rênia)



Lilith ( 3ª e 4ª Temporada)- SUPERNATURAL

Lilith é uma das vilãs da série Supernatural, a “demônia”, baseada na personagem mitológica de mesmo nome,  aparece na 3ª temporada desencadeando vários problemas para os irmãos Winchester  ( Dean e Sam). Além de ser uma das “criaturas de sua espécie” mais poderosa, a personagem encarna em corpos diferentes durante a série. Consequentemente, várias atrizes interpretam-na, como  Sierra McCormick ( criança) e Katherine Boecher(adulta) que aparecem na 3ª e 4ª temporada respectivamente. Vale lembrar, que vê a vilã no corpo de uma criança foi inusitado.  (Ronald)

Vale lembrar que nós, da EQUIPE ELEA, assistimos muitas séries, portanto essas são nossas personagens favoritas DO MOMENTO. 


Abraceijos !!!


23 maio, 2015

As Faces de Geni







      A EQUIPE ELA preparou um minissérie baseada na música “Geni e o Zepelim” do compositor Chico Buarque de Holanda, apresentaremos alguns capítulos ampliando o sentindo da canção. Os capítulos serão inscritos baseados na análise da música, as vozes que falam por Geni, o ódio que a sociedade sente por essa mulher e o discurso impregnado de cada personagem-morador e instituição que aparece no contexto musical. Aproveite a riqueza da letra da música de Chico.
Escute a música, leia os capítulos e se aventure nessa história de sedução e falso moralismo, construído pelo Entrelinhas e Afins.




Era mais um dia típico na cidade, Geni chegara com a mesma roupa de sexta-feiras, vestido vermelho puído que marcava seus seios, um par de brincos presenteados por um de seus amantes, e calçando sapatos gastos, porém de boa qualidade. Observei sua expressão satisfeita devido à noite anterior, sinal que muitos homens passaram por sua mãos, que se corpo esguio deitou em  muitos lençóis. Todo dia era a mesma coisa, mas a sexta, as meninas voltavam com o bolso pesado.
Aquela sua cara de vadiazinha demonstrava o quanto era impura, e não digna de estar presente nesta cidade. Esta cidade sempre foi local de moradia de pessoas de fé e respeito, por isso as crianças não deveriam olhar para sua face “nojentinha”, no mesmo instante seus pais a trocavam de calçada para não respirarem o mesmo ar na qual aquela galinha respirava.
Geni,era aquela que todos procuravam quando não tinham dinheiro para pagar uma prostituta decente. Havia um marinheiro, recém-chegado ao cais, se hospedou em uma espelunca de quinta categoria. Cheirava mal, tinha barba grande e pouco dinheiro para permitir na cidade. Certo dia, o homem das cavernas, esbarrou com a “nojentinha”, e como não tinha dinheiro para ter uma dama melhor para esquentar sua cama, pegou-a à força e jogou no sótão do navio, e a tomou-a. A "nojentinha" gostou. Gostava de ser pega à força e maltratada como um animal.
Como toda manhã era costume, eu e minhas amigas da igreja, com a benção do Fábio Zézinho, atirávamos pedra na casa da "nojentinha", aos poucos o restante do povo juntou-se, gritando:

“Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!”. 

Como seria se o elenco de "Pretty Little Liars" fosse brasileiro ?


             Entrando no clima da Equipe ELEA , você já imaginou como seria se "Pretty Little Liars"  fosse feito aqui no Brasil? Quem interpretaria nossas personagens prediletas? Vamos conhecer as atrizes que interpretarão Aria, Emily, Hanna e Spencer:


      Manu Gavassi (direita), como Aria Montgomery: as atrizes são MUITO parecidas, incrível. Dá até para confundir as duas, rs. Porém, apesar de serem belas e ditarem moda, Manu tem os cabelos mais claros, além de ser mais nova.  Grande diferença, não é? As duas são divas, e merecem nosso destaque. 




    Fernanda Machado (direita) , como Spencer Hastings: a atriz brasileira que atuou na novela “Amor à vida”, também se parece muito com a atriz da série americana. As belas são altas, magras, cabelos ondulados e longos, além te terem um rosto fino.

  



       Isabelle Drummond (direita) , como Hanna Marin:  famosa por interpretar a boneca de pano Emília, do Sítio do Pica Pau Amarelo, Isabelle apareceu loirííííssimaaaaa na novela das sete, “Geração Brasil”. A atriz com suas madeixas douradas e onduladas é a escolha certa para a personagem mais popular da colégio das “maldosas”. Vale lembrar que atriz brasileira é uma das melhores atrizes de sua geração, e com um vasto currículo televisivo. 




          Yanna Lavigne (esquerda) , como Emily Fields : A atriz que atuou na novela “Além do Horizonte”, é morena, bela e além de tudo tem os lábios semelhantes ao da atriz americana. Apesar de não serem tão semelhantes, seria MA-RA-VI-LHO-SO assisti-la em cena.



Eaí, gostou ? Só estamos começando ....
Já já faremos outra comparação legal !!
     
      Abraceijos, eleanáticos !!!!


20 maio, 2015

E se "The Vampire Diaries" fosse estrelado por atores brasileiros?

Você já imaginou como seria se The Vampire Diaries fosse feito aqui no Brasil? Quem interpretaria nossos amados personagens? É claro que eles são insubstituíveis, mas o Entrelinhas&Afins escolheu alguns atores que, ao nosso olhar, seriam a escolha perfeita para interpretá-los caso fosse uma série brasileira.

♥ Elena Gilbert e Katherine Pierce como Thaila Ayala: as atrizes tem expressões muitos parecidas, tanto como Elena Gilbert, quanto como Katherine Pierce, com o cabelo mais volumoso. Ambas são lindas e carismáticas. Nina Dobrev é insubstituível, mas essa foi uma ótima escolha para TDV versão Brasil, vai?!





♥ Damon Salvatore como Bruno Gagliasso: com terno e barba lisinha ou casual com barba os dois se parecem muito. Além do estilo conquistar e um pouquinho psicopata de seus papéis na TV - rs.



♥ Stefan Salvatore como Thiago Fragoso: vai dizer que esse sorriso e esse cabelo não se parecem?! Sem dizer o estilo bonzinho de seus papéis.



♥ Caroline Forbes como Sophia Abrahão: Meigas e loiras, mas ao mesmo tempo fortes e agitadas. As lindas têm muito em comum.



♥ Bonnie Bennett como Sheron Menezes: é incrível a semelhança dessas duas. Compare as fotos, até o corte de cabelo é parecido. Lindas!



♥ Jeremy Gilbert como Thiago Rodrigues: o sorrisinho sem graça não é o mesmo?! Rs



♥ Matt Donovan Como Jonatas Faro: esses dois não tem nem o que discutir. Parecem até irmãos!



♥ Tyler Lockwood como Caio Castro: o estilo marrento dos dois tem tudo a ver!



♥ Alaric Saltzman como Murilo Benício: Ambos são mais velhos e experientes. E apesar de Alaric ser mais loiro, os dois são muito parecidos.



♥ Lorenzo como Ricardo Pereira: Em quesito beleza, não sei qual dos dois ganharia. Outra caracterísica é que ambos tem sotaque, embora o de Enzo seja britânico e o de Ricardo o português de Portugal, que acrescenta todo um charme.



♥ Olivia Parker(Liv) como Lua Blanco: uma das comparações mais parecidas Rosto, cabelo, personalidade...



♥ Josette Parker(Jo) como Ana paula Arósio: Olhos azuis, cabelo negros e rostos marcantes. O que elas tem de diferente, afinal? Acho que quase nada.



♥ Jenna Sommers como Letícia Spiler: Jenna já não está mais na série, mas ela merece um lugarzinho aqui. O que você acha dessa comparação? São parecidas? O cabelo e as expressões faciais são bem parecidos.



○ BONUS:

♥ Niklaus Mikaelson como Rodrigo Hilbert: apesar dos irmãos originais já terem sua própria série, os dois tem traços bem parecidos, então vale a pena ressaltar essa comparação. Ambos são loiros, lindos e sedutores!


E aí? O que achou? As escolhas foram adequadas ou alguma não foi cabível? Comente!







16 maio, 2015

Lançamento do livro “Corações em Guerra”, da escritora Elysanna Louzada



Mês passado, no dia 29 de Abril, nossa querida e parceira escritora Elysanna Louzada lançou “Corações em Guerra”, terceiro e último livro da trilogia “Herdeiros do Trono”, o evento ocorreu no Supermercado Vila Verde, em Vargem Alta.

( Elysana, em Barcelona )


O evento foi um sucesso, contou com um público variado desde adolescentes até crianças, os atores Larissa Agrizzi e Renato que interpretaram os personagens Isabel e Tommy, e interagiram com o público, algo diferente em nossa região. Elysanna, mais uma vez causando! 


Recentemente, à escritora, revelou em sua rede social que “Herdeiros do Trono”, havia sido implantado pela escola Charles Darwin, de Vila Velha, uma ótima notícia para os fãs de Elysanna. (Parabéns, Ely)!  Lembrando que Elysanna Louzada também escreveu “Círculo de Fogo”, da mesma trilogia e também “Uma lição de amor” e o infantil “Eu sou o galo”.

Esses dias, Elysanna, em conversa com o “ELEA”, comentou sobre o evento “O lançamento foi ótimo. Estávamos num clima divertido e descontraído. Os personagens Tommy e Isabel foram a cereja do bolo: encantaram os leitores e fãs da série”.

 Espero que Ely faça um novo lançamento em breve, e que o próximo seja aqui em Cachoeiro. Desejamos sucesso e vida longa para a autora. Qualquer novidade conte-nos em primeira mão por favor, rs.

Até uma próxima.

Abraceijos.

Fotos do lançamento de "Corações em Guerra"
Fonte: fan page  da escritora 









GENTE COMO A GENTE - com Viviane Paz

Entrevistada: Viviane Paz

   Vivi, para os íntimos, além de ser apaixonada por letras é também esposa e mãe da Larissa e do Lucas. Dona de um humor “viviânico”, é compressível, sensível e totalmente tranquila. Pode até parecer durona de longe, porém tem um coração  de mãe , que cabe todo mundo.  

Por que Letras?                               
                                                                   
Letras  é minha paixão. Quando terminei o Ensino Médio, em 1997, e fui tentar vestibular, fiz Letras- inglês, mas não conclui. Parei no 3º ano, mas a vontade de fazer uma faculdade sempre esteve comigo. E, como gosto de concursos, a necessidade do Ensino Superior surgiu. Então, em 2012, surgiu a oportunidade. Uni o útil ao agradável. Daí tentei e consegui. Afinal, nós não escolhemos Letras. Letras que nos escolhe.

Ler, escrever ou declamar?

Ler sempre, não apenas por necessidade, mas por prazer. Gosto de escrever também , mas não gosto de mostrar o que escrevo, apenas para poucos. Afinal, sou bem introspectiva.

O que te inspira?

O momento. Às vezes vejo algo que fico pensativa,e quando vejo sai uma ideia.

Poema, Crônica ou Best Seller? Por quê?

Crônica. Gosto de leituras rápidas, dinâmicas. Sou assim na vida também, não tenho tempo a perder.

Personagem marcante:

A personagem da crônica “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector, ela mudou minha concepção de leitura.

Música preferida:

Sou eclética, gosto de quase tudo, depende do momento. Mas a música do momento é Chamado, 4x1.

Autor preferido:

Leio muita coisa, mas gosto muito de Max Lucado.



Livro preferido:

Meu livro preferido é “O monge e o executivo”, de James c. Hunter.



Para você : Literatura é  .....

Uma fonte inesgotável de prazer, um refúgio, o que falta para a humanidade...