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29 julho, 2015

SEMANA LITERATURA BRASILEIRA NO ELEA - Dom Casmurro ( Machado de Assis)

A primeira dica do nosso especial “SEMANA LITERATURA BRASILEIRA NO “ELEA” é a obra clássica Dom Casmurro, do ilustre Machado de Assis, não tem como falar de clássicos brasileiros sem lembrar-se de Joaquim Maria Machado de Assis, quer dizer Machado de Assis.


A obra foi publicada no fim do século XIX, época de grandes transformações sociais e políticas como o fim do Império, Dom Casmurro, é o título devido a personalidade nada amigável de nosso protagonista Bento Santiago, o mesmo que narra a história e nos revela tudo à sua maneira. A maior parte do clássico fala da infância de Bentinho, em um dos momentos Bentinho vai para o seminário por conta de uma promessa que sua mãe, Dona Glória, fizera após seu primogênito falecer. Aliás, no convento que o rapaz conhece seu melhor amigo, Escobar. Porém, a mãe de Bentinho,  consulta o bispo e acaba cedendo a sua promessa, pensando em outra forma de cumprir sua tarefa. Vale lembrar que ele já era completamente apaixonado por Capitu. 


A narrativa continua com o nascimento de Capitolina, filha de Escobar e Sancha, enquanto Bentinho e Capitu não conseguem ter filhos. Algum tempo depois, uma tragédia acontece: Escobar morre afogado. Daí inicia-se uma série de desconfianças, pois Bento repara o modo de Capitu olhar o corpo de Escobar no velório, com isso o mesmo começa a perceber semelhanças entre seu falecido amigo, e seu filho Ezequiel.


Vale lembrar que antes dos dois se casarem Bento já demonstrava sinais de ciúmes como no trecho “quando vi que os homens não se fartavam de olhar para eles, de os buscar, quase de os pedir, e que roçavam por eles as mangas pretas, fiquei vexado e aborrecido”.
Após o velório, a história desencarreta inúmeros momentos de questionamentos sobre a moral de Capitu e se ele era mesmo o pai de Ezequiel, num momento tenso Bento chega a oferecer café envenenado para seu filho, mas acaba recuando e diz ao menino que não é seu pai. O mais intrigante da narrativa é que grande parte dos sentimentos eram transmitidos por meio do olhar de Capitu – olhos  de ressaca e de cigana oblíqua.


Esse lance de traição é o que menos importa, o que mais vale se atentar o jogo de palavras e situações que contornam a história. A obra Dom Casmurro, situa-se no período literário do Realismo, também a narrativa machadiana é marcada por reflexões profundas que marcam o estilo deste escritor.
Outro dica muito bacana é pra quem gosta de novela e afins, no ano de 2008, a Rede Globo estreou a minissérie de 5 capítulos, intitulada “Capitu”, baseada no clássico machadiano, no elenco tinha Maria Fernanda Cândido, Letícia Persiles, César Cardadeiro e grande elenco.


Este ano também postamos uma RESENHA CRÍTICA – do livro “Ciumento de Carteirinha”, do escritor Moacyr Scliar, que faz uma espécie de releitura do clássico – você pode conferir aqui.  

Abraceijos, amanhã tem mais clássicos !!! 

Um comentário:

  1. Olá!

    Muito legal a proposta da sua semana, é legal conhecer mais a literatura brasileira! Já li Dom Casmurro e não gostei muito, não gosto muito do autor, mas até hoje fico intricada em saber se Capitu traiu ou não traiu rs

    Beijos,
    http://www.mademoisellelovesbooks.com/

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