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01 setembro, 2015

Resenha: Karina, de Virgínia Tamanini

A obra da escritora capixaba Virgínia Tamanini narra as desventuras e dificuldades enfrentadas pelos imigrantes italianos que vieram para o Espirito Santo atrás de ouro e em busca de uma vida melhor. Karina, protagonista-título, descreve a rotina e os enlaces percorridos por seu grupo, a personagem que foge com seu recém- marido, Arthuro, embarca juntamente com sua melhor amiga, Landa, e seu marido, Paolo, para as terras da América na qual se ambienta a trama.

A personagem descreve a narrativa desde a viagem no “fenelon” e os perrengues como a infestação de piolhos por conta da falta de água no navio, a chegada à hospedagem dos imigrantes – uma espécie de barracão para imigrantes, as dificuldades enfrentadas na diferença de idiomas e também com a falta de medicamentos, as primeiras mortes por conta dos perigos da mata como cobras e onças até a formação de uma nova família juntamente com Lessandro – segundo marido de Karina e seus enteados.
Além disso, mostram-se como os imigrantes mesclaram-se com os contrastes e tradições da América, somando assim uma diversidade de cultura tanto na culinária, tanto na religião, pois os imigrantes foram se adaptando aos costumes do Brasil e sua peculiaridades.
O romance capixaba detalha sobre o processo de formação das cidades de Ibiraçu, Santa Teresa e São Roque do Canaã, além de diversas vezes referenciar as cidades de Vitória, Cachoeiro e também Vila Velha, por meio do Convento da Penha e a fé dos colonos.

Virginia Tamanini utiliza a obra para representar o sonho de milhares de imigrantes que deixam sua terra natal em busca de uma vida melhor, assim “Karina” torna-se uma importante obra dentro do contexto literário capixaba por ilustrar de maneira fictícia a formação das cidades formadas por imigrantes e cultura desse povo.


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