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27 novembro, 2015

Crônicas de um pesadelo quase esquecido - Parte 4

Por: Nayla

Estão todos mortos - diziam os soldados, em alemão, enquanto caminhavam descuidosamente sobre os corpos. Eu estava lá, tentando de todas as formas controlar minha respiração, enquanto um deles pisava displicentemente em meus dedos. Diferentemente dos demais, eu sobrevivi, mas eles não podiam saber, ninguém podia. A essa altura dos acontecimentos ninguém era confiável, muito menos soldados desconhecidos.


Algumas horas depois, quando o som dos coturnos e fuzis se distanciaram em seus carros, o silêncio pairou sobre a imensidão. Levantei-me rapidamente e peguei entre as bagagens dos mortos todos os suprimentos que me podiam ser úteis. Um pouco de água, uma embalagem qualquer contendo algum biscoito, uma faca, uma corda e um pouco de chá. Minha perna direita tinha um corte profundo com um sangramento que se estendida pela minha coxa.  Estanquei o sangue amarrando bem firme com um pedaço de pano que encontrei. Sei que precisaria de pontos, mas não havia instrumentos necessários ali e eu não podia perder tempo com isso.
Sinto o vento soprar mais forte, olho para trás, vejo o mar. Meus cabelos castanhos voam e tocam minha pele pálida e úmida. Olho para o outro lado além das montanhas. Eu sei que chegou a hora da despedida. Não sei bem onde estou, mas sei que é longe e tenho certeza que nunca mais estarei em casa. Minhas mãos frias tocam o colar em meu pescoço, uma lágrima quente escorre no meu rosto, meus pensamentos estão com Said, mas sei que nunca mais o verei e nunca saberei se ele sobreviveu.
Não há tempo pra isso, digo a mim mesma. Coloco o colar dentro da blusa e enrolo rapidamente o véu sobre a cabeça. Ninguém pode saber quem sou, nem me reconhecer, caso contrário estarei morta. Termino de arrumar minhas coisas, acaricio o rosto de uma criança e faço uma prece pelos mortos. Sigo em frente, sem olhar para trás, sem lágrimas, como ele faria, como sempre fizemos.
Após quase um mês caminhando sozinha em terras desconhecidas finalmente avisto uma cidade aparentemente abandonada. Mas todo cuidado é pouco quando se trata de lugares assim, afinal há grupos de saqueadores por toda parte e costumam se violentos quando encontram mulheres sozinhas e não estou forte o suficiente para lutar.


O mundo não é mais o mesmo. Um século marcado por de conflitos políticos, econômicos, sociais e étnico-religiosos nos transformaram em objetos de um sistema apodrecido e fétido. Destruímos quase todos os recursos naturais e hoje água potável é artigo de luxo na torneira dos poderosos. Epidemias, fome e miséria são as marcas que carregamos na pele. Continentes inteiros foram devastados, a humanidade está se dissipando. Perdemos nossa identidade como indivíduos, como nação, como humanos.


Estamos em meio a uma guerra sem precedentes. O mundo está dividido. Grupos de Rebeldes de todas as causas estão por toda a parte, cada um lutando por seu próprio objetivo. Muitos países não existem mais, são considerados “inativos”. Seus habitantes tornaram-se eternos imigrantes, tentando encontrar abrigo em algum, lugar. A maioria não sobrevive.


Os poderosos que governam o mundo tentam controlar a situação com seu exército super armado destruindo a tudo e a todos que possam ser “ameaça” aos “cidadãos de bem”. Ah, os cidadãos de bem são a elite que habita os países considerados “ativos”. Esses lugares são constantemente vigiados, pois sempre sofrem ataques dos “rebeldes”, que sempre são mortos. Imigrantes não podem mais entrar nos países “ativos”, tem que aguardar uma solução do governo, ou seja, a morte. Algumas pessoas vivem nas fronteiras dos países ativos pois de tempos em tempos eles jogam água contaminada e restos de comida, também lançam bombas, mas isso é só um detalhe, pois não há lugar seguro, não neste planeta.

Finalmente estou num abrigo, mas não sei se isso é uma coisa boa. Foi estranho como cheguei, não havia planejado isso. Estava num beco da tal cidade abandonada quando encontrei Dani. Jovem, aparentava ter seus dezenove anos, cabelos castanhos presos numa trança mal feita, vestida num macacão, uma blusa rosa e tênis Nike encardidos. Ela pareceu assustada quando me viu. Minha primeira reação foi falar em árabe. Ela calmamente tentou se comunicar comigo, falando em português, mas eu continuei a farsa. Conheci muitos brasileiros e sempre tive bastante contato com o idioma, mas não sei por que aquele disfarce me pareceu perfeito para a ocasião.


Dani me levou para o abrigo, me deu comida e água. Eu disse a todos que me chamava Nayla e decidi que fazer a árabe assustada e frágil seria minha melhor proteção, afinal não somos bem vistos no mundo. As pessoas têm medo que possamos explodir a qualquer momento, e no meu caso, as coisas realmente poderiam explodir se alguém descobrisse quem sou.
O tal abrigo, não pode ser chamado de “lugar seguro”, pois poderia ser facilmente arrombado ou descoberto. O lugar é escuro e úmido. Quando cheguei a comida e a água já eram escassas, o que me levava a crer que logo teremos que sair daqui, então temos que racionar tudo. No total somos oito pessoas, não posso dizer que as melhores companhias para o fim do mundo.
Dani é a mais falante e mais ansiosa também, anda sempre de um lado pro outro, roendo as unhas e enrolando os cabelos. Por enquanto é a pessoa que tenho mais próxima, afinal ela me trouxe pra cá. Sinto-me um pouco desconfortável de ter que mentir pra ela, mas é necessário pra sua própria segurança.
Íris é uma jornalista, ela é jovem e bonita. O olhar compenetrado atrás dos óculos está sempre procurando respostas e soluções em seus equipamentos tecnológicos sucateados. Ela se considera a líder do grupo, apesar de muitos simplesmente ignorarem o fato de haver uma liderança ou um grupo.
Aparentemente há uma tensão entre Iris e Marcos, mas ainda não sei bem o que é. Às vezes eles discutem, mas estão sempre juntos. Talvez ele esteja apaixonado por ela. Não sei muito sobre Marcos, apenas que ele tem duas mães maravilhosas e se orgulha muito disso, mesmo tendo sofrido com discriminação durante grande parte de sua vida. Ele é um militante da causa LGBTS.
 Felipe sempre tenta entrar no meio das conversas acaloradas de Íris e Marcos dando algum palpite ou falando de uma ideia mirabolante que ele viu na internet ou em algum seriado. Ele parece bem nerd, mas ninguém da importância ao que ele diz. É só um adolescente, diz Íris sempre que ele fala. A Carolina passa os dias fazendo suas orações. Ela é muito religiosa e acredita que tudo o que está acontecendo é um castigo divino pelo pecado humano.
Além desses, tem o Leonardo, que um tipinho bem particular. Metido a galã, vive com os botões da única camisa já desgastada abertos, tentando seduzir alguém com seu suposto abdômen sarado. É engraçado como ele insiste em arrumar o topete loiro todas as manhãs no único pedaço de espelho que temos. Vive jogando seu suposto charme para Dani. Chega a ser engraçado ver como ela se irrita.
Aparentemente Indiferentes a tudo estão Julia e Lucas que são dependentes químicos. Passam os dias se drogando com qualquer coisa que encontram. Parecem alienados, mas cada um tem sua própria forma de lidar com a situação. Assim como a comida suas drogas também estão acabando e não saberemos como eles reagirão.



Os dias se passam e tudo parece se agravar. Não temos mais comida e a convivência começa a ficar insuportável. É madrugada, em algumas horas sairemos em busca de suprimentos. Tudo lá em cima parece calmo e silencioso, até que um ruído agudo e ensurdecedor nos surpreende. Todos se deitam no chão esperando o desconhecido. Seguro firme a minha faca. Tenho em mim uma única certeza: preciso sair daqui.

Autor do capítulo: Clege Rocha

25 novembro, 2015

Crônicas de um pesadelo quase esquecido - Parte 03

                                      15 de novembro de 2020 – 
                                                   Por: Felipe

Estou ficando de saco cheio dessa ‘’aventura’’ nesse lugar aqui. Queria tanto estar esse momento na minha casa, jogando vídeo game e conversando com minha namorada Karen. A Dani está uma verdadeira mala, reclamando todo dia disso aqui.

Todos sabemos que isso está sendo um porre, mas ela faz questão de falar isso todo santo dia. Acabei parando aqui por causa da minha madrasta, a Grayce, que é uma vereadora corrupta e insistiu para que eu viesse para cá, dizendo que seria uma boa experiência, mas eu não sabia que ia servir como rato de laboratório, como fala Dani. O pior de tudo está sendo a falta de comida, água e até de internet. Não temos como tomar banho e o cheiro desse lugar só piora, porque não tem banheiro que presta, nem nenhuma outra coisa que temos em nossas casas. Leonardo tentou pegar a Dani um dia desses, mas parece que terminou com Lívia, depois de ela estar toda drogada. 



Íris acaba se salvando nesse grupo de bestas e idiotas, mas brigou ontem com Dani, já que Dani fica falando que Íris sabe de mais coisa do que fala. Eu sei que temos que ficar unidos, porém não está nada fácil a convivência com a Dani. Essa garota mimada que veio de um bairro nobre de São Paulo adora ostentar suas origens ricas e fica humilhando os outros. Fico com medo de que acabe acontecendo algo pior que os atentados a Paris nessa semana aqui, porque está quase explodindo e eu também.


Até agora não tenho nada contra Lucas, já que ele parece ser um cara legal, mas outra pessoa que parece ser meio falsa é Nayla, porque eu acho que essa história de Síria e de língua estranha é tudo farsa dela para ficar de boa com a gente. Tomara que eu esteja enganado e ela tenha feito isso para arrancar informações desse cara, mas se ela for mesmo da Síria, não vamos entender nada que ela vier nos falar. 




Estou com muita saudade da Karen e do Rex (verdade, nome muito clichê para cachorro), meu labrador. Acho que tem gente que não anda gostando de mim por aqui. A Dani é uma delas, vive olhando de forma estranha para mim. E eu não faço a mínima ideia do motivo, mas nem ligo para isso. Tem gente também falando que eu sou um nerd que não ajuda em nada, mas eu estou muito cansado de tudo isso. Tomara que essa chatice acabe logo para eu voltar para a minha casa e sair desse pesadelo infernal. 

23 novembro, 2015

Resenhas do Abou - Operações Especiais

Por Vitor Abou 


  Não restam dúvidas: os filmes policiais conquistam cada vez mais espaço no cinema nacional. Antes da estreia, muitos imaginavam uma certa cópia do sucesso “Tropa de Elite”. Já em seu primeiro trailer, o filme surpreendia por apresentar Cléo Pires em um papel totalmente diferente dos outros já feitos por ela, na pele de uma policial insegura, em uma operação de controle do crime em uma pequena cidade do interior.



A história do filme em questão se passa na cidade fictícia de São Judas do Livramento, para onde foram enviados vários policiais considerados honestos para a resolução da alta criminalidade na região, que ganhou mais visibilidade com a morte de crianças. A esse ponto, Francis (Cléo Pires) já é uma novata da polícia, que antes trabalhava na recepção de um hotel, e é levada para tal expedição. Nessa expedição, Francis sofre bastante com as brincadeiras machistas dos outros policiais, por ser a única mulher do grupo, e presencia cenas de apostas sobre o futuro dela, que para muitos seria sua saída em pouquíssimos dias, porém ela resiste, mesmo sofrendo, e encara dia após dia, superado seus limites para demonstrar que é capaz.


De uma forma não tão direta, o filme também mostra que existem vários policiais no Brasil que são enviados para missões importantes sem muito preparo, como é o caso da protagonista, que queria ocupar somente cargos administrativos na Polícia Civil. A chegada dessa polícia honesta é uma parte que me agradou bastante. Uma cena que mostra mais uma vez sobre o machismo nessa profissão é quando Francis vai à delegacia de São Judas do Livramento, fala com o policial presente, mas esse a ignora, já que fala no telefone, porém a novata insiste, e o policial ignora-a novamente, até que o policial interpretado por Thiago Martins aproxima-se e mostra seu distintivo, fazendo com que o policial local desligue o telefone.


A recepção da população aos novos policiais, inicialmente, é de forma comemorativa, com aclamações. Com o tempo, os policiais vão desvendando outros problemas dessa cidade, não somente a questão da criminalidade, mas também a corrupção e as falcatruas. E como era de se esperar, essa forma estreita de cobrar as leis acaba incomodando a população e pessoas de grande importância na cidade, como políticos.
Dessa forma, há uma total inversão de papéis, já que a polícia passa a ser inimiga da população. Um dos temas principais abordados no filme é justamente se a sociedade brasileira está pronta para uma polícia honesta, justa e correta.

A direção do filme é excelente, sobressaindo-se em relação ao roteiro, que também é muito bom, porém com alguns deslizes. As cenas de ação merecem destaque por serem muito semelhantes aos conflitos reais entre polícia e o crime. Algumas delas ainda são gravadas em primeira pessoa, deixando o espectador mais próximo da situação. Uma cena também de destaque nesse ponto é quando os policiais trocam tiros com os bandidos na favela, os bandidos são vistos pulando os telhados das casas e se aproximando cada vez mais dos policiais.  Assim dando uma impressão de proximidade com a tela e o público que assiste ao filme.
As atuações também merecem os devidos elogios, como Marcos Caruso, na pele do delegado Paulo Froes, que lidera o grupo de policiais e é extremamente rígido e até sarcástico em certos momentos, e Cléo Pires, que faz um papel não muito fácil, mas de forma esplêndida, demonstrando nitidamente a insegurança, a tensão e o medo que tomam sua personagem nas expedições. Um ponto que poderia ser melhor explorado é o romance entre Francis e Décio (Fabrício Boliveira), já que tal aspecto não é abordado profundamente, foi feita uma abordagem um pouco superficial e rápida, que poderia ter sido melhor explorada, principalmente após a morte dele, já que Francis não se mostra muito abatida.


Ainda falando sobre Décio, acho que o filme poderia demonstrar os outros policiais limpando o nome desse amigo, já que foi anunciado de forma errônea e intencional seu envolvimento com o tráfico de drogas.

De forma geral, Operações Especiais narra muito bem a atuação da polícia no Brasil e questiona sobre alguns temas ainda presentes na nossa sociedade, principalmente a temática da corrupção. Assisti ao filme no cinema recentemente e recomendo!

Crônicas de um pesadelo quase esquecido – Por: Íris


26 de Outubro de 2020 – 
Por: Íris.

Desde pequena eu queria ser uma repórter, tudo começou quando eu estava no colegial e a professora de artes passou uma pesquisa sobre mitos gregos, descobri então que meu nome, Íris, era a mensageira de Zeus e de sua esposa Hera, ela podia deixar o Olimpo a fim de levar as mensagens para as divindades e aos humanos, ela era considerada uma conselheira e guia. Viajava com a velocidade do vento e ia de um lugar a outro, seja o fundo do mar ou as profundezas do mundo terrestre. Cresci, e me tornei a “mensageira” do maior canal de notícias do país, mas não só repórter, eu também amo a tecnologia, então, também tenho bastante conhecimento nesta área.
 E hoje estamos aqui, cheguei literalmente às profundezas terrestres. Depois do ataque dos governos e das reviravoltas climáticas, o único lugar que era seguro, pelo menos até agora, era em baixo da terra, um esconderijo bem elaborado por meu grupo de sobreviventes para tentar escapar de ser assassinados pelo grupo de exterminadores. Há anos estamos sendo vítimas de falta de água, impostos altos, violência e muitas outas guerras, que antes eram apenas conflitos localizados em países distantes, mas que eclodiram e virou esta grande baderna. Chegamos ao fundo do poço, sem água, comida e qualquer condição de viver dignamente, por semanas.


Mas embora eu ache que o fundo do poço é, além de não poder comer, dormir etc., é ter que conviver com dois usuários de drogas, um maluco esquerdista, uma fugitiva da síria (com medo até da sua sombra) e um galã fajuto de novela.
Ninguém sabe sobre o grupo de exterminadores, para ser sincera, somente minha equipe de buscas, que eu coordenava no jornal, sabia, era sigiloso e, mesmo que eu não saiba qual o paradeiro deles, sei que a informação não pode ser passada muito a frente, pois iria nos prejudicar. Sendo uma medida acordada por todos os lideres, o Grupo Exterminador (GE), sessaria com a vida de todos os diferentes, para que assim, os normais e com chances de formar uma nova nação saudável e que se adaptam as situações adversas.
Seria um massacre. Seria não, já é… o grupo já vem agindo há muito tempo, e faltava muito pouco para conseguirmos delatar para a população, mas as coisas não funcionaram bem para minha equipe e eu. Tudo que me resta é tentar nos manter conectado com o pouco de gambiarra feita por mim e mais alguns ajudantes… Dani estava histérica, a falta de recursos já estava afetando nosso psicológico de uma forma inimaginável, mas ela que me ajudava em conseguir, com o pouco que tínhamos, locais para nos manter, pelo menos, a salvo. Depois de muito tentar, me conectei a rede mais próxima disponível, tomando cuidado para não entregar nossa localização. As notícias não eram nada animadoras, meu serviço de dados e localização mostrava mais um foco de ataque do GE, e era bem próximo de onde estávamos.
— Precisamos sair daqui o mais rápido possível, achei um foco da GE bem próximo de nós, estamos em risco.
Dani correu desesperada para juntar o pouco que restava de suas roupas, os drogados continuaram apagados, eu precisei desconectar toda a minha parafernália, juntei tudo rapidamente e já fui tentando achar um acesso a uma localização próxima e segura. Quando me virei, todos estavam olhando apáticos para mim ainda. Puxei Nayla pela mão, eu não falava a língua dela, mas também não a deixaria para morrer e a Carolina, que estava em pânico. Os outros correram de qualquer jeito. As decisões tinham que ser rápidas, a melhor maneira de nos livrarmos de ser pegos era sair da caverna, mas teria riscos, o GE tinha espiões em qualquer lugar, pessoas que se vendiam em troca de uma ilusória segurança e comida.
— O plano é assim, cerca de dois quilômetros daqui temos uma rua que esta destruída, o prédio da rádio foi explodido, tem escombros por todo lado, mas é nossa última chance, de então passar por um antigo bairro onde havia uma feira, bares, restaurantes, supermercados e outros entretenimentos. Precisamos ser ágeis pegar o essencial para sobreviver sem sermos percebidos, quem for pego já sabe dos nossos combinados.

Dani estava acordando os doidões, eles ainda estavam fora do normal, mas também disse suas recomendações.
— Estamos em uma zona de guerra bonitões, lembre-se que isto não é um filme, é vida real. Tome cuidado e quem ficar, ficou.
Em meia hora saímos do nosso esconderijo e o cenário do lado de fora era grotesco. Cheiro forte de podre oriundos dos corpos jogados por todos os lados estava matando, ver era algo difícil, havia uma névoa cercando o espaço todo, incomodando o nariz e os olhos, tornando tudo ainda pior. Mas o pior estava a caminho, um grupo de atiradores estavam mirando em mais uns degredados filhos e Eva, o perigo estava bem na nossa cara, e agora era tentar passar por aquele obstáculo para ser possível sobreviver aos outros Titãs. 

17 novembro, 2015

Crônicas de um pesadelo quase esquecido - Parte 1

25 de Outubro de 2020

Por: Dani

      Preciso contar a vocês minha história: gostaria de iniciar dizendo um “olá”, mas do jeito que as coisas estão não temos muito tempo a perder com cumprimentos bobos e sentimentalóides. Preciso ser direta. Estamos aqui nessa espécie de esconderijo improvisado, um porão para ser mais exato, na casa de praia de algum desses que me acolheram. Estou com uma turma de sobreviventes, mas ao mesmo tempo estou sozinha. Estamos no cada um por si, e ninguém por todos.


         As coisas lá fora estão indo de mal a pior, a guerra já dominou quase todo o país e nós estamos aqui, como ratos de laboratórios prontos para qualquer tipo de experiência. Olho pro lado, com a ajuda da meia luz ambiente, e vejo meus parceiros de laboratório tentando interagir como se realmente acreditassem que todos fossem sobreviver. Tadinhos, ele ainda tem esperança de viver!
         Não temos água, nem comida, e estamos todos cheirando a esterco, o lugar úmido ajuda a dá sensação de mofo, juntando com o suor de nós mesmos. Felipe esses dias sugeriu bebermos a própria urina, porém Leonardo, metido a corajoso prometera sair para “vê como as coisas estavam”. O galã ainda olhou para mim, tentando fazer um charme, o coitado esquecera que havia 4 dias que ele não escovara dentes, e seu hálito estava parecendo com odor de gambá. Ainda tive que suportar Júlia e Lucas fumando a última pedra de crack, na qual aproveitavam como se fosse à última gota d’água do planeta, o que não deixa de ser verdade.


         Irís, jornalista e metida intelectual, comentou que na última vez que fizera reunião de pauta na emissora na qual trabalha havia burburinhos que nos EUA estavam criando campos de concentração para exterminar grupos isolados. Marcos, outro extremista do grupo, esbravejou com o comentário de Isís e disse que isso era inadmissível, ninguém entendeu sua reação. Depois, descobri que Marcos, era criado por duas mães, por isso sua revolta e o motivo de lágrimas no rosto, misturada com um ódio assustador.
         Ao lado de Marcos, estava Carolina que junto a sua fé rezava e pronunciava palavras desconhecidas por mim. No outro lado estava Nayla, assustada e desconfiada, a moça fugira da guerra da Síria em busca de vida melhor, e acabou desembarcando em outro território de guerra, ela entende algumas coisas que falamos, já nós raramente conseguimos entende-la.

Barulho de canhão ... Lembrei-me da última vez que assisti noticiários: a torre Eiffel estava no chão, destruída, atingida por um ataque de terroristas iraquianos.


         Íris acabou de conseguir se conectar com uma rede wifi, com um de seus quatro aparelhos portáteis, e as notícias não são das melhores  ....  


16 novembro, 2015

Resenhas do Abou - Capitães da Areia, de Jorge Amado


Resenha 2: Capitães da Areia, de Jorge Amado
Por Vitor Abou

O tema de nossa resenha de hoje é o livro ‘’Capitães da Areia’’, de Jorge Amado, lançado pela primeira vez em 1937. O livro também recebeu uma atualização para os cinemas, eu ainda não assisti ao filme, porém pretendo assistir para fazer uma das próximas resenhas. Assim como outras de suas obras, Jorge Amado utiliza uma linguagem simples, popular, e ao mesmo tempo, faz usos de lirismos. Por ter sido considerado proibido na época da ditadura, foi apreendido e alguns exemplares foram queimados. Alguns anos depois, entrou para a história do Modernismo Brasileiro, mais precisamente da fase do Romance de 30, que falava bastante sobre transformações no país.


Jorge Amado, em Capitães da Areia, ousa ao relatar os problemas sociais do país, sendo seguido por vários outros autores brasileiros. A primeira parte do livro, chamada de ‘’Sob a lua, num velho trapiche abandonado’’, apresenta os personagens, que formam o grupo ‘’Capitães da areia’’ e vivem principalmente dos furtos. Pedro Bala, um menino loiro e filho de um grevista morto, é o chefe do grupo formado por mais de cinquenta meninos, como Professor, o único que sabia ler e por isso, roubava livros para contar as histórias para os outros do grupo à noite; Sem Pernas, que era um menino amargo, manco e se aproveitava da sua situação para, junto do grupo, roubar algumas casas; Volta Seca, Pirulito, Boa Vida, João Grande, dentre muitos outros. Sempre perto dos meninos estava o Padre José Pedro, que os ajuda levando conforto, carinho e atenção.


A segunda parte do livro recebe o nome ''Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos teus olhos'' e nela, aconteceu um surto de varíola na cidade, atacando a mãe de Dora e Zé Fuinha, que acabaram se juntando aos capitães da areia. Pedro Bala defende Dora, já que alguns garotos tentaram se relacionar com a bela adolescente, e relaciona-se com ela.
''Canção da Bahia, Canção da Liberdade'' é o título da terceira parte e mostra os rumos que os capitães da areia tomaram. Eu, particularmente, adorei o final, porque mostra detalhadamente sobre os destinos daqueles personagens que se tornam tão queridos pelos leitores, graças ao incrível texto de Jorge Amado. Narrado em terceira pessoa, com um narrador onisciente, o livro mostra não somente as atitudes de violência do grupo, mas também os sonhos e o espírito de criança escondido nesses garotos que vivem como homens. Um trecho que mostra muito bem esse lado dos capitães da areia é quando eles brincam no carrossel, no capítulo ''As luzes do carrossel''.
A capa da edição que li, da editora Companhia das Letras, mostra jovens da capoeira e ao fundo, uma paisagem que parece ser uma praia. Gostei muito dessa edição do livro, porque também contém informações sobre Jorge Amado e o contexto do livro, falando da Era Vargas, além de apresentar a evolução das capas do livro, sendo todas elas muito bonitas e tendo total ligação com esse enredo fantástico.

O romance não trata apenas do problema do menor abandonado, mas também de suas consequências e outros problemas presentes na sociedade baiana, como violência, criminalidade, exclusão, prostituição, entre tantos outros. Mesmo escrito anos atrás e retratando a Bahia, os problemas retratados nele ainda permanecem em nossa sociedade, e em todo o Brasil, ou seja, são atemporais.

''Capitães da Areia'' levanta a bandeira e faz um alerta sobre o problema dos meninos de rua sem ''encher linguiça'', nem parecer uma entrevista monótona com um especialista, já que é uma abordagem sutil, delicada e encantadora. 

Por fim, gostaria de ressaltar novamente a magia de Capitães da Areia e a capacidade de Jorge Amado de retratar os problemas sociais de uma forma tão leve e que consegue mobilizar seus leitores, causando uma reflexão especial.

09 novembro, 2015

Resenhas do Abou - "A Confissão da Leoa", de Mia Couto


Olá, galerinha.
Apresento a vocês a nossa mais nova coluna do “ELEA”.

“Resenhas do Abou”, será escrito pelo escritor Vitor Abou. Vitor, que foi ganhador na 2ª temporada do reality “O roteirista”, ganhou a edição deste ano, e, portanto deve o direito de postar algum material no blog. O ex-participante preferiu resenhar sobre livros e séries, por isso está estreando com sua coluna.
Sucesso! 

Resenha 1: A Confissão da Leoa, de Mia Couto
Por Vitor Abou


Livros pedidos pela escola para seus alunos são geralmente uma dor de cabeça para os alunos, porém esse ano, na 1a série do Ensino Médio, recebi uma lista de livros para ler e acabei me surpreendendo com eles, por isso alguns serão temas das minhas resenhas. E para começar escolhi um livro de um autor que eu desconhecia e me surpreendeu demais. ''A Confissão da Leoa'' é um livro recente, de 2012, escrito pelo autor moçambicano Mia Couto, por isso não foi feita tradução, deixando o livro mais realista e com expressões e gírias populares de Moçambique. A história é baseada em fatos reais.
O livro conta sobre a trajetória de uma caçada de leões, no vilarejo africano de Kulumani. Na obra, após diversos ataques de leões, o caçador Arcanjo Baleiro é chamado para resolver esse problema. Junto dele, vai também o escritor Gustavo, que pretender descrever cada momento dessa jornada. O livro tem dois narradores, que se alternam em capítulos: Arcanjo, e Mariamar, jovem que mora em Kulumani e já teve um encontro com o caçador, na adolescência. A caçada também vira algo de interesse político, pois o prefeito e sua esposa Naftalinda também acompanham o caçador.


Ao longo dos capítulos, pode-se conhecer sobre os costumes locais do vilarejo, como os estupros, a violência contra as mulheres, a ''kusugabanga'', e a ''corda do tempo''. Mariamar, em seu diário, relata seus sentimentos e aflições com a chegada do caçador. A protagonista ainda fala de suas experiências de vida, enquanto Arcanjo conta os detalhes da expedição e da história de seu irmão, Rolando Baleiro. O final me surpreendeu bastante, porque, ao longo do texto, temos uma visão dos personagens que acaba sendo outra no final do livro, sendo também muito enigmático.
Na capa pela editora Companhia das Letras, o designer gráfico usa as cores vermelha e cinza, em que o vermelho representa o sangue, o sofrimento da população, principalmente das mulheres. A silhueta da leoa, junto das cores vermelha e cinza, cria um aspecto de mata, em contraste com a fotografia das crianças e moradores, no plano inferior, apresentando total relação com o conteúdo do livro.


Em todo início de capítulo, o escritor nos apresenta provérbios africanos e trechos de textos de outros autores, como de Walter Benjamin, só deixando a obra mais completa. Mia Couto faz uma crítica aos costumes autoritários moçambicanos. A figura da leoa é uma forma de pedir mais respeito e menos violência. Com seu sentido em muitos casos figurado e com várias figuras de linguagem, o livro consegue surpreender demais e encantar o leitor.



O tema da violência contra a mulher é muito importante e atemporal, ainda mais relacionado aos costumes e crenças de outros povos, por isso, Mia Couto trata dessas temáticas de forma sutil, sem didatismos nem preconceitos, mas com uma história forte, polêmica e emocionante que faz com que as pessoas pensem num mundo mais tolerante e igual entre os gêneros e as diferenças. Mesmo com vários personagens, o livro não se perde ao longo de suas 251 páginas, muito pelo contrário, só se enriquece e instiga o leitor a continuar e não parar.

08 novembro, 2015

Resenha: Princesa Adormecida, de Paula Pimenta

Olá eleanáticos!

Dias atrás estive num evento literário em uma escola aqui da cidade, com a temática “Literatura e Redes Sociais” tivemos a oportunidade de comentar sobre vlogueiros, fanfics, poesia viral, e a interatividade com autores por meio das mídias. No meio da conversa, se tratando de Literatura Nacional, lançaram o nome da escritora PAULA PIMENTA, na qual não conhecia, e com isso, me senti desatualizado!!!
 Todo mundo sabe que blogueiro precisa ser informado e ter o “F5” ligado constantemente, devido ao fato resolvi conhecer imediatamente a autora. Vamos?!

Em “Princesa Adormecida” (2014), a escritora Paula Pimenta, autora dos sucessos adolescênticos  “Fazendo meu filme”, e “Minhas vida fora de série”, apresenta uma narrativa de conto de fadas, moderno. No lugar da fada madrinha, uma amiga muito divertida, ao invés de mágica, aplicativos de mensagens instantâneas, porém alguns elementos dos clássicos continuam: uma bruxa de verdade (SQN), e uma história de princesa do mundo (quase) real, com direito a príncipe, castelo, e sequestros, rs.

O livro é um romance, típico de adolescente, e recheado de reviravoltas mirabolantes. O título sugestivo “adormecida”, refere-se ao fato da Aurea Roseanna Bellora, filha de Doroteia ( uma brasileira), com Stefan (  te lembra, alguém?), membro de parte da família real de Liechtenstein, fora sequestrada pela francesa Malleville, que com inveja e ciúmes do casal, pretendia vingar-se. Com medo de novas tentativas de vingança, os pais da princesinha tomam uma decisão: enviam a filha para o Brasil, para morar com os tios, e com uma nova identidade, agora como Rosa.


O livro apesar de “teen”, mescla uma narrativa quase não linear, ao mesmo tempo que apresenta a infância da princesa, foca-se no presente da protagonista, e com ( SPOILER) uma nova tentativa de vingança por parte da antagonista, o eixo narrativo volta-se ao núcleo central da trama relacionado a Rosa, e sua real identidade. 
Outra coisa bem gostosa na narrativa de Pimenta é a forma diferenciada e moderna da estrutura de partes da história. No começo como o sequestro da princesa noticiou em todos os jornais, a autora utilizou-se de um estilo semelhante a manchetes de jornais, para contar o escândalo, deixando mais parecido com o “real”. Talvez um dos motivos de eu ter lido em apenas 1 dia.


Também, em forma de mensagem de aplicativos a autora construiu as falas do casal protagonista da história, além de evidenciar uma modernidade, a estratégia dá agilidade a leitura, e deixa- a mais gostosa, e interativa. É claro que o leitor, assimila com as conversas nos chats virtuais, e lê com mais gosto. Ah, a musica preferida de nossa protagonista é a melhor de todas, “ Rainbow”, da Colbie Caillat. Como não amar Colbie? <3


Um dos pontos que mais gostei na obra foi a dialogia com os contos de fadas clássicos, o título e a obra já brincam com a narrativa da Bela Adormecida, a famosa princesa adormecida eternamente por uma maldição, e a espera do beijo encantando. No contexto desta narrativa,  nossa princesa moderna também teve seus dias de adormecida, contudo também conseguiu um final megaaaaamente feliz. Outra intertextualidade, é com Cintia, a Dj Cinderela, que ficou famosa por conta de ter perdido seu sapato numa festa, onde um astro da música havia tocado. Dá para lembrar de alguma princesa desastrada? Sim, a autora brinca com a história da Cinderela.


Conheço poucos livros da autora, mas quero muito ler o "Cinderela Pop", que é a história da Cintia. Contudo, achei o livro “gostoso”, divertido, possui universalidade com o mundo “teen”, brinca com o universo das princesas e dos contos de fadas, e dá uma roupagem ao clássico da princesa adormecida, que é amado por todas. Ops, por todos.   

Abraceijos !

Notícias e Afins: Festival Nacional Newton Braga de Poesia Falada em Cachoeiro


Gente, na semana passada, especificadamente no sábado (31), aconteceu em Cachoeiro um evento cultural altamente catártico, foi o PRIMEIRO FESTIVAL NACIONAL NEWTON BRAGA: DE POESIA FALADA, idealizado pelo ator Luiz Carlos Cardoso, juntamente com a Milena Paixão. Vale lembrar, que o “projeto” foi custeado pela LEI RUBEM BRAGA, na qual os idealizadores se inscreveram, concorreram com os demais, e tiveram o direito de realizar tal festival. Como comentou Luiz Carlos, entre 287 textos escritos, 13 foram escolhidos para participar do evento de poesia. E só tinha fera!  


Confesso, que fomos ao teatro para torcermos pelo nosso amigo Marcus, estudante de Letras, e também ganhador do reality “O Roteirista”. Marcus, escreveu o poema “ Poema da Voz”, e escolheu seu amigo de curso, Clayton França, que majestosamente, e com um “carioquês” presente, declamou seu texto.  Também fomos prestigiar nossa querida fada madrinha, Maria Elvira Tavares, que concorreu com seu poema “ Ventania”, a contadora de histórias declamou seu poema, e também de sua amiga escritora Claudia Sabadinni, com o belíssimo texto “Cor de Rosa”, não tinha como não dá um show, né? O texto de Marcus pode ser lido AQUI

                           
                          (Clayton interpretando, e Maria Elvira recebendo a premiação) 

Porém, fomos encantados por interpretações e poética de uma galera que não conhecíamos.  Um dos meus textos preferidos da noite foi o poema “Se eu fosse um poema”, interpretado pela própria escritora, Jacqueline Salgado, de Bauru, São Paulo. Adorei o desempenho corporal e interpretativo de Jacqueline, infelizmente ela não ganhou em nenhum modalidade. ( Não gostei), mas em compensação no meu grupinho de LETRAS, a maioria curtiu a apresentação da moça. Abaixo, um vídeo da apresentação de Salgado.




A noite foi maravilhosa. Teve interpretações para todos os gostos, teve sapateado, interpretações calorosas, teve vendedor de poemas, e também um ator que simulou um deficiente, fazendo com que nós da plateia acreditássemos em sua condição.  Outra apresentação genial foi a do poema “Bucelfie”, interpretado por Poliana Paiva, que apesar de rapidinho/ safadinho, marcou a noite, rs.  






Ah, também tivemos um homenageado, o escritor, cronista, jornalista, contista, professor, que trabalhou como secretario de Newton Braga por anos, o querido, Evandro Moreira. O cachoeirense, autor de “Minutos de Vida” e tantas outras obras recebeu uma homenagem por sua representativade cultural e artística, para Cachoeiro de Itapemirim.  Achei muito válido a homenagem, pois infelizmente os brasileiros tem a péssima mania de lembrar-se dos “bons”, depois de falecidos.


O Festival de Poesia Falada proporcionou ao público cachoeirense uma noite catártica. Para quem, assim como eu, nunca experimentou um festival de interpretações de poesia, com certeza ficou abalado com a carga de emoção na qual o evento desperta no público.Mesmo com acesso gratuito ao Festival, uma parte das cadeiras ficaram vazias, infelizmente boa parte dos professores ( não só de Português) não informam seus alunos sobre os eventos culturais da cidade, e muitos menos se informam. Não adianta falar que foi pouco divulgado, pois os idealizadores criaram até uma página nas redes sociais para manter o público informado. Pelo meio da mesma página, os organizadores informaram que terá uma segunda edição do  festival.

                                           ( Brenda Perim, ganhadora de melhor interprete) 

Espero que seja o mais rápido possível! Porque todo mundo merece uma noite daquelas ...
Abaixo, vídeo da interprete ganhadora do concurso, a estudante de Artes Cênica da UVV, Brenda Caetano Perim, com o poema “Ponto de Vista”, de Marco Antônio Reis.


Também logo abaixo, um link para acessar informações sobre o festival e afins. 

http://www.cenacapixaba.blogspot.com.br/

Algumas fotinhas ainda no evento: 

                                     ( Simone, Bia, a escritora Jacqueline Salgado, Ronald, e Nat) 

                                  ( Let, Ronald, Bia, Marcus, Nat e o interprete Clayton Estefanato)

( Simone tietando Jacqueline ao término do festival )

Abraceijos poetizados, rs. 

Notícias e Afins: Bate Papo no Anísio Ramos

Nessa quinta (05), a EQUIPE ELEA teve a honrar de mediar uma roda de discussão sobre Literatura, na biblioteca da EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos, aqui de Cachoeiro. O convite pelo segundo ano consecutivo feito pela nossa querida amiga e bibliotecária Clege Rocha, como sempre foi aceito com muito entusiasmo e carinho.


A pauta da conversa desta vez foi LITERATURA E AS REDES SOCIAIS, um tema gostoso, desafiador, e também universal se tratando de jovens, literatura e mídias sociais. O grupo formado por boa parte de leitores assíduos e fãs de sagas, mostrou-se atualizado e com um discurso de qualidade acerca de suas séries preferidas.



 Ainda, tivemos a oportunidade de sortear a obra “As vantagens de ser invisível”, para um dos estudantes, como observa-se na foto abaixo.

                                          ( Nat, a aluna Jéssica, Ronald, e Clege)

 Foi muitos gostoso falar de vlog, poesia viral, interatividade e afins, assuntos na qual nossa EQUIPE faz o possível para se manter atualizado, e interagir da melhor forma com os adolescentes desse mundão. Ah, vale ressaltar que gostamos de VLOGUEIROS, ou booktubers, porém gostamos de peneirar tais canais, pois não precisamos ficar sempre no básico né? Subir de nível é sempre bom!

                                        ( Alunos do 9º M 2)

Agradecemos mais uma vez ao convite da Clege, pois sabemos que seu trabalho frente a biblioteca da instituição é primordial, o carinho que ela tem pelos livros e os alunos, soma-se com a preocupação de uma formação leitora. Por conta de um trabalho bem feito, seu espaço de trabalho torna-se constantemente frequentando poe leitores mirins e juvenis, que tem como hobby: a leitura.
Para nós, blogueiros/estudantes de letras/ professores, o contato e o dialogo com os jovens é muito sadio, visto que abre nossas mentes e nos atualiza sobre esferas que muitas vezes ainda não alcançamos.

Obrigado turminha! Espero que façam da literatura, morada de você.