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08 novembro, 2015

Resenha: Princesa Adormecida, de Paula Pimenta

Olá eleanáticos!

Dias atrás estive num evento literário em uma escola aqui da cidade, com a temática “Literatura e Redes Sociais” tivemos a oportunidade de comentar sobre vlogueiros, fanfics, poesia viral, e a interatividade com autores por meio das mídias. No meio da conversa, se tratando de Literatura Nacional, lançaram o nome da escritora PAULA PIMENTA, na qual não conhecia, e com isso, me senti desatualizado!!!
 Todo mundo sabe que blogueiro precisa ser informado e ter o “F5” ligado constantemente, devido ao fato resolvi conhecer imediatamente a autora. Vamos?!

Em “Princesa Adormecida” (2014), a escritora Paula Pimenta, autora dos sucessos adolescênticos  “Fazendo meu filme”, e “Minhas vida fora de série”, apresenta uma narrativa de conto de fadas, moderno. No lugar da fada madrinha, uma amiga muito divertida, ao invés de mágica, aplicativos de mensagens instantâneas, porém alguns elementos dos clássicos continuam: uma bruxa de verdade (SQN), e uma história de princesa do mundo (quase) real, com direito a príncipe, castelo, e sequestros, rs.

O livro é um romance, típico de adolescente, e recheado de reviravoltas mirabolantes. O título sugestivo “adormecida”, refere-se ao fato da Aurea Roseanna Bellora, filha de Doroteia ( uma brasileira), com Stefan (  te lembra, alguém?), membro de parte da família real de Liechtenstein, fora sequestrada pela francesa Malleville, que com inveja e ciúmes do casal, pretendia vingar-se. Com medo de novas tentativas de vingança, os pais da princesinha tomam uma decisão: enviam a filha para o Brasil, para morar com os tios, e com uma nova identidade, agora como Rosa.


O livro apesar de “teen”, mescla uma narrativa quase não linear, ao mesmo tempo que apresenta a infância da princesa, foca-se no presente da protagonista, e com ( SPOILER) uma nova tentativa de vingança por parte da antagonista, o eixo narrativo volta-se ao núcleo central da trama relacionado a Rosa, e sua real identidade. 
Outra coisa bem gostosa na narrativa de Pimenta é a forma diferenciada e moderna da estrutura de partes da história. No começo como o sequestro da princesa noticiou em todos os jornais, a autora utilizou-se de um estilo semelhante a manchetes de jornais, para contar o escândalo, deixando mais parecido com o “real”. Talvez um dos motivos de eu ter lido em apenas 1 dia.


Também, em forma de mensagem de aplicativos a autora construiu as falas do casal protagonista da história, além de evidenciar uma modernidade, a estratégia dá agilidade a leitura, e deixa- a mais gostosa, e interativa. É claro que o leitor, assimila com as conversas nos chats virtuais, e lê com mais gosto. Ah, a musica preferida de nossa protagonista é a melhor de todas, “ Rainbow”, da Colbie Caillat. Como não amar Colbie? <3


Um dos pontos que mais gostei na obra foi a dialogia com os contos de fadas clássicos, o título e a obra já brincam com a narrativa da Bela Adormecida, a famosa princesa adormecida eternamente por uma maldição, e a espera do beijo encantando. No contexto desta narrativa,  nossa princesa moderna também teve seus dias de adormecida, contudo também conseguiu um final megaaaaamente feliz. Outra intertextualidade, é com Cintia, a Dj Cinderela, que ficou famosa por conta de ter perdido seu sapato numa festa, onde um astro da música havia tocado. Dá para lembrar de alguma princesa desastrada? Sim, a autora brinca com a história da Cinderela.


Conheço poucos livros da autora, mas quero muito ler o "Cinderela Pop", que é a história da Cintia. Contudo, achei o livro “gostoso”, divertido, possui universalidade com o mundo “teen”, brinca com o universo das princesas e dos contos de fadas, e dá uma roupagem ao clássico da princesa adormecida, que é amado por todas. Ops, por todos.   

Abraceijos !

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