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22 dezembro, 2015

Crônicas de um Pesadelo quase esquecido – Parte 08

Por: Marcos


Tirei a roupa de Íris e passei minha boca entre seus mamilos ardentes. Depois lentamente tirei sua calcinha e bati com força em sua bunda. Que bunda! Apalpei seu corpo com se fosse um preza suculenta. Acordei com os gritos de Nayla!
 Não entendia o que a imigrante gritava, porém estava muita assustada. Acordei Íris, e logo em seguida acordei Dani, que roncava próximo a nós.  Quando ví o corpo de Felipe no relento, roxo, parecia que havia sido enforcado. Pela primeira vez ví Dani esboçar um sentimento e deixou cair uma lágrima.

- Não podíamos ter deixa-lo de vigia sozinho – lamenta Íris.

- Mas, por que eles não nos mataram? – pergunta Dani.

- Eles estão brincando com a gente como se fossemos ratos de laboratório – diz Marcos.

- Quem tá aí? Saiaaaaam seus miseráveis- gritou Dani enraivecida.

Nayla pronunciou algo em sua língua e avistou para o sol que estava nascendo.

- Acho que ela disse que precisamos ir – disse Íris.

- Vamos embora galera- eu disse encorajando-as.

Depois de alguns dias encontramos uma espécie de bar de estrada abandonada, no lado de fora ainda havia dois carros abandonados. Nayla e Íris entraram no primeiro carro e dormiram. Já Dani preferiu se aconchegar no segundo carro, sozinha e longe das meninas.
Depois de um tempo, aproveitei que as meninas estavam sozinhas e peguei o rádio portátil de Íris. Aquele ataque dos soldados parecia encomendado não tinha como eles saberem nossa localização. Peguei o rádio:

- Mãe, tá me ouvindo? Câmbio, Marcos falando. Câmbio?!  Preciso falar com Sasha. Mãe está me escutando? – falei baixinho para que as meninas não escutassem.

- Filho. Como você está meu filho? Estou com muita saudade de você. Volte para Velha Amazônia, volte pra base. – disse minha mãe no outro lado do rádio.

- Mãe, preciso falar com Sasha. Agora. Fui atacado por um grupo de soldados exterminador em uma área fantasma, alguém está nos seguindo. Preciso de um grupo de resgastes estou com mais amigas. Deixe-me falar com Sasha ...um dos dela nos salvou do GE, mas acabou sendo golpeado. Eu não podia lutar com os soldados senão iria entregar meu disfarce. Mãe, o GE está tramando alguma coisa.

Escuto um barulho de revolver nas minhas costas. Ao me virar vejo Dani com uma pistola nas mãos.

- Então você mentiu para gente esse tempo todo. O ataque no primeiro esconderijo foi por sua causa, a morte de nossos amigos foram por sua causa – disse Dani revoltada.

Eu não podia entregar minha missão. Precisava convencer ela, ou desarmá-la.

- Dani não é nada disso que você tá pensando. Deixa eu lhe contar ... – eu disse tentando convencer ela.

- Eu ouvi seu papinho Marcos. E vou contar para as meninas, aposto que a Íris vai adorar saber sobre isso. Você, o fraco e indefeso do grupo, um militante dos rebeldes andarilhos.

Imediatamente pulei na direção de Dani e meti-lhe um soco, mas ela ainda estava com o revólver em mãos. Dani gritou Íris, mas eu a joguei no chão, tirando o revolver de sua mão.

- Seu cretino você não irá me matar – disse Dani violenta, tacando terra nos meus olhos, em seguida, chutando minha barriga e recuperando o revólver no chão. Dani apontou o revólver na direção de minha cabeça.


 - Sua história de revolta nunca me desceu – esbravejou Dani.Qual suas últimas palavras, seu traidor? –

- Eu não trai ninguém. Você não sabe porque menti. Minha mãe é uma militante da causa GLBT sim. Precisei fugir a vida inteira por conta disso, você não sabe nada da minha vida – também esbravejei lembrando da minha mãe.

- Você não sabe o que é ser homossexual nesse mundo novo de guerra. Não foi você que teve a família morta e a casa destruída só pelo simples motivo de ter um casal de mãe. Quer saber? Me mata mesmo. Sabe quem é minha madrasta? Sasha, a líder dos rebeldes. Se você me matar, morre logo depois, porque está cheio de rebeldes andarilhos por aí. Quer saber de outra coisa? Até dentro do governo há casai gays, porém eles escondem tudo. Até o ex-presidente era gay – eu disse soltando uma gargalhada.



Dani gritou e partiu em minha direção me sequenciando de socos e tapas. Íris saiu do carro e avistou Dani por cima de mim, me estapeando. 


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