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03 dezembro, 2015

Crônicas de um Pesadelo quase esquecido - Parte 6


 Por: Dani   Ariel


Meu nome não é Dani. É. Isso mesmo. Na verdade, meu nome é Ariel. Porém, não uma princesa, como a pequena sereia. Até poderia ser, levando em conta, que meu pai era o ex-presidente de Nova Amazônia. É, eu estou no lado dos “vilões”. Estou com eles, mas não por muito tempo.


Nasci em berço de ouro, desde criança em Nova Amazônia. Nossa atual capital do país, e antiga, Espírito Santo. Ah, e ainda, umas das cincos capitanias ativas. Depois que os estados polos como Rio de Janeiro e São Paulo sofreu bombardeio, a maioria dos imigrantes fugiram para as pacatas zonas em Minas Gerais, o que causou a superpopulação. Assim, o antigo Espírito Santo é hoje a capital de nosso país, conhecido como Nova Amazônia.
                Pois bem, estou nessa missão para vingar a morte do meu pai, que foi brutalmente capturado e assassinado por Sasha, líder dos rebeldes andarilhos. Na verdade sempre soube que esta missão era suicida, afinal fingir-se de rebelde, numa meio uma guerra, era me colocar junto ao inimigo. Um passo em falso, já era.


            Acabei me afeiçoando ao grupo de sobreviventes, é claro que no começo eu fingia ser a “bondosa” e “acolhedora”, desde que achei Nayla perdida, até Lívia que eu trouxe na última saída. Falando em Lívia, a última vez que eu tinha avistado ela, fora no esconderijo, porém depois do bombardeio que sofremos fiquei uma semana sem saber notícias do grupo. Eu estava escondida, até saber mais novidades sobre Sasha.
            Acabo de me encontrar com o restante dos sobreviventes, Íris estava ferida se apoiando em Marcos, Nayla faz curativos na perna de Felipe, que havia sido baleado. Fiquei sabendo que depois da explosão os grupos se separaram, e com isso nossos amigos foram atacados. Marcos contou-me que Lucas e Lívia haviam morrido com o bombardeio no esconderijo, já Carolina e Leonardo morreram tentando escapar de um grupo exterminador que atacaram eles.

 Sinto-me culpada, afinal por minha causa o grupo havia sido atacado. No último contato com as tropas do GE, comentei que Marcos, era filho de uma das líderes esquerdistas. Na verdade, só estive todo esse tempo com o grupo, na esperança de achar Sasha, e vingar-me daquela galinha assassina. Acabei me ferrando, ainda descobri, por meio de Irís, que a morte do ex-presidente de Nova Amazônia foi encomendada pelos líderes do atual governo da capitania, ou seja , meu pai não foi morto pelos rebeldes, e sim por seus amigos de gabinete.


            Agora, preciso arrumar um jeito de sair dessa cidade fantasma, e ajudar meus novos, e únicos, amigos.  Pego o rádio portátil da mochila de Irís, e faço uma ameaça. Próxima parada:  portões de Nova Amazônia. 

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