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03 abril, 2016

O mistério do choro


Dizem que chorar, limpa a alma. Mas, ninguém explica como é feito a lágrima. Não, não quero saber de explicações científicas. Não quero saber se a lágrima é  produzido pelas glândulas lacrimais. Preciso saber: o que faz o ser humano chorar? Que força é essa que o faz o homem “vazar” pelos olhos. O ser humano tem tantas vazões, e o choro acaba sendo a catarse da alma. Vaza e acalma. Por mais que existam muitas lágrimas de crocodilo nesse mundo. O choro ainda é uma forma sincera e honesta de demonstrar emoção, gratidão, paixão – ou qualquer palavra terminada com “ão”.



Tudo bem que sou o tipo de pessoa péssima para falar de equilíbrio emocional. É, sou sim. Sou a hipérbole em pessoa. Choro sem motivos, choro a toa. Há pessoas que choram pelo final triste do filme, a morte do seu personagem preferido, a eliminação de seu participante predileto do reality das terças à noite, e pelo casal da novela das nove que rompeu a relação. Alguns ainda pegam o baldinho de pipoca, acompanhados com a latinha de refri e apertam play no chororó.


Na verdade, tenho quase certeza absoluta, que chorar é apenas uma forma de dizer “sou humano”. Pode apostar, que as córneas estão diretamente ligadas ao coração e também à mente. Digo mais: ligadas com tubos de amor. Enquanto um bombeia a emoção - de um abraço, de um sorriso, de um afago bem apertado. O outro faz questão de ser nostálgico, trazendo lembranças dos bons momentos, da infância, dos momentos de que pedem bis.
Acho que as lágrimas são feitas de açúcar, produzidas pelos melhores sonhos e desejos da gente. Misturado com afeto, sinceridade e amizade, adicionado com um pouco de turbulência emocional – às vezes, um acidente, um susto, ou infelizmente, uma perda. Lembram de Alice?! Aquela mesmo do País das Maravilhas. Chorou tanto que suas lágrimas se transformaram num rio. Existem tantas “alices” por aí. Mães em portas cadeias, famílias que perdem tragicamente famílias, filhos que não tem mãe, mãe que não tem filhos, famílias destruídas, e os rios vão aumentado – nunca secam.


Talvez – no fundo, do fundo, o choro seja um presente das ninfas e dos duendes. Quem sabe, da fada dos dentes. O mistério é que a lágrima é uma palavra recolhida, uma palavra não-dita, ou até mesmo uma palavra acovardada pelo seu proprietário. Sim, a lágrima lava a alma: de lembranças guardadas e, também compartilhadas. Ah, meu querido Mário Quintana já dizia “Chorar é lindo, pois cada lágrima na face são palavras ditas de um sentimento calado.



Aos manteigas derretidos eu digo: chore. Afinal, a vida não é um folclore. Morra de chorar, mas nunca se afogue nas suas próprias lágrimas.  Afinal, a vida continua, e os rios, naturalmente, transbordarão.

* quem sabe um desabafo!

Ronald Onhas

4 comentários:

  1. Adoro ler textos pessoais que nos mostram como humanos. Eu vejo o choro tão necessário quanto o riso. Ele lava alma, expõe nossos sentimentos mais profundos.

    Parabéns

    blogcoisastriviais.blogspot.com

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  2. Aaain ameei esse texto! <3 Me identifiquei muuuito, pois também "sou a hipérbole em pessoa" haha Rio muito, mas choro muito também. Há dias que chorar é o melhor a ser feito né? E quem bom que temos esse recurso... mas você tem razão, não podemos é nos afogar em nossas lágrimas!
    Parabéns pelo texto! Sempre maravilhoso!
    Beijos
    Tamara
    Blog Tamaravilhosamente

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    Respostas
    1. Quem nunca foi hipérbole né? kkkkkkkkkkkkk Por um mundo com mais chorões, rs!
      Bjs Tamara!

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