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31 maio, 2016

A VI Bienal Rubem Braga está aí!


Hoje às 18 horas, na Praça de Fátima em Cachoeiro de Itapemirim-ES, começa a sexta edição da Bienal Rubem Braga! Esta semana está repleta de eventos culturais e cheia de atrações. A VI Bienal Rubem Braga envolverá muitas atrações, dentre elas, oficinas, shows, lançamento de livros, debates literários, apresentações culturais, contações de histórias, feira de livros e muito mais. E o melhor: Inteiramente GRATUITA!
Segundo as informações do site da prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, estão entre os convidados a atriz Zezé Mota, Ian SBF (do grupo de humor Porta dos Fundos), Paulo Lins (autor do romance “Cidade de Deus”, que inspirou o filme homônimo) autores nacionais como Sérgio Vaz, Marcelino Freire, João Paulo Cuenca e Elysanna Louzada (parceira do nosso blog), e autores internacionais, como o português Gonçalo M. Tavares, e o angolano José Eduardo Agualusa.
Para conferir a programação completa, clique aqui.
Como sempre, as tendas onde ocorre o evento serão nomeadas com títulos de crônicas do autor Rubem Braga (conheça mais aqui), como por exemplo, “Negócio de Menino”, “Trovões de Antigamente” e muitas outras crônicas famosas do autor, vale a pena conhecer um pouco de cada uma.
A festa contará também com apresentações teatrais, no Teatro Rubem Braga, e musicais. Nós, equipe do blog Entrelinhas & Afins, estaremos no evento fazendo a cobertura aqui no blog e em nossas redes sociais, temos Snapchat (siga a gente: entrelinhasea) agora e lá postaremos tudo que vimos na Bienal! Venha participar com a gente!

Se inscrevam para participar das atividades culturais (link aqui) e fiquem atentos a programação e as novidades que colocaremos em nossas redes sociais. 

30 maio, 2016

Resenhas do Abou: Entre Nós (filme)



Olá, queridos leitores do ELEA. Sou eu, Vitor Abou, e hoje é dia de mais uma resenha. Como semana passada comentei sobre um livro “Lucíola”, hoje é dia de falar de um filme, dessa vez, não tão recente. Esse filme nacional é de 2013 e coloca em debate uma questão que já apontei em outras resenhas minhas: o excesso de filmes nacionais de comédia, e, consequentemente, a falta de grandes filmes de drama. Porém, quando lançado, ‘‘Entre Nós’’ veio para tentar quebrar essa questão.

O filme se inicia em uma casa de campo, onde sete amigos escritores se reúnem para celebrarem a publicação do primeiro livro deles. Nessa casa, eles escrevem cartas que serão abertas dez anos depois. As cenas iniciais do filme são repletas de rodinhas entre os amigos, em que eles cantam boas músicas, de revelações, de beijos, de álcool e cigarro. Porém, o que era pra ser um pequeno trajeto para comprar mais bebida, tornou-se o trajeto da morte de um deles. Rafa (Lee Taylor) e Felipe (Caio Blat) se distraem, e quem dirige, no caso Rafa, acaba não resistindo. Destaco, nessa sequência, a excelente forma como ela foi conduzida.

O longa metragem mostra somente o carro caindo e logo após há passagem de 10 anos, saltando para 2002. A partir daí, é mostrada a volta dos amigos àquela casa no interior. Foi muito interessante acompanhar como os personagens mudaram, e até me surpreendi com o casamento entre Lúcia (Carolina Dieckmann) e Felipe, já que na primeira fase ela estava com Gus (Paulo Vilhena). Um ingrediente bastante presente no filme são as discussões. Esse reencontro mexe bastante com todos e eles brigam bastante. Um exemplo logo no início da segunda fase é no jantar, no qual Cazé (Júlio Andrade) critica duramente o livro de Felipe e diz ainda que pegou leve.

 O passado volta à tona em diversos momentos, como no momento em que Silvana (Maria Ribeiro) revela a Felipe que acha que o livro dele foi inspirado nela, e ele confessa, em parte, afirmando que também se inspirou em outras mulheres, até em Capitu, personagem do clássico ‘‘Dom Casmurro’’, de Machado de Assis. O filme também aborda temas importantes como sexo, traições, fracasso, sucesso e amor, conseguindo encaixá-los perfeitamente no enredo da trama.
Um dos momentos mais marcantes do filme é mais no final, quando as cartas são lidas. Todos os personagens estão emocionados, principalmente, por lembrarem de Rafa e dos seus passados. Sobre o final, não tenho muito para comentar para não dar spoilers, mas gostei bastante, porque consegue tocar o espectador, algo que não é tão fácil de se conseguir, apesar de sua previsibilidade. 

O filme é dirigido por Paulo Morelli e Pedro Morelli, pai e filho, que conseguem levar a difícil missão de dirigir um longa de drama no Brasil muito bem. O texto, que mistura drama e suspense, também é muito rico e as falas são fortes, transmitindo os sentimentos verdadeiros dos personagens. A fotografia do filme também mostra-se muito interessante, focando na mistura entre a natureza belíssima e os personagens, apresentando muito bem o caráter de emocionar.
  
Também relacionado a esses elementos, está o figurino, que possui grande importância em um longa metragem. Por estarem em uma região mais alta, eles utilizam roupas mais longas e mais quentes, sendo também mais elegantes e colaborando para o ar fino do filme. Em relação aos cenários, não tenho nenhum tipo de crítica negativa, já que, assim como o figurino, colaboram para o ar e o tom do filme. Sobre a trilha sonora, achei a trilha um tanto fraca, com exceção de algumas músicas como ‘‘Na asa do vento’’, de Caetano Veloso. 

Descobri recentemente uma curiosidade muito interessante a respeito do filme, que irei compartilhar agora. Os diretores confinaram todos os atores em um sítio na Serra da Mantiqueira durante duas semanas, como uma preparação para o filme, criando laços que ajudaram na construção de seus personagens. Agora é o momento de falar das atuações. Destaco o trabalho de Caio Blat, Maria Ribeiro e Martha Nowill (como Drica), mas também achei ótimas as atuações de Paulo Vilhena, Carol Diechmann e Júlio Andrade. Todos eles conseguiram passar a emoção tão forte e importante nesse filme.
Para terminar, gostaria de ressaltar que esse é um dos melhores filmes nacionais, que foge da categoria comédia. E não é um filme que possui só um setor com trabalho bem feito, é uma união de vários setores, como fotografia, direção, elenco, e cenário. Quem ainda não assistiu ao filme, deveria assistir, pois vale muito à pena.
Por: Vitor Abou 
Ah, olha que coincidência, a EQUIPE “ELEA” já resenhou sobre esse filme. LEIA AQUI


Vitor Abou é dono da Coluna Semanal " Resenhas do Abou", na qual todas às Segundas, o autor/ escritor posta um texto crítico, seja fílmico ou literário. Abou ganhou  o direito de postar,semanalmente, no "ELEA", por ter vencido com glória, a 2ª edição, do reality " O Roteirista", realizado em 2015.

25 maio, 2016

Dia do Orgulho Nerd- 25 de maio

           

                           Dia do Orgulho Nerd

Hoje, 25 de maio, comemora-se o dia do orgulho nerd, por isso resolvemos homenagear alguns personagens “nerds” que nos surpreenderam e nos surpreendem com sua inteligência.




O que é um nerd? O termo Nerd é utilizado para definir uma pessoa muito dedicada aos estudos, alcançando níveis intelectuais acima dos previstos para sua idade.

O que defende e como nasceu  o dia do orgulho nerd ?
A data defende a liberdade e o direito de toda pessoa de ser um nerd e promover essa cultura. A data foi escolhida para comemorar a première do primeiro filme da série Star Wars, mas também divide o mesmo dia com “o dia da toalha” ( para os fãs de trilogia de cinco), O Guia do Mochileiro das Galáxias, em homenagem ao seu escritor Douglas Adam, entre outros.                          

Deixe nos comentários o nome do seu "nerd" favorito!

Abraços!

23 maio, 2016

Resenhas do Abou: "Lucíola", de José de Alencar




Olá, galerinha do Entrelinhas e Afins. Hoje, vou comentar com vocês, sobre o livro ‘‘Lucíola’’, de José de Alencar, que muitos de vocês já devem ter lido para a escola ou até por conta própria. Se você faz parte do primeiro caso, não fique com vergonha, porque também estou nele. Li esse clássico de José de Alencar para uma prova, porém me encantei tanto com ele e com a escrita de Alencar que já estou lendo outros dele.
            O livro é do período literário Romantismo, da Segunda Geração, e é conhecido como romance urbano, assim como ‘‘Cinco Minutos’’, ‘‘A Viuvinha’’ e ‘‘Senhora’’, todos, de Alencar. O romance é narrado por Paulo, que conta à Senhora G.M. a respeito do seu envolvimento com a cortesã Lúcia. Em 1855, ele chega ao Rio de Janeiro e se apaixona por Lúcia à primeira vista, sem saber da sua vida, porém Sá, amigo em comum deles, a apresenta para Paulo, na Festa da Glória (procissão em louvor de Nossa Senhora da Glória), com a seguinte fala: ‘‘Não é uma senhora, Paulo! É uma mulher bonita. ’’



A partir desse momento, Paulo começa a visitar Lúcia em sua casa várias vezes, porém, em uma outra festa, na casa de Sá, com a presença de outros homens como Sr. Cunha, Rochinha e Sr. Couto, além de prostitutas, Lúcia exibe-se nua diante de todos. Com isso, Paulo se afasta dela, contudo, posteriormente, compreende a amada. Dessa forma, Lúcia entende que Paulo conseguirá tirá-la da vida como prostituta, e muda-se para o interior com sua irmã mais nova, Ana. Confiando em Paulo, Lúcia revela que iniciou sua vida de prostituta, porque sua família estava com febre amarela e não tinha dinheiro para pagar o tratamento. Então, Maria da Glória (seu nome verdadeiro) começou a receber dinheiro de Couto por relações sexuais que tinha com ele, quando ainda era adolescente.
Essa transformação de Lúcia é um dos meus pontos preferidos do livro. No início, uma mulher extremamente ‘‘cabeça erguida’’, que não dava o braço a torcer e era extremamente cética e depois, uma mulher que se apaixona, se entrega a esse amor e faz de tudo para largar a vida de cortesã.O final do livro confesso, que me surpreendeu. Não vou soltar esse spoiler aqui, mas só digo que foi uma cena muito emocionante. Só de imaginar todo o momento e as emoções da cena já fico arrepiado.
A justificativa para o livro se chamar ‘‘Lucíola’’, curiosidade de muitos leitores, é apresentada, na edição da Editora Ática, na página 13, na seção ‘‘Ao autor’’:‘‘(...) Eis o destino que lhes dou: quanto ao título, não me foi difícil achar. O nome da moça, cujo perfil o senhor desenhou com tanto esmero, lembrou-me o nome de um inseto. Lucíola é o lampiro noturno que brilha de uma luz tão viva no seio da treva e à beira dos charcos. Não será a imagem verdadeira da mulher que no abismo da perdição conserva a pureza d’alma? (...)’’




Assim como outros autores da Segunda Geração Romântica, e assim como em outros livros de Alencar, há o foco na figura feminina, descrevendo-a de maneira inigualável. José de Alencar mostra todo o preconceito sofrido pelas prostitutas. Sá serve para representar a sociedade da época, totalmente preconceituosa em relação a relações sérias entre cortesãs e homens, não apenas relações sexuais. Paulo não é aquele mocinho sem graça que é cego pela amada, ele fica em dúvida diversas vezes se realmente vale à pena lutar por esse amor. Já ela mostra-se instável em relação ao amor.



É impossível não rasgar elogios a José de Alencar. Eu o considero um dos maiores escritores brasileiros. Já li alguns de seus livros, me encantei e por isso li ‘‘Lucíola’’, com grandes expectativas e mais uma vez não me decepcionei. Pelo contrário, só fiquei ainda mais encantado pela narrativa de Alencar. A linguagem não é muito difícil, se comparada a livros como ‘‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’’, de Machado de Assis, porém, para um leitor leigo, pode ser um pouco mais difícil.
Há algumas edições do livro, como a que eu li, da Ática, que apresentam algumas definições de palavras no final da página. Elas ajudam bastante! Nessa mesma edição, da Ática, o leitor ainda encontra várias informações sobre a vida, as obras de Alencar e também sobre o Romantismo.



Como costumo fazer, vou falar brevemente da capa da edição que li. De cara não identifiquei o que estava representado na capa, porém no final do livro encontrei mais informações, que irei resumir agora. Essa é uma obra de Mariana Palma, que constrói, com vários tecidos, um ambiente para remeter à figura feminina, tantas vezes ressaltada por José de Alencar. A mistura de tecidos tem uma analogia à Lúcia: com ela, havia uma mistura de sentimentos em relação a Paulo e em relação ao amor.
Para encerrar, destaco mais uma vez que adorei esse livro. É uma narrativa única e muito inovadora da época, já que os romances que falavam da figura feminina retratavam jovens burguesas. Recomendo esse livro para todos e acho que todos deveriam ler esse clássico da Literatura Nacional.

Por: Vitor Abou 




Vitor Abou é dono da Coluna Semanal " Resenhas do Abou", na qual todas às Segundas, o autor/ escritor posta um texto crítico, seja fílmico ou literário. Abou ganhou  o direito de postar,semanalmente, no "ELEA", por ter vencido com glória, a 2ª edição, do reality " O Roteirista", realizado em 2015.