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10 julho, 2016

GENTE COMO A GENTE com Lívia Corbellari, do “Livros por Lívia”


A jornalista, Lívia Corbellari, criadora do “Livros por Lívia” abre um pouco de sua intimidade no "Gente como a Gente", de hoje.  A baiana, que mora aqui no Espírito Santo desde os 6 anos,  além de administrar o blog, trabalha com assessoria para novos escritores. Ah, nossa parceira já foi editora de cultura no jornal online Século Diário, e eventualmente, cria alguns bombásticos eventos literários ( que eu, confesso) sou louco para ir. A freelancer é também apaixonada por gatos!

Vamos degustar Lívia? 



1 – Como surgiu a ideia de criar um blog?
Eu comecei o blog em março de 2013 e agora ele está fazendo 3 anos. No começo era só um portfólio no qual eu publicava as minhas melhores resenhas, na época eu trabalhava no jornal Seculo Diário e o jornal recebia muitos livros, eu lia alguns e fazia as resenhas. Depois o meu volume de leitura foi crescendo e eu fui fazendo resenhas especificas para o blog focando mais na literatura produzida no Espírito Santo. O blog foi crescendo e hoje se tornou um portal no qual publico, além das resenhas, entrevistas e matérias sobre a literatura contemporânea.
Eu gosto de escrever sobre o que leio porque é uma forma de eu entender melhor o livro e de fixar aquela história em mim. Eu só resenho os livros que eu gosto e que de alguma forma me marcam e escrevendo sobre eles eu acabo me sentindo mais próxima dessas histórias, porque sempre que vou escrever um texto eu pesquiso algo sobre o autor e sobre os livros anteriores dele.




2 - Você sempre gostou de escrever?
Eu comecei a me interessar mais por literatura na adolescência, quando passei a ler mais e tentar escrever alguns poemas. Então veio a época do vestibular e acabei ficando em dúvida entre Letras e Jornalismo, optei por jornalismo e me especializei na área cultural. Foi na época da faculdade que entrei em contato de fato com a literatura e conheci novos escritores, inclusive escritores capixabas.


3  – Você sempre esteve nesse meio “litérário”?
Eu entrei nesse “meio literário” quando comecei a trabalhar com jornalismo cultural e sempre tinha que entrevistar algum artista ou produtor cultural. Foi nessa época que comecei a frequentar eventos literários e também produzir meus próprios eventos como a Cachaçada Literária, que já esta na sua 3 edição.

4 – Como é sua rotina de postagens? Segue um calendário ou posta aleatoriamente?
Neste ano eu comecei a seguir um cronograma e tentar manter o blog de forma mais profissional. Acredito que a periodicidade nas postagens é muito importante para manter o leitor fiel e um trabalho forte nas redes sociais é essencial também para conquistar novos públicos.



5 – Atualmente, você trabalha com assessoria para autores. Em sua opinião, como eles ( os autores) enxergam nós, blogueiros literários?
Em primeiro lugar eu acho a literatura produzida aqui de ótima qualidade e que contempla diversos estilos e gêneros. Outra coisa que me motivou a priorizar a literatura local foi que eu notei, como jornalista cultural, que havia pouco retorno aos autores, que às vezes lançavam um livros e não sabiam o que as pessoas realmente tinham achado da obra. Eu comecei a escrever para dar esse retorno aos escritores.
Então, sempre fui bem recebida quando ia entrevistá-lo e acredito que eles nos vêem como um parceiro mesmo. Cada vez os cadernos de cultura dentro dos jornais vêm diminuindo ou acabando, então resta aos blogs para divulgar os artistas locais.




6 - Aqui, em Cachoeiro ( nossa terra) as editoras e livrarias são muito fechadas para parceria de livros. Você acredita que Vitória é mais fácil de conseguir essas tais parcerias? Ou você acha que ainda é muito difícil conseguir apoio de tais estabelecimentos?
Acho que em qualquer lugar é difícil conseguir apoio das livrarias, a não ser que você tenha muita grana, por que os acordos são sempre muito injustos e o escritor acaba ficando com uma porcentagem muito pequena da venda das obras. As livrarias vivem ainda em um outro sistema e não entende que o mundo vem mudando. Acho que acabe aos escritores e aos demais artistas procurarem alternativas, procurar parcerias com estabelecimentos como cafés, sebos, ou produzir eventos que de fato afetem o público. Um exemplo é o Literatura à Quilo, uma parceria entre as editoras Cousa e Pedregulho que vendia livros na feira.

7 – Você acredita que aqui no Espírito Santo tem como ganhar dinheiro sendo blogueiro?
Acho que a literatura produzida no Espírito Santo sofre da mesma forma que outras artes daqui, como teatro, música, artes plásticas, cinema... Há de tudo sendo feito, e com muita qualidade, porém esses produtos acabam circulando sempre no mesmo meio de pessoas e não chega ao grande público e também ficam limitados ao nosso estado. Acredito que os blogueiros se incluam nesse meio e as coisas ainda estão caminhando muito lentamente. De verdade não sei o que falta para começarmos a enxergar e a valorizar a nossa arte.



8 -  O que o “Livros por Lívia “ representa em sua vida?
O “Livros por Livia” começou como um hobbie, sempre foi muito divertido eu me comprometer a escrever sobre os livros que me marcaram de alguma forma. Ainda faço as resenhas e as entrevistas para o blog para minha própria realização, mas ultimamente gostaria que o Livros por Livia fosse o meu trabalho e que me gerasse uma renda. Por isso estou profissionalizando o blog para que se transforme em um portal literário e também investindo nas redes sócias para que meu conteúdo possa cada vez alcançar um público maior. Outra coisa que também estou fazendo é assessoria para escritores e para outras pessoas e projetos ligados a áreas culturais. Acredito que essa é a única forma de eu trabalhar com o que eu gosto. 

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