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27 agosto, 2016

Biblioteca de Castelo (ES) proíbe cidadãos de fazerem empréstimos de livros

Olá, elenáticos!

Eu sei que comecei esse post com um título bem SENSACIONALISTA, parecendo sair daqueles programas da TV aberta, bem do horário das seis, que, literalmente, fazem as câmeras balançarem de tanto exagero! Porém essa era a intenção.
Como alguns sabem estou residindo na localidade de “Conduru”, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, minha cidade. Esses dias, eu, como um “turista”, incentivador de leitura e blogueiro resolvi conhecer a Biblioteca da cidade de Castelo.
Confesso que, inicialmente, o que me chamou atenção foi que no centro da cidade há uma espécie de “mini castelo” fazendo referência ao nome da cidade. Logo após, descobri que naquele “castelo”, funcionava a Biblioteca do Município, e no segundo andar acontecia às reuniões dos membros da Academia de Letras da cidade.


Resolvi entrar no estabelecimento cultural e conhecer as obras da biblioteca, afinal eu estava com tempo ocioso. Por que não conhecer os exemplares da biblioteca de Castelo? Os funcionários da Biblioteca foram bem receptivos e responderam meus questionamentos acerca da logística do estabelecimento de forma educada. Contudo, a biblioteca possui uma diversidade de livros desde a temática infantil, até os Best-sellers. Até aí tudo bem ....
Então, eu sondei sobre a possibilidade de empréstimo de livros, afinal a biblioteca parecia um harém para qualquer amante da literatura e um livro a mais não faz mal, né? Porém, quando informei que eu residia na localidade de Conduru, a funcionária disse que eu não poderia fazer empréstimos de livros naquela biblioteca, pois o distrito de “Conduru” não pertence a cidade de Castelo ( onde fica localizada a biblioteca). “Absurdo” – pensei!
Ah, você pode se tá perguntando o porquê de minha indignação? Pra quem não entendeu eu explico: é que Conduru fica, aproximadamente, 20 minutos ( de ônibus) de distância da cidade de Castelo, já Cachoeiro de Itapemirim fica, fica, aproximadamente, 40 minutos ( de ônibus). E daí?


E daí que os moradores de Conduru utilizam muito mais a cidade de Castelo como centro comercial, do que a cidade “mãe”,afinal é muito mais próximo e rápido. Os moradores, em suma maioria, frequentam o bares, restaurantes, bancos, lojas, supermercados  e órgãos públicos da cidade de Castelo. Porque limitar a “literatura”? Porque restringir o acesso e empréstimo de livros?
Até entendo que essa exclusão seria para resolver possíveis empréstimos não devolvidos, que, provavelmente, dariam dor de cabeça para os funcionários. Mas, porque não fazer uma tentativa de “aceitação”? É ridículo a região geográfica possibilitar ou não o acesso a leitura! Já é raro termos amantes de leitura ou pessoas que possuem o hábito de fazerem empréstimo. E ainda temos “barreiras” ridículas que impedem o acesso a leitura?


Apenas coloquei o meu ângulo como blogueiro e oportunizador de leitura e acho – estou certíssimo. Vamos clamar por mais facilidades de adesão a cultura e menos “barreiras”, afinal para Literatura não existe região geográfica ou situação financeira. A literatura não é egoísta, vamos nos espelhar nela, que tal?

Abraceijos – de um post um “cadinho” revoltado!!!

2 comentários:

  1. Não conheço por ai, mas achei realmente muito revoltante isso! Aliás, tudo anda nesse esquema. Até o SUS da minha cidade se recusa a atender pessoas de outras cidades que moram aqui. Um absurdo esses limites.
    Nuvem de Novembro

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    Respostas
    1. REVOLTANTE! Estamos dividindo seres humanos por fatores/ limites geográficos? Onde estamos? Que mundo, Isa !!

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