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07 agosto, 2016

Resenhas do Abou: Procurando Dory

Olá, pessoal do ELEA. Vocês estão bem? Eu estou ótimo nesse dia da última resenha, desse quadro semanal que eu, Vitor Abou, adorei ter, o ‘‘Resenhas do Abou’’. Para fechar esse ciclo de resenhas de boas obras com chave de ouro escolhi o filme ‘‘Procurando Dory’’, que nos leva de volta a nossa infância.
Embora tenha sido lançado um mês atrás, o filme já é um sucesso de bilheterias no Brasil. Para quem não sabe (acho difícil existir alguém), a animação é uma espécie de continuação de ‘‘Procurando Nemo’’, um grande sucesso da Pixar, que mostrava a busca de Marlin e sua amiga recém conhecida Dory, por Nemo, o filho de Marlin. Treze anos se passaram e a Pixar decidiu lançar um filme inteirinho sobre Dory, que encantou e arrancou tantas risadas no primeiro filme, principalmente, com seu baleiês (linguagem das baleias).


O filme se inicia com uma cena que arrancou muitos ‘‘own’’ no cinema onde assisti: Dory ainda bem pequena junto de seus pais, que a encorajavam a lembrar das coisas. Essa primeira cena ajudou a explicar para quem não lembrava que Dory sofre de perda de memória recente. Dory acabou se perdendo de seus pais quando muito pequena e por não lembrar deles e do local onde morava, só foi se perdendo ainda mais, até encontrar Marlin.
Nesse momento, percebemos a conexão entre os dois filmes. Um ano se passa e Dory começa a se lembrar de seus pais e se vê determinada a achá-los, com o apoio de Nemo e Marlin. Dessa forma, o filme inverte o que aconteceu em ‘‘Nemo’’: agora a filha procura seus pais, e antes um pai coruja buscava, desesperadamente, seu filho. Nessa aventura, Dory acaba discutindo com Marlin e se perde dele e de Nemo. Assim, a protagonista acaba capturada por membros do Instituto de Vida Marinha da Califórnia, comandado, na versão em português, por Marília Gabriela (sim, ela mesma, a apresentadora).

Lá, ela conhece o polvo Hank, que promete ajudá-la a achar seus pais, já ele quer ser tirado dali e levado para um aquário. Dentro do Instituto, Dory e Hank vão conhecendo vários setores e vários outros animais passando por diversas situações de riscos. Enquanto isso, ainda em mar aberto, Marlin e Nemo tentam um jeito de entrar no instituto.
Obviamente, aspectos marcantes no primeiro filme como o baleiês e a preocupação constante de Marlin com tudo, continuam em ‘‘Dory’’, já algumas questões e personagens como a ‘‘tartaruga hippie’’ reaparecem, mas não acrescentam nada de novo no filme, servem apenas para mostrar algo requentado. Uma prova disso é que os personagens novos não se destacam tanto. Hank tira algumas risadas, assim como o tubarão baleia Destiny, que tem miopia, e a beluga Bailey, mas não é tanta coisa assim.


Não poderia deixar de destacar aqui um momento que foi bastante engraçado, e que se deve à dublagem brasileira. Estou falando da hora em que Bailey fala para Destiny: ‘‘miga, sua louca’’, uma expressão bem comum nas redes sociais. Com Bailey, também foi possível mostrar um pouco sobre o poder de sonar natural das belugas, servindo como um momento de uma mensagem didática bem curiosa e interessante.


Sobre o trabalho do diretor e roteirista Andrew Stanton, gostaria de destacar que foi muito bem feito. O filme realmente cumpre a função de tirar gargalhadas dos espectadores, de ensinar, em alguns momentos, sobre certos temas acerca da vida marinha, e até de emocionar.


Apesar de ser bastante simples, ‘‘Procurando Dory’’ mostra os passos para um bom filme, e um deles com certeza é ter uma protagonista como Dory, capaz de fazer rir, em cenas até simples, como com o leão marinho Gilberto, com suas sobrancelhas grossas, e de fazer (quase) chorar em uma cena pra lá de emocionante. O longa retoma ao passado, lembrando de ‘‘Nemo’’, mesmo que a gente compare, visto que o atual filme investe em certos aspectos presentes no primeiro. Por fim, ‘‘Procurando Dory’’ é um ótimo filme e bastante marcante. Com certeza, vale à pena assistir!

Até breve! 


  Vitor Abou é dono da Coluna semanal " Resenhas do Abou", na qual toda semana o autor/ escritor posta um texto crítico, seja fílmico ou literário. Abou ganhou  o direito de postar,semanalmente, no "ELEA", por ter vencido com glória, a 2ª edição, do reality " O Roteirista", realizado em 2015.

                                   

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