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16 setembro, 2016

Adeus, Domingos Montagner!!!

Depois dessa fatalidade, toda vez que digitarmos o nome do ator no site de pesquisa sempre irá aparecer ligado com sua morte, por isso resolvi criar um post que mantivesse a memória artística de seus trabalhos e, principalmente, do ser humano que ele foi. Com certeza o ator fará falta na TV, ainda por cima pelo seu perfil de galã cinquentão, e também de uma qualidade artística o paulista emendou umas cinco novelas desde 2011, até a atual “Velho Chico”.


Dentre os principais trabalho na TV, ele atuou em “Cordel Encantado”, “Sete Vidas” e a atual novela das nove, “ Velho Chico”. Montagner apesar de experiente demorou a se dedicar a TV, entretanto já tinha grande popularidade no meio circense.

Cordel Encantado (2011)


Foi a primeira novela do ator, na qual Domingos ganhou notoriedade nacional, perfazendo um trabalho de qualidade na obra das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. Já no papel de estreia o ator interpretou o rei do cangaço Capitão Herculano, na novela das seis, e dividia cenas com Cauã Reymond e Deborah Block. A novela na época foi um sucesso, e por conta disso o personagem também caiu no gosto popular.


Sete Vidas (2015)

Desta vez com um enredo mais urbano e contemporâneo Domingos interpretou o protagonista da trama das seis, o navegador Miguel que doa seu esperma em um banco de espermas, e o enredo desenrola ao redor das histórias dos seis filhos do aventureiro. Na história o mocinho também tem um filho com Lígia, interpretada pela atriz Débora Bloch, com que vive um romance que parece ioiô.



Um fato curioso é que no inicio da trama da mestre Lícia Manzo, o personagem de Domingos sofre um acidente de barco e é dado como morto, porém é salvo por membros de uma aldeia.
Outro fato bem interessante foi que a atriz Débora Bloch, pela segunda vez interpretou um par romântico com Domingos Montagner fazendo com que a amizade dois só crescesse. Antes, em “Cordel Encantado” os atores já haviam trocados bastante beijos calorosos.

Velho Chico (2016)


Na atual novela das nove do ( já cansativo) Benedito Ruy Barbosa, autor também das novelas “Esperança” e “Rei do Gado”, o circense estava interpretando o personagem “Santo”, par romântico de Camila Pitanga, que interpreta “Tereza”. Vale lembrar que inicialmente, a sinopse da novela foi aprovada pela globo para ser um trama das seis, mas com as mudanças a história foi transferida para o horário nobre.
Esses três trabalhos foram os mais marcantes do ator na Tv, porém ele também de outros trabalhos como a minissérie “A Cura” e “Força Tarefa”. Além disso, nas telonas ele iria estrear esse ano com o longa “Um namorado para minha mulher” ao lado de Ingrid Guimarães.


Mesmo “Velho Chico” sendo um fiasco de audiência, ninguém jamais iria imaginar esse fato trágico. A Globo perdeu um excelente ator, os artistas perderam um ícone e, nos, telespectadores, perdemos um monstro em cena.


Vida longa, Domingos!

13 setembro, 2016

5º Festival de Cinema e TV em Muqui!


Nos dias 09 e 10 de setembro, último final de semana, rolou o Festival de TV e Cinema do Interior do Espírito Santo, o FECIN, realizado na cidade de Muqui, interior do Espirito Santo. E no sábado eu tive a oportunidade de acompanhar bem de perto a programação para detalhar aqui para vocês!
Muqui é considerado o maior sítio histórico do ES, conta com uma veia cultural bem forte, que envolve atrações como a Folia de Reis, o carnaval do Boi Pintadinho, o Festival de Cervejas artesanais e, claro, o Festival de Cinema que já se encontra em sua 5ª edição.

No segundo dia do festival ocorreu o passeio “Ciclo de Memórias”, o símbolo do festival, as bicicletas, que contam a história da cidade através das memórias. O passeio reuniu a população na rua, cada um com sua bike, vestidos à moda antiga e espalhando poesia, um verdadeiro charme!

Transitei pela estrutura do local que também contou com a exposição de carros antigos, praça de alimentação com direito a venda de cerveja artesanal, food truck e stands com vendas de artesanato e produtos do evento. A programação também envolveu as Meninas Bordadeiras de Burarama, que fizeram a exposição de seus mapas afetivos expostos no “Memorial do Bordado”. O escritor e cronista muquiense Jace Teodoro lançou seu livro “A palavra que Apalavra”, uma reunião de seus trabalhos já publicados no jornal A Gazeta e outros inéditos.
A atração mais esperada por mim era a exibição dos curtas, que muito me encantou. Sem dúvida alguma, o documentário “Meninos e Reis”, de Gabriela Romeu, foi o que mais me encantou. O enredo trata da tradição do reisado, uma festa católica envolvida em uma grande teia cultural. O documentário nos permite ver se sensibilizar em como os meninos de Juazeiro do Norte, CE, estão envolvidos e engajados na cultura, simplesmente enternecedor. Não é a toa que o curta foi o ganhador do Troféu Palma.
Um dos outros curtas que também foram exibidos foi “Balú”, de Paula Gomes que retratou a vida de um menino e seu cachorro, Balu, vira-lata, os dois personagens cruzam suas identidades o tempo todo durante o filme. Outra apresentação foi da animação “Cartas”, de David Mussel, a trama se desenvolve concomitantemente à sua trilha sonora, que é nada mais nada menos que Vivaldi. O enredo conta com uma história psicológica que se mistura a música, esplêndido!


O encerramento do festival ficou por conta da música e entrega das premiações. Claro que eu também não poderia deixar de andar pela cidade. 
E pelas minhas andanças, encontrei o Palacete Rambalducci, a maior, imponente e mais antiga construção da cidade, uma estrutura fascinante. Andar pela cidade de Muqui é poder observar as construções pertencentes ao século XX, à cidade mantêm um ar muito bucólico.

O município dispõe de uma praça muito charmosa no estilo francês e ainda o trilho do trem que corta a cidade, além dos casarões e toda a historicidade que cerca a cidade. 


A cidade de Muqui guarda muitos encantos, se tiver oportunidade, não deixe de conferir mais essa beleza do ES.