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27 outubro, 2016

Amarello Amor, por Carolina Ferraz

Ah ...o amor é tudo. E o resto são bobagens, rs. 

 Amarello  Amor....

               O que existe além do que já foi dito sobre amor? Toda a minha vida é pautada em amores que tive ou gostaria de ter. Falando sobre os que tive, também não tenho muito a dizer. Amei, e fui muito bem amada. Mas foi um amor, um único amor, que veio, cruzou minha vida, tocou minha alma, e ficou marcado em minha pele.
          Todos nós carregamos conosco uma história, aquela que só nós nos atrevemos a lembrar quando, durante à noite, no escuro, encostamos nossas cabeças no travesseiro, e o silêncio cala fundo. Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem.
          Mas então, numa quinta-feira à tarde, de um ano qualquer, tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido, percebemos que amor igual não há, e que aquela pessoa continua, e continuará a ser, nossa referência afetiva mais sincera e profunda. Não é doença nem obsessão. Aliás, não é nada, só amor. Amor dos bons, daqueles que são únicos e maravilhosos, que acontecem poucas vezes na vida das pessoas. Daqueles amores que ficam, e que teremos que conviver com ele como algo concreto, e parte de nossas vidas.


          Que alma consegue atravessar a vida sem ter conhecido o amor e, quem sabe, ter a sorte de ser correspondido? Que vida vale a pena sem amor?
          Nenhum sentimento é mais lindo, profundo e transformador que o amor. Só o amor transcende e purifica. Enlouquece e cura. Invade e permanece. Liberta e aprisiona. Quando acontece, é um som grave que penetra, invade e permanece. Não compliquem nem elaborem o sentimento mais incrível e poderoso de todos. Permitam que ele chegue e se instale. Pois o resto são bobagens, meninos... bobagens.

Carolina Ferraz

20 outubro, 2016

Sorteio no Facebook!



Boa noite, ELEA!




Este ano o Entrelinhas e Afins conseguiu atingir muitas metas, tivemos um breve período com um pouco de dificuldades na postagem, pois, alguns de nós conseguiram trabalhos fora daqui – do blog, acho que vocês sabem que somos todos professores da nossa tão amada Língua Portuguesa. 
Fizemos três anos juntinhos aqui com vocês, estamos trabalhando também em mais conteúdos na página do Facebook e, consequentemente, aumentamos nosso publico lá- estamos chegando às duas mil curtidas ORGÂNICAS, ou seja, não pagamos por nenhum dos likes de lá, tudo que temos é fruto de nosso trabalho e da ajuda dos nossos amigos que compartilham e espalham o pouquinho que fazemos, a todos vocês, GRATIDÃO!
Mas, este post aqui, seve para avisar a vocês que é tempo de comemorar! Este mês nossas postagens ficaram mais frequentes, estamos preparando muitas novidades para colocarmos aqui. Chegamos a mais de 300 postagens e nada melhor que comemorar com um SORTEITO DE LIVROS! É isso mesmo, estamos sorteando o exemplar de FOGO CRUZADO - James Patterson é só vocês acessarem por AQUI e seguir o regulamento:

1.   Curtir a página no facebook;
2.   Seguir o blog por meio do Google Friends Connect (GFC);
3.   Seguir o Instagram;
4.   Marcar um amigo, na foto oficial da promoção, que ainda não tenha curtido a página. 
5.   Deixar seu e-mail na foto oficial da promoção 
6.   SOMENTE EM TERRITÓRIO NACIONAL.

Ah, vocês tem até o dia 31 de outubro para participar, nós vamos entra em contato com o ganhador(a) por e-mail, por isso, não esqueça de deixar o seu e-mail no comentário da foto oficial, que está fixada lá no nosso facebook, ok?!  Não deixe de participar e compartilhar para todos os seus amigos e de nos acompanhar em nossas redes sociais. Obrigado por estarem sempre conosco! Boa sorte, abraços.


14 outubro, 2016

Viajando com Tamara: Dom Quixote de La Mancha

Olá galera linda!

            Fiquei muito feliz quando recebi o convite do blog Entrelinhas e Afins, é um prazer poder compartilhar um pouco da minha experiência com livros e viagens. Na verdade é uma honra colaborar com o blog que a cada dia tem crescido mais e mais. Não vou me prolongar muito nos textos, confesso que não tenho muita paciência e nem muito tempo para ficar lendo tanta coisa.


       Mas, preciso me apresentar, sou Tamara Peixoto, tenho 23 anos, graduada em pedagogia e, recentemente, pós graduada em psicopedagogia, amo essa área de humanas e lidar com pessoas é sempre um grande prazer, por esse motivo, as letras e livros me encantam tanto. Além disso, amo viagens e, é sobre esses grandes amores que vou escrever para vocês.


            Uma das viagens mais incríveis que fiz foi para a Espanha, um país fascinante com uma cultura de tirar o fôlego onde suas literaturas não ficam pra trás. Eu poderia escrever um livro sobre essa experiência, mas a intenção aqui não é essa, quero mostrar pra vocês os livros que trouxe de cada viagem que fiz, e na Espanha uma das literaturas que comprei foi Dom Quixote de La Mancha, que foi publicado pela primeira vez em 1605. No livro, Miguel de Cervantes, o autor, ridiculariza as histórias de cavalaria, que fizeram muito sucesso na Idade Média.


            Nessas histórias, cavaleiros fortes e corajosos enfrentam gigantes, derrotam exércitos inteiros e sempre saem vitoriosos. Lutam contra as injustiças do mundo, defendendo a Igreja e protegendo os mais fracos. Dedicam suas vitórias a uma bela dama, que amam com devoção. Já Cervantes criou seu personagem, Dom Quixote, como um cavaleiro bem diferente daqueles que apareciam nas histórias de cavalaria dos séculos anteriores. Tem cerca de 50 anos, vive fazendo trapalhadas e sempre se dá mal. O mais gostoso do livro é sua inocência e criatividade, Dom Quixote imaginava todas as suas aventuras e demonstra como o ser humano precisa ser mais amável e ingênuo, cultivando sempre as amizades e amores.


            O melhor é que todo o livro é em espanhol, o que me ajuda até hoje a praticar a língua. Por fim, aqui no Brasil, encontrei a versão do livro para crianças, o que achei mega interessante, já que nossas crianças precisam conhecer histórias de culturas diferentes, incentivando a curiosidade, criatividade e leitura! Aqui fica meu super obrigado por participar do blog e um grande beijo, espero que tenham gostado e que possamos nos encontrar mais vezes no blog com os textos de viagens e livros!


¡Hasta las próximas chicos! 

Tamara Peixoto 

13 outubro, 2016

A raiz cultural literária entre Brasil x África

               A literatura africana, atualmente, apresenta grandes nomes de destaque no contexto literário, com traduções em diversos idiomas e reconhecimento mundial. Apesar de ser um continente financeiramente pobre, tem uma riqueza de grandes autores como os escritores angolanos José Eduardo Agualusa e José Luandino Vieira e também o renomado escritor Mia Couto, que se destaca na contemporaneidade.


            Observando por um viés histórico, sabe-se que o continente africano sofreu com os diversos problemas políticos/ sociais, um deles a opressão dos colonizadores. No movimento intitulado “ a negritude”, os escritores das colônias vítimas de opressão colonialista uniram-se para valorizar a cultura negra ( africana) e reivindicar seus direitos humanos perante a cultura francesa, desse modo impulsionando o movimento de independência da África.

            
        Com isso, escritores brasileiros como Manuel Bandeira, Jorge de Lima, Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e outros, aproximaram-se dos africanos por afinidades política ideológicas. O intercâmbio cultural entre Brasil x África é ressaltado, assim como os aspectos religiosos, políticos, linguísticos e também a literatura brasileira, ou seja, o Brasil serviu como modelo para a formação da identidade nacional dos africanos.


            Vale lembrar que a revista Claridade (1936/1960), fundada por Barbosa, Baltasar Lopes e Manuel Lopes, reinvidica um estatuto literário primitivo ao longo de estilos literários como o neo-realismo, a influência de escritores brasileiros até os escritores como Corsino Fortes.
            A maioria das obras criticavam as atitudes repressivas ou simplesmente narravam as vivências das colônias procurando fazer um resgate das antigas tradições, assim como Mia Couto retrata no conto “O embondeiro que sonhava pássaros”, da obra “ Cada homem é uma raça”, na qual um homem é maltratado pelos colonos de sua aldeia, pelo fato de ser pobre e negro.


            Observando o poema “Antievasão”, do poeta cabo-verdiano “Ovídio Martins”, em versos agressivos que criticam a ideologia da emigração, como percebe-se versos “Pedirei/ Suplicarei/ Chorarei/ Não vou para Pasárgada”, pois o eu lírico pretende ficar a todo custo, além de parafrasear o poema clássico “Vou me Embora pra Pasárgada”, do modernista brasileiro, Manuel Bandeira.

            Além disso, com uma poesia de apelo social e de visão crítica da realidade, Ovídio Martins auxiliou o povo cabo-verdiano na busca identitária e progressão da população africana. Salienta-se que ele foi o fundamental representante das letras do arquipélago e na luta pela libertação de Cabo verde do jugo colonial.  

12 outubro, 2016

Somos mais um dado numérico


   1.2.3.4.5.6.7.8.9.10 segundos, se eu tivesse cronometrado o tempo do meu encontro com aqueles rapazes. Pode até ser esse o tempo dos homens, mas no relógio de minha reconstituição dos fatos, o incidente pareceu que durou horas e horas. Mas, foram segundos.



        Domingo apático, carros barulhentos, pessoas conversando, um vai e vem. Um vem e vai, o padre dando a benção final, a garçonete entregando os pedidos, o cliente conferindo o troco. Carros, ônibus, carretas, carros e mais carros. Motocicletas, motoqueiros, motobandidos, um assalto! Sim, eles estavam armados. Sim, não deu tempo de gritar. Sim, foi um deslize. Sim - eu já lhe respondo prevendo seus julgamentos do tipo “você sabe como essa cidade é perigosa, por que ficou com o celular em mãos”? Sim, eu posso lhe mandar para um lugar chamado puta que o pariu?!
        Acho que as pessoas esquecem que o celular não é somente um objeto de entretenimento, mas também um objeto de necessidade. Será que nós que temos que nos culpar por usarmos os celulares em público? Será que temos que sentir remorso por usufruir de um bem material que custou tanto para conseguir? Ops, quem são as vítimas nessa sociedade miserável? Somos, nós, pessoas honestas e trabalhadoras? Ou serão eles – talvez vítimas de uma família desestruturada e órfãos de carinho, sentimentos, humanidade e de alma.



        Corro. Corro. Corro. Corro por três quarteirões, ainda desorientado, parecendo até que eu havia usado uma dessas drogas alucinógenas – que dá até para ver dragões, duendes e fadas dançando de mãos dadas. Vejo vultos, ouço vozes, mas a ficha ainda não caiu. Susto, pânico, terror e medo ainda percorre minhas veias. Abro a porta da delegacia sou fintado por fardas humanas, que mesmo percebendo minha indignação, demonstram-se indiferentes. Eu era apenas mais um, quer dizer, só mais. Espero, espero, esperooooooooooooo por minutos intermináveis. A ficha cai, e o choro sai. Me descontrolo.
        Todos nós estamos sujeitos a esse tipo de evento! Nessas situações nos sentimos humilhados, nos sentimos um "zé ninguém", afinal você foi mais um e na rotina deles isso é normal. Mas, nós, não somos "eles". Nós, não somos "ninguém". Somos mais um dado numérico, na planilha do sistema, que será esquecido amanhã. Ou quem sabe, daqui meia horinha.



        Lembro-me até das palavras ácidas de Braga, afinal me senti um “silva”. Que dizia “que os Silva somos nós. Não temos a mínima importância. Trabalhamos, andamos pelas ruas e morremos. Saímos da vala comum da vida para o mesmo local da morte”. Entretanto, neste caso não teve morte, e com isso, dessa vez, não acrescentei outro dado estatístico na planilha do sistema. 

11 outubro, 2016

Interrogações Pontuais- Pedro Henrique

Boa noite, Entrelinhas & Afins! Hoje vamos apreciar um texto criativo e muito bem escrito feito pelo meu aluno talentoso Pedro Henrique. Tenho certeza que irão gostar! Apreciem sem moderação!




Interrogações Pontuais


Em um mundo onde sinais pensam, existia uma interrogação muito orgulhosa. Diferente dos outros sinais, ela não tinha nenhuma dúvida! Nunca teve curiosidade de nada, afinal, em uma dúvida, ela teria que ser usada no final. E ela não gostava nada disso. Não gostava de ser usada, muito menos ao final de frases!
"Ora essa" pensou um dia. "Nunca vi a tão famosa interrogação, usar-se a si mesma! Isso é um absurdo! Vou me transformar em uma exclamação. Está decidido!". Então, se tornou a exclamação, o mais inteligente dos sinais. Todos os dias os sinais iam lhe fazer perguntas, pois sabiam que ela saberia a resposta, com toda a certeza.
Até que um dia apareceu um ponto, e então lhe perguntou: "Você não se sente triste? Você não é nada original. É basicamente um "i" ao contrário!" A exclamação pensou por poucos segundos e respondeu: "Na verdade, o "i" sou eu de cabeça para cima, e não o contrário." O ponto, não satisfeito, perguntou: "Como você pode ter tanta certeza?" A exclamação parou para pensar por mais um segundo e chegou à pior conclusão possível: Ele não sabia a resposta!
Então, decepcionada consigo mesma, a exclamação resolveu virar o ponto. Simples e útil. Usado por tudo e todos. Estava vivendo feliz, quando apareceu uma vírgula em baixo dele! "Ei, de onde você veio?" Perguntou o ponto inconformado. "Como assim de onde eu vim? Agora somos uma dupla. O ponto e a vírgula!". O ponto, orgulhoso como sempre, não aceitava dividir seu lugar com ninguém, então resolveu largar para lá a ocupação de ser ponto. "Quer saber? Vou virar uma interrogação! Tem o visual mais original de todos os sinais e, é usado pelos grandes filósofos e pensadores!" E foi feliz como uma interrogação até que pensou: "Ora essa. Nunca vi a tão famosa interrogação, usar-se a si mesma...".
Pedro

08 outubro, 2016

Sinto Muito


Sinto-me velha, apesar de ter vinte e um anos. Talvez, eu me sinto velha pela quantidade de coisas que já ouvi e vivi, mesmo que sejam só por 21 anos. Carrego o peso da meia idade em plena flor da idade.
São tantas as pessoas carregadas e mal amadas que já passaram e passam por mim, que se prendem a mera felicidade em ser superior ao outro. Sinto-me carregada dessa espécie fajuta. Sinto-me velha por fazer um esforço danado para acreditar que há esperanças que o ser humano possa se tornar humano novamente, todavia, o que eu vejo todas as horas, é o quanto essa humanidade se perdeu e se tornou puro interesse, exclusivismo, prepotência e arrogância.
Carrego o peso da meia idade na metade do caminho da vida. As dores nas minhas costas são as tristezas e as humilhações que vejo- e que passo, movimentar a vida de todos. Ninguém se preocupa com isso. Quando alguém se julga no direito de se fazer melhor que o outro. Seja por ter um grau de instrução maior ou simplesmente por se achar superior, papel nenhum prova integridade ou humanidade. Ninguém tem se importado com isso.
 O meu grande problema é que eu sinto muito. Sinto demasiadamente, e de sentir com tamanha intensidade e me sensibilizar diante dos mistérios e belezas da vida, é que envelheço por cada tristeza uma do mundo. Eu me importo com isso! E já aprendi com Newton Braga: * “esta sensibilidade que é uma antena delicadíssima, captando pedaços de todas as dores do mundo, e que me fará morrer de dores que não são minhas.”.
Contudo, que seja assim o meu fim, quando chegar, pois então, poderei morrer feliz sabendo que me importei com o outro, que deixei me fazer ouvir os problemas dos meus semelhantes. Procuro ausentar-me do radical ego e me aproximar do frater. Carecemos é de semear mais palavras, expressões, frases e sentenças que dão conta da complacência e da bondade, pois na verdade, o mundo só precisa de alguém que saiba olhar com mais ternura o seu contorno. Importe-se!


*BRAGA, Newton. Fraternidade em Poesia & Prosa. 2ª ed. — Vitória: IHGES, AESL, DEC, SPDC/UFES, 1993. p.188.