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11 outubro, 2016

Interrogações Pontuais- Pedro Henrique

Boa noite, Entrelinhas & Afins! Hoje vamos apreciar um texto criativo e muito bem escrito feito pelo meu aluno talentoso Pedro Henrique. Tenho certeza que irão gostar! Apreciem sem moderação!




Interrogações Pontuais


Em um mundo onde sinais pensam, existia uma interrogação muito orgulhosa. Diferente dos outros sinais, ela não tinha nenhuma dúvida! Nunca teve curiosidade de nada, afinal, em uma dúvida, ela teria que ser usada no final. E ela não gostava nada disso. Não gostava de ser usada, muito menos ao final de frases!
"Ora essa" pensou um dia. "Nunca vi a tão famosa interrogação, usar-se a si mesma! Isso é um absurdo! Vou me transformar em uma exclamação. Está decidido!". Então, se tornou a exclamação, o mais inteligente dos sinais. Todos os dias os sinais iam lhe fazer perguntas, pois sabiam que ela saberia a resposta, com toda a certeza.
Até que um dia apareceu um ponto, e então lhe perguntou: "Você não se sente triste? Você não é nada original. É basicamente um "i" ao contrário!" A exclamação pensou por poucos segundos e respondeu: "Na verdade, o "i" sou eu de cabeça para cima, e não o contrário." O ponto, não satisfeito, perguntou: "Como você pode ter tanta certeza?" A exclamação parou para pensar por mais um segundo e chegou à pior conclusão possível: Ele não sabia a resposta!
Então, decepcionada consigo mesma, a exclamação resolveu virar o ponto. Simples e útil. Usado por tudo e todos. Estava vivendo feliz, quando apareceu uma vírgula em baixo dele! "Ei, de onde você veio?" Perguntou o ponto inconformado. "Como assim de onde eu vim? Agora somos uma dupla. O ponto e a vírgula!". O ponto, orgulhoso como sempre, não aceitava dividir seu lugar com ninguém, então resolveu largar para lá a ocupação de ser ponto. "Quer saber? Vou virar uma interrogação! Tem o visual mais original de todos os sinais e, é usado pelos grandes filósofos e pensadores!" E foi feliz como uma interrogação até que pensou: "Ora essa. Nunca vi a tão famosa interrogação, usar-se a si mesma...".
Pedro

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