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27 janeiro, 2017

Falta muito para trinta anos?

         É, eu to contando quantos anos ainda faltam para os 30 anos. Afinal, 30 anos é a idade que a gente (meio que) estipula para que todos aqueles nossos sonhos de antes dos 20 - se realizem. É se possível pode até ser antes do trinta anos de idade, mas é uma lista gigantesca, que os 30 seria a idade ideal. Depois que a gente passa do vinte parece que entramos num modo automático de amadurecimento obrigatório do modo: ou cresce, ou cresce. Sem opção de renúncia, sabe?


               Depois dos vinte e poucos a gente já se cobra mais, lógico, nós queremos independência financeira, sem aquela de quando as coisas apertar ir pedir dinheiro emprestado para os pais. Quem nunca?! Queremos ter o nosso cantinho; sabe precisamos de nossa liberdade de fazer o que desejamos; aquela vontade de arrumar a cozinha na hora que der vontade ( deve ser uma sensação tão boa), ou aquela sensação de andar nu pela casa, somente com uma preocupação: a do vizinho do lado sem querer nos ver. De fazer aquela social, regado com muita cerveja e finalizada com a batida dos policias na sua porta por causa do barulho.


               Junto com a liberdade, vem as responsabilidades. Sim, na vida tudo vira boleto. É, só que depois do 20 parece que os boletos não param. É conta de água, luz, telefone, internert, do celular, Netflix, até da farmácia. É, até de farmácia. Ainda bem que amor não tem boleto, porque se tivesse acho que todos estaríamos com o nome sujo.


               Tem a pressão também de fazer uma faculdade, alguns casos de conseguir sair da faculdade, porque é aquele ditado “entrar na faculdade é fácil, difícil é sair dela”. Daí você fica meses, anos, décadas na faculdade enquanto isso seus irmãos já formaram família, já lhe deram sobrinhos, e você tá lá ... na graduação. Tudo bem que não é uma regra “você tem que fazer faculdade” ou “ você precisa se formar antes do trinta”. Quem criou essa regra?


               Além disso, o desejo de construir uma família aumenta, parece que aumenta em doses exageradas. Sério, a gente vê a prima casar, a melhor amiga casar, depois a filha de sua madrinha engravidar, e sua prima, que era sua melhor amiga, também resolver engravidar, só que de gêmeos. Daí é certeiro: começa com os convites para ser madrinha/padrinho, depois vem os convites para batizar os filhos seus melhores amigos, depois vem as festinhas de 1 aninho, de 5 aninhos, e você continua ali... contando, e recontando, quantos anos faltam para os trinta.                 



               Todavia, quem criou essa regra? Quem estipulou esse padrão de idade? Quem disse que você não pode engravidar aos 20, criar seus filhos, depois de um tempo entrar na faculdade, se formar com 30? Quem disse que não podemos começar a faculdade depois dos 30? Qual o problema depois dos 30? Parece até que há uma linha tênue entre o vinte nove e 11 meses e o trinta. Quer saber esse negócio de metas por idade é uma forma tosca de se programar para as conquistas da vida. Não se prenda a metas por idade, na hora certa ( isso não é clichê) o melhor chegará.



               Inspira ..... Relaxe ... Viva! Viva, meu bem. Afinal os vinte e poucos são deliciosos e estão aí para serem vividos. Com o filho ou não, casado ou solteiro, rico ou pobre, com crush ou sem crush ... vá .... Viva! “Keep Calm” e realize seus sonhos, pois devagar, a gente vai longe. 

24 janeiro, 2017

GENTE COMO A GENTE com Izadora Pedruzzi


   Izadora Pedruzzi, de 17 anos, é autora da trilogia “O Ciclo de Sangue” e blogueira no AdrenaLivros. A escritora é fã de Rick Riordan e Fernando Pessoa. Ah, ela também ama café. Moradora de Vargem Alta, a escritora conta um pouco de sua trajetória com a escrita e também comenta sobre os seus planos para esse ano.




1 - Como se iniciou seu interesse pela escrita?

            Foi logo após começar a ler. Na verdade, minha jornada no mundo dos livros é recente, somam-se apenas 3 anos ou mais... Lembro que tomei nas mãos a segunda obra da saga Percy Jackson (emprestada por meu primo, aliás) e, pela primeira vez, me encontrei no livro e realmente fui sugada pela história. Foi aí que pensei: “se o autor fez isso, eu acho que também consigo!”.
            Sentei frente ao computador e, todas as noites durante uma semana, trabalhei em um conto chamado Atena, meu primeiro trabalho, também circundando o universo da mitologia grega devido a influência da saga de Rick Riordan.

            Já havia lido outros livros muito bons antes, mas nenhum que me empurrasse para este mundo como Percy Jackson fez. Foi a partir dele que tudo mudou.

2 – Como surgiu a ideia original de “O ciclo de Sangue”? E como se deu o processo de escrita de sua obra?

            A ideia original, na verdade, é completamente diferente do que temos hoje para ler. Inicialmente seria um diário contado dia após dia pela personagem principal, que apresentava alguns problemas aparentemente incompressíveis (os dons que também vemos na história atual) e difíceis de serem lidados. Esta ideia ocorreu na casa de uma prima, que inclusive até hoje conta vantagem porque pensei no Ciclo de Sangue lá. Hahahah (Isabely, eu não vou te dar parte dos lucros caso venha a publicar meu livro. -_- hahahahahah).
            A questão é que não sei explicar como tudo aconteceu depois disso... Os trechos foram ligando-se uns aos outros, enquadrando-se numa história maior e, por fim, temos uma trilogia em andamento e uma ideia ainda inicial sobre um bônus para arrematar a obra. Acredito fielmente que seja Deus o responsável por isso.

            O processo de escrita foi mais complicado.No começo seria apenas um livro, Traçado pelo Destino, mas ideias novas surgiram e eu não aguentei dizer “tchau” aos meus personagens tão brevemente. Sendo assim, enquanto escrevia o primeiro, pensava no segundo e amadurecia o surgimento de um terceiro, com vista num possível quarto, apenas para explicar acontecimentos vagos esquecidos pelos livros. Com a mente bastante ocupada, consumida pela escola também, eu rezei pedindo ajuda e tudo acabou se endireitando. Pouco a pouco finalizei o primeiro, iniciei o segundo e fiz anotações do terceiro, graças a Deus.
3 – Sabemos, que no cenário internacional, J.K. Rowling é uma de suas inspirações como escritora. Mas, se tratando da Literatura Nacional, quais autores são suas inspirações?

            Bem, quando falamos de literatura clássica, ainda preciso assumir que pouco conheço. Este universo tão belo e vasto pretendo em breve desbravar, mas alguns nomes já me enchem a alma de curiosidade: Clarice Lispector, Monteiro Lobato, Machado de Assis e muitos outros.

4 – No cenário nacional contemporâneo, quais são seus autores prediletos?

            Se tratando de literatura contemporânea, há uma escritora em especial que me fez apaixonar ainda mais pela ficção/fantasia: F.M.L. Pepper. Sou descaradamente fã desta mulher, e acho que todos no universo deveriam ler sua trilogia “Não Pare!”. Espero um dia ser boa como ela.

            Além desta, diversos escritores que estão apenas começando também me cativam, fazendo-me virar fã em dois capítulos. Estes também são maravilhosos e merecem ganhar o mundo, porque suas obras tornam melhor o dia de qualquer um.

5 - Como você entrou no mundo dos blogueiros? Quando nasceu o AdrenaLivros?

            Tudo começou quando, sem querer, saíram de minhas mãos poemas e algumas crônicas. Inicialmente, não postaria em lugar algum, mas mais e mais foram brotando de meu coração, e eu fiquei com pena de não compartilhar. Minha intenção é e sempre foi fazer pessoas pensarem, mudarem, sorrirem... Fazer a diferença ao menos uma vez na vida de alguém. Creio que a essência de meus textos seja essa, e foi quando percebi isso que decidi dar a cara a tapa e expor minhas obras na Internet.


            O AdrenaLivros surgiu, inicialmente, com o nome O Ciclo de Sangue, para divulgar minha obra. Entretanto, decidi modificar o título quando tilintou em minha mente a junção das palavras adrenalina e livros. Editei o blog, troquei de plataforma, pintei e bordei meu jeito nas entrelinhas daquele site, e hoje em dia temos o meu tão amado AdrenaLivros. Mais uma vez, repito: é Deus o responsável por isso.

6 – Você conhece outros blogueiros na região onde você mora?

            Pessoalmente, infelizmente, não. Entretanto, depois que adicionei o Ronald no Facebook, fui colocada em um grupo de blogueiros de Cachoeiro e região, e só então descobri que não era a única que brincava nesse universo tão divertido. Do fundo do coração, é gratificante encontrar mais pessoas que se envolvem neste meio.


7 – Além de cursar Letras, quais planos você tem para 2017?

            Estudar muito, escrever, ler vários livros, aumentar minha estante, se possível trabalhar (papai não aguenta mais ter que gastar a cada promoção de livros na Internet... Hahahah), namorar, ter ideias, encontrar inspirações, ajudar escritores que estão apenas começando como eu, incentivar a leitura e a escrita, pensar em dicas para a escrita que me acompanham desde o início a fim auxiliar a quem eu puder e, por fim, ser feliz. Puramente feliz e abençoada, com os grandes amigos que tenho e meu universo particular que carrego entre as linhas do papel.

Contatos da Iza

Email: izapedruzzi@hotmail.com

23 janeiro, 2017

Resenha Crítica: A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard

Autora: Victoria Aveyard     
Editora Seguinte
Gênero: Fantasia, Ficção, Distopia
Ano: 2015
419 páginas

               A narrativa distópica narra uma sociedade dividida pela cor do sangue. De um lado estão os prateados; classe de nobreza, rica e com habilidades especiais, que os tornam poderosos e invencíveis. Entre eles os verdes, lépidas, forçadoras, telecs, magnetrons, e muitos outros que são revelados pelo decorrer da aventura. Já do outro estão os marginalizados, os de sangue vermelhos; pobres, a base da pirâmide social dessa sociedade, e ainda por cima, muita vezes, escravizados pelo poder tirano (ditador) do rei.

               A protagonista da narrativa é Mare Barrow, uma garota desmetida de 17 anos que não possui nenhum tipo de ocupação ou habilidade benevolente. Moradora da região de Palafitas, uma região muito pobre, a garota se arrisca entre um roubo e outro, devido a sua falta de “ocupação”. Com uma reviravolta do destino, Mare consegue um emprego no castelo real, em uma situação embaraçosa acaba descobrindo que possui um incrível poder. Na qual colega Mare no centro de uma guerra de interesses no trono real.



               Embora seja uma trama magnífica, em alguns momentos parece que estamos revivendo sagas já conhecidas por nós. Um entrelaço de “Avatar: A lenda de Aang”; por causa das habilidades especiais dos personagens, misturado com um pouco de “X-Men”, com uma dose de “ Jogos Vorazes”, devido as conspirações de guerra e política. A história é cativante, pois prende o leitor com suas reviravoltas, o jogo político dentro da trama é uma das cartas chaves de Aveyard.

               Outro ponto positivo é a capa de “A Rainha Vermelha”, que está cheia metáforas, já adiantando um pouco da história. Com um tom todo prateado, claro, faz alusão aos prateados da trama. Além do mais, a coroa de cabeça para baixo, rojando sangue vermelho, já anuncia uma rainha incomum, que pretende uma revolução na trama.

             A Rainha Vermelha é uma obra que merece ser lida pelos personagens bens arquitetados, pelo o desenho de uma sociedade distópica ímpar, pelos diálogos bem amarrados, e muitas vezes, bem semelhante a nossa realidade, trazendo uma dose de crítica social subjetiva.


             “Minha cabeça bate contra o escudo. Vejo estrelas. Não, não são estrelas. Faíscas. O escudo cumpre sua função: frita-me com raios elétricos. O uniforme queima, fica chamuscado, tostado. Aguardo o momento em que minha pele vai ficar assim também. Meu cadáver vai ter um cheiro ótimo. Mas, por algum motivo, não sinto nada. Devo estar com tanta dor que não sinto”.
Página 78

18 janeiro, 2017

E quando chega os 20 e poucos....

E quando chega os 20 e poucos....


Essa nossa vida é loucura atropelando loucura. É tão engraçado como desejamos tanto ter nossos 20 e poucos anos e morar no mar de liberdade que idealizamos, porém quando chega nessa idade.... É como se um tsunami viesse sobre nós e ficamos inundados de mundo, alagados por um emaranhado de ideias e expectativas, que por vezes nos afligem.

Ao mesmo temo que você quer se jogar na estrada da vida e ter uma amnésia, esquecer cada problemazinho que teve na segunda, no tédio do trabalho, e até mesmo aquele no barzinho com os amigos. Você também quer ser perfeito, impressionar os pais, amigos ou quem seja. Não quer decepcionar os que estão ao seu lado.  E nessa tentativa vai tentando se enquadrar em qualquer grupo de status, mas descobrimos que o bonito é criar nosso próprio quadrado, é ser nós mesmos e deixar nosso eu exalar seu perfume por aí.

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Ter 20 e poucos é viver um intenso paradoxo, achar isso o máximo, achar isso uma bosta, achar isso uma eternidade de segundos. Somos a geração que quer ser independente morando com os pais, que não se vê obrigado a ter filhos, casar, que tem mais sonhos do que sangue nas veias. Temos um coração que vive querendo pular para fora e mudar tudo que incomoda, tudo que nossa mente acha feio. E quando chega os 20, a sua vida se resume em vários flashes de novela mexicana misturada com cinema americano.

É querer faculdade, emprego, amor e felicidade, tudo em um único instante. É chorar quando passa no vestibular e surtar na faculdade querendo que tudo aquilo não passe de uma viagem de sua mente. E quando acaba chorar de saudades. É viver em êxtase, conciliar namoros e amigos, emprego e família. Fingir ser normal quando se é o maior louco e gosta da sensação de loucura.

Ter essa idade é nadar em um mar de responsabilidades que nunca imaginamos ter. É driblar as emoções em excesso e tentar montar o quebra-cabeça do nosso futuro. É querer tudo e não querer nada. É a diária metamorfose de ser quem se quer ser, de ser como nossos ídolos ou até mais que eles.

É querer ter carro, ter sucesso e viajar pelo mundo. E lembrar que você não consegue alcançar tudo com 20 e poucos anos, mas que pode dar vários passos para alcançar. É não ficar triste por ser exceção de vários casos, por não ter um emprego e nem um namorado. E lembrar que essa idade vai passar e temos é mais que aproveitar cada minuto do nosso jeito. Abolir a palavra medo de nossos dicionários e por confiança em cada dia do calendário!

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Se você ainda não passou por isso, não tenha pressa, acalme o coração. Ter 20 poucos em nossos tempos é diferente. Derrubamos centenas de rótulos, nosso objetivo é ser feliz sem se importar com quem, sem ligar para gênero, cor ou classe. Vivemos em uma infinita busca pelo amor, até mais mesmo do que por dinheiro. Descobrimos que o amor é que traz felicidade, mas que as contas também chegam e temos que correr atrás.

É todo dia uma corda bamba, que você cai e levanta, respira e espira, tenta manter a calma e o coração grita. Enfim, ter 20 e poucos é viver a fase mais doida da vida e mesmo assim rir de tudo, até de si mesmo!