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28 março, 2017

Dica do ELEA- Quadro do Istagram.




Olá, ELEA! Para quem nós acompanha no Instagram (@entrelinhas_eafins), já está sabendo da novidade: Todos os dias daremos dicas de leitura para vocês! Serão leituras de fácil acesso, e geralmente, menores, algo que vocês consigam acessar durante o dia e dar uma pausa para leitura. Quer saber qual foi a de ontem? Visite nosso instagram que já tem foto lá da dica de segunda, ah e não deixe de nós seguir para não perder mais nenhum conteúdo que a gente postar!
Hoje, a dica é uma crônica do nosso amado Rubem Braga. Vá até o Instagram para ouvir nossas impressões e explicações sobre o texto. E se você veio do Istagram ler a crônica, seja muito bem-vindo, aproveite e nos siga aqui também para não perder as postagens e as atualizações que fazemos!
Abraço,
Nathália Dias

A Minha Glória Literária*
Rubem Braga
“Quando a alma vibra, atormentada...”
Tremi de emoção ao ver essas palavras impressas. E lá estava o meu nome, que pela primeira vez eu via em letra de fôrma. O jornal era O Itapemirim, órgão oficial do Grêmio Domingos Martins, dos alunos do Colégio Pedro Palácios, de Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo.
O professor de Português passara uma composição: “A Lágrima”. Não tive dúvidas: peguei a pena e me pus a dizer coisas sublimes. Ganhei 10, e ainda por cima a composição foi publicada no jornalzinho do colégio. Não era para menos:
“Quando a alma vibra, atormentada, às pulsações de um coração amargurado pelo peso da desgraça, este, numa explosão irremediável, num desabafo sincero de infortúnios, angústias e mágoas indefiníveis, externa-se, oprimido, por uma gota de água ardente como o desejo e consoladora como a esperança; e esta pérola de amargura arrebatada pela dor ao oceano tumultuoso da alma dilacerada é a própria essência do sofrimento: é a lágrima.”
É claro que eu não parava aí. Vêm, depois, outras belezas; eu chamo a lágrima de “traidora inconsciente dos segredos d'alma”, descubro que ela “amolece os corações mais duros” e também (o que é mais estranho) “endurece os corações mais moles”. E acabo, com certo exagero, dizendo que ela foi “sempre, através da História, a realizadora dos maiores empreendimentos, a salvadora miraculosa de cidades e nações, talismã encantado de vingança e crime, de brandura e perdão”.
Sim, eu era um pouco exagerado; hoje não me arriscaria a afirmar tantas coisas. Mas o importante é que minha composição abafara e tanto que não faltou um colega despeitado que pusesse em dúvida a sua autoria: eu devia ter copiado aquilo de algum almanaque.
A suspeita tinha seus motivos: tímido e mal falante, meio emburrado na conversa, eu não parecia capaz de tamanha eloquência. O fato é que a suspeita não me feriu, antes me orgulhou; e a recebi com desdém, sem sequer desmentir a acusação. Veriam, eu sabia escrever coisas loucas; dispunha secretamente de um imenso estoque de “corações amargurados”, “pérolas da amargura” e “talismãs encantados” para embasbacar os incréus; veriam…
Uma semana depois, o professor mandou que nós todos escrevêssemos sobre a Bandeira Nacional. Foi então que — dá-lhe Braga! — meti uma bossa que deixou todos maravilhados. Minha composição tinha poucas linhas, mas era nada menos que uma paráfrase do Padre-Nosso, que começava assim: “Bandeira nossa, que estais no céu...”
Não me lembro do resto, mas era divino. Ganhei novamente 10, e o professor fez questão de ler, ele mesmo, a minha obrinha para a classe estupefata. Essa composição não foi publicada porque O Itapemirim deixara de sair, mas duas meninas — glória suave! — tiraram cópias, porque acharam uma beleza.
Foi logo depois das férias de junho que o professor passou nova composição: “Amanhecer na Fazenda”. Ora, eu tinha passado uns quinze dias na Boa Esperança, fazenda de meu tio Cristóvão, e estava muito bem informado sobre os amanheceres da mesma. Peguei da pena e fui contando com a maior facilidade. Passarinhos, galinhas, patos, uma negra jogando milho para as galinhas e os patos, um menino tirando leite da vaca, vaca mugindo… e, no fim, achei que ficava bonito, para fazer pendant com essa vaca mugindo (assim como “consoladora como a esperança” combinara com “ardente como o desejo”), um “burro zurrando”. Depois fiz parágrafo, e repeti o mesmo zurro com um advérbio de modo, para fecho de ouro:
“Um burro zurrando escandalosamente.”
Foi minha desgraça. O professor disse que daquela vez o senhor Braga o havia decepcionado, não tinha levado a sério seu dever e não merecia uma nota maior do que 5; e para mostrar como era ruim minha composição leu aquele final: “um burro zurrando escandalosamente”.
Foi uma gargalhada geral dos alunos, uma gargalhada que era uma grande vaia cruel. Sorri amarelo. Minha glória literária fora por água abaixo.
Janeiro, 1960


*Braga, Rubem, 200 Crônicas escolhidas/ Rubem Braga. 27ª ed.— Rio de Janeiro: Record, 2007.

26 março, 2017

Dia perfeito com as crianças...

*Leia apreciando uma boa música: 


Dias chuvosos são, geralmente, pouco amados pelas pessoas, torna-se muito fácil estarmos irritados pelo trânsito, minha mãe costuma dizer que “todo mundo resolve tirar o carro da garagem” e não há atalhos que nós livre do trânsito. Mas nesse dia, a chuva foi como um bálsamo.

Eram 6 da tarde. O horário mais melancólico do dia, entre o fim e o início do dia. Estou me despedindo do agora, a sensação de dever cumprido reverbera em mim. Parnasianismo, redação, dissertação, objeção, provas, notas, falação: “Tia, você não foi uma boa professora, foi a melhor”. “Tia, toma essas cartinhas, demonstramos nelas o quanto amamos você”, “Fica, Tia?!”.
Trovões, os barulhos que trazem a alma para o presente e anunciam a água que nascerá do céu. E que também desencadeia o pensamento de todo trabalhador que depende de transporte público: — Merda. Deixei minha sombrinha em casa, tô no sal!
Acho que em lugar nenhum o som dos trovoes é tão presente quanto em Cachoeiro de Itapemirim. Se for por apego de São Pedro por nossa cidade, não sei ao certo. Mas a verdade é que os barulhos são tão ardentes e impetuosos que já foram eternizados até mesmo por Rubem Braga. Os altos barulhos causam aquele burburinho em sala de aula, todos presentes na aula de Literatura, porém com o pensamento no prenúncio que os trovoes indicam, e é necessário que haja confirmação dos pensamentos verbalmente enquanto observam o céu pela janela da sala:
— Vai chover, e muito!
        E o amigo ouvinte só observa e concorda com os olhos imaginado pelo que ele passará.
E toca o sinal. Vamos descer o morro, ligeiro que já o ônibus sai. Mas é aquela sorte de sempre, você dá os primeiros passos para ir embora e São Pedro brinda a sexta-feira ao seu modo peculiar. Chuva. Chuva! Aquele aguaceiro todo que já te molha com meio minuto na chuva. Banho de água do policial. Minha maquiagem vai sair, meu cabelo… Meu material molhado, mas que droga!
Mas é incrível como a vida tem umas coisas engraçadas, no primeiro momento, só conseguimos olhar para o lado negativo da situação, passados alguns momentos você aceita que nada pode fazer, não dá para controlar o tempo. Então, depois da aceitação, começamos ver as maravilhas que uma água em um momento inesperado causa ao seu redor.
 Então, a felicidade lhe contagia, tudo compensa quando você vê a felicidade das crianças, o riso fácil com o simples, em nada mais que um banho de chuva. Dane-se material, caderno ou livro molhado, eu quero é viver o momento. Carpe Diem. A vida lhe dá oportunidade de viver o imprevisível, e lhe digo, amigo: Não desperdice. Chuva essa que traz alegrias, sinceramente, eu amo a chuva.
Parada no trânsito absorvo todo fardo dos sentimentos vividos. É peso bom, que transforma e te livra um pouco da couraça enrijecida do cotidiano, da mesmice.
Aprecio essa maneira singular que a vida tem de nos mostrar que é o simples que prevalece. Ensinando-nos que é possível ter grandes sensações com pouco, e que a simplicidade é a Rainha do muito. Ainda contemplando a vida correr sob meu conspecto, fecho meus olhos, respiro fundo e um sorriso se abre em minha face porque respeitei, mais uma vez, minha filosofia: Absorver o melhor do pouco.
São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
E tão simples: um dia perfeito.”
(Legião Urbana, Um Dia Perfeito).

24 março, 2017

Essa coisa de “crush”

           Essa coisa de “crush” é tão pós-modernidade, né? Não é crochê, ok? É crush, mesmo. Vamos categorizar por uma relação de admiração, nem sempre mútua. Já que “crush” é uma um espécie de relação harmônica, platônica e que muitas vezes (quase sempre), o outro envolvido não sabe que faz parte da “crushcidade” do seu admirador.


               Sabe aqueles fãs loucos de fã clube, que vão a todos os lugares e shows que seus ídolos fazem? Ser crush é quase isso. Você precisa está antenado a todas novidades que seu admirado amor lançar, se possível seja o melhor estaqueador ( perseguidor do bem) do pedaço. Tenha todos os amigos de seu crush nas redes sociais, até a família.



               Em casos de extrema urgência, vale à pena também adicionar a avó dele/dela, os da “melhor idade” sempre são gentis e podem fazer uma boa propaganda com sua paquera. Adicione também seus possíveis rivais, e os amigos de seus rivais, sempre é bom tê-los por perto. Afinal o que a gente não sabe ou o facebook conta, ou alguém marca em alguma foto.  
               Ser crush é visitar o perfil dele/dela oitocentas mil vezes num só dia, e se ele/ela postar alguma foto que revele um possível relacionamento é você “printar” e espalhar para todas as suas amigas, já esperando uns conselhos pós-bad. Isto está apto a acontecer, por favor, não se desespere!


               Nesta espécie de romance moderno existem duas classificações de crush. Têm os crushs descarados, aqueles que curtem todas as fotos do boy/ girl e mesmo que a foto seja lá da época que existia o orkut, ele vai comentar com um amei bem sinalizado. “Amei” é outra forma de escancarar pra sua timeline toda, que a pessoa é seu crush. Às vezes é bom um pouco de controle né? Amei demais é muita integração. Bom mesmo é alternar com uns “uau” de vez em quando, e se tiver muito babado, lance umas curtidas tradicionais – quem sabe rola uma retribuída?


               Falando nisso, a melhor sensação na vida de um “crusheador” é a tal da retribuída. Tipo viciados em livros, em época de black Friday,  na Saraiva? Então, uma curtida correspondida é como se fosse uma flecha do cupido do amor virtual sinalizando “opa, acho que vocês têm chance”, com toda certeza é a melhor sensação desse planeta.


               Mas, voltando ao assunto principal. Pesquisas apontam que quase 95% das relações de crushcidade se dá por meio da subjetividade e do sigilo. Qual a fonte? As próprias experiências de “troxa”, desse que vos lhe escreve. Enfim, podemos até citar uns sintomas dessa doença: coração acelerado quando ele/ ela se aproxima, seguido de sensações de calor e palpitações na região do lado esquerdo do peito. Em casos de alta perigosidade, ao encontrar o crush com possíveis rolos é recomendado o afastamento de objetos pontudos e, principalmente, de aparelhos celulares, pois escrever texto e posts indiretos é automaticamente, parte do sintoma.


               No fundo ter um crush é sempre bom, você meio que exala corações flutuantes por onde passa como em desenhos animados. Necessariamente, não é preciso ter desejos íntimos e sexuais com o crush, às vezes é apenas uma forma sadia de brincar de paquera, de admirar alguém, de elogiar as qualidades, de entusiasmo para vida, uma forma de externar amor ou até mesmo de amar em segredo.



               Se você ainda não tem seu crush, vá, cace-o por aí. Pode ser na fila de um banco, no ponto de ônibus, no elevador do shopping, numa social de sexta, afinal o mundo precisa de mais amor, mais de cor, mais ardor. Fica à dica: crusheie por aí. 

23 março, 2017

Entrevista com Isa Colli

Nascida em Presidente Keneddy, radicada em Bruxelas, na Bélgica, Isa Colli vem colhendo bons frutos de seu trabalho com a literatura infantil. Ano passado, a talentosa escritora lançou “O Pirulito das Abelhas”, pela Chiado Editora e já lançou mais dois livros este ano, A Fazendinha e O Recomeço. Todos com a chancela da Chiado. Nessa entrevista para o Entrelinhas e Afins, Isa abre sua intimidade, contando desde seu processo de escrita até suas mais nova publicações. 
           

Qual sua relação com a escrita? E como você adentrou nesse universo infantil?

Começou ainda na infância. Cresci em um universo composto de histórias, música e muita alegria. A minha mãe toca gaita e conta história até hoje. Amo ouvi-la. Ela continua sendo a minha melhor referência e fonte de inspiração. Às vezes, penso que Dona Maria, “é esse o seu nome”, é a escritora, porque, muitas coisas que escrevi durante a vida e escrevo até hoje, teve origem na minha infância.
Escolhi escrever para as crianças, porque é prazeroso, porque todas são especiais, descomplicadas, não guardam mágoas e quero deixar um legado que certamente, os pequenos levarão para a vida toda.


Escrever para criança parece ser muito gostoso, mas ao mesmo tempo também parece ser desafiador. Na faculdade, minha professora de Literatura Infantil comentava que devemos tratar criança como um leitor normal, sem essa coisa de ficar explicando cada traço narrativo. Você acha um desafio escrever livros infantis? Qual o seu maior cuidado com esse público?

Fazer livro infantil é muito mais fácil do que para adulto. O difícil é fazer literatura bem-feita, não importa para quem. Tanto uma quanto outra têm seus desafios, dificuldades e recompensas. Conhecer os meandros de cada uma é que vai prepará-lo para a escrita. Escrevo brincando, na linguagem que as crianças gostam, e eu também. Ainda sou a mesma menininha de Monte Belo, que adorava brincar com a boneca “que chorava” – não pode faltar isso. Presente do meu padrinho Alvinho Costalonga,que mesmo longe, nunca me esqueço.


Uma vez li, numa de suas entrevistas, que o seu processo de escrita de uma obra é diferente, pois você geralmente grava suas ideias. Conte-me mais sobre esse processo? Quem redige os seus livros? E como é a relação de vocês?

Bom perguntar sobre isso. Muitas pessoas pensam que sou deficiente por isso, mas não é nada disso. Tenho uma doença nas articulações que não permite que eu digite por longo tempo, pois as dores são insuportáveis. Foi por isso que desenvolvi uma técnica que permite que escreva facilmente. Escrevo a mão, os tópicos importantes das minhas ideias, e depois as desenvolvo mentalmente e gravo no celular. O meu marido digita e depois, aos poucos, eu faço as correções, mudo uma ideia, transfiro as frases de um lugar a outro, e, é assim que se passa. Um dia, trabalho mais, outro menos, outro não trabalho nada e tudo depende do meu estado de saúde.

Atualmente, você mora em Bruxelas, mas sabemos que você já morou em Brasília, Rio de Janeiro e também, aqui em Cachoeiro de Itapemirim. Conta pra gente dessa sua passagem aqui em nossa terrinha.

É verdade, morei em muitos lugares. A minha passagem por Cachoeiro foi muito marcante. Como vivi parte da minha infância em Vargem Grande de Soturno, era em Cachoeiro que fazia tudo. Estudei no Liceu, o meu primeiro emprego foi na cidade e, me casei com um cachoeirense, o pai dos meus dois filhos. Vivi muito tempo na terrinha e amo muito tudo isso.

Por acaso você tem livros traduzidos para outros idiomas?

Sim, inicialmente O Pirulito das Abelhas foi traduzido para o inglês e francês. A Fazendinha está sendo traduzida para o inglês e espanhol, em fase de preparação.Na verdade, todos estão sendo traduzidos para o italiano, neerlandês, alemão, inglês, francês e espanhol.

O seu sexto livro, lançado em 2016, na 86º Feira do Livro de Lisboa foi o “O Pirulito das Abelhas”. Como tem sido a repercussão dessa obra? E qual é a lição que esse livro apresenta para o leitor?

Surpreendente. Não esperava tanto.  O Pirulito fala sobre o valor dos estudos, das boas amizades, da convivência harmoniosa com a natureza, do valor do trabalho, do empreendedorismo, e acima de tudo, fala dos resultados das nossas escolhas. Quando as abelhas foram roubadas, elas se reinventaram e seguiram em frente, bem-sucedidas.


Quais os projetos de Isa Colli para 2017? Pode nos adiantar alguma novidade? Alguma parceria? Alguma viagem para divulgação de um novo livro? Por favor, nos conte tudooooooo!

Acabei de lançar A Fazendinha e o Recomeço em Portugal e Bruxelas.  Participei da feira do livro de Bruxelas e agora estou de malas prontas para Bologna, na Itália. Outros livros estão a caminho, mas é cedo para afirmar os nomes, porque às vezes a editora altera o título.

Livros publicados da autora:
2011 – Um amor, Um verão e o Milagre da Vida
2013 - As aventuras da Nuvem Floquinho
2013 - A Fada Malena
2013 - Os Príncipes Primavera, Verão, Outono, Inverno
2013 - A Arvore Dourada
2013 - A Lagoa Grinalda
2016 - O Pirulito das Abelhas
2017 – A Fazendinha

2017 - O Recomeço

21 março, 2017

GENTE COMO A GENTE com Amanda Pinheiro

        Amanda Pinheiro, 21 anos, sagitário, é dona do blog “Mundo EcoDecor”. A capixaba, que atualmente reside no Rio de Janeiro, é apaixonada por viagens, decoração, paisagismo e tudo que se relaciona à sustentabilidade, por isso reuniu todos os seus assuntos prediletos em seu blog pessoal. Que tal conhecer um pouco mais sobre nossa amiga? Conheça mais sobre Amanda nessa entrevista super amorzinho (assim como ela) e interessante! 

1 – Como nasceu o desejo de criar o blog “Mundo EcoDecor”?

               Desde ainda muito pequena fui apaixonada por natureza e por artesanato. Fui muito influenciada por meus pais, que ao longo da minha vida foram me apresentando as pequenas sutilezas dos detalhes em tudo, além de ambos terem um gosto que considero muito apurado para as particularidades da vida. Minhas avós despertaram em mim, bem cedo, a paixão pelas plantas e o amor que elas sempre demonstravam em cultivá-las. Das minhas tias gêmeas herdei o gosto pela pintura.


               Eu sempre tive vontade de compartilhar as minhas paixões com as pessoas. O blog, então, foi uma forma de expor de forma interessante o meu universo de cultura e aprendizado.

2 – Geralmente há muita dificuldade na escolha de um nome “perfeito”. Os blogueiros sempre trocam de títulos inúmeras vezes. E você, foi fácil a escolha do nome “Mundo EcoDecor”?

               Confesso que não tive muita dificuldade. Conversei com minha mãe e começamos a tentar juntar nomes que unissem todos os temas que gostaria de abordar no blog. O primeiro nome que eu pensei foi “Ecologia Decor”. Só que ainda não estava satisfeita, pois faltava reunir no nome algo relacionado às viagens. Foi então que pensei na palavra “mundo”, e minha mãe arrematou com a seguinte frase: “Filha, que tal “MUNDO ECODECOR”. Nós duas amamos e fechamos com este nome!

3 - Como tem sido a reação e os comentários dos seus amigos e da família, sobre essa vida de “blogueirinha”?

               No início o apoio maior foi o de minha mãe que sempre me acompanha de perto as minhas ideias. Depois que apresentei a minha tia Andressa o blog, recebi um reforço no apoio. Daí pra frente foi uma reação em cadeia dos membros de minha família que estão vibrando a cada postagem minha e me apoiando ao máximo. Não posso deixar aqui de falar do gigante apoio e incentivo da minha amiga de infância, Nathalia Dias Maciel.

4 - Qual o objetivo do seu blog? Você pretende ganhar dinheiro ou apenas uma forma de prazer? Conta pra gente, Amanda.

               O blog foi criado com a intenção de mostrar como é simples usar a imaginação e transformar (móveis, objetos, etc...), dar dicas de decoração, dicas de lugares interessantes para se conhecer por sua arquitetura, estilo de decoração, paisagismo, e falar do universo da sustentabilidade.


               Hoje, este blog é a maneira de compartilhar todas as minhas ideias, informações e experiências que adquiri e continuo adquirindo durante os anos. Ao longo da minha vida venho conhecendo lugares  incríveis e eles me proporcionam a oportunidade de falar sobre cada um deles! Inicialmente a minha motivação não foi financeira em momento nenhum. Entretanto,futuramente se isto for possível, poderei unir o útil ao agradável.

5 - Qual o seu maior sonho como blogueira?!

               Agregar experiências positivas e marcantes à vida das pessoas que me seguem.  E mostrar a beleza infinita do mundo que nos cerca nos pequenos detalhes.

6 – Nós, sabemos que sua família gosta muito de viajar. Então, eles são “ seus assistentes” na hora dos flashes? Afinal você também ama fotografar, né? Como é a relação de sua mãe com o projeto do blog?

               Sou apaixonada por fotografia, pois vejo nas fotos uma maneira de eternizar momentos únicos e indescritíveis. Meus familiares e amigos que se encontram comigo, registram junto a mim os momentos, mas tenho a minha fotógrafa preferida que éa minha mãe Andréia. Ela tem um olhar fotográfico incrível e consegue capitar detalhes únicos, exatamente como eu desejo. E fico super feliz, pois além de me incentivar e ser minha fotógrafa, ela chega comigo nos lugares e se enche de orgulho ao falar que a filha é blogueira.


7 - Tem algum lugar lá no Rio que você é apaixonada e já tem planos para fazer post sobre ele?

               O Rio de Janeiro tem lugares incríveis para se conhecer. Em Janeiro fui visitar à Urca,Mirante Dona Marta,Estrada das Paineiras, Alto da Tijuca,Vista Chinesa, e fiquei apaixonada. Lugares que recomendo muito para as pessoas conhecerem. Estarei semana que vem fazendo um post no blog sobre o dia em que fui conhecer estes lugares. Preparem-se para verem lindas fotos!


8 – Qual o lugar que você sonha conhecer ?

               Tenho um sonho de dar a volta ao mundo, mas a primeira viagem que quero fazer pra fora do Brasil é ao Peru, especificamente a Machu Picchu.

9 - Quais seus planos para 2017?

               Começar a faculdade de Publicidade e Propaganda aqui no Rio de Janeiro, buscar ideias novas e criativas para o blog e me aventurar pelo mundo.

03 março, 2017

Chega de férias!!!

A vida às vezes precisa de pausas. Pausas para revermos conceitos, mudarmos direções, analisarmos propostas, deixarmos estereótipos de lado, aceitarmos o novo, enfim para revigorar a alma. Uma pausa, uma suspiro, um “uff” é sempre necessário, seja na vida profissional, emotiva ou até literária.


Viver blogando não é tão fácil é preciso ter criatividade e, principalmente, originalidade. É preciso cativar um público, é preciso escrever o que seu o público quer ler, é preciso ser descontraído, mas sem deixar de ser culto. É preciso tocar nas feridas, falar de tabu sem entrar num vespeiro e criticar os conservadores. Blogar não é fácil, mas é prazeroso. Que leva ao gozo, o gozo da satisfação textual, o gozo da carpintaria blogueira, o gozo do comentário alheio, o gozo de uma curtida bem dada, o gozo literário.

Assim como na escola e no trabalho precisamos de férias para repor nossas energias. Foi isso que fizemos nesse mês de fevereiro, uma pausa, um pequeno hiato – para recarregarmos nossa energia para o nosso 3ª/4ª temporada de Entrelinhas & Afins.


Nosso objetivo é sempre trazer atualidade, debater assuntos pertinentes, verificar ângulos literários ainda não explorados. Também expor os novos autores, realçar os antigos, criar laços, romper barreiras e levar o Entrelinhas para o mundo. Só temos a agradecer a todos pela parceria de sempre.


Obrigado eleanáticos, que comece 2017! E que venham as novidades!