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23 março, 2017

Entrevista com Isa Colli

Nascida em Presidente Keneddy, radicada em Bruxelas, na Bélgica, Isa Colli vem colhendo bons frutos de seu trabalho com a literatura infantil. Ano passado, a talentosa escritora lançou “O Pirulito das Abelhas”, pela Chiado Editora e já lançou mais dois livros este ano, A Fazendinha e O Recomeço. Todos com a chancela da Chiado. Nessa entrevista para o Entrelinhas e Afins, Isa abre sua intimidade, contando desde seu processo de escrita até suas mais nova publicações. 
           

Qual sua relação com a escrita? E como você adentrou nesse universo infantil?

Começou ainda na infância. Cresci em um universo composto de histórias, música e muita alegria. A minha mãe toca gaita e conta história até hoje. Amo ouvi-la. Ela continua sendo a minha melhor referência e fonte de inspiração. Às vezes, penso que Dona Maria, “é esse o seu nome”, é a escritora, porque, muitas coisas que escrevi durante a vida e escrevo até hoje, teve origem na minha infância.
Escolhi escrever para as crianças, porque é prazeroso, porque todas são especiais, descomplicadas, não guardam mágoas e quero deixar um legado que certamente, os pequenos levarão para a vida toda.


Escrever para criança parece ser muito gostoso, mas ao mesmo tempo também parece ser desafiador. Na faculdade, minha professora de Literatura Infantil comentava que devemos tratar criança como um leitor normal, sem essa coisa de ficar explicando cada traço narrativo. Você acha um desafio escrever livros infantis? Qual o seu maior cuidado com esse público?

Fazer livro infantil é muito mais fácil do que para adulto. O difícil é fazer literatura bem-feita, não importa para quem. Tanto uma quanto outra têm seus desafios, dificuldades e recompensas. Conhecer os meandros de cada uma é que vai prepará-lo para a escrita. Escrevo brincando, na linguagem que as crianças gostam, e eu também. Ainda sou a mesma menininha de Monte Belo, que adorava brincar com a boneca “que chorava” – não pode faltar isso. Presente do meu padrinho Alvinho Costalonga,que mesmo longe, nunca me esqueço.


Uma vez li, numa de suas entrevistas, que o seu processo de escrita de uma obra é diferente, pois você geralmente grava suas ideias. Conte-me mais sobre esse processo? Quem redige os seus livros? E como é a relação de vocês?

Bom perguntar sobre isso. Muitas pessoas pensam que sou deficiente por isso, mas não é nada disso. Tenho uma doença nas articulações que não permite que eu digite por longo tempo, pois as dores são insuportáveis. Foi por isso que desenvolvi uma técnica que permite que escreva facilmente. Escrevo a mão, os tópicos importantes das minhas ideias, e depois as desenvolvo mentalmente e gravo no celular. O meu marido digita e depois, aos poucos, eu faço as correções, mudo uma ideia, transfiro as frases de um lugar a outro, e, é assim que se passa. Um dia, trabalho mais, outro menos, outro não trabalho nada e tudo depende do meu estado de saúde.

Atualmente, você mora em Bruxelas, mas sabemos que você já morou em Brasília, Rio de Janeiro e também, aqui em Cachoeiro de Itapemirim. Conta pra gente dessa sua passagem aqui em nossa terrinha.

É verdade, morei em muitos lugares. A minha passagem por Cachoeiro foi muito marcante. Como vivi parte da minha infância em Vargem Grande de Soturno, era em Cachoeiro que fazia tudo. Estudei no Liceu, o meu primeiro emprego foi na cidade e, me casei com um cachoeirense, o pai dos meus dois filhos. Vivi muito tempo na terrinha e amo muito tudo isso.

Por acaso você tem livros traduzidos para outros idiomas?

Sim, inicialmente O Pirulito das Abelhas foi traduzido para o inglês e francês. A Fazendinha está sendo traduzida para o inglês e espanhol, em fase de preparação.Na verdade, todos estão sendo traduzidos para o italiano, neerlandês, alemão, inglês, francês e espanhol.

O seu sexto livro, lançado em 2016, na 86º Feira do Livro de Lisboa foi o “O Pirulito das Abelhas”. Como tem sido a repercussão dessa obra? E qual é a lição que esse livro apresenta para o leitor?

Surpreendente. Não esperava tanto.  O Pirulito fala sobre o valor dos estudos, das boas amizades, da convivência harmoniosa com a natureza, do valor do trabalho, do empreendedorismo, e acima de tudo, fala dos resultados das nossas escolhas. Quando as abelhas foram roubadas, elas se reinventaram e seguiram em frente, bem-sucedidas.


Quais os projetos de Isa Colli para 2017? Pode nos adiantar alguma novidade? Alguma parceria? Alguma viagem para divulgação de um novo livro? Por favor, nos conte tudooooooo!

Acabei de lançar A Fazendinha e o Recomeço em Portugal e Bruxelas.  Participei da feira do livro de Bruxelas e agora estou de malas prontas para Bologna, na Itália. Outros livros estão a caminho, mas é cedo para afirmar os nomes, porque às vezes a editora altera o título.

Livros publicados da autora:
2011 – Um amor, Um verão e o Milagre da Vida
2013 - As aventuras da Nuvem Floquinho
2013 - A Fada Malena
2013 - Os Príncipes Primavera, Verão, Outono, Inverno
2013 - A Arvore Dourada
2013 - A Lagoa Grinalda
2016 - O Pirulito das Abelhas
2017 – A Fazendinha

2017 - O Recomeço

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