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29 abril, 2017

É, a vida é trem bala mesmo

               Nós, do “Entrelinhas e Afins”, gostamos sempre de compartilhar notícias e novidades sobre o cenário cultural, que faça com que vocês, se emocionem com os textos poéticos ou se divirtam com os posts informativos.

         Todavia, hoje, acordamos com a notícia que nos deixou atônitos: nosso amigo e incentivador, o jornalista e psicanalista Roney Moraes, faleceu na noite dessa sexta (28), deixando o cenário literário/ cultural cachoeirense incompleto. Nessa manhã de sábado, inúmeras pessoas lamentaram a morte de Roney nas redes sociais, sempre enaltecendo seu profissionalismo e, principalmente, seu caráter.



               A canção da AnaVitória é pertinente e reflexiva, “ porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás”, São Pedro lá de cima, também está pesaroso e enxuga suas lágrimas, neste dia deprimido, aqui em Cachoeiro.

               Roney merece ser homenageado, pois além de ser um jornalista ímpar, era um incentivador literário, um homem palpável, que estava sempre aberto as discussões. Sou eternamente grato ao Roney, pois ele publicou meu primeiro texto num veículo importante, e me deu janela dentro de um cenário literário fechado e elitizado.


( Equipe do Entrelinhas e Afins e Roney Moraes em evento na São Camilo, em 2014).

               Assíduo no contexto cultural, vale lembrar, que no dia 23 de março deste ano, o escritor foi eleito presidente da Academia Cachoeirense de Letras, em evento no Teatro Rubem Braga. E posse do cargo estava programada para a sessão solene do dia 19 de maio.

               Roney era o cara do SIM, sabe por quê? Ele sempre aceitava as propostas e convites que lhe surgiam, nas feiras literárias das escolas, nos café literários, numa rodinha informal, nosso amigo sempre se disponibilizava aos eventos, de total coração, nunca cobrou dinheiro, por propagar cultura por aí.  

               Vou sempre lembrar do Roney – pessoa física – aquele que lia meus posts e comentava comigo no chat, aquele que me dava dicas de mangás para ler, e também aquele que trocava figurinhas comigo sobre as séries do momento.  
      

( Célia Ferreira, Ronald Onhas e Roney Moraes em evento literário na escola Anacleto Ramos, em 2014). 

               O nosso para sempre amigo foi um dos primeiros entrevistados do blog, lá em Julho de 2014, Roney concedeu uma ótima entrevista para nossa equipe. ( LEIA AQUI) Além disso, em Dezembro de 2015, Roney participou da série “ Contos Natalinos do ELEA”, com o texto “A festa ésua, meu camarada”, revelando sobre o verdadeiro espírito do natal. Além de todas essas artimanhas, Roney também era blogueiro e jogava suas impressões do mundo no seu blog.


               Sobre tudo isso: é, a vida é trem bala mesmo ...

24 abril, 2017

Somos Parceiros do Grupo Editorial Scortecci!


       Olá, pessoal! Hoje, nós queremos anunciar para vocês mais uma parceria do blog com editoras, agora somos parceiros da Editora Scortecci! A Editora prioriza a publicação de livros, impressões, e muitas outras coisas, mas além de imprimir livros a Scortecci também prioriza a fomentação de eventos literários e apoia formação de eventos culturais, saraus, palestras e ações voltadas para garantir uma fomentação pela leitura, visando sempre que o jovem possa adquirir o hábito pelo universo da leitura.

Nosso blog já está no site Amigos do livro, passe lá para conferir! Muito em breve, vocês verão as resenhas dos livros e comunicados de eventos da Editora Scortecci no blog Entrelinhas e Afins. Fiquem atentos às novidades pelo Instagram, Facebook e Twitter e não se esqueça de também de conferir a aba parceiros no menu inicial para saber de todos os nossos parceiros do ano de 2017!
Confira alguns dos títulos publicados pela editora, todos estão disponíveis nesse link!





 Até mais!

Gente como a Gente com Simone Lacerda

            Simone Lacerda é dona do blog " Cheiros, ensaios e poesia" , escritora, fã de Adélia Prado e também professora de Português. Atualmente, a canceriana criou o canal no youtuber para espalhar poesia na rede, além disso, escreve para importantes veículos de comunicação, aqui de Cachoeiro. Por externar poesia pela alma, ela está no Gente como a Gente de hoje.



1) Até onde eu sei, você já escreve no “Cheiros, ensaios e poesia” há tempos. Mas, me conta como foi a ideia de criar o blog? E como é a repercussão do seu público - leitor, com seus posts?


            Na verdade, sempre fui apaixonada por leitura ( desde criança) e por literatura desde o começo da adolescência. Nunca fui muito familiar às ferramentas de tecnologia, mas fui percebendo que ter algo relacionado às mídias sociais seria bom, mas criei o blog sem grandes pretensões.

            Fui colocando, aos poucos, os textos que já tinha escrito há um certo tempo e outros que  foram surgindo e vi que surtia efeito. Primeiro para mim, e, depois, para outras  pessoas, pois elas pareciam gostar do que eu escrevia. Acredito que foi no blog que percebi que poderia ter público/leitor. E o mais importante, consigo fomentar o gosto pela leitura e pelo universo literário .O mais bacana é que vejo que gente de várias partes do mundo me leem, conseguindo acesso ao local e ao universal, que deve ser uns dos papéis da arte. Meu principal objetivo é possibilitar a leitura e reflexões sobre ela.


2) Recentemente, você criou um canal no youtuber e veem exalando poesia com seus trechos poéticos e catárticos. Qual seu objetivo com o canal? E para você, qual a principal diferença do público, lá do blog?


            O canal foi criado despretensiosamente ( como quase tudo que faço; não crio muitas expectativas) porque, quando fui a São Paulo, neste ano, pedi a uma pessoa querida que filmasse um trecho da leitura que fazia de Clarice Lispector e gostei. Filmamos em Paraty um trecho de um texto meu e também gostei. Mandei para os amigos e a recepção foi muito legal. Daí, surgiu a ideia.


            Ainda, estou engatinhando, mas já percebo que o canal tem uma linguagem maior, visto que trabalha também com a imagem em movimento e o áudio. O objetivo é promover a literatura, apresentar autores para que as pessoas queiram ler, apreciar.



3) Sabemos que você também está em fase de produção do seu livro “ Arame Farpado”. Conte-nos, sobre o que se trata o seu livro?


            O livro, na verdade, reúne alguns textos ( crônicas)  que já escrevi e publiquei e outros inéditos. Trata da minha compreensão pessoal sobre os fatos da vida, da ausência e presença do sujeito diante dos dilemas, dos caos que nos rondam diariamente, do papel da literatura e de autores para que nos tornemos menos bárbaros e anestesiados. Tento escrever a poesia na prosa e provocar algum estranhamento no leitor. Espero que apreciem.


4) “Arame Farpado” é um parceria com a SECULT, conte pra gente, como seu deu esse processo? Aliás, sabemos que é uma seleção muito concorrida. Qual foi sua reação ao saber da aprovação do projeto?

            Na verdade, o começo para uma iniciante em literatura ( digo em sentido de profissionalização) é bem difícil. Tive ajudas de amigos que me orientaram, como fazer esta parte burocrática, mas, sem dúvida, não esperava, até porque no Espírito Santo tanta gente escreve bem, muito bem.


            Soube por um amigo e tomei um choque; uma mistura de sentimentos bons que, naquele momento, se converteram em felicidade. É muito bom ( não vou mentir) saber que seu trabalho foi reconhecido e que, agora, você tem a oportunidade de ampliar seus cenários literários e possibilitar que mais pessoas/leitores conheçam seu trabalho.


5) Sabemos que a Literatura está presente em sua vida, desde a vida profissional até a vida pessoal. Não tem como fugir dela, né? Quem são seus ídolos literários? Quais autores são suas fontes de inspirações?

            Sem dúvida, vivo a literatura 24 horas. Leio muito, todos os dias, trabalho com meus alunos os alicerces de uma boa literatura, converso com meus amigos sobre literatura, enfim, não consigo desvincular minhas vivências do fazer literário.
            Como ídolos, tenho tantos, desde meus professores a autores, como Adélia Prado, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, minha musa Clarice Lispector, Virgínia Woolf e outros tantos que me desenham como um sujeito em movimento e em liberdade de criação.


6) O que te inspira ?

            O que me inspira são tantas coisas; a beleza, o caos, a barbárie, o mistério da vida, a alegria e gratidão em ser humana, uma música, uma fotografia, um poema... fatos do cotidiano, até os considerados mais banais, são fonte de perplexidade e, consequentemente, de criação. Enfim, a vida é a minha matéria- prima.



7) O que a escritora Simone Lacerda não permite, que a Professora de português Simone faça nos seus textos ?

            Acredito que a escritora e a professora dialogam, são amigas muito próximas. Um texto para a escritora tem que trazer fôlego, algo único e imprecisões também para que o outro ( leitor) construa ou desconstrua. A lacuna para o outro deve existir. Nada de textos didáticos demais e nem textos rígidos, preferência para os  plastificáveis é o que peço para a Simone professora. ( risos)

8) E o que a blogueira Simone Lacerda lhe acrescenta em sua carreira profissional?


            Quantas gentes! ( blogueira, escritora, professora rs) . A blogueira é uma parte de mim e me permite criar, ser mais autônoma, dona de si, ter um discurso mais empoderado, ter vieses tão importantes para que minha existência vença o conformismo e as anestesias que a sociedade impregna na gente. É ela que não me permite ser automatizada e ao mesmo tempo, refina e simplifica minhas complexidades. Na verdade, ela é a escritora alegre e corajosa que persigo diariamente. 


14 abril, 2017

Meu bloco na rua!- 70 anos do Maldito do MPB.


Sérgio Sampaio, compositor e cantor que possui o furor modernista em suas composições, as irreverentes letras iam do Rock’n Roll ao Blues carregando muitas influências poéticas e ícones da paisagem urbana contemporânea. Sampaio foi um grande nome, marginalizado e do grupo dos malditos da MPB, aqueles que produziam suas músicas sem se importar com os modismos da época.
E na última quarta feira, dia 12 de abril, Cachoeiro de Itapemirim comemorou, em grande estilo, os 70 anos de Sérgio Sampaio. O cantor, compositor e poeta, foi representado em um espetáculo dirigido e idealizado por Luiz Carlos Cardoso. O Teatro Municipal Rubem Braga contou com a participação de vários atores, bailarinos, músicos e muita gente animada, talentosa e empenhada em passar a energia das canções do músico.
A apresentação ficou dividida entre bandas que cantaram as irreverentes composições de Sampaio e a dramatização de textos que revelaram um pouco sobre a vida e as facetas do cantor. As bandas se dedicaram em trazer o bom rock’n roll presente em Sampaio à sua moda.
Até a pequena Sophia Marins, que participou da segunda edição do programa The Voice Kids, interpretou algumas canções de Sampaio junto com sua irmã Clara Marins. As bandas que interpretaram as letras de Sampaio levaram muito rock e blues a plateia, eu achei sensacional, harmonizaram canção, som e interpretação também.
A cantora Amélia Baretto, que cantou e encantou o público, sentimos o seu prazer de cantar Sampaio, a alma! A declamação dos textos ficou por conta de Maria Elvira Tavares, que representou de forma admirável, junto com Luiz Carlos Cardoso e Amanda Malta, sem dúvidas, todos abrilhantaram o evento o tornado mágico e irreverente.
O diretor, ator e produtor cultural, Luiz Carlos Cardoso, disse em suas redes sociais: “Aproveite o melhor de cada coisa. O melhor de cada um. Músico canta, ator atua, contador de história fala, bailarino dança. Mas que tal fazer o que faz de um outro ponto de vista. Músico cantando livre, sem engessar. Ator falando do alto de uma escada, de costas para o público. Contador de histórias contando histórias só em música, bailarinos dançando uma cena muda, sem trilha, do lado do público. Não há nada de originalíssimo aqui, há, sim, um outro ponto de vista”. Com toda certeza, esse ponto de vista deixou o espetáculo primoroso.
Ao final do espetáculo, Hélio Sampaio, ou Helinho, irmão de Sérgio Sampaio, finalizou o evento com chave de ouro. O irmão também cantou algumas composições de Sérgio e tecia alguns comentários sobre o ‘maldito’, sobre como ele estava feliz em ver e participar de tal homenagem ao seu irmão, o que deixou a apresentação mais descontraída e ainda mais sublime. Para arrematar tudo, o público levantou ao som da composição clássica “Bloco na Rua” encerrou o evento de maneira extraordinária.


Nós do Entrelinhas e Afins temos o prazer de sempre trazer nossas impressões e divulgar o que é produzido culturalmente na nossa cidade. Como foi dito no evento, Cachoeiro de Itapemirim é berço de grandes nomes culturais, mas que dependem de nossa atenção, pois sempre acabamos perdendo nossos artistas para os vizinhos. Nossa grama é verde também, cabe a você valorizar! Por isso, é tão importante que existam iniciativas assim, que valorize a nossa produção cultural, nos temos sede disso, pois quase não há eventos desse porte em nossa cidade.
Ano passado, tivemos algumas amostras de que sabemos faze nosso trabalho, tivemos a VI Bienal Rubem Braga, saraus e espetáculos abertos ao público que chamaram a atenção de muita gente. Entretanto, temos apenas um pequeno grupo que fomenta e executa essas ações, para começar o ano, a comemoração dos 70 anos de Sérgio Sampaio foi essencial para atrair o público cultural e mostrar que a cultura literária ainda pulso em nossas veias.

No mesmo dia, na capital do ES, Vitória, também houve o lançamento do livro “Sem a Loucura não dá”, um livro que reúne de 25 contos inspirados nas músicas de Sérgio Sampaio, foram escritos por 24 autores e foi lançado no Sesc Glória.
Saiba mais detalhes da vida do músico no site 'Viva Sampaio' (clique aqui) lá você pode conhecer um pouco mais da biografia e da discografia de Sérgio Sampaio. Ah, e Cachoeiro, parabéns por promover o evento, estamos aguardando os próximos para podermos noticiarmos aqui! 

12 abril, 2017

Por que “13 Reasons Why” virou modinha?

 “13 Reasons Why”, ou em português, “ Os trezes porquês”, atualmente, é a série mais comentada nas redes sociais e também nas rodinhas de bate papo de seriadores e blogueiros de todo o mundo. A série, produzida pela Netflix, estreou no dia 31 de março, e após sua estreia, os jornais, sites e blogs literários só comentam sobre a série – causando assim uma overdose compulsiva no público.


            Confesso que antes da série estrear eu já havia lido alguns trechos do enredo original, escrito por Jay Asher, porém depois que a divulgação da série explodiu e o público começou a elogiar, constantemente, a trágica história de Hannah Baker, comecei a desgostar e ficar com aquele “pé atrás” com a série, pois já estava ficando desgastado só de ler sobre os comentários.

            Enfim, mas eu assisti. Assisti todas as fitas, mesmo não tendo paciência com o Clay e sua lerdeza para assistir todas as fitas ( mas, a gente sabe que era necessário essa demora para o desenrolar da série). Aí, eu descobri o motivo na qual “13 Reasons Why” se tornou febre nacional e também internacional. O motivo? A trágica história de bullying com a personagem principal, Hannah.



            Sabe por que tanta repercussão? Porque bullying é um assunto pertinente em nossa sociedade, e atualmente, milhares de crianças/ jovens sofrem com estas práticas agressivas e violentas, alguns casos terminado de forma trágica. Essas práticas não são específicas somente de uma classe social, uma região do Brasil ou de uma faixa etária, infelizmente, os agressores estão em toda parte, e é no ambiente escolar que essas ações condenáveis se multiplicam.

            A série nos mostra de maneira trágica e didática quais são os motivos que muitos alunos se suicidam, e também expõem que as práticas de bullying se ramificam em várias partes, desde as agressões e intimidações psicológicas, até o cyberbulling – que infelizmente, e a que mais se acentua nos dias de hoje.



            Por meio de diversos personagens assistimos a diferentes agressões e, principalmente, as consequências, destes atos na vida de um jovem. A história de Hannah Baker não é única, mas serve como lição para que adolescentes e jovens que assistirem a série, reflitam sobre as consequências de atitudes grotescas podem resultar na vida de um colega de escola. A série tem uma fotografia excelente, episódios às vezes lentos, mas necessários, e uma carga dramática muito acentuada, afinal o enredo trata-se de um suicídio.



            Acredito que o maior sucesso da série é a questão social, por discutir um tema tão presente na sociedade. Vale lembrar, que muitas pessoas acham que o bullying acontece somente na época do ensino médio, porém há casos de bullying em faculdades e também em ambientes de trabalho. “13 Reasons Why”, além de emocionar com cenas dolorosas e diálogos afiados, também nos informa e conscientiza sobre as relações humanas.
               

10 abril, 2017

Sangue Quente, de Isaac Marion - RESENHA.

Ficha Técnica: 
Título: Sangue Quente.

Autor: Isaac Marion
Editora: Leya.
Páginas: 252.

Este ano, eu resolvi rever alguns filmes que foram lançados e que ainda não tinha visto que eu acabei deixando de lado e um deles tinha sido o filme “Meu Namorado é Um Zumbi”, que é um filme originado do livro “Sangue Quente” (clique aqui para ler a resenha do filme). É fato que os títulos do filme e do livro não tem absolutamente nada a ver, por isso, fiquei curiosa em relação a obra. Recebi muitas críticas negativas quanto ao filme, e realmente, não é lá o filme perfeito, que dê margem para muitas análises. Entretanto como sempre a obra é muito mais rica que o filme.
Nas primeiras notas do livro, já identificamos que ele é dedicado a crianças órfãs, então já dá pra perceber que os zumbis são, provavelmente, uma metáfora sobre essa condição humana. O que nos dá o que pensar, como será a vida nos orfanatos? E depois que os órfãos crescem? De certo modo, os zumbis de Isaac Marion são o reflexo da vida e sentimentos que podemos ter ou ser em orfanatos. Os zumbis acordam solitários, sem se lembrar de família ou coisa alguma de suas vidas, sem identidade, eles só sabem vagar e conseguir alimentos, o que nós põe a pensar: quantos homens existem nas esquinas das ruas exatamente desta forma, somente vagando em busca de sobrevivência?


Os zumbis de Marion vivem no aeroporto, representando, por ventura, nosso ir de vir constante sem se atentar com a nossa volta, o que nós torna reais mortos-vivos. Esquecem de seus nomes, seus marcadores identitários e somente emitem grunhidos, sem se relacionar socialmente (tem muita gente que anda por ai assim…). Contudo é irônico que as instituições sociais, como casamento, escola permanecem, mesmo que puramente só por existir. Mesmos mortos, os seres humanos precisam de algo para se segurar e tentar parecer mais vivo.
“Parece que ainda tem algo valioso naquela esponja cinza e murcha, porque se perdemos nossos cérebros, viramos defuntos.” p.17

Outro coisa a se atentar, eles não estão mortos, ser zumbi é uma fase intermediaria para a morte. Outra coisa interessante foi como a alimentação foi desenvolvida no livro, eles comem humanos, claro, mas a parte que mais me impressionou, foi quando eles se alimentam do cérebro do outro para ter um pouco de vida e de sensações. É uma escolha feita por ele se alimentar de cérebros, o personagem principal, ‘Ar’, guarda pedaços de cérebro que conseguiu para viver aos poucos.

“Estar morto é fácil.” p.19


Agora, o melhor são as trilhas sonoras que ‘Ar’ ouve que vai de Frank Sinatra a Guns’n Roses, o que me conquistou. ‘Ar’, clama por vida e sensações, tentando ter humanidade a qualquer modo, seja comendo cérebros, roubando objetos de sua refeição ou tentando fazer algo mais humano, como ouvir música.
Quod tu es, ego fui, quod ego sum, tu eris”. (O que você é, eu já fui um dia. O que sou, você se tornará.)
p.62.

“Quero ponto de exclamação, mas estou me afogando em elipses.”
p. 63.

A narrativa não é muito linear, já que é interrompida sempre pelos pensamentos dos cérebros comidos. Então, somos levados para a vida de outros personagens pela perspectiva do morto-vivo. Com poucos diálogos, mais ‘pensamentos’ que ‘Ar’ narra e as descrições dos pensamentos dos cérebros, aliás, comer cérebro é como uma droga Alucinante.

“—Não existe uma referência certa de como a vida deve ser, Perry. Não há um mundo ideal que você possa esperar que apareça. O mundo sempre foi mesmo, depende de você saber o que fará nele.” p.123

Outro ponto que queria comentar é que achei alguns erros no texto, frutos da tradução, ou mesmo de digitação do texto, o que me incomodou durante a leitura, já que gosto tanto da LEYA, mas não sei se foi um problema só da minha edição, mas…
Enfim, achei a sacada de mesclar metáforas da condição humana dessa forma genial, gostei infinitamente mais do livro que o filme. O filme deixa escapar muitos detalhes que são cruciais para o entendimento maior do livro, as frases e os pensamentos de ‘AR’, o que é todo o livro, tenho certeza de que não vão se arrepender da leitura!


“Nós seremos a cura. Porque queremos ser.” p.252

07 abril, 2017

Tonny Campbell está de volta com “Aloka 6 ”

             Neste domingo (09/04), Tonny Campbell estreia a última temporada da divertidíssima saga teatral “Aloka”, às 20 horas, no teatro Rubem Braga, aqui em Cachoeiro. O grupo Personalidades CIA Teatral, liderado por Campbell já é consolidado em nossa cidade, sempre trazendo musicais e peças cômicas, e desta vez, voltam com mais uma promessa de sucesso.


               Em Aloka 6, o enredo gira em torno da morte de umas personagens principais, logo após receber a notícia que herdara 50 milhões de dólares, com isso suas amigas fazem de tudo para ressuscitar a amiga defunta, causando assim aquele alvoroço e confusão de sempre “ aloquianos”.

               O ator, diretor, roteirista Tonny Campbell, comenta “esta peça talvez seja a mais louca de todas as versões dessa saga. As duas começam a ver e a falar com o Espírito da morta e a própria defunta quer voltar porque se recusa a morrer sem gastar o dinheiro”.  

                                                                  ( Ensaio geral nesta semana) 

               Recheado de cenas inusitadas, Tonny ainda adianta “seguindo um livro de feitiços elas vão longe pra tentar trazer a amiga de volta à vida. E vão voltar ao passado contando quando e como se conheceram, como eram ainda homens e como chegaram até ali”. Ainda se tratando sobre os musicais, Tonny garante “vamos fazer um passeio pelo tempo, desde os anos 90 até 2017”. Viu gente, vai ter MUSICAL sim! Podem comemorar, pois já queremos ver as dancinhas sensacionais do Tainan.



               Desta vez temos as inéditas presenças do atores Alef Anjos, Marcos Pogian, Mikhael Soares e João Araújo. E, os imbatíveis e já conhecidos, Tainan Gratival, Maciel Maison, Mara Lovatti, Klédson Ramos. Sobre a estreia de domingo, Campbell fez muito mistério e não revelou muitos mistérios, mas reforçou que a mensagem principal será o respeito as diferenças.

               Então gente, esse fds tem programa cultural para nós, cachoeirenses. Tenho certeza que assim como nas outras apresentações/ temporadas, o teatro ficará lotado, aliás, quem não gosta de dá umas gargalhadas? Marque na sua agenda, pois domingo é dia de enlouquecer com “Aloka 6”, de tanto rir das confusões dessas malucas.

Abraceijos! 

05 abril, 2017

Somos Parceiros da Editora Draco!



Este ano o Entrelinhas e Afins está cheio de novidades, uma delas são as parcerias com autores e editores, vamos deixar todas as parcerias de 2017 lincadas na aba PARCERIAS (que fica lá no menu! Clique aqui.).
Entre elas, está a parceria com a Editora Draco, somos parte do #TimeDracoSpirit! A editora possui em seu acervo publicações de títulos originais e exclusivos. São diversos gêneros que são publicados, os Contos do Dragão são os maiores sucesso da editora, mas também há fantasia, ficção científica, romances chick-lit, histórias em quadrinhos, muitos outros, mas a melhor coisa é que é tudo de casa, ou seja, é Produto Nacional.


Vocês sabem que nós, do Entrelinhas & Afins, valorizamos muito o que é produzido aqui nas nossas terras, pois sabemos o quanto é importante que nossos autores sejam reconhecidos pelo imenso prazer que possuem, não é só a ‘grama’ dos vizinhos que são verdes não, a nossa também é! Por isso, nós do blog estamos imensamente felizes com a parceria, pois a proposta da editora casa muito bem com o que nós divulgamos e somos apaixonados.


Muito em breve vocês verão as resenhas fruto dessas parcerias, mas enquanto isso, visite o site da editora e conheça mais sobre o que é publicado e suas propostas, tenho certeza que gostarão. Aguardem mais novidades!











Ah, recadinho de eventos da Draco para vocês: Este final de semana, a editora estará em dois eventos, no Festival Guia dos Quadrinhos 2017 (saibamais aqui), em São Paulo-SP, e no Anime Summer Geek Fest com os autores Karen Alvares, Jaqueline de Marco e Eduardo Kasse (saiba maisaqui!) em Santos-SP.