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30 maio, 2017

Crítica: A Bailarina


            Antes de tudo: confesso, que quando minha prima Ana Cláudia sugeriu esse filme, no meio de centenas de obras fílmicas no acervo da Netflix, eu critiquei. Critiquei mesmo, sem saber sobre o filme, e afirmei com toda certeza que o filme era chato, pois quebrei a cara, rs.
           
            O filme “A Bailarina” (2016), dirigida por Eric Summer e Eric Warin, é uma animação francesa, situada no fim do século XIX, exatamente na França. A narrativa retrata a história da talentosa e dedicada Félicie Milliner, e seu grande sonho de se tornar uma bailarina profissional. Junto dela, está seu amigo Victor, um inventor de engenhocas, que está sempre a ajudando em suas aventuras. Ah, um pequeno detalhe: os dois são órfãos e moram no orfanato, porém eles fogem do local em buscam de seus sonhos.     


     
            A trajetória de Félicie não é fácil, precisa sustentar uma mentira e ainda por cima provar que é uma excelente dançarina. Mas, ela tem a sorte de encontrar em Odette uma relação de mãe e filha, além disso, a faxineira é uma excelente dançarina, embora seja manca.





            Não tem como falar de “A Bailarina” sem mencionar as músicas da animação. Gente, que trilha sonora perfeita, que vai desde Sia até Camila Mora. Embora o filme seja “de época”, as músicas são bem modernas em dão ritmos certeiros nas cenas. Um dos meus hits preferidos é “Confident”, da diva pop Demi Lovato, numa sequência maravilhosa de duelo de dança, por Félicie ( nossa queridinha) e sua rival, Camille.


            Como o longa possui uma linha histórica muito verossímil, ele carrega cenas de momentos históricos da sociedade, fazendo referência a passagens históricas, vivenciadas na Paris de 1980. Durante o filme vemos referências explícitas sobre a história do famoso engenheiro francês, Gustave Eiffel.


            Eiffel?! Esse nome não é estranho não é? Não, Gustavo (pros íntimos) participou da construção da magnífica Torre Eiffel de Paris. Ah, e outra coisa ele também arquitetou a Estátua da Liberdade, de Nova Iorque. Se não fosse o filme eu nunca iria saber, rs. O arquiteto é mencionado diversas vezes na história, pois Victor, o aprendiz de invento e melhor amigo de Félicie se torna empregado de Gustavo. Por conta dessas aventuras Paris do século 189 vira pano de fundo da trama, variando entre cenários.




            O longa foi uma agrada surpresa, pois me emocionou do começo ao fim. O grande acerto da obra é a simplicidade, trás um roteiro clássico embasando num sonho de uma personagem, nos envolve na história do bem x mal, nos faz acreditar que sonhos são possíveis, e além de tudo trás um bem aula de história. 

Um comentário:

  1. História muito bonita, música muito bonita! Norman McLaren afirmava que o cinema de animação não era a arte dos desenhos em movimento, mas a arte do movimento que é desenhado. A Bailarina é um filme de texturas luxuosas e grandiloquentes movimentos da câmera virtual, criados para realçar a grandiosidade dos cenários. O enredo possui alguns detalhes inesperados que passam por certa amoralidade nas ações de sua heroína, capaz de fingir ser outra pessoa para atingir os objetivos que ela acha que são negados por pura questão de classe. As profundas debilidades do filme aparecem quando os personagens se movem e, especialmente, quando dançam, sujeitos a movimentos que pouco lembram a leveza graciosa dos corpos na dança clássica e que, em vez disso, mostram as limitações de certa animação digital quando amarra às cadeias do algoritmo a liberdade do traço do artista artesão.

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