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22 outubro, 2017

Resenhas do Abou: Detroit em rebelião (filme)

            


           Olá, eleanáticos. Como vocês estão? Tudo certo? Estou sumido há um tempo do blog por causa dos meus estudos, mas vou voltando aos poucos. Hoje, é a vez de mais uma resenha do Abou e a obra a ser comentada é o filme ‘‘Detroit em rebelião’’, em cartaz em vários cinemas do país. Com uma vertente histórica bastante forte, o filme traz uma mensagem de necessidade de tolerância e respeito, nesse caso, aos negros.


            A história do longa se passa na segunda metade da década de 1960, na cidade norte-americana Detroit, e retrata a violência policial contra os negros. Diversos protestos da população negra são retratados no filme. E sempre com a presença dos policiais que utilizavam extrema força física para tentar conter os possíveis ‘‘rebeldes’’. Algumas cenas são extremamente impressionantes, como as frequentes prisões e a brutalidade policial. Utilizando imagens e vídeos verdadeiros da época, o filme ganha ainda mais credibilidade e veracidade, mostrando o abuso do poder por parte de certos policiais que acreditavam que eram os melhores indivíduos existentes.


            Em certos momentos, senti a necessidade de uma contextualização histórica um pouco mais aprofundada, principalmente, a fim de enriquecer mais a obra, porém nada de tão importante. No início, confesso que fiquei um tanto quanto perdido com a obra, já que não foram apresentados personagens principais nem nada do tipo. Tive a impressão de que estava assistindo um documentário. Acrescento também que tiveram pessoas no cinema ao meu lado que se levantaram e não voltaram mais. Creio que devido ao ritmo lento e um pouco diferente do seu início. Entretanto, essas pessoas perderam cenas eletrizantes. Finalmente, o filme foca em sua trama central, narrando um acontecimento do dia 25 de julho, quando policiais entraram no Motel Algiers após terem ouvido barulho de tiro vindo de lá. Na verdade, um homem que lá estava havia disparado com uma arma falsa, sem bala, porém ele acabou morto sem antes revelar que a arma não era verdadeira. Com extrema violência, os policiais interrogavam as pessoas, chegando até a matar.


            Em relação aos personagens, destacam-se os jovens de uma banda que enfrenta os desafios de seu início, indo atrás de uma chance. Os meninos até conseguem um excelente espaço para se apresentarem, mas os protestos nas ruas acabam atrapalhando seus planos e alterando bruscamente suas vidas em menos de 12 horas. O filme tem muitos personagens. É até difícil lembrar os nomes. Alguns grandes atores acabam fazendo, infelizmente, papéis pequenos, como Tyler James Williams, o eterno Chris de ‘‘Todo mundo odeia o Chris’’. Os principais destaques foram Algee Smith, como Larry, um dos jovens da banda. O ator, além de atuar muito bem nas cenas de tensão e drama, encantou a todos quando cantava, conseguindo passar totalmente a emoção daquele momento tão difícil para seu personagem. John Boyega, como o humilde segurança particular Dismukes, também encanta ao tentar defender os outros negros que sofriam nas mãos dos policiais. Um policial também ganha notoriedade. Estou falando do policial Krauss, vivido por Will Poulter, que conseguiu transmitir muito bem a imagem de um policial violento, autoritário e inconsequente.



            O final do filme não foge muito das expectativas, mostrando o julgamento dos policiais envolvidos no caso de morte, violência e abuso aos negros no motel. Ainda são apresentadas imagens reais das pessoas que inspiraram os personagens, contando o que aconteceu com elas após os acontecimentos narrados no filme. Com uma fotografia LINDÍSSIMA, de dar inveja, e uma direção praticamente INCRÍVEL, o longa consegue surpreender depois de sua metade.
            Apesar de um início decepcionante, ‘‘Detroit em rebelião’’ consegue cativar seu público com uma trama simples, forte e muito densa que nos faz refletir sobre tolerância e a relação entre a polícia e a população marginalizada.



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