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07 fevereiro, 2018

Acompanhando comentários


           Eu tenho repulsa aos seres “racionais” que ainda perpetuam por esta terra, um dia, chamados de humanos. Qual o prazer de ofender alguém falecido? Qual o prazer de xeretar todos os grupos, páginas e cantos da internet para conseguir descobrir algo do vizinho, do primo, da mãe do já falecido? O que “julgar” vai adiantar? Quem somos nós para julgarmos alguém em “praça online”? Será que eu me coloco no lugar do outro quando direciono comentários ardilosos num grupo em determinada rede social? Já ouviu falar de reciprocidade?



            Vivemos tempos de muitos jornalistas investigativos por aí. E isso assusta! Me assusta assim como também deveria lhe assustar. Então, é assim: eu presencio a cena, registro o fato e posto no mundo da internet. Num mundo, onde não é preciso passaporte para entrar. Eu entro, comento, respondo, acompanho os comentários, dou umas curtidas e jogo um “AC” na esperança que outros “humanos” desavisados me informem a ficha criminal do ser em evidência. Qualquer migalha de informação nos basta, afinal somos ratazanas que farejam de longe o cheiro de sangue.

            Às vezes, eu tenho muito medo do “hoje”. Tenho muito medo da proporção que a falta de limite ético pode chegar. Será que a maior parte da população foi abduzida? Será que a tecnologia chegou para provocar o retrocesso moral? As incógnitas acerca de uma sociedade covarde me consomem, aliás, o coexistir dentro de um contexto alienativo me assusta, me chicoteia e amordaça. Me amordaça com as cordas do medo, juntamente, com ganância humana.


            Ele sonhava em ser cientista ou astrólogo. Ele era sensível, inteligente, educado, leitor .... E até poderia ser filho de um de vocês. Quem sabe? Ele sonhava grandes proporções, não foi coincidência que se atirou ... Se atirou nas estrelas.

             Ninguém sabe de nada para apontar possíveis causas, nem eu, nem você, nem o bombeiro que lacrou o corpo, muito menos o editor desse jornal. Entre “achismos” e teorias secundárias, o “cala a boquinha” cai como uma luva. Aliás, uma dose de “cala a boquinha” poderia ser injetadas nos postinhos de saúde.  No fundo eu apenas sinto que vocês, humanos, andam cada vez mais vazios, e buscam no fundo, uma ascensão social, mesmo que ela dure vinte quatro horas, oitenta e duas curtidas e um “ac” para colecionar.



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