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31 maio, 2018

A Bienal Rubem Braga dos meus sonhos


Olá, eleanáticos.


                Olha, o mês de maio foi bem agitado para nós, aqui do ELEA. Afinal, tivemos a linda e fenomenal  7ª Bienal Rubem Braga, realizada aqui em Cachu City. O evento foi bem elogiado e em alguns aspectos surpreendeu, ainda por cima terminou com o um show maravilindo do Teatro Mágico. Gente, que show gostoso tá! Porém, mesmo com um evento tão bacana, nós, apoiadores de cultura e literatura, sempre temos nossas expectativas em relação a esses eventos. Enfim, resolvi criar uma PROGRAMAÇÃO DOS SONHOS, caso a Bienal fosse hoje. Na verdade essa matéria era para ser postada antes do evento, mas não importa a ordem, e sim que ele fique boa. Falando nisso, eu já fiz algo parecido com um post AQUI em 2016.



Vamos pra lista?

QUESITO LITERARIEDADE MODERNA

                Braulio Bessa ele é o cara. Gente, queria tanto ele numa Bienal aqui. Acho monstruoso a forma de que ele tem de nos tocar com seus repentes literários. Pra quem não sabe ele é escritor do “Poesia com Rapadura” – que eu tenho, tá! E ficou conhecido nacionalmente pelo programa “Encontro”, da Fátima da Bernardes, no qual ele participa semanalmente. Acho muito bacana como Braulio resignificou a arte de fazer poesia, pois ele imprime a poesia de um modo muito concreto, que faz com que as pessoas fiquem encantadas por suas palavras. Viva, a literatura de Cordel!


                                    

                Seria interessante trazer esses poetas do instagram, com seus textinhos poéticos deliciosos que o povo vive repostando e curtindo sem nem se saber consome algo que é literário. Se Pedro, do “Um cartão” veio em Cachoeiro, por que não trazer o maravilhoso João Doederlein, conhecido popularmente como “Akapoeta”. Gente, ele é maravilhoso né? Ele coloca no papel assunto tão universais de uma forma subjetiva tão macia e doce, ele consegue resignificar os verbetes de uma forma apaixonante. Sou fã dele!




             Esses dois com certeza proporcionariam uma mesa bem inteligente e por cima lotadaaaaaaaaa, rs.

QUESITO ESCRITORES

                Ah, tem um autor que eu gosto bastante e ele anda viajando o Brasil nesses eventos literários, que tal trazer Vinícius Grossos? Ah, gente ele é bem fofo ( pelo menos parece pelos stories dele), rs. Vinícius que estreou com “Sereia Negra”, é autor de “O garoto quase atropelado”, “ 1 +1  - A matemática do amor” e o mais recente “O verão em que tudo mudou”, num projeto com outras duas autoras maravilhosas. Acompanho o trabalho dele pela internet e acho seu trabalho de escrita genial. Por tratar de personagens homossexuais, Vini levanta bandeira e coloca o romance gay num patamar de destaque. Ah, eu ainda estou lendo o livro dele, que por sinal eu amor essa capa. Olha, além de ser ruivo ( bem tendência), ele é taurino, igual eu, rs. NÃO TEM COMO NÃO AMAR, NÉ?


( Vini seu maravilhoso!

                Outra que gosto bastante é a linda da Ana Beatriz Brandão, embora eu não tenha lido nenhum livro dela ainda, eu acompanho o trabalho dela pelo instagram. Ana é autora do “A garota das sapatilhas brancas”, mas foi com “Sombra de Um Anjo” que sua vida de escritora deslanchou. Ana está na minha lista, pois é um autora jovem e nacional, na qual eu gostaria de conhecer muito, tanto ela, quanto seu trabalho literário.



QUESITO MUSICAL

                Tudo bem que o show da turma do Teatro Mágico foi ótimo, mas a minha aposta seria duas atrações bem legais. Para abrir o evento literário, colocaria um show da linda e talentosa Mariana Coelho. Sim gente, ela mesma a Mari, do The Voice Brasil, do time do Lulu Santos. A Mari que é de Vila Velha é uma cantora muito versátil, além de embalar os visitantes do evento traria muita representatividade por também ser capixaba. A cantora, de 18 anos, lançou recentemente a canção “"Alguém", e pelo que parece que ela gravará com Júnior, da Sandy (rs), isso mesmo queridos, LEIA AQUI se quiser saber da novidade.




( Bem musa, né?) 


                Já para encerrar, um evento tão perfeito como esses, só poderíamos ter a ilustre presença do maravilhoso, Jão. Isso mesmo, Jão – não João, rs. É um cantor mega fofo, de 23 anos, que ficou conhecido por fazer uns vídeos de cover´s no youtube.  


( Ele merece todo sucesso do mundo) 


( Sou muito fã mesmo <3) 

                Dono do hit “Imaturo” ( que é a música chiclete do momento; que não sai da minha play list muito menos da minha cabeça), Jão ganhou recentemente o prêmio no MTV MIAW, na categoria #Prestatenção, no qual premia revelações no âmbito musical. Ah, essa semana ele lançou o projeto “Primeiro Acústico”, com interpretações de seus singles, já conhecidos. ( que performances, tá) Gente, ele é maravilhoso, o  clipe da música dele é incrível, e eu estou louco que ele passar aqui no Espírito Santo. Ele é muito DIVOOOO!

***
                Essa foi uma listinha bem simples HAHAHAH que eu adoraria vê-los por aqui. É claro,que seria quase impossível trazê-los para cá, mas não custa sonhar né? Sonhar é bom demais. Que venha a 8ª Bienal Rubem Braga, lá em 2020, vamos torcer para ser tão boa, quanta essa última.

                Abraceijos 

28 maio, 2018

E se 13 Reasons Why fosse uma série brasileira?


         Olá, queridos eleanáticos. Tudo bom com vocês? Vocês sabem que a nossa equipe é viciada em série e que nós também adoramos fazer a brincadeira de imaginar o elenco das séries internacionais se elas fossem brasileiras. Hoje, irei montar o elenco brasileiro dos sonhos para a série 13 reasons why. A série estreou, no dia 18 desse mês, sua 2a temporada, na Netflix. Eu já assisti a todos os episódios. E você? Não deixe de comentar. Lembrando também que esses atores aqui sugeridos são por semelhança física, aparência e não por gosto.




1. Hannah Baker – Agatha Moreira

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         Hannah é a protagonista da série e, como todos devem saber, na primeira temporada, ela comete suicídio, gravando fitas para as pessoas ao seu redor. Na segunda temporada, a atriz Katherine Langford retornou para dar vida à Hannah, mas suas aparições eram apenas em flashbacks e como espírito. Por causa da cor de pele e do cabelo, Agatha Moreira, talentosíssima atriz, seria uma boa escolha para viver a protagonista. Ela já fez vários papéis na TV, em, por exemplo, Malhação, Haja Coração e Verdades Secretas. Atualmente, ela está no ar na novela Orgulho e Paixão.

2. Clay – Guilherme Leicam

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         Clay é o protagonista masculino da série e se envolveu com Hannah. Na segunda temporada, o espírito dela aparece apenas para ele, que também convive com outros problemas, como sua nova namorada. Guilherme Leicam assemelha-se bastante, mas principalmente quando era mais jovem, ao ator Dylan Minnette, que brilhou nas duas temporadas nesse papel tão intenso.

3. Justin – Hall Mendes

Imagem do site O Fuxico

         Justin é um personagem complicado, na série. Após ter sido omisso ao presenciar uma cena de estupro, ela some e retorna, na segunda temporada. Confesso que a escolha de Hall Mendes, que atuou na última Malhação, foi por uma ajuda das redes sociais, que já haviam comparado Hall a Brandon Flynn na primeira temporada.

4. Alex – Luis Galves

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         Admito que, quando vi o ator brasileiro em ‘‘Malhação – Viva a diferença’’, achei que era realmente o mesmo de 13 Reasons Why, Miles Heizer. Os dois são muito parecidos e acho que Luis, que brilhou como um homossexual em Malhação, faria super bem o papel do problemático Alex, que tentou suicídio no último episódio da 1a  temporada da série da Netflix.

5. Jessica – Jennifer Nascimento

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         Jennifer começou sua carreira em Malhação e, desde lá, não tem parado. Já fez vários outros papéis na TV. Seu último papel na TV foi na novela Pega Pega. Apesar de usar mais o cabelo Black ou as trancinhas, Jennifer já apareceu com o cabelo liso e ondulado.

Ou também Aline Dias

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         Aline tem o cabelo um pouco mais próximo do da atriz Alisha Boe. Aline deu à luz há pouco tempo e estará de volta às telinhas na próxima novela das sete da Globo. A atriz já mostrou seu talento como a primeira protagonista negra de Malhação, na temporada Pro dia nascer feliz.

6. Lainie – Christine Fernandes

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         Em 13 Reasons Why, a atriz Amy Hargreaves dá vida à mãe de Clay, a advogada Lainie. Ela trabalha na firma que defende a escola no julgamento, ou seja, sua firma é contrária à família de Hannah. A personagem vai ganhando destaque ao longo da segunda temporada. Para vivê-la, escolhi Christine Fernandes, que já fiz inúmeras personagens na TV e no cinema, e que, atualmente, está também em Orgulho e Paixão.


Se você quiser rever essa brincadeira que fizemos com La Casa de Papel, clique AQUI. E aí? O que vocês acharam? Não deixem de comentar e sugerir outras comparações nessa mesma série. E caso você queira que a gente faça essa mesma brincadeira com outra série, pode comentar e pedir também. Abraços, eleanáticos!

16 maio, 2018

Klédison Ramos lança seu primeiro livro


            Como todos sabem estamos em clima de Bienal Rubem Braga, que está rolando aqui em nossa cidade, Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Durante os seis dias de evento literário, acontecerão diversos lançamentos de escritores capixabas e também de outros estados.


            Um dos lançamentos tão esperados será do queridíssimo Klédison Ramos, que recentemente abrilhantou na pele de “Titi”, na saga teatral do “Personalidade Cia Teatral”, na comédia  “Aloka 7”, apresentado no palco do Teatro Rubem Braga. O ator tinha uma missão extremamente difícil substituir um ator que ficou com a personagens durante as temporadas anteriores, mesmo com o desafio Klédison arrebentou em cena. 

Fotos de Jhonatan Lessa

            O livro "Crônicas de um Artista Inseguro" é o primeiro livro de Klédison. O capixaba divide seu tempo e esforços entre as artes e engenharias, tem trabalhos como ator e roteirista de teatro e foi movido a escrever por uma necessidade pessoal. Seus textos cheios de realidade e sonho compuseram o volume que foi publicado pela Chiado Books, que também está se encarregando da venda e distribuição de "Crônicas de um Artista Inseguro" no Brasil e Europa.

 

            O lançamento oficial está marcado para amanhã, quinta feira, dia 17 de maio, as 19:30 h no Espaço Newton Braga, ali mesmo na Praça de Fátima. Os textos retratam os altos e baixos dos sentimentos que todo ser humano está sujeito. De uma forma simples são apontados, de forma sutil, questionamentos que podem ser feitos por qualquer pessoa, em qualquer momento. Segundo o autor, os leitores podem esperar linhas cheias de sentimento e verdade.

Lançamento: 17/05/18
Espaço Newton Braga

14 maio, 2018

A bienal é de todos


       É com muita euforia que esperamos pela 7ª Bienal Rubem Braga, um evento literário de tamanha grandiosidade, que coloca Cachoeiro no mapa literário capixaba, sendo referência estadual. O que esperar de uma Bienal em Cachoeiro? Eu, como professor de Língua Portuguesa, espero ver a presença de inúmeras pessoas na Praça de Fátima, principalmente, os não leitores afinal o grande objetivo de uma bienal de livros é mostrar a importância dos livros em nossas vidas. 


   É claro, que a maioria não gosta de ler, escuto isso sempre! Fazer com que esses não leitores se aproximem dos livros é um desafio, mas para isso temos inúmeras formas de tornar o evento atrativo, seja por meio das atrações ou pelo programação do evento. Nem sempre um famoso é um convidado melhor do que um desconhecido local, precisamos valorizar o nosso – e graças aos deuses literários, isso tem acontecido. 



            É preciso, que os próprios professores, estimulem os alunos a participarem das oficinas e mesa redondas. Porém, muitos dos professores nem sequer se interessam pelo evento; por falta de interesse ou ignorância gratuita. Uma lástima porque esses sim deveriam arrebanhar inúmeros alunos com a intenção de mostrar aos adolescentes não leitores, o quanto a leitura é transformadora e prazerosa. Se nem mesmo os professores se interessam, como os alunos irão querer participar do evento? Tenho ranço desses prepotentes literários.

            Olhando como blogueiro, fico extremamente feliz com o nível de estrutura que os eventos veem proporcionando para os cachoeirenses nos últimos anos. É claro, que eu não vou para Bienal comprar livro, afinal à maioria dos estandes possuem valor de livraria comercial e não suavizam no preço do livro. Não me julguem! Bienal serve como garimpo para achar um lançamento, reencontrar aquele livro antigo que você leu há décadas ou até mesmo achar livro em promoção – logicamente, no último dia de evento. Se formos levar em conta que Cachoeiro só tem uma livraria (oficial) e que essa cobra preços exorbitantes, os livros da bienal estão à preço de Sebo.



            Falando em Sebo, uma pena Cachoeiro não ter um, eu mesmo já tive vontade de abrir um “negócio literário”, mas infelizmente em tempos de redes sociais a literatura é cada vez menos consumida. Falando nisso, é uma lamúria os organizadores das bienais não utilizarem a tecnologia a seu favor. Cachoeiro possui vários youtubers, sabiam? O porquê de não utilizar a voz desses profissionais da internet para disseminar um pouco de cultura por aí? Acredito que o incentivo a leitura pode vir de diversas formas desde os canais no youtube até os perfis no instagram. O problema não está nos jovens que odeiam ler, está na maneira de como é propagado “a coisa”.

            A bienal é de todos: homens e mulheres; jovens e idosos; héteros e gays; pobres e ricos – todos são ilustres convidados dessa festa literária tão bacana. Conhecer autores, ouvir relatos, aprender técnicas de escrita, assistir peças de teatro é tudo catártico, nos resignifica como seres humanos. O saber literário não deve ser elitizado; tomado por uma seleta merda de dominadores, a literatura precisa ser do povo, subir os morros, entrar nos presídios, perpassar por hospitais e asilos. Afinal, literatura é vida, nem só de pão vive o homem, mas também de dignidade cultural.




12 maio, 2018

Teremos homenagem ao Poetinha na Bienal!


         A Bienal Rubem Braga, realizada em Cachoeiro de Itapemirim (ES), desse ano irá homenagear três grandes amigos de Rubem. São eles: Vinicius de Moraes, Cândido Portinari e Sérgio Buarque de Holanda, que tiveram suas artes em diferentes campos, desde a música e a poesia até a arte. Por isso, o nosso blog trará curiosidades sobre cada um desses amigos. Hoje, vamos falar de Vinicius de Moraes, o Poetinha.

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         Há muitas maneiras de contar um pouco sobre Vinicius, que teve muito destaque tanto na poesia quanto na música. Poderia fazer um texto mais biográfico, com fatos históricos, ou um texto mais focado na teoria da literatura modernista de Vinicius, ou também uma coletânea de poemas e canções dele, como ‘‘Garota de Ipanema’’, parceria com Tom Jobim. Entretanto, achei melhor trazer todos esses elementos, falando também a respeito de um livro dele em especial, ‘‘Para uma menina com uma flor’’, que é uma obra com várias crônicas curtinhas.


         Para representar essa obra, escolhi um trecho da crônica que dá o nome ao livro:

‘‘Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.’’
        
Nesse pequeno fragmento, o Poetinha que, até na prosa, o seu lirismo e o seu romantismo, mesmo sendo um escritor modernista, são mantidos, de forma maestral.

         Publicado em 1966, esse livro reúne crônicas dele publicadas entre 1941 e 1953, em sua primeira parte, e entre 1964-1966, na segunda parte. Mas por que falar desse livro? Porque ele se diferencia, em termos estruturais, das obras mais notórias de Vinicius, que são as líricas, por isso o apelido Poetinha, dado por Tom Jobim. Em comum entre essas crônicas, há alguns elementos, como as ironias, o amor, o espírito carioca. Nessas crônicas, o lirismo deixa espaço para o cotidiano entrar, trazendo também os sentimentos de seus personagens. Um desses sentimentos, obviamente, é o amor, muito recorrente nos poemas de Vinicius também. Falando nisso, o autor foi casado por nove vezes ao longo de sua vida. De amor ele entende mesmo.

         Apesar de passear pelo teatro, cinema e música, Vinicius contava que a poesia foi a sua primeira e maior vocação e que suas outras atividades artísticas ocorreram pelo fato de ser poeta. Dentre os seus poemas, alguns ganharam mais destaque, como os sonetos. Selecionei abaixo um dos meus preferidos.

SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
        
Simplesmente, emocionante a poética de Vinicius. Na música, toda essa carga emocional também era explorada por ele em suas composições. Nesse campo, o Poetinha fez várias parcerias, como Tom Jobim, Toquinho, João Gilberto, Chico Buarque, Carlos Lyra, etc.

Mas o que Vinicius de Moraes tem a ver com a programação da 7a Bienal Rubem Braga, que começa nessa terça-feira, dia 15, e vai até o domingo, 20? Então, esse grande artista será um dos homenageados, como já disse. Mas ocorrerão alguns eventos em especial sobre ele. No segundo dia, na quarta, dia 16, às 9h e às 14h, ocorrerá a mesa-redonda ‘‘Viver com poesia’’. Entre os integrantes, está o jornalista e escritor Luís Ernesto Lacombe, atualmente na Band. No mesmo dia, às 19h, terá a mesa em homenagem a Vinicius, com o título ‘‘Se todos fossem iguais a você – o entusiasmo criador’’, com três convidados do Rio de Janeiro.

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Espero que tenha gostado dessas informações sobre o querido Poetinha. E se você tiver mais interesse na programação da Bienal Rubem Braga, clique AQUI. Até a próxima!

09 maio, 2018

Sobre pessoas tóxicas.


Na efemeridade do século XXI, vivemos rodeados por todo tipo de gente. Às vezes, gente que ajuda a gente, mas, na maioria das vezes, gente que quer puxar nosso tapete e nos ver sempre por baixo da roda-gigante da vida.
Em uma busca eterna pelo ter, nos deparamos, a todo momento, com pessoas dispostas a qualquer coisa para conquistarem seus objetivos. Objetivos estes que são direcionados por indivíduos que nem conhecemos, mas nos dizem o que temos que fazer e aceitamos sem oscilar. Somos escravos das telas luminosas, ficamos ligados a elas deixando escurecer nossa luz própria.
É aí que entram nossas amarras psicológicas, somos cativos de certos seres que nos insistem em dizer que precisamos dela para sobreviver. É como se fossemos zumbis e que precisamos permanecer naquele estado que não há saída. Simplesmente aceitamos sem refutar.
Pessoas que nos prendem e enlaçam de forma sentimental transformam nossa vida no caos da dependência e jogam nosso sentimento em uma máquina de lavar e, no final, saímos amassados e lavados da nossa essência.
Contudo, recomeçar é sempre uma opção. O ser humano é capaz de se ressignificar. Se conseguimos chegar no ponto de reconhecer nossas amarras, já somos capazes de criar estratégias de nos livrarmos das teias dos parasitas. Mudanças são sempre dolorosas, mas necessárias para o bem-estar. Resiliência é sempre um bom começo.
Nathália Dias 

07 maio, 2018

Sinto cheiro de Bienal chegando


   Felizmente, estamos próximos à chegada do maior evento literário do Sul do Espírito Santo e se bobear um dos melhores do estado. Neste ano, teremos a 7ª Bienal Rubem Braga, realizada na Praça de Fátima ( beira rio), do dia 15 a 20 de maio, com encerramento das atividades no domingo à noite.



 Na nossa Bienal de Cachoeiro tem tudo que os eventos literários necessitam: palestras e mesas redondas com temas variados; oficinas tanto para as crianças,quanto para os grandinhos; peça teatrais, danças, contações de histórias e, é claro, lançamento de livros de escritores conhecidos no contexto cultural cachoeirense. Esse ano temos até cosplayers e personagens vivos que irão interagir com o público.



 Durante os seis dias de evento a Praça de Fátima se tornará um oasis literário, para os amantes de livros e apaixonados por literatura.  Enquanto no interior da tenda estiver acontecendo às oficinas e palestras, no Palco Sérgio Sampaio terá apresentações musicais de Clara Marins , Cabine 65 ( trio acústico);  da maravilhosa Duda Felipe (ES)- daqui de Cachoeiro ; da Zero28 Band – todos aqui do Espírito Santo. Já no sábado, temos atração nacional com show do ator/cantor Jackson Antunes e no domingo, o tão esperado show de fechamento, do Fernando Anitelli, criador do grupo Teatro Mágico – quem não conhece já corre para youtube para ouvir as músicas.

 Não podemos deixar de lembrar que para participar das oficiais e mesas-redonda é preciso se inscrever nesse site. Inscrição AQUI ! Ah, e tem uma maravilhosa novidade nessa edição, que é a opção de incluir dependentes, com o cadastro feito, o titular terá acesso aos campos para listar os acompanhantes e escolher as atrações. Isso é maravilhoso, visto que muitos professores terão facilidade de inscreverem seus alunos nas atividades do evento.


Qualquer dúvida acerca das inscrições é só ligar (28) 3155-5331, que a Valquiria ou Sara, irá atender vocês, elas foram muito gentis, por sinal! 




  Eu, Ronald, estou muito empolgado com os shows e também com a presença do jornalista Luís Ernesto Lacombe, vocês sabiam que ele já escreveu dois livros infantis? Pois é, nem eu, rs. Uma mesa que eu quero muito participar é a  “Conectado nas redes sociais”, que acontecerá na quinta das  9 às 14h, no auditório Marco Antônio de Carvalho e terá nossa querida Simone Lacerda mediando junto com o Pedro, do insta @umcartão.

  Já na sexta à noite ocorrerá uma mesa redonda sobre Candido Portinari – que é um dos temas do evento, junto com Chico Buarque e Vinicius de Moraes, na qual eu gostaria de participar.  Além disso, o sábado também será bem movimentado, pois para quem gosta de literatura fantástica (como eu), terá inúmeras atrações nesse contexto literário.


                             ( jornalista e também escritor Luís Ernesto Lacombe)

  Uma dica: aproveitem para comprar os livros no primeiro dia, porque depois as prateleiras esvaziam, lógico que no domingo, também rola aquelas promoções de última hora, que todos viciados em livros adoram. Geralmente, nesse último dia a gente passa o cartão de crédito, sem pena, visto que as economias já foram todas, rs.

  Nós, do Entrelinhas e Afins, estamos muito felizes, afinal será a terceira Bienal Rubem Braga, que iremos cobrir como blogueiros literários. Só de acompanhar as notícias, as atrações e os pronunciamentos dos organizadores, a edição 2018 tem tudo para ser a melhor!  É de extrema importância para Cachoeiro semear a literatura, visto que nossa Capital Secreta é um berço cultural de muitos artistas nacionais e ainda lança inúmeros escritores novatos para o mercado literário capixaba. Esperamos que com a Bienal todos os públicos sejam atendidos e que a literatura seja palpada por todos, afinal leitura é vida!


                                  ( Ronald e Nathália na Bienal de 2016)

Fiquem de olho no blog que até semana que vem teremos um ESPECIAL: BIENAL RUBEM BRAGA 2018.

Abraceijos!


02 maio, 2018

Resenhas do Abou: O sol na cabeça, de Geovani Martins



Olá, queridos leitores do Entrelinhas & Afins. Tudo bom? Hoje, em pleno feriado, é dia de mais uma Resenha do Abou. O livro a ser comentado hoje foi lançado em março desse ano e que já está fazendo bastante sucesso. Seu autor, Geovani Martins, foi parar em programas como ‘‘Encontro’’ e ‘‘Conversa com Bial’’, tendo nesse último um programa inteiro dedicado a ele. Estou falando do livro ‘‘O sol na cabeça’’, que traz mensagens fundamentais sobre nossa atual situação.


Título: O sol na cabeça
Autor: Geovani Martins
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 120
Ano de publicação: 2018

Resumo da editora:
‘‘O sol carioca esquenta a prosa destes treze contos que retratam a infância e a adolescência de moradores de favelas como jamais foram retratados. O prazer dos banhos de mar, as brincadeiras de rua, a adrenalina da pichação, as paqueras e o barato do baseado são modulados tanto pela violência da polícia e do tráfico quanto pela discriminação racial indisfarçável no olhar da classe média amedrontada. Com a estreia de Geovani Martins, a literatura brasileira encontra a voz de seu novo realismo.’’
           
            De forma bem resumida, o livro traz 13 contos que têm em comum a descrição da realidade das favelas cariocas, abordando desde a ida dos jovens à praia até a dura situação com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e o abuso policial.

            Sempre gosto de contar como eu conheci os livros que leio. Esse foi um pouco diferente dos demais. Faço faculdade de Letras e uma professora solicitou a leitura do conto ‘‘Espiral’’, presente nesse livro, para uma aula, junto com um conto muito bom da escritora Conceição Evaristo. O debate foi em torno do retrato feito pelos dois autores a respeito da violência e das camadas marginalizadas. Logo na primeira leitura, fiquei muito impactado com esse conto do Geovani Martins e, após a discussão em sala, que foi extremamente produtiva e interessante, resolvi comprar o livro e ler os demais doze contos.


            Confesso que não costumo ler livros de contos, mas esse me agradou e me conquistou de uma forma que estou pensando em ler mais desse gênero. Uma grande vantagem do livro de contos é que você pode ler fora de ordem, como eu fiz. De acordo com o tempo e com o lugar onde eu estava, eu escolhia um e lia, depois outro, e outro… Assim, acabei o livro bem rápido, em pouquíssimos dias. Por ser um livro de contos tão diversos, talvez não seja tão fácil fazer uma resenha, como as demais, analisando enredo, personagens, linguagem, etc. Entretanto, há alguns aspectos que eu gostaria de destacar.

            A linguagem dos contos é algo que merece bastante destaque. Geovani expõe realmente o falar do povo que mora nas favelas, mas também utiliza o português mais formal em outras situações. No livro, são muito comuns gírias, desvios do português padrão, palavrões, etc. Tudo isso contribui bastante para que o leitor imagine a situação narrada ali, criando um universo ainda mais próximo da realidade.

            O assunto dos contos varia, tendo em comum a favela, o morro. O autor aborda temas importantes e delicados, como vício e tráfico de drogas, abuso policial, intolerância religiosa. Para muitos (como eu), essa realidade é mais afastada, porém a forma como ela é abordada é crucial para o envolvimento e a identificação com o leitor, independente da classe social dele.



            Outro destaque é a capa do livro. Sempre gosto de falar das capas, pois elas chamam os leitores nas livrarias também. E a capa da Companhia das Letras é simplesmente incrível, dando a ideia do sol que está no título.

            Quem ficou interessado em saber um pouco sobre o autor, nascido e criado na favela, clique AQUI para conferir o vídeo na íntegra da entrevista dele ao apresentador Pedro Bial. Ao lado, para quem não for assinante da plataforma Globoplay, há trechos da entrevista, gratuitamente. 

            Despeço-me dessa resenha hoje, recomendando esse livro a todos vocês, pois ele é, simplesmente, fantástico, reflexivo e, como está na própria capa, ‘‘o novo fenômeno literário brasileiro vendido para 8 países’’. E, abaixo, está a  minha avaliação para esse livro. Impossível não dar menos. Até mais, eleanáticos.

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