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29 junho, 2018

Resenha Crítica: Fragmentos e Avessos, de Lina Fregonassi


            Com uma escrita bem autêntica, Lina Fregonassi estreia no mercado literário com “Fragmentos e Avessos”, numa mistura de estrofes poéticas epifânicas e prosas concretas. O livro, que foi publicado em 2017, teve o seu lançamento oficial, na 7ª Bienal Rubem Braga, de Cachoeiro de Itapemirim, que ocorreu neste ano, numa área seleta para lançamentos de obras de autores capixabas.



            Conhecida por seu humor fregonassiano, Lina captura todas as relações afetivas e também sentimentos numa linha tênue poética, como uma espécie de satélite de emoções, que inclusive intitula um de seus textos, o “Sobre ser satélite”.


            A autora elabora com maestria imagens poéticas, muitas vezes com profundidade literária, que são escassas no mercado literário capixaba atual.  Sob essa perspectiva poética da escritora cachoeirense, nota-se um envolvimento com vários “eu amados”, que representam perfis antagônicos de situações amorosas, sendo assim versar sobre parcerias amorosas, se destaque em inúmeros de seus textos.


            Quando se trata de amor, “ Fragmentos e Avessos” mergulha nesses mistos de sentimentos, comprovamos isto lendo “Pra quem me deu amor”; “Seu amor me é certeza”;“Amar. Ainda e sempre”; e “Amor sem filtro” – que embasam a veia dorsal dos textos de Fregonassi. De uma densidade poética única, regada à doses homeopáticas de epifanias, Lina consegue renovar o mercado literário cachoeirense, principalmente, quando se trata de poesia – essa bem rara de publicação. Por fim, é necessário que você se deleite com os fragmentos de Lina, afinal sentimentos/emoções são assuntos universais, que cativam a todos numa só leitura. 



16 junho, 2018

Gente como a gente com Tamara Moureth


           Tamara Moureth,  capixaba, de vinte e poucos anos, com alma de velha e jeito de menina ( ela mesmo se rotula assim). Apaixonada por Deus, pessoas, abraços, livros e poesia -  se mistura entre suas funções administrativas como servidora publica e suas postagens no seu blog. Tamara,que é formada em Direito, é apaixonado por cor-de-rosa, além de ser parceira nesse universo bloguerário, pois Tamara posta de tudo no seu mundo " Tamaravilhosamente". Ou seja, no quadro de hoje estamos bem à vontade porque estamos em casa, rs. 



1) ( bem clichê, mas necessária) Como nasceu o blog? Conte-nos tudoooo!

            Oii eleanáticos! :) Imagina! Amo falar sobre isso! O blog surgiu da necessidade de ter um cantinho para “guardar” meus textos. Sempre gostei de escrever, embora tivesse vergonha de compartilhar, mas chegou uma época que decidi postar no Facebook o que escrevia.
            Para minha surpresa, muitos amigos gostavam de ler e uma amiga em especial (a escritora Ludmila Clio) me sugeriu criar um blog. Eu já tive um blog antes que não dei atenção e morreu rs. Mas, em 2016, seguindo a dica da Lud, decidir criar o Tamaravilhosamente. Agora, o que antes era só um espaço pros meus textos, se tornou uma paixão e hoje me traz muitas alegrias. Amo blogar!

2) Eu sei que você tem uma ótima interação com outros blogueiros e , principalmente, com seus leitores. Sei também que você é bem assídua nos grupos de blogs e afins. Apesar de ter um público muito externo ( fora de Cachu), como é “blogar” em Cachoeiro de Itapemirim? As pessoas do seus círculos sociais conhecem sobre seu trabalho no blog?

            Confesso que no início eu viva um dilema, queria que as pessoas acessassem meu blog, mas tinha vergonha de compartilhar com os conhecidos. Hoje já quebrei isso. No meu trabalho, muitos me chamam de Tamaravilhosamente até. Em outros ambientes, isso também acontece, meus amigos me chamam de blogueira, dizem que leem os posts e tudo mais (embora poucos comentam nas postagens, fica aqui o desabafo rs). 
            Eu tenho consciência que ainda não sou muito conhecida aqui, realmente meu público é mais externo mesmo. Mas sei que, aos poucos, a gente pode incentivar mais os cachoeirenses a lerem blogs.

3) O que motiva a postar? E o que é mais difícil na vida de um blogueiro?

            Com certeza minha maior motivação são as pessoas. Receber um comentário dizendo que se identificou com o que escrevi ou que minha dica foi útil, não tem preço. Sinto como se eu tivesse dado um presente para a pessoa e eu amo presentear. Aprendo muito com essas conexões também, tenho amizades virtuais sólidas e isso é maravilhoso. 
         A maior dificuldade que tenho atualmente é organização do tempo. Tenho meu trabalho fixo como servidora, comecei a fazer encomendas de letterings e, claro, tenho vida social, então preciso me organizar muito para conseguir dar conta de tudo e não deixar o blog abandonado, ainda mais agora que venho firmando parcerias com empresas e é necessário muito compromisso com as datas das postagens.

4) Recentemente, saiu uma matéria com você no Jornal Gazeta né? Sobre esse seu talento de criar letras, que se chama hand lettering, né? Conta pra gente como surgiu essa habilidade na sua vida e como foi a repercussão da matéria, afinal não é todo dia que aparecemos no jornal, rs.

           Pois é, fiquei famosa haha. Na verdade, essa foi outra paixão que surgiu despretensiosamente. Assim como amo ler e escrever, também sempre amei desenhar e colorir. Há uns três anos, vi fotos de desenhos juntando as duas artes (escrita e desenho), achei lindo e comecei a tentar fazer algo parecido, sem nem saber o nome da técnica (na verdade, nem sabia que tinha técnica).
            Em 2016, que descobri o lettering. Vi que não era só pegar uma caneta e sair escrevendo, aprendi que cada letra é vista como uma forma e que elas são desenhadas uma por uma. Entendi que primeiro é preciso planejar o espaço do desenho com linhas guias, fazer rascunho a lápis. Enfim, tem todo um processo. Eu comecei o aprendizado com vídeos no youtube (sempre estou assistindo vários).


         
         Hoje, faço um curso online, da Aline Albino.  De fato, ganhei mais visibilidade após a notícia no Jornal A Gazeta. A maioria dos meus amigos/conhecidos nem sabiam que eu praticava o lettering. Então, aproveitei a oportunidade e comecei a atrair clientes. Amei descobrir esse mundo e agora, já recebo encomendas. É muito bom ver mais uma paixão minha se tornando algo mais sério e alcançando mais gente.

5) Você consegue categorizar o seu blog numa coisa só? Por exemplo, o ELEA é um blog literário, já o Tamaravilhosamente tem um assunto pertinente? Como você lida com essas múltiplas possibilidades de assuntos?

            Muito difícil definir em uma categoria apenas. Eu até tento. Coloco como nicho “Comportamento e vida cristã” que é basicamente o tema dos meus textos e o resto fica incluso no “comportamento” rs. Mas gosto de ter um espaço para tratar sobre todos assuntos que em cercam. Literatura, lettering, DIY, recursos digitais, um pouco de beleza e agora até dica de look. Admiro muito quem consegue focar em apenas um tema no blog, mas eu não consigo e como gosto dessa liberdade, sigo nela.


6) O que você acha de um encontro de blogueiros em Cachoeiro? Tipo um E.D.B KKKK Você conhece outros blogueiros de regiões próximas?

            Seria maravilhoso! Embora meus amigos sempre dizem que eu sou aquela pessoa que marca o rolé, anima todo mundo, chega na hora e não vai! Rsrs mas se marcar, eu prometo que me esforçarei para ir. Eu não conheço muitos blogueiros daqui. Só vocês do ELEA, a Simone Lacerda que vocês conhecem e uma outra amiga minha a Gisele Ramos do Blog Criativando. Infelizmente, ainda não consegui descobrir e me aproximar de mais blogueiros da Capital Secreta. Acredito que um encontro ajudaria muito!


08 junho, 2018

Resenhas do Abou: Por parte de pai, de Bartolomeu Campos de Queirós



Olá, queridos eleanáticos. Tudo certo com vocês? Eu, Vitor Abou, estou de volta hoje com mais uma resenha desse quadro que eu adoro escrever. O livro a ser resenhado dessa vez é Por parte de pai, de Bartolomeu Campos de Queirós, autor falecido em 2012 e muito famoso na literatura infantojuvenil. O meu contato com ele foi devido à faculdade. Tive que lê-lo para uma aula e gostei bastante. Por isso, resolvi comentar um pouco sobre essa obra, que é uma das menos conhecidas do autor e até um pouco difícil de se achar à venda. Vamos lá!

Título: Por parte de pai
Autor: Bartolomeu Campos de Queirós
Editora: RHJ Livros
Número de páginas: 73
Ano: 1995



Sinopse da editora:
‘‘Da recriação de cenários da infância no interior, emerge a cumplicidade avô/neto, num poético exorcismo de saudade. As paredes da casa do avô tornam-se o primeiro livro do menino, mas sua primeira leitura é o olhar do pai. Um mútuo amor calado, imenso, perpassa pelas páginas deste livro em que o avô reina e o neto é o seu súdito encantado.’’

Como disse, li esse pequeno romance para uma aula da faculdade faço Letras, para quem não sabe —, mas tive alguns probleminhas em encontrar o livro. Ele não é tão atual e não teve novas tiragens recentemente. Porém, não é difícil achá-lo em sebos, sobretudo virtuais, como a Estante Virtual. Algumas livrarias ainda possuem ele, mas é necessário encomendar ou comprar online. Em lojas físicas é bem mais complicado de achar.

Resumidamente, o livro é narrado em primeira pessoa por um menino, que conto o seu convívio com seu avô, numa região no interior de Minas Gerais. Mas a narrativa não se restringe a isso. O menino conta como é o seu cotidiano, o que costuma fazer quando vai para a casa dos avós, etc. Esse avô é muito especial por ser um escritor um pouco diferente. Ele não usa papel ou qualquer material parecido para escrever. Usa as paredes de sua casa. Isso mesmo! As paredes são o local de sua escrita.


Um elemento muito importante para dar o tom sensível e poético do livro é a linguagem. Ela é extremamente simples, até porque se trata de uma obra destinada ao público infantojuvenil. Mas essa leveza da linguagem também é fundamental para um ar mais metafórico, optando por descrever todas as minúcias desse ambiente rural, o que aproxima o leitor. Provavelmente, todo mundo já foi em algum lugar no interior e a forma única de narrar, escolhida por Bartolomeu Campos de Queirós, reúne elementos comuns em todos esses ambientes rurais, principalmente a simplicidade e o acolhimento, características muito marcantes do avô do narrador também.

O motivo para esse convívio tão intenso entre o menino e o avô é uma doença da mãe, que está no hospital, já o pai vê o filho de vez em quando. Essa questão mexe muito com o menino, que também possui outras indagações típicas da infância. Ele é extremamente curioso, inquieto e, sobretudo, um admirador de seu avô, que registra tudo o que vê ou ouve pela região.

A passagem do tempo é outro aspecto a ser observado nessa obra. Não há marcações tão específicas dessa passagem, apesar de sabermos que o tempo está mudando, devido à ocorrência de diversos fatos, como a morte de um galo, que mexe muito com o narrador. Campos de Queirós deixa isso bem presente nesse trecho:

‘‘O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. (...) Ele consome as histórias e saboreia os amores.’’ (p. 71)

Esse trecho é falado pelo avô. Um avô durão, que praticamente não chora, mas também um avô sensível, uma espécie de professor para esse neto, conversando e aconselhando-o sempre que possível. Por esse motivo, a leitura desse livro é extremamente nostálgica, pois reacende, em nós, leitores, memórias e lembranças dos nossos avós ou outros parentes queridos.

Em relação à diagramação e ao trabalho artístico dele, gostei bastante também. Como já falei, é um livro bem curtinho. Eu mesmo li bastante rápido. A letra também é grande, mais um artifício bom para atrair o público infantil. A capa é muito bonita. Não sei se essas pessoas são parentes do autor ou de algum membro da editora, mas achei super essas fotografias muito interessantes e relacionadas à proposta do livro, que é trazer memórias sobre o avô.


Finalizando: ‘‘Por parte de pai’’, apesar de ser considerado como infantojuvenil, agrada vários outros públicos, por ser uma narrativa simples e bem próxima da nossa vivência, ainda mais por se passar no interior de um estado brasileiro. Recomendo que você, querido leitor do ELEA, procure esse livro no sebo ou até em alguma biblioteca em sua cidade.

Espero que leiam essa preciosidade da nossa literatura nacional infantojuvenil e que curtam muito, assim como eu curti. Até a próxima, eleanáticos!



05 junho, 2018

5 livros de Literatura Brasileira para você ler antes de morrer + Cupons de desconto!



Que a literatura brasileira é carregada de excelentes autores, nós já sabemos. Por isso, resolvi reunir aqui os 5 livros que considero serem imprescindíveis para você, amante de literatura, ler, apreciar e se deliciar enquanto é tempo.
Esta é a minha lista, são obras que tenho muito apreço, mas é claro que há outras obras incríveis também e, se depois que você terminar de ler todos os títulos que estão aqui, ainda lhe sobrar tempo, faremos mais indicações de livros para vocês aqui no blog!
Brincadeiras à parte, apreciem sem moderação a minha singela lista. Para você curtir mais ainda, o site Cupom Válido, um site que reúne cupons de desconto das maiores lojas online, te ajuda a comprar esses livros com aquele precinho camarada. Clicando aqui, você pode acessar ao site e pegar seu cupom de desconto da Saraiva, Americanas, Amazon e Submarino, por exemplo, e economizar nesse tempo de preços exorbitantes do mercado brasileiro, dica de ouro, não deixe de aproveitar.

1)  A Hora da Estrela, de Clarice Lispector:


Este foi um dos primeiros títulos de literatura brasileira que tive contato. Nesta obra, o narrador, Rodrigo SM, conta a história de Macabéa, uma nordestina que não tem família e vive de um subemprego no Rio de Janeiro. Sua ignorância é tamanha que não reconhece nem sua própria infelicidade. A hora da estrela é um mergulho na profundidade do ser humano. Lispector trouxe um narrador que discute a condição existencial em uma obra carregada de metalinguagens onde o próprio narrador mescla os interesses da escritora. Com cerca de 88 páginas, você estará ligado a um romance que aborda vertentes essenciais como política, a psicologia e a alienação.

2)  Dom Casmurro, de Machado de Assis.



Clássico da Literatura Realista, obra ícone de Machado de Assis, que tem estado mais um pouquinho nas discussões do mundo da internet e dos memes. Bento Santiago dispõe a narrar de sua vida, com cerca de 60 anos, para os mais íntimos, Bentinho, possui muito o que contar: Seu relacionamento com a vizinha, a jovem Capitu, que possui de alto poder de sedução com seus “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Amores, amizades e uma análise profunda da personalidade de Bentinho, tornam Dom Casmurro um romance atemporal e de vital importância para a literatura.

3)  Vidas Secas, de Graciliano Ramos


Romance que pertence ao período Modernista, traz para o universo literário a vida de uma família retirante que vive a mercê da seca, fome e miséria. Conhecemos cada personagem e sua trajetória triste com a seca por meio desse clássico de Graciliano Ramos. O trabalho com a linguagem, a secura das expressões, a transcrição das impressões e pensamentos, deixam a narrativa mais bela ainda.

4)  O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino


Esta narrativa tem como personagem principal Geraldo Boaventura, o Viramundo, o que pode se chamar de Dom Quixote mineiro. Viramundo era de família humilde que o criara de maneira simples, o personagem resolve embarcar em um trem com amigos e, nas cidades que percorre, cria muita confusão e aventuras. É possível inferir também que O Grande Mentecapto faz uma alegoria ao contexto político e civil do Brasil no período da ditadura militar.

5)  Capitães da Areia, de Jorge Amado


A narrativa, também de cunho realista, narra a história dos meninos abandonados que viviam em um trapiche. Órfãos, os meninos se envolvem com a marginalidade e lutam pela sobrevivência. Pedro Bala, o chefe dos Capitães da Areia, comanda o bando e mora nas ruas por mais de 10 anos. O romance traz a veia política e a defesa das minorias que o próprio Jorge Amado Mantinha.


E chega ao fim minha singela lista, isso não significa que esta lista tem fim, aqui é só um apanhado geral de algumas obras. Sentiu falta de algum título? Deixe aqui nos comentários que podemos montar mais alguns posts neste estilo!
Até mais.